06 julho 2015

IMORALIDADE: VÁRIOS TIPOS DE COMPORTAMENTO FORAM ABSORVIDOS E AGORA SÃO ACEITOS COMO ALGO 'NATURAL'

Na mesma semana em que a Suprema Corte dos EUA oficializou a união homossexual em todo o país, uma pesquisa de opinião do Instituto Gallup mostra que a sociedade hoje considera “aceitáveis” comportamentos que antes rejeitava.
Antes considerados como “tabu” e moralmente inaceitáveis, vários tipos de comportamento foram, de certa forma, absorvidos e agora aceitos como algo “natural”.
Por exemplo, chegou a um índice recorde o apoio a relações de pessoas do mesmo sexo, o nascimento de um bebê fora do casamento e sexo entre um homem e uma mulher solteira. Há também uma crescente aceitação do divórcio, da pesquisa com células-tronco e da poligamia, indica o Gallup.
Se em 2001, apenas 40% das pessoas disseram não ter problemas com as relações gays, em 2015 o índice chegou a 63%, um aumento de mais de 50% em 14 anos.
Em 2001, apenas 45% das pessoas diziam que ter um bebê fora do casamento era aceitável. Agora a aceitação chega a 61%, um aumento de 16 %.
Sexo entre um homem e uma mulher solteira era vista como moralmente aceitável por 53% dos entrevistados em 2001. Agora 68% consideram isso moral, um aumento de 15%.
A aceitação do divórcio aumentou de 59% para 71 % desde 2001, um aumento de 12%. Pesquisas com células-tronco eram aceitas por 52%, agora são 64%, um salto de 12%.
A poligamia (ter mais de um cônjuge ao mesmo tempo) era “moralmente aceitável” por apenas 7% das pessoas em 2001, agora mais que dobrou, sendo aprovados por 16%, da população.
A clonagem de seres humanos tinha igualmente 7% de aceitação em 2001, chegando a 15% agora, mais de 100% de aumento. A clonagem de animais variou menos, indo de 31 para 34%. O suicídio assistido por médicos tinha aceitação 49% 14 anos atrás, alcançando o patamar de 56 % agora.
Cometer suicídio passou de 13% para 19% na aceitação moral, um aumento de quase 50%. Aceitação moral do aborto aumentou de 42 para 45% desde 2001.
Um aspecto com menor variação foi a pergunta “Você aceitaria que seu cônjuge tivesse um caso?”. Somente 7% disseram que sim em 2001; 8% aceitariam essa situação agora.
A popularidade da pena de morte foi a única que diminuiu. Tinha o apoio de 63% da população em 2001, caindo para 60% em 2015.

Diminui a confiança na Igreja

O Instituto Gallup publicou outra pesquisa que mostra uma mudança distinta na sociedade. Os americanos mostram ter o menor índice de confiança na religião organizada da história.
Antes considerada “um pilar da liderança moral na cultura da nação”, a Igreja cristã – como religião predominante – estava em primeiro lugar na confiança durante os anos 1980.
Lydia Saad, autora do relatório divulgado recentemente, explica que ao se falar em confiança, remete-se a “um juízo de valor sobre a forma como a instituição é percebida, uma marca da quantidade de respeito que lhe é devido”.
Houve um ligeiro aumento na confiança dos católicos, por exemplo, que parece ser devido à popularidade do Papa Francisco.
De modo geral, igreja/religião agora está em quarto lugar na pesquisa do Gallup. Fica atrás dos militares, empresas de pequeno porte e da polícia. Atrás dela vem o sistema de saúde, o Congresso e a mídia.
“Quase todas as organizações perderam na confiança, mas a popularidade da religião caiu mais que todas”, disse Saad.
Na primeira pesquisa do tipo, em meados da década de 1970, a confiança da sociedade em geral na igreja ou religião organizada beirava os 70%. Em 2015, o índice é de apenas 42%.
Um dos resultados mais significativos desta pesquisa é que ela corrobora com as estatísticas que mostram um abandono crescente da Igreja. O aumento dos “sem religião” é muito em consequência dessa perda de confiança, reitera Saad.
Na análise estratificada, o Instituto Gallup mostra que evangélicos e católicos tem o mesmo percentual de confiança. Cinquenta e um por cento de cada grupo diz confiar plenamente na Igreja. A sucessão de escândalos envolvendo líderes religiosos atingiu mais os evangélicos, uma vez que 73% diziam confiar na Igreja em 1985.
Por outro lado, a confiança dos católicos teve seu ponto mais baixo (41%) durante o auge dos escândalos de abuso sexual em 2002. Analistas creditam essa recuperação de 10 pontos percentuais à atuação do Papa Francisco. 
Com informações de Religion News e Prophecy News Watch
Ato público a favor do pecado e da licenciosidade
O ato público que propõe a criação da Lei do Amor livre, garantindo a livre expressão da sexualidade e coíbindo a discriminação à população LGBT, acontece nesta quinta-feira (14) em frente à Igreja Matriz da Boa Vista, na Rua da Imperatriz. O ato começa às 11h.

O evento marca as comemorações do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia (17 de maio). Os  militantes do Instituto Papai e Gema-UFPE são os responsáveis pelo ato. 
 
No Recife, a Lei 16.780 existe desde 2002 e proíbe qualquer forma de discriminação ao cidadão com base em sua orientação sexual e prega a penalização dos estabelecimentos que, de alguma forma, possam discriminar essas pessoas. 
 
Durante o Ato Público na Rua da Imperatriz serão distribuídos materiais informativos, em formato de “cartões de visita” contendo uma síntese da Lei, além de recolhimento de assinaturas a favor da existência de uma nova lei estadual relacionada a temática. 

Reconhecendo a conquista que a Lei 16.780 representa na luta contra a homofobia, o Coordenador de Projetos do Instituto Papai, Thiago Rocha, destaca a importância de uma lei estadual contra esse tipo de discriminação: “Pernambuco vem apresentando altos índices de violência e assassinatos contra a população LGBT nos últimos anos, e em 2015, segundo o Centro Estadual de Combate à Homofobia, se contabiliza 11 mortes entre travestis e gays no estado. Temos entendimento que esse número é ainda é maior. Por isso reivindicamos uma Lei estadual que coíba violações e crimes causados pela discriminação à orientação sexual ou identidade de gênero das pessoas.”
 
A LEI 16.780 - A lei 16.780 diz que "entende-se por orientação sexual a liberdade do cidadão de expressar abertamente seus afetos e relacionar-se emocional e sexualmente com pessoas do mesmo sexo ou oposto, sejam eles homossexuais masculino ou feminino, independente de seus trajes, acessórios, postura corporal, tonalidade da voz ou aparência" (§ 1º, Art. 1º). 

Entretanto, para o coletivo, esta lei não é devidamente fiscalizada, tampouco tem sido utilizada pela sociedade civil, o que implica, para o grupo na criação de uma nova lei similar a esta e a realidade atual.

http://m.noticias.ne10.uol.com.br/grande-recife/noticia


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