09 julho 2015

“MONTAR A PÊLO”, A MAIS NOVA MALDIÇÃO NO MUNDO, CHEGOU AO BRASIL

 Foto: Ministério da Saúde / Divulgação

"...Porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém.
Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.
E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia; os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam. Rom. 1:21-32.

O texto  acima é o que a Palavra de Deus diz sobre todas estas práticas pecaminosas, que são abordadas nesta postagem.

“Montar a Pêlo”? Esta é a melhor tradução da mais nova “onda” surgida ultimamente no mundo, em inglês“bare-backing”.

Barebacking é um termo originado de barebackers, usado em rodeios, identificando os caubóis que montam sem sela (arreios) no pêlo puro dos animais.

barebacking nasceu nos EUA, no Estado da Califórnia, e originalmente a proposta era de festas em que um ou mais participantes soropositivos, eram convocados por um produtor para praticar sexo com os convidados, sem o uso de preservativos, que seriam as camisinhas.

Hoje o movimento é difundido nos Estados Unidos da América  do Norte,  em toda a Europa, e chegou no Brasil, tendo um dos seus principais focos em Ipanema, no Rio de Janeiro.

Desde a sua origem a motivação sempre foi a aventura, também  chamada de roleta-russa, porque é uma “brincadeira”com o risco de contrair ou não vírus HIV.

Barebacking é um  termo  conhecido atualmente no mundo inteiro como gíria homossexuual para o sexo FECAL, sem o uso de preservativos; geralmente é praticado em festas fechadas e em grupos de indivíduos do mesmo sexo, por homens que são chamados de discordantes, ou seja, com soro positivo e negativo.

Os adeptos sem um grama de miolos na cabeça dizem que isso é “coisa de macho!”

Os praticantes do “bare-backing” dizem que o objetivo é a libertação do uso de preservativos, o prazer sem barreiras, que é o que importa.

CONVERSION PARTIES

Barebacking é promovido em festas chamadas Conversion Parties, cuja tradução é  Festa de Conversão, para a qual, são convidados dois tipos de homossexuais:
-Os bug chasers - são os caçadores de vírus, HIV negativo.
- Os gift givers - são os presenteadores, soropositivos que são chamados para contaminar o HIV negativo.

-Obs.: Gift é o presente, que nada mais é do que o vírus da Aids.

CARACTERÍSTICAS DA FESTA DE CONVERSÃO

 -As reuniões são geralmente noturnas em casarões com mobiliário sofisticado.
- São regadas com bebidas importadas.
- As pessoas são escolhidas a dedo, para um número  que não ultrapasse  sessenta pessoas.
- Os contatos,  convites e confirmação são feitos via email.
- A regra “sine qua non” é ficar nu, ou no máximo com uma toalha presa na cintura. Se o convidado se recusar a isso, não é aceito no local.
- O sexo é praticado nos ambientes de convivência comum, com exposição para  todos os presentes verem.
- O participante tem que aceitar e praticar o  sexo grupal com rodízios em todas as práticas sexuais.
- O sexo é praticado diante de câmeras e de uma equipe de produção.
- Ali nenhuma prática é convencional, e todas elas são sem limites.
-Como é sem limites, o praticante pode ser homosexual,bissexual ou heterosexual, desde que aceite praticar o sexo sem camisinha, e é considerado um bare.

Por incrível que pareça,  há homens, geralmente homossexuais, que querem ser infectados pelo HIV, e por outro lado há os que têm o prazer de ajudá-los a tornar este imbecil desejo uma realidade.

O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS DA SAÚDE

O coordenados dos Estudos Clínicos da Fiocruz, Jorge Eurico Ribeiro diz que, este movimento é realizado por pessoas que perderam a noção do perigo em busca do prazer.

O Ministério da Saúde traçou alguns dados interessantíssimos sobre os infectados pelo vírus HIV de 1980 a junho de 2008:
v Casos acumulados de Aids 506.499.  Desses 333.485 são homens (66%) e 172.995 são mulheres (34%)
v Em 2007 registraram-se 33.689 novos portadores do vírus HIV

O PREÇO DA AIDS EM REAL NO BRASIL

v Dos cofres públicos do Governo Federal são gastos R$1.000.000.000 (um bilhão de reais) exclusivamente para o tratamento de soropositivos.
v É gasto por ano com cada portador de soropositivo de R$5.300,00 a R$26.700,00
v Todos os anos 20.000 pessoas infectadas iniciam tratamento com antivirais somente no Brasil
v 1/3 dos infectados recebe coquetel de medicamentos.
v 25,4% das pessoas infectadas com vírus HIV não sabem que estão infectadas
v Em 2010 a ONU disse que, o Brasil tem 1/3 dos portadores de HIV da América Latina
v De 1980 (o início da epidemia) até junho de 2009, foram registrados 217.091 óbitos em decorrência da doença.
v  Cerca de 30 mil a 35 mil novos casos da doença são registrados todos os anos no país.
v Região Sudeste tem o maior percentual (59%)  com 323.069 registros da doença
v O Sul concentra 19% dos casos
v Nordeste12%;
v O Centro-Oeste6%;
v A região Norte3,9%.
v Dos 5.564 municípios brasileiros, 87,5% (4.867) registram pelo menos um caso da doença.

UNSAFE  SEX

Enquanto o Ministério da Saúde no Brasil preocupa-se, faz progandas com gastos milionários, incentivando prostitutos e prostitutas a fazerem sexo seguro com o uso de camisinha, a ênfase e propaganda do Barebacking é o Unsafe Sex, que significa Sexo Inseguro, sem pudores,  impulsionado por um público, também, suicida.

JANELA IMUNOLÓGICA

Muitos contaminados pelo HIV, que fazem o tratamento da doença, embarcam no barebacking, pensando que estão imunes à doença. Essa é uma postura duvidosa, sem base científica.

Há um espaço variável de tempo em que um soropositivo pode realizar exames de laboratório apresentando um resultado negativo que, certamente será falso.
O Ministério da Saúde alerta que, quando a prática do sexo inseguro é frequente, na vida daqueles que estão em tratamento da doença, e que estão em estado de melhora em sua saúde, as relações de alto risco com soropositivos podem sofrer o recontágio, uma nova contaminação, causando um aumento da carga viral e uma queda de imunidade e sintomas prejudiciais.

CUIDADOS IMPORTANTES

Cuidado com sites de relacionamentos, porque é ali que circulam os propagandistas do barebacking.

Cuidado com a indústria pornô, onde os filmes mais procurados, enfatizam o barebacking.

Cuidado com o Youtube. As postagens mais assistidas são aquelas com cenas de sexo sem uso de preservativos.

Cuidado com os vídeos pornográficos que, chamam a sua atenção e que o despertem para este tipo de sexo.

RADAR ALERTADOR

A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas Sexuais do Ministério da Saúde, em 2004, apontou que o índice de homens praticantes de sexo com homens no Brasil, entre 15 a 49 anos era aproximadamente 1.500.000 pessoas,  com  226,5 casos para cada grupo de 100.000 homens.

A mesma pesquisa apontou que entre os héterosexuais da mesma idade o número de soropositivos era de 20,5 para cada grupo de 100.000 homens, simplesmente 11 vezes menor do que na população homossexual.

Psicólogos,  antropólogos e sociólogos concluem que estes comportamentos são distúrbios ou disfunção social, estupidez, e coisas de “patéticos!”

O QUE DIZ A BÍBLIA

O acrônimo bíblico mais exato para o barebacking é morte. Isso é exatamente o que o apóstolo Paulo disse em Romanos 1:32: “...o decreto de Deus, declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente os praticantes, mas também os que aprovam os que as praticam!”

A homossexualidade é condenada na Bíblia, sem meios-termos. Toda perversão é condenada em toda a Bíblia.

O sexo aprovado pela Bíblia é no casamento,  entre um homem e uma mulher.  Este é o único ato sexual cuja prática não expõe o casal a riscos de contrair o vírus HIV nem qualquer DST (Doença Sexualmente Transmissível).

Se você quer ser feliz nas práticas  sexuais, siga a orientação bíblica, e assim, terá realizações nesta área tão importante da vida humana.

O QUE A BÍBLIA DIZ

Na Bíblia o acrônimo para o barebacking é morte. Isso é o que realmente o apóstolo Paulo disse em Rom. 1:32 “...que o decreto de Deus,  declara dignos de morte os que tais coisas praticamnão somente os praticantes,  mas também os que aprovam os que tais coisas praticam!”

A homossexualidade e todas as suas perversões, sem meios-termos, são totalmente condenadas na Bíblia.

O sexo aprovado na Bíblia é no casamento entre um homem e uma mulher. Este é o único ato sexual cuja prática não expõe o casal a  riscos de contrair Aids ou qualquer outra DST (Doença Sexualmente Transmissível).

Se você quer ser feliz nas práticas sexuais, siga as orientações bíblicas, e assim terá realizações nesta área tão importante da vida.

O QUE DIZ O RESPONSÁVEL  POR ESTE BLOG

Em um país como o Brasil, “capenga” na área da saúde, com milhares de doentes nas portas dos hospitais publicos, aos quais são negadas as chances de tratamento,  muitos morrendo sem solução, posiciono-me em discordar com este gasto de mais de R$1.000.000.000 (Um Bilhão de Reais), exclusivamente para o tratamento de soropositivos. Parece piada!

Não sou homofóbico. A minha posição é que cada um deve escolher o que o interessa em todos os aspectos de sua vida, contanto, que, saiba que cada decisão e escolha trará a devida recompensa, como diz a própria Bíblia: “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará!” Gl. 6:7.

A atual Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e quase toda a sua bancada na Câmara e no Senado, também,  são responsáveis por tudo isso, que acaba sendo  um prêmio para eles, devido ao apoio que dão a todo o movimento homossexual, com leis que  beneficiem a tudo isso.

Pr. José das Graças Silva Oliveira

Matéria do Site Terra.com.br

Eles não costumam revelar seus nomes verdadeiros. As trocas de experiências são feitas em sites cujos colaboradores não são identificados. Outras conversas acontecem em grupos fechados, de redes sociais e aplicativos. É assim, secretamente, que pequenos grupos de homens soropositivos de diversas partes do Brasil têm se unido para difundir táticas sobre como enganar jovens mais ingênuos para deixá-los vulneráveis à Aids.

A prática foi denunciada por um estudante de medicina, no mês passado, em um grupo de discussão sobre questões LGBT no Facebook. O jovem de 24 anos, morador do interior de São Paulo, contou que recebeu o alerta de outros médicos e resolveu compartilhar com o máximo de pessoas possível. “O que me motivou a divulgar este absurdo foi saber que adolescentes estão sendo enganados por esses monstros”, disse ele, que preferiu manter o anonimato, ao Terra . “Eles fazem isso por pura maldade, puro prazer em estragar a vida de pessoas que ainda são novas”, completou.

De acordo com o universitário, alguns utilizam a web para conhecer jovens gays, marcam encontros e usam diferentes técnicas para conseguirem ter relação sexual sem proteção. Inicialmente, tentam convencer o parceiro de que a camisinha atrapalharia o prazer da relação. Quando a persuasão não funciona, furam os preservativos e fazem com que estourem no momento da penetração.

Muitas dessas dicas foram facilmente encontradas pela reportagem em um blog chamado "Novinho Bareback", que foi excluído, assim que a denúncia começou a circular nas redes sociais. Na página, integrantes de um "clube" autodenominado "Clube do Carimbo" publicavam, além de fotos e vídeos pornográficos, textos repletos de gírias próprias, em que explicavam os procedimentos e incentivavam os praticantes mais antigos a buscarem novos garotos para se unirem a eles:

 Foto: Reprodução

"Lembre-se de aproveitar que agora que são férias escolares e tem muitos ‘p*****os’ universitários puros na praça prontinhos para virem para o nosso clube. Como vocês sabem, o sexo bare tem se tornado a modalidade de sexo mais difundida no mundo! Nosso Brasil tem seguido a tendência e cada dia é mais comum encontrarmos adeptos do bare! Todo macho recém-convertido ao bare, lá no fundo, quer ser ‘carimbado’ para ser convertido para nosso lado, para o bare ‘vitaminado’ (risos)” , havia escrito um membro do grupo. “Vitaminado”, no caso, faz referência aos que são portadores da Aids.

"O bom e velho prego ou agulha... Fura essa p**** toda! Quando ejacular, vai vazar vitamina dentro do pu**. Funciona melhor em dark rooms e sex clubs com pouca iluminação. Recomendo que fure a ponta, apenas a ponta, por que o passivo pode sentir durante a f*** a fricção do preservativo, daí ‘mela a f***’, ou melhor, não mela! Hahaha. Furando só a ponta, quando g****, dá uma segurada dentro para dar tempo de escorrer o suficiente" , havia comentado outro.

Em outro blog chamado "Aventuras de um Becker" encontramos mais dicas ilustradas com imagens, vídeos e gifs.

"Cortar a ponta ou furar a ponta dos preservativos é algo fácil de se fazer, dá tesão e estimula um novo fetiche feito por poucos e por alguns. O legal é quando você sabota o preservativo no dia que vai f****" , disse o autor, que se identifica como Mauro Machado Becker, antes de escrever um passo a passo do processo: "É preciso prática e discrição sobre tal ato (não saia ai contando isso para todo mundo). Não fez ainda? Faça! Pois é bem provável que já tenham feito em você. É algo sigiloso, uma prática feita por alguns e que decidi compartilhar com vocês a ideia que pode acontecer por acidente ou de propósito" , completou.

Em seguida, ele ainda demonstrou certa preocupação: "Este texto é só uma ideia, comentada nacionalmente e internacionalmente, um fato que ocorre e que não quer dizer que eu faça isso".

Ambos os endereços fazem referência ao termo "bareback", que é uma modalidade de sexo sem camisinha cujos adeptos podem ser soropositivos ou não. Outros endereços da internet que exploram o conceito apenas servem como fórum de discussões sobre o tema e espaço de integração entre os participantes.

O Terra tentou entrar em contato com Mauro Machado Becker, mas, até o fechamento da reportagem, não obteve retorno.

Por dentro do bareback

Os primeiros registros da palavra bareback (cujo sentido original indicava o ato de cavalgar em um cavalo sem cela), como prática sexual datam do início dos anos 1980 nos Estados Unidos. Na mesma década, a modalidade começou a chegar a alguns países europeus e também ao Brasil como uma "moda" importada das comunidades gays norte-americanas. Nos anos 1990, ele deixou de ser conhecido apenas em pequenos guetos homossexuais e se tornou mais popular (o que aumentou de vez graças à internet).
O aliciamento sem consentimento de novos jovens, no entanto, não é praticado por todos os barebackers. A grande maioria deles, por sinal, não aprova a conduta e somente mantém relações com outros adeptos da modalidade. Mesmo assim, a história não é tão simples.

Em 2009, Luís Augusto Vasconcelos da Silva, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), escreveu um artigo sobre o tema – decorrente de uma tese de doutorado defendida em 2008 no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia – que foi publicado no Caderno de Saúde Pública, revista da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (RJ). 
No processo de criação do trabalho, intitulado Barebacking e a Possibilidade de Soroconversão, ele entrevistou praticantes para descobrir qual seria o intuito daqueles homens. A conclusão: não há unanimidade de ideias e intenções.

Em primeiro lugar, o pesquisador descobriu que alguns dos entrevistados transavam sem proteção porque queriam, de fato, contrair o vírus HIV. Eles são conhecidos como bug chaser (em inglês, “caçador de inseto”), homens negativos que procuram um gift giver (“doador de presente”), os positivos, para se infectarem. Depressivos, eles manifestavam desejo de morrer, mas “não tinham coragem” de cometer suicídio.

Outros demonstraram, segundo o professor, desejo “indireto” de se infectarem – não mais por vontade de morrer, mas pela “liberdade” de, ao se tornarem soropositivos, pararem de se preocupar com a proteção. Seria como um “alívio” por contrair uma doença que parecia inevitável.

Alguns rapazes também justificaram a prática alegando que gostavam da sensação de perigo e subversão. Eles contaram ao estudioso que, a cada novo resultado negativo que recebiam em exames de HIV, sentiam a adrenalina subir e era “como se estivessem ganhando o jogo”. Em caso de resultado positivo, a sensação não seria diferente, pois gostavam até mesmo de se sentirem “mais fortes que a infecção”. “Minha postura é subversiva, minha prática também. É para testar meus limites, para ver até onde encaro essa roleta-russa”, afirmou um deles.

Por fim, ainda de acordo com Vasconcelos da Silva, existiam aqueles que sentiam “curiosidade e fascinação” por participar de uma “identidade soropositiva” e, devido aos avanços no tratamento da doença, simplesmente não tinham consciência de sua gravidade.

Vale lembrar que, consentida ou não, a prática de disseminação de doenças sexualmente transmissíveis é considerada criminosa. Segundo o artigo 130 do Código Penal, “expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado” deve resultar em pena de detenção de três meses a um ano. Se a intenção for transmitir a moléstia, passa para um a quatro anos de prisão'.

Bareback sem preconceito
Salvador Corrêa, coordenador executivo adjunto da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids), explicou ao Terra outro lado da questão: o de que o bareback não pode ser estigmatizado apenas nesse quadro e que seus praticantes não podem se tornar alvos de preconceito.

"Nunca devemos ter um olhar com aspecto moralista. O que percebemos é que, quando o sexo sem camisinha ocorre para a gravidez, ele não é condenado, mas, quando ocorre para obtenção de prazer sexual, as pessoas são logo rotuladas como potenciais perigos para a sociedade. Este tipo de visão é perigoso. Afastando essas pessoas por preconceito, você acaba as afastando de informações e de acesso à prevenção. Temos que descontruir isso tudo. Sempre que possível, vamos incentivar o uso do preservativo, o método mais eficaz contra várias DSTs, mas também temos que entender que existem outras formas de prevenção que podem se adequar à individualidade de cada um", disse.

Uma das lutas da entidade, nesse sentido, é a ampliação do leque de opções de prevenção no Brasil. Para os barebackers, por exemplo, existem, na rede pública, o tratamento regular como prevenção (medicação tomada pelos soropositivos que reduz a possibilidade de transmissão) e a profilaxia pós-exposição (medicação tomada por qualquer um após o contato com o vírus). Em outros países, a profilaxia pré-exposição também é oferecida.

Falta de políticas públicas e informação
O autor do blog que foi deletado da web, rapaz que se identificava apenas como Matheus, costumava compartilhar fotos e vídeos dele e dos jovens “aliciados” – a maioria com corpos musculosos e definidos.

“Em um universo onde corpos sarados chamam a atenção, esses ‘carimbados’ também usam esse artificio para conquistar suas vítimas. Fazendo uma associação com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde em 2014, foi justamente na idade entre 16 e 24 anos que subiu o número de infectados. Aí entra o papel do governo”, afirmou o estudante autor da denúncia.

Para ele, o Estado tem responsabilidade direta no aumento dos casos de HIV entre os jovens quando cede a pressões de setores conservadores da sociedade e evita criar publicidades direcionadas a LGBTs que alertem sobre a importância da prevenção. Ele relembrou, por exemplo, o Carnaval de 2012, quando o governo federal retirou do ar uma campanha voltada ao uso de camisinha que era ilustrada com dois garotos homossexuais.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde enviou nota em que se posiciona contra a prática de bareback e alegou que produz materiais de prevenção especialmente desenvolvidos para a população de gays e travestis. Confira a íntegra do comunicado:

"O Ministério da Saúde é contra a prática do “barebacking”. Nas campanhas de prevenção às DST e Aids promovidas pelo Ministérios da Saúde (1º de dezembro e Carnaval, por exemplo), existem  materiais de prevenção especialmente desenvolvidos para a população de gays, travestis e profissionais do sexo, onde é reforçado o uso do preservativo como uma das formas de prevenção à doença. Existem também campanhas regionais desenvolvidas em estados e municípios por ocasião de eventos específicos dessas populações como em paradas gays.
Outra forma de prevenção divulgada nesses materiais específicos é Profilaxia Pós-Exposição (PEP) – medida de prevenção que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais pela pessoa que se expôs ao vírus do HIV em relações sexuais desprotegidas, como nas que ocorrem falha, rompimento ou não uso de preservativos.
É importante ressaltar que não cabe ao Ministério punir ou julgar civilmente quem pratica ou coopta pessoas para a disseminação da prática. Atualmente, existe um grupo de trabalho sobre a temática gay e HSH (Homens que fazem sexo com homens) no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Dentre os assuntos em discussão no grupo está a prática do “barebacking”. O grupo analisa as implicações dessa prática e o quanto ela está disseminada no Brasil, levando em consideração as informações regionais dos grupos que fazem prevenção, de forma a embasar as ações educativas / preventivas junto a essa população desenvolvidas pelo ministério".

Crescimento do HIV no Brasil
Um relatório divulgado em julho do ano passado pela Unaids, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicada à luta contra a Aids, apontou que, entre 2005 e 2013, o Brasil registrou aumento de 11% em infecções por HIV. O número de mortes no País em decorrência da doença, por sua vez, subiu 7%.
Os dados são ainda mais alarmantes quando comparados com os outros países: no mundo todo, houve queda de 27,6% nas infecções e de 35% nas mortes. Se levarmos em conta apenas a América Latina, as diminuições foram de 3% e 31%, respectivamente.

Outro levantamento divulgado em dezembro do mesmo ano pela Secretaria da Saúde de São Paulo mostrou que os casos aumentaram 23,2% no Estado entre jovens de 15 a 24 anos de 2009 a 2013. Em 2009, foram notificados 687 novos casos; em 2013, 847.

Pesquisa mais recente do Ministério da Saúde, divulgada na semana passada, mostrou que, apesar de 94% dos brasileiros saberem da importância do uso da camisinha na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, 45% dos sexualmente ativos não usaram preservativo em relações ocasionais em 2013, percentual estável desde 2004.

Em 2013, ocorreram 1.547 óbitos pela doença, o equivalente a quatro mortes por dia.


http://noticias.terra.com.br/brasil/grupo-difunde-taticas-na-web-para-espalhar-o-virus-hiv,2d2024d11c71b410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

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