18 novembro 2015

A VERDADE SOBRE MARIA - 03

ASSUNÇÃO DE MARIA

O que diz a   Tradição:

"Finalmente,  a  Imaculada  Virgem,  preservada  imune  de  toda mancha  da  culpa  original,  terminado  o  curso  da  vida  terrestre, foi  assunta  em  corpo  e  alma  à  glória  celeste.  E  para  que mais plenamente  estivesse  conforme  a  seu  Filho,  Senhor  dos senhores  e  vencedor  do  pecado  e  da  morte,  foi  exaltada  pelo Senhor  como  Rainha  do  universo.  A  Assunção  da  Virgem Maria  é  uma  participação  singular  na  Ressurreição  de  seu Filho  e  uma  antecipação  da  ressurreição  dos  outros  cristãos"  
(C.I.C. p. 273, # 966). 

Contestação - “Assunção de Maria” significa que Maria subiu ao céu em corpo e alma, levada por  seu  Filho.  Tal  ensino  não  encontra  amparo  nas Sagradas  Escrituras.  É  claro  que  a  santa Maria  está  no  céu,  lugar  para onde  vão  todos  os  que  morrem  em  Cristo.  Diz  o  ex-padre  José Barbosa de  Sena  Neto,  em  suas  "confissões":    "A  coisa  mais  espantosa  dessa doutrina  é  que não  tem  nenhuma  prova  bíblica".    E  o  ex-padre  conclui:
"O  Papa  Pio  XII (que  promulgou  essa doutrina),  disse  que  "qualquer  um
que  doravante  duvide  ou  negue  esta  doutrina  apostatou totalmente da divina fé católica; isto - continua o ex-padre - significa que é pecado morta lpara  qualquer  católico  romano  recusar-se  a  crer  nessa  fantasiosa doutrina!"  A  Tradição  diz  que Maria  foi  assunta  ao  céu  de  corpo  e alma, e  o  Senhor  a  elegeu  Rainha  do  Universo.  É  o  caso de se perguntar: Quem viu? Quem escreveu? Onde está escrito? 

Que  Maria  está  na  glória  não  há  dúvida,  mas  não  que  tenha ressuscitado.  São  incontáveis  os santos  que  se  encontram  no  Paraíso, aguardando  a  plenitude  dos  tempos  para  ressuscitarem num corpo espiritual (1 Tessalonicenses 4.16-17).

CONCEBIDA SEM PECADO

O que diz a   Tradição:


"Desde  o  primeiro  instante  de  sua  concepção,  foi  totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de  todo  pecado  pessoal ao longo  de  toda  a  sua  vida"  (C.I.C.p.  143,  #  508).  "Pela  graça  de  Deus, Maria  permaneceu  pura de  todo  pecado  pessoal  ao  longo  de  toda  a  sua vida"  (C.I.C.p. 139, # 493).  

Contestação  -  As  expressões  "concebida  sem  pecado"  e  "imaculada" são  comuns  nas  rezas e escritos romanos. O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi definido no ano de 1854. 

A  única  forma  de  Maria  ter  sido  gerada  sem  pecado  seria  mediante  a intervenção  direta  do Espírito  Santo  no  ventre  de  sua  mãe,  tal  como aconteceu  com  Jesus.  E  essa  exceção  teria registro prioritário na Bíblia. 
Contrariando  a  Tradição,  a  Palavra  de  Deus  declara  de  modo  enfático, sem  rodeios:  "POIS TODOS PECARAM E DESTITUÍDOS ESTÃO DA GLÓRIA DE DEUS, E SÃO JUSTIFICADOS GRATUITAMENTE  PELA  SUA  GRAÇA,  PELA REDENÇÃO  QUE  HÁ  EM  CRISTO  JESUS" (Romanos  3.23).  Como  resultado da  desobediência  de  Adão  e  Eva,  TODOS  somos pecadores;  todos herdamos  a  natureza  pecaminosa  do  primeiro  casal;  todos  fomos atingidos pelo  "pecado  original".  A  Bíblia  fala  em  TODOS.  Todos,  sem exceção.  Dos  santos  do  Antigo Testamento  (Noé,  Abraão,  Moisés,  Josué, Davi,  Elias,  Isaías,  dentre  outros)  aos  do  Novo Testamento  (Mateus, João,  João  Batista,  Paulo,  Pedro,  José,  Maria  e  outros),  todos  pecaram
e  necessitaram  da  graça  de  Deus  para  serem  justificados.    No  Salmo 51.5,  Davi  reconhece  a sua  propensão  natural  para  o  pecado:  “Eis  que em  iniqüidade  fui  formado,  e  em  pecado  me concebeu  minha  mãe”.   Maria  venceu  essa  natureza  pecaminosa  porque  confiava  e  cria em Deus, seu Salvador (Lucas 1.46-47). 
E  ainda:  "PELO  QUE,  COMO  POR  UM  HOMEM  ENTROU  O  PECADO  NO MUNDO,  E  PELO PECADO  A  MORTE,  ASSIM  TAMBÉM  A  MORTE  PASSOU  A TODOS  OS  HOMENS, PORQUE  TODOS  PECARAM"  (Rm  5.12).  Ora, "semente  gera  semente  da  mesma  espécie".

Uma  semente  de  manga  vai  gerar  manga.  Assim  acontece  com  a laranja,  com  o  abacate  e com  as  demais  frutas.  Assim  aconteceu  com os  homens.  Somos  da  semente  de  Adão.  Jesus foi o único que não herdou a maldição do pecado porque Ele foi gerado pelo Espírito Santo. 
"Todos  estão  debaixo  do  pecado.  Não  há  um  justo.  Nem  um  sequer" (Rm  3.9c,  10).  Em  lugar nenhum  da  Bíblia  está  escrito  que  a  santa Maria  foi  uma  exceção.  Maria  está  incluída  no "TODOS  PECARAM".  A própria  Maria,  mãe  de  Jesus,  reconheceu  ser  pecadora,  quando disse:  "A minha  alma  engrandece  ao  Senhor,  e  o  meu  espírito  se  alegra  em Deus meu Salvador"  (Lc  1.46-47).  Ora,  uma  pessoa  sem  mácula,  sem mancha, sem  pecado  não  precisa de  Salvador.  Ela  declarou  que  sua  alma necessitava  ser  salva.  Ela  clamou  pela  graça salvadora de Deus, pois "pela graça somos salvos, mediante a nossa fé" (Efésios 2.8). 

De  Jesus,  porém,  a  Bíblia  diz  que  "Ele  não  cometeu  pecado,  nem  na sua  boca  se  achou engano"  (1  Pedro  2.22).  Jesus  era  humano,  contudo sem  pecado    (2  Co  5.21;  Hb  4.15;  1  Pe 3.18;  1  Jo  3.3).  A  Bíblia  não faz  semelhante  afirmação  com    respeito  a  Maria,  porquanto  ela está inclusa no "Todos pecaram". Assim diz a Palavra de Deus. 

Em oposição a essa verdade, dizem os romanistas que para gerar um ser puro - Jesus - Maria teria que ser de igual modo pura, porque um ser impuro não poderia acolher um ser puro. Ora, se  admitido  como  verdadeiro  e  correto tal  raciocínio,  teríamos  de  admitir  que  a  mãe  de  Maria deveria ser também pura para carregar no seu ventre uma pessoa imaculada. A avó de Maria, por sua vez, teria que ser pura. E, nesse passo, chegaríamos ao primeiro casal Adão e Eva. E estaríamos  dizendo  que  a  Palavra  de  Deus  é mentirosa,  quando  afirma:  Todos  pecaram  e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3.23; 5.12).  

Vejamos mais alguns versículos que confirmam a extensão do pecado de Adão e Eva a todos: "Aquele  que  não  conheceu  pecado,  ele  o  fez  pecado  por nós; para  que  nele  fôssemos  feitos  justiça  de  Deus"  (2  Coríntios 5.21). "Não há justo, nem sequer um" (Romanos 3.10). "Mas a Escritura  encerrou tudo  sob  o  pecado."  (Gálatas  3.22).  "Não há  homem  justo  sobre  a  terra que  faça  o  bem  e  que  não peque" (Eclesiastes 7.20).  

"A SEMPRE VIRGEM MARIA"

A  Igreja  de  Roma  assegura  que  a  santa  Maria,  mãe  de  Jesus, conservou-se  virgem  até  a  sua morte:  "Maria  permaneceu  Virgem concebendo  seu  Filho,  Virgem  ao dá-lo  à  luz,  Virgem  ao  carregá-lo, Virgem  ao  alimentá-lo  de seu seio, Virgem sempre" (C.I.C. p. 143, # 510). 

Contestação - Antes do nascimento de Jesus, Maria e José não mantiveram relações íntimas. Nascido  Jesus,  e  passado  o  período  pós-parto,  o  casal  passou  a  ter uma  vida  normal  de marido  e  mulher  e  teve  os  seguintes  filhos:  Tiago, José,  Simão,  Judas  e,  no  mínimo,  duas filhas. Esta opinião está alicerçada nos textos  abaixo:     
"Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão entre nós todas as suas irmãs?" (Mateus 13.55-56; Marcos 6.3).  Corroborando essa afirmação, lemos no mesmo livro de São Mateus: "Estando  Maria,  sua  mãe  (mãe  de  Jesus), desposada  com  José,  antes  que  coabitassem,achou-se  grávida  pelo Espírito  Santo.  José,  seu  marido,  sendo  justo  e  não  querendo  difamá-la, resolveu  deixá-la  secretamente.  Projetando  ele  isso,  em  sonho  lhe apareceu  um  anjo  do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela foi  gerado  é  do  Espírito Santo.  José,  despertando  do  sonho,  fez  como  o  anjo  do  Senhor lhe ordenara,  e  recebeu  a  sua  mulher.  Mas  não  a  conheceu  até  que  ela deu  à  luz  um  filho.  E  ele lhe pôs o nome de Jesus"  (Mt 1.18-20, 24-25). 

A  expressão  "ATÉ  QUE"  -  "não  a  conheceu  até  que  ela  deu  à  luz  um filho"  -  indica  um  limite de  tempo.  Poderíamos  traduzir  assim:  José  não manteve  relações  íntimas  com  Maria enquanto ela estava grávida de Jesus, aliás, em cumprimento à profecia: "a virgem conceberá e  dará  à  luz  um filho  ..."  (Isaías  7.14).  Isto  é,  até  o  nascimento  de  Jesus  ela  manteve-se virgem.  Os  romanistas  interpretam  o  texto  de  forma  diferente.  Dizem que  a  abstinência  de José  manteve-se  depois  do  parto  de  Maria.    Para mim,  a  expressão  é  clara.  Veja  o  exemplo de  uma  ordem  de  uma  mãe ao  filho:  “Você  deve  ficar  em  casa  até  que  eu  volte”.  Então, enquanto a mãe  não  voltar,  o  filho  ficará  em  casa.    A  proibição  alcança  o  tempo em  que  aquela  mãe  estiver  fora  de  casa.  Depois  do  seu  retorno,  o filho poderá  sair  de  casa.
Comparativamente,  enquanto  não  nasceu  Jesus,  José  respeitou  a virgindade  de  sua  mulher.
Jesus  realmente  nasceu  de  uma  virgem,  conforme  a  Escritura,  mas nada prova  que  Maria tenha continuado virgem.
Lembremo-nos,  finalmente,  de  que  Maria  "deu  à  luz  a  seu  filho primogênito..."  (Lucas  2.7a).
Primogênito,  segundo  o  Dicionário  Aurélio,  diz-se  "daquele  que  foi gerado antes  dos  outros, que  é  o  filho  mais  velho".  Jesus  foi,  portanto,  o  filho mais  velho  de  José  e  Maria,  conforme Mateus 13.55-56.  Já na relação Deus Pai e Deus Filho, Jesus é chamado de unigênito, único, tal  como definido em  João  3.16.  São  Mateus  não  iria  usar  uma  expressão  que causasse alguma  dúvida.  Se  Jesus  fosse  o  único  filho,  Mateus  usaria certamente  a  expressão UNIGÊNITO, que significa filho único, conforme diz o Dicionário Aurélio. 
Mais  adiante,  sob  o  título  “Os  Irmãos  de  Jesus”,  apresentamos  uma análise  mais  detalhada sobre essa questão.

MEDIANEIRA, INTERCESSORA, ADVOGADA

Como  diz  Raimundo  F.  de  Oliveira,  "a  essência  da  adoração  na  Igreja Católica  Romana  não gira  em  torno  do  Pai,  do  Filho  e  do  Espírito Santo, mas  da  pessoa  da  Virgem  Maria”.  A  esse respeito vejamos o que diz a Tradição no Catecismo da Igreja Católica:  "Por  isso,  a  bem-aventurada Virgem  Maria  é  invocada  na Igreja  sob  os  títulos  de  advogada, auxiliadora,  protetora, medianeira" (C.I.C. p. 274, # 969).  

Contestação  -  Nosso  raciocínio  deve  ser  norteado  não  pelo  que  os homens  afirmam, declaram,  proclamam  ou  decidem.  Em  assuntos  tais,  a Bíblia  é  a  nossa  bússola,  nosso  guia, nossa  regra.  "Toda  Escritura divinamente  inspirada  é  proveitosa  para  ensinar,  para repreender,  para corrigir,  para  instruir  em  justiça, a fim  de que o  homem  de  Deus  seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra" (2 Timóteo 3.16-17). 
A  Bíblia  declara  que  só  Jesus  é  Mediador,  Intercessor  e  Advogado nosso junto  ao  Pai  .
      
Vejamos: 
"PORQUE HÁ UM SÓ DEUS, E UM SÓ MEDIADOR ENTRE DEUS E OS HOMENS, CRISTO JESUS, HOMEM" (1 Timóteo 2.5). 
"SE,  PORÉM,  ALGUÉM  PECAR,  TEMOS  UM  ADVOGADO  PARA  COM  O  PAI, JESUS CRISTO, O JUSTO" (1 João 2.1). 
"PORTANTO,  PODE TAMBÉM  SALVAR  PERFEITAMENTE  OS  QUE  POR  ELE  SE CHEGAM A DEUS, VIVENDO SEMPRE PARA INTERCEDER POR ELES" (Hebreus 7.25). 
Além  dessas  afirmações  inequívocas,  o  próprio  Jesus  disse:  "EU  SOU  O CAMINHO,  A VERDADE E A VIDA. NINGUÉM VEM AO PAI, SENÃO POR MIM" (João 14.6). 
Não  podemos  passar  por  cima  da  Escritura.  Devemos  ser  submissos  à vontade  soberana  de Deus.  Se  Ele  declara  na  Sua  Palavra  que  Jesus  é o  único  Advogado,  Intercessor  e  Mediador, não  há  razão  para acreditarmos  que  exista  outro  exercendo  as  mesmas  funções.  E  se  o
fizermos,  estaremos  chamando  Deus  de  mentiroso,  dizendo  que  a  Sua Palavra  não  é  a expressão  da  verdade,  e  que  o  próprio  Jesus mentiu quando  revelou  que ninguém  iria  a  Deus Pai  se  não  fosse  através  dEle, isto  é,  por  Seu  intermédio.  Logo,  não  há  outros  intermediários entre Deus e os homens.  

Jesus  declarou  que  somente  através  Dele  os  homens  teriam  comunhão com  Deus  Pai.  Logo, não  chegaremos  a  Deus  através  da  Santa  Maria, nem  por  meio  de  qualquer  outro  santo.  Em Hebreus  7.25,  vimos  que Jesus  salva  os  que  por  Ele  se  chegam  a  Deus,  confirmando  que Cristo é verdadeiramente  o  caminho.  Não  há  outro  caminho.  A  Santa  Maria  não é  o  caminho, nem  um  dos  caminhos. Jesus  declara que  Ele  é  O  CAMINHO.  Note-se  o artigo  definido  -  "o"  -definindo a existência de um único caminho.  Jesus convidou todos a irem a Ele, sem intermediários: 
"Vinde  a  mim  todos  os  que  estais  cansados  e  sobrecarregados,  e  eu vos  aliviarei"  (Mateus 11.28). Aqui, Jesus faz um convite e uma promessa. Ele não deixa chance para irmos a outros intercessores  ou  mediadores, ainda que  seja  a  Santa  Maria.  Jesus  é  categórico:  venham  a mim, me procurem, peçam-me, busquem-me e eu resolverei seus problemas. Não há na Bíblia qualquer indicação para procurarmos os santos para o atendimento de nossas necessidades. 
Ademais,  Maria  não  ouve  os  pedidos  a  ela  dirigidos.  Por  que  ela  é surda?  Não.  Porque  ela não possui o atributo na ONIPRESENÇA. Não só ela. Os santos falecidos não são dotados da capacidade  de  estarem  em  todos os  lugares  ao  mesmo  tempo.  O  atributo  da  onipresença pertence  a  Deus Pai,  Deus  Filho,  Deus  Espírito  Santo.  É  atributo  intransferível,  exclusivo da Trindade.  Em  meu  estudo  "Jesus  Cristo,  o  Santo dos  Santos", apresento dez  razões  para  não adorarmos  os  santos  e  não  dirigirmos  a eles  nossas  súplicas.  Logo,  se  a  Santa  Maria  não  se encontra  em  todos os  lugares,  inútil  é  falarmos  a  ela.  Se  porventura  ela  ouvisse nossas súplicas,  não  as  poderia  levar  a  Deus.  E  qual  a  razão?  Ela estaria  contrariando  a  palavra  de Deus, que diz claramente: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1Timóteo 2.5). 
De  maneira  nenhuma  a  santa  Maria  iria  tomar  a  posição  de  Jesus. Contrariar  a  palavra  de Deus  é  contrariar  o  próprio  Deus.  Vejamos:  "Eu velo  sobre  a  minha  palavra,  para  a  cumprir"(Jeremias 1.12). 
Nossas ações devem ser dirigidas pelo que diz a palavra de Deus, e não  pelo que os homens afirmam ou a Tradição nos ensina. Vejamos: "Assim invalidastes,  pela  vossa  tradição,  o  mandamento  de Deus" (Mateus 15.6).  "Deixando  o  mandamento  de  Deus,  guardais  a  tradição  dos homens..." (Marcos 7.8). "Tende  cuidado  para  que  ninguém  vos  faça  presa  sua,  por meio  de filosofias  e  vãs  sutilezas,  segundo  a  tradição  dos homens,  segundo  os rudimentos  do  mundo,  e  não  segundo Cristo" (Colossenses 2.8).  

Sei  o  quanto  é  difícil  deletar  de  nossa  mente  anos  e  anos  de  ensino contrário  à  palavra  do Senhor.  Mas  não  existe  outra  saída  para  o cristão que  deseja  realmente  reconciliar-se  com  o Pai,  arrepender-se  de  seus pecados  e  deixá-los,  e  permanecer  firme  na  fé  em  Cristo  Jesus.
Convém  que  apaguemos  de  nossa  memória  todos  os  ensinos,  dogmas  e doutrinas  contrários ao que ensina e recomenda a Bíblia. Reflita: 
"Se  o  meu  povo,  que  se  chama  pelo  meu  nome,  se  humilhar,  e  orar  e buscar  a  minha  face,  e se  converter  dos  seus  maus  caminhos,  então  eu ouvirei  dos  céus,  e  perdoarei  os  seus pecados, e sararei a sua terra" (2 Crônicas 7.14).  

Vejam  bem  que  Deus  estabelece  uma  condição  para  atender  aos pedidos.  Ele  requer humildade.  Humildade  significa  reconhecermos  que somos  pó,  somos  pecadores  e precisamos  da  Sua  GRAÇA    para  sermos salvos.  Ele  requer  oração.  Orar  significa  falar  com Deus,  não  apenas  na hora  do  aperto,  da  aflição,  da  angústia,  do  sufoco.  Falar  com Ele, também,  quando  tudo  vai  bem:  "Em  tudo  daí  graças.  Ele  requer que busquemos  a  Sua  face, ou  seja,  devemos  clamar  somente  a  Ele.  Ele requer  conversão  dos  maus  caminhos.  Impõe que  deixemos  os  pecados, a  idolatria,  os  intermediários.  Conversão  implica  arrependimento.
Sem arrependimento não há perdão; sem perdão não há salvação.  
Jesus, e não Maria, é o nosso advogado, intercessor, auxiliador, ajudador: "Assim,  com  confiança,  ousemos  dizer:  O  Senhor  é  o  meu
auxílio;  não  temerei"  (Hebreus  13.6).  "Certamente  Deus  é  o meu ajudador"  (Salmos  54.4).  "O  Senhor  é  o  meu  auxílio..."
(Hebreus  13.6).   "Jesus,  o  Mediador  de  uma  nova  aliança..."(Hebreus 12.24).   "Meus  Filhinhos,  estas  coisas  vos  escrevo para  que  não  pequeis. Se,  porém,  alguém  pecar,  temos  um Advogado  para  com  o  Pai,  Jesus Cristo,  o  justo"  (1  João  2.1).

Aqui  a  confirmação  de  que  dentre  os  homens  só  existiu  um justo, Jesus. Nada  devemos  pedir  à  santa  Maria,  nem  a  qualquer  outro  santo.  Os santos  falecidos  nada podem fazer por nós. As suas imagens, as imagens de escultura que os representam, também nada  podem fazer  em  nosso benefício.  Não  podemos  esquecer  de que  somente  JESUS  pode mediar  no céu  em  nosso  favor.  Não  há  outro.  Se  houvesse,  Deus  revelaria.  O primeiro mandamento de Deus é direto, taxativo, claro, objetivo, sem circunlóquio:   "NÃO  TERÁS  OUTROS  DEUSES  DIANTE  DE  MIM"  (Êxodo 20.3)   E  o  segundo  mandamento ainda é mais preciso, categórico, cristalino, direto, sem rodeio ou meias palavras:  “Não  farás  para  ti  imagens  de escultura,  nem  semelhança nenhuma  do  que  há  em  cima  nos  céus... não te  encurvarás  a elas nem as servirás...”(Êxodo 20.4). 
Deus  proíbe  o  uso  de  imagens  com  semelhança  do  que  há  nos  céus. Quem  está  nos  céus? Está  Deus  (Pai,  Filho  e  Espírito  Santo),  os  anjos e os  santos.  Logo,  não se  deve  usar  imagens de Jesus, nem de qualquer pessoa falecida que, por sua fé em Deus, esteja na glória. 

A Tradição pensa diferente:

"Na  trilha  da  doutrina  divinamente  inspirada  de  nossos  santos Padres  e da  tradição  da  Igreja  católica,  que  sabemos  ser  a tradição  do  Espírito Santo  que  habita  nela,  definimos  com toda  certeza  e  acerto  que  as veneráveis  e  santas  imagens,bem  como  as  representações  da  cruz preciosa  e  vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada,  devem  ser  colocadas  nas  paredes  e  em  quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus  e Salvador,  Jesus  Cristo,  como  a  de  Nossa  Senhora,  a puríssima  e santíssima  mãe  de  Deus,  dos  santos  anjos,  de todos  os  santos  e  dos justos."  (C.I.C.  p.326/327,  #  1161).  "A beleza  e  a  cor  das  imagens estimulam  minha  oração.  É  uma festa  para  os  meus  olhos,  tanto  quanto o  espetáculo  do campo  estimula  meu  coração  a  dar  glória  a  Deus" (C.I.C.p.327, # 1162).  
Como  se  vê,  o  catolicismo  incentiva  o  uso  de  ícones  e  diz  que  são necessários  à  verdadeira adoração  a  Deus.  Tudo  contra  a  Palavra.  Ainda bem  que  reconhecem  que  essas  coisas  são decorrentes  da  Tradição. Mas falam  de  doutrina  divinamente  inspirada,  soprada  pelo  Espírito Santo.  Por que  o  mesmo  Espírito  que  em  nós  habita,  nos  evangélicos,  também não nos conduz ao uso de imagens? Jesus disse que "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João   4.24).  

Outra  proibição  é  para  não  nos encurvarmos  diante  das  imagens.  Isto compreende:  baixar  a  cabeça,  inclinar  o  corpo,  tirar  o chapéu,  ajoelhar-se,  ou  qualquer  outro  gesto  de  submissão,  reverência  ou  respeito. A proibição  "não  as  servirás"  compreende:  não  servir  as  imagens  com lágrimas,  com  toques, com  beijos,  com  pedidos,  com  velas,  procissão, flores,  cânticos,  saudações,  ofertas  em dinheiro  ou  em  alimentos;  com promessas  e sacrifícios;  com  cuidados  especiais,  com jejuns  e rezas.  É bom  não  esquecermos que Jesus,  na qualidade  do  Verbo que  se fez  carne e  habitou entre nós, estava presente no Monte Sinai, e escreveu o Segundo Mandamento em tábuas de pedra,  e  as  entregou  a  Moisés.  "Fazei  tudo  o que  Ele  vos  disser",  disse  Maria  aos  serventes nas  bodas  de  Caná  da Galiléia  (João  2.1-5)  Devemos,  portanto,  atender  ao  pedido  de  Maria, de satisfazermos a Sua vontade, que é a vontade de Deus.  

Continuaremos amanha...

Meu grande abraço.

Viva vencendo  tudo aquilo que, referindo-se a Jesus, não tem origem na Palavra de Deus!!!

Seu irmão menor.

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