22 junho 2015

IGREJA DA MACONHA 'SAGRADA' - LEGALIZADA E ACEITA NOS EUA E NO BRASIL JÁ EXISTE TAMBÉM


Uma ação não programada pode abrir espaço para a primeira igreja destinada à maconha no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Recentemente foi assinado o "Religious Freedom Restoration Act (RFRA)", que permite que empresas e indivíduos neguem serviços para gays sob alegação de motivos ou valores religiosos. Na ânsia de fazer valer os direitos religiosos, os parlamentares podem ter aprovado a instituição da igreja da maconha.

A papelada para aprovação da "Primeira Igreja de Cannabis" estava junto com a aprovação do RFRA. Bill Levin, fundador da igreja, anunciou em sua página no Facebook que o registro foi aprovado.

"Status: aprovado pelo secretário de Estado de Indiana. 'Parabéns, seu registro foi aprovado'. Agora vamos começar a realizar nossos objetivos de amor, compreensão e boa saúde", escreveu.

Uma das hipóteses para a aprovação do inusitado projeto é a pressa que os congressistas de Indiana tiveram para aprovarem questões ligadas a valores e práticas religiosas. No meio de várias propostas, a igreja da maconha pode ter sido aprovada inadvertidamente.


Atualmente, Levin está procurando doações de US$ 4,20 para sua igreja.

Jovem segura muda de cannabis produzida em sua casa, em Montevidéu, no Uruguai. Texto aprovado pela Câmara dos Deputados prevê o cultivo, distribuição e comércio da droga sob regulação do Estado (Foto: AP Photo/Matilde Campodonico)


Veja os videos:


TV Trip visita a Primeira Igreja Niubingui Coptic de Sião(Igreja da Maconha),  do Brasil


Maconha virou fé: Estados Unidos legalizam 'Primeira Igreja do Cannabis'
Foi inaugurada no estado de Indiana, nos Estados Unidos, a Primeira Igreja do Cannabis – sim, maconha virou fé. A religião foi fundada por Bill Levin, é baseada em “amor e compreensão com compaixão por todos” e tem na erva seu “sacramento”. Parece piada? Não para a Secretaria do Estado de Indiana, que aprovou o registro e lhe deu até isenção fiscal, bem como uma religião convencional.

A legitimidade da igreja da maconha foi justificada por uma lei assinada na terça-feira passada (26) pelo governador de Indiana,Mike Pence. O Ato de Restauração da Liberdade Religiosa assegura aos cidadãos o direito de exercer crenças religiosas sem que sejam vítimas de processos na Justiça. A princípio, a briga se deu entre gays e conservadores, pois esta lei dá direito de discriminar homosexuais com base na fé sem que se arque com consequências jurídicas. Enquanto o governador levava adiante a polêmica com Tim Cook, CEO da Apple assumidamente gay, e Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia, entre tantos outras figuras contrárias ao ato, Levin agilizou a criação de sua nova religião.
Na primeira semana, Levin, autointitulado "ministro do Amor",divulgou por meio de página no Facebook – que já tem 33 mil fãs – a lista de 12 mandamentos da Primeira Igreja do Cannabis. “Ria mais, compartilhe humor”, “Não seja um troll na internet” e “Gaste pelo menos dez minutos por dia contemplando a vida em um espaço silencioso” são algumas das regras desta fé alternativa.
Apesar do registro da religião, compra e venda de maconha continuam proibidas no estado de Indiana. Por isso a igreja prega que a erva seja plantada e compartilhada. Ela também tem seu “dízimo”, e até esta segunda (1º) já tinham sido levantados US$ 10,8 mil por meio de 634 doações. O dinheiro será usado para alugar um espaço físico para os rituais, de acordo com Levin, e duas opções de prédios já estão sendo estudadas: uma menor, com 200 lugares, outra maior, porém sem parte do telhado. “Estamos fazendo o melhor para oferecer à nossa congregação o melhor lugar possível”,escreveu o "ministro do Amor" no Facebook. “Eu amo todos vocês”.
O caso, como era de se esperar, repertuciu em vários dos principais veículos do mundo: ForbesTimeWashington PostUSA Today.Todos veem na Primeira Igreja do Cannabis o desafio real para os planos do governador de Indiana. Até segunda ordem, nada muda: a religião terá seu primeiro dia oficial de atividade em 1º de julho, daqui a um mês, exatamente no mesmo dia em que o Ato de Restauração da Liberdade Religiosa começa a valer.


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