22 novembro 2015

A VERDADE SOBRE MARIA - 04


"MÃE DE DEUS"

Imaginei  de  início  que  o  titulo  "Mãe  de  Deus"  atribuído  à  humilde  mãe de  Jesus  fosse  apenas uma  demonstração  de  carinho.  Com  o  passar  dos anos,  notei  que  se  tratava  de  algo  mais sério.  Muitas  crianças,  jovens  e adultos  estão  convictos  de  que  Maria  é  a  Mãe  de  Deus.  Sei que estas palavras escritas não alcançarão a massa de 30 milhões de analfabetos, 30 milhões de  alfabetizados,  mais  30  milhões  que  não desejam    confrontar  suas  tradições  e  crenças  com a  verdade.

Apresentaremos  alguns  argumentos  com  vistas  a  deixar  bem  claro  que Deus  não tem mãe, e que por haver sido mãe de Jesus, homem, Maria não é mãe de Deus. 
A palavra da   Tradição:  "Maria  é  verdadeiramente  a  "Mãe  de  Deus",  visto  ser  a  mãe do Filho Eterno de Deus feito homem, que é ele mesmo Deus"(C.I.C. p.143, # 509). 
"Por  isso  o  Concílio  de  Éfeso  proclamou,  em  431,  que  Maria se  tornou de  verdade  Mãe  de  Deus  pela  concepção  humana do Filho de Deus em seu seio" (C.I.C. p.131, # 466).   

"Denominada  nos  Evangelhos  "a  Mãe  de  Jesus"  (Jo  2.1;19.25).  Maria  é aclamada,  sob  o  impulso  do  Espírito,  desde antes  do  nascimento  de  seu Filho,  como  "a  Mãe  de  meu Senhor"  (Lc  1.43).  Com  efeito,  Aquele  que ela  concebeu  do Espírito Santo como homem e que se tornou  Verdadeiramente seu  Filho  segundo  a  carne  não  é  outro  que  o  Filho eterno  do Pai,  a  segunda  Pessoa  da  Santíssima  Trindade.  A Igreja confessa  que  Maria  é  verdadeiramente  Mãe  de  Deus"  (C.I.C.
p. 140. # 495). 

Contestação  -  A  Bíblia  causa  uma  certa  inquietação  e  até  temor.  O temor  do  confronto.  A Palavra,  como  um  espelho,  coloca  às  claras nossas  imperfeições, rugas,  pecados.  E,  em face disso,  somos  movidos  a tomar  uma  decisão.  Desprogramar  de  nossa  mente  o  que foi armazenado durante cinco séculos é tarefa árdua. Bom para muitos é deixar rolar, na onda do "me engana que eu gosto". 

A  Bíblia  nos  revela,  de  Gênesis  a  Apocalipse,  que  Deus  é  o  nosso  Pai, o  Criador  de  todas  as coisas.  A  oração-modelo  ensinada  por  Jesus começa  assim:  "PAI  NOSSO  QUE  ESTÁS  NOS CÉUS". 

Todos  os  que  aceitam  a  Jesus  como  Senhor  e  Salvador  passam  a  ser  filhos  de  Deus: "PORQUE  TODOS  SOIS  FILHOS  DE  DEUS  PELA  FÉ  EM  CRISTO  JESUS"  (Gálatas  3.26). "Vós sois filhos do Deus vivo" (Oséias 1.10c). 
Maria  sempre  foi  temente  a  Deus;  era  justa  aos  olhos  de  Deus;  creu  em  Jesus,  nas  suas palavras, na Sua morte e ressurreição. E, assim, ela foi constituída filha de Deus. 
Quando  Jesus  disse  a  Nicodemos  que  era  necessário  nascer  de  novo  para  ver  o  reino  de Deus,  Ele  não  excluiu  sua  mãe  do  processo  (Jo  3.3).  Também,  a  declaração  de  Jesus,  a seguir,  confirma  que  sua  família  -  mãe,  pai  e  irmãos  -  necessitava  de  submissão  a  Deus  e
obediência à Sua Palavra para ser salva: 
"Chegaram  então  seus  irmãos  e  sua  mãe  e,  estando  de  fora,  mandaram-no  chamar".  A multidão estava assentada ao redor dele, e lhe disseram: "Tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora". Jesus lhes perguntou: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?" Então, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: "Aqui estão minha mãe e meus  irmãos.  Portanto,  "QUALQUER  QUE  FIZER  A  VONTADE  DE  DEUS,  ESTE  É  MEU IRMÃO, IRMÃ E MÃE (Marcos 3.31-35).  Jesus nivelou sua mãe e seus irmãos a todos os que obedecem a Deus. 
Em  certa  ocasião  Jesus  não  permitiu  que  tivesse  prosseguimento  a  tentativa  de  exaltar  sua mãe. Vejamos: "Dizendo  Ele  estas  coisas,  uma  mulher  dentre  a  multidão levantou  a  voz,  e  lhe  disse:  Bem-aventurado  o  ventre  que  te trouxe  e  os  peitos  em  que  mamaste!  Mas  Jesus  respondeu: Antes  bem-aventurados são  os  que  ouvem  a  palavra  de  Deus e a guardam." (Lucas 11.27-28). 


Muito  mais  bem-aventurados  são  os  que  obedecem  a  Deus,  disse  Jesus.  Para  defender  sua Tradição,  os  líderes  romanistas  agarram-se  à  seguinte  fala  de  Isabel  a  Maria:  "De  onde  me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?" (Lucas 1.43). Ora, está claro e evidente que  a  parenta  de  Maria  não  estava  se  referindo  ao  Deus  de  Abraão,  Isaque  e  Jacó;  ao  Deus de Israel, ao nosso Deus, nosso Pai celestial, nosso Senhor. Seria até hilariante, se não fosse assunto  tão  sério,  imaginar  que  Isabel  estivesse  ali  saudando  Maria  como  mãe  de  Deus.
Isabel  reconheceu  Maria  como  a  mãe  do  Messias  tão  esperado.  As  palavras  de  Simeão  e  de Ana,  no  templo,  também  tiveram  este  mesmo  significado  (Lucas  2.25-38).   O  Deus  Filho  que se fez carne sempre existiu.

A  Bíblia  diz  que  os  que  morreram  em  Cristo  ressuscitarão  na  Sua  volta,  num  corpo  celestial  e incorruptível  (1  Tessalonicenses  4.16-17).  Logo,  de  acordo  com  esta  Palavra,  a  santa  Maria aguarda,  como  todos,  esse  dia  glorioso.  Como,  nesse  estágio,  poderia  ser  mãe  de  Deus?  Por
outro  lado,  para  ser  mãe  de  Deus  a  santa  Maria,  por  óbvias  razões,  deveria  possuir  os mesmos  atributos  da  Trindade,  ou  seja,  ser  onipresente,  onisciente  e  onipotente,  eterna  e imutável.  Sabemos  que  estes  atributos  são  exclusivos  de  Deus,  absolutos  e  incomunicáveis.
Em resumo, para ser mãe de Deus ela teria que ser igual a Deus. Se admitirmos a hipótese da existência  de  uma  mãe  para  Deus,  seria  válido  esquecermos  a  doutrina  da  Santíssima Trindade  e,  em  seu  lugar,  instituirmos      a  do  Santíssimo  Quarteto,  assim compreendido:  Deus
Pai, Deus Mãe, Deus Filho e Deus Espírito Santo, o que seria uma extravagância teológica.  

Deus  é  eterno,  não teve  começo,  não foi gerado, e  não  terá fim.  Deus  não  tem mãe,  nem  pai. Maria  não  pode  ser  mãe  do  seu  Criador  e  Salvador.  Maria  não  pode  ser  mãe  do  seu  próprio Pai.  A  criatura  não  pode  ser  mãe  do  Criador.  A  santa  Maria  foi    escolhida    foi  por  Deus  para que  em  seu  ventre  o  Verbo  se  fizesse  carne.  Mas  o  Verbo,  o  Deus  Filho,  este  sempre  existiu porque eterno. O Verbo não foi gerado por Maria. Leia-se:  
"No  princípio,  era  o  Verbo,  e  o  Verbo  estava  com  Deus,  e  o Verbo  era  Deus.  Ele  estava  no  princípio  com  Deus.  Todas  ascoisas  foram  feitas  por  Ele...  e  o  Verbo se  fez  carne  e  habitou entre nós, e vemos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (João 1.1-3, 14).

Esta  é  uma  afirmação  da  eternidade  de  Jesus:  Ele  estava  no  princípio,  esteve  presente  na Criação,  estava  com  Deus,  é    Deus.  Logo,  um  ser  humano finito  e  limitado  (Maria)  não  poderia gerar  um  ser  eterno,  divino,  infinito  e  ilimitado.  A  Tradição  confirma  a  eternidade  de  Jesus,
quando diz que Maria é a Mãe do Filho Eterno de Deus. Ora, o eterno não é gerado e não cabe na vida finita de um ser que precisou ser gerado. 

Vejamos as palavras de Maria:   "EU  SOU  A  SERVA  DO  SENHOR.  CUMPRA-SE  EM  MIM  SEGUNDO  A  TUA  PALAVRA" (Lucas 1.38). Jesus disse que "o servo não é mais do que o seu senhor" (Mt 10.24). Maria não desejava  outra  coisa  senão  ser  serva  de  Deus.  Jamais  passou  por  sua  cabeça  ser  mãe  do Altíssimo.  Seria  completamente  impossível  uma  mulher  ser  mãe,  ou  um  homem  ser  pai  de Deus. Mais adiante ela declara, dando ênfase à sua condição de serva: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, pois olhou  para  a  humildade  da  sua  serva.  Desde  agora  todas  as  gerações  me  chamarão  bem-aventurada"  (Lucas  1.46-48).  Vê-se que  Maria  não  almejou  nada  mais  nada  menos  do  que  se colocar na posição de serva do Senhor. E assim ela fez por toda a sua vida. 

Por  qual  razão  Jesus  não  exaltou  as  qualidades  espirituais  de  sua  mãe,  sabendo  Ele  de antemão  que  ela  seria  aclamada  por  “sua”  Igreja  Católica  Romana  como  Mãe  do  Universo, Mãe  de  Deus,  Rainha  do  Céu,  a  Mãe  dos  Vivos,  Intercessora,  Advogada,  Medianeira,  Co-Redentora?  Por  que  Jesus  não  dividiu  Sua  glória  com  sua  mãe?  Por  que  Jesus,  durante  todo o  seu  ministério,  não  nos  deixou  uma  única  revelação,  uma  única  palavra  conduzindo-nos  a exaltar  a  sua  mãe?  Por  que  a  “Mãe  de  Deus”  não  foi  exaltada  ou  glorificada  nas  cartas
paulinas,  nas  mensagens  inspiradas  do  apóstolo  Paulo?  Por  que  a  Bíblia  só  registra  o  nome de  Maria  no  que  é  estritamente  necessário?   A  existência  da  Mãe  de  Deus  não  deveria constituir uma das doutrinas básicas do cristianismo?

SENHORA, PADROEIRA E CO-REDENTORA

A  santa  e  humilde  Maria  nunca  desejou  tomar  o  lugar  do  Salvador,  do  Filho  de  Deus.  A  sua posição foi de serva ciente de sua missão,  a missão de trazer à luz a Luz do mundo, o Pão da vida,  o  Verbo  de  Deus.  Até  nas  suas  palavras  a  mãe  de  Jesus  foi  discreta.  0  registro  mais extenso  das  palavras  por  ela  pronunciadas  está  em  Lucas  1.46-55,  sob  o  título  "O  cântico  de Maria."  Nessa  oração,  como  já  vimos  atrás,  Maria  se  mostra  muito  feliz  e  agradecida  a  Deus por  haver  sido  agraciada  com  tão  nobre  missão:  "Pois  olhou  para  a  humildade  da  sua  serva.
Desde  agora  todas  as  gerações  me  chamarão  bem-aventurada".  Nos  versículos  46  e  47,Maria  se  declara  necessitada  de  salvação:  "A  minha  alma  engrandece  ao  Senhor,  e  o  meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador". 

Não  se  encontra  nas  Escrituras  qualquer  tipo  de  adoração  a  Maria,  ou  qualquer  ensino  nesse  sentido.  Muitas  pessoas  interpretam  mal  o  título  "Bem-aventurada".  Uma  pessoa  bem-aventurada  quer  dizer  uma  pessoa  feliz,  ditosa  e  bendita.  É  o  estado  "daqueles  que,  por  seu relacionamento  com  Cristo  e  com  a  sua  Palavra,  receberam  de  Deus  o  amor,  o  cuidado,  a salvação  e  sua  presença  diária.  O  arcanjo  Gabriel  disse:  "Bendita  és  tu  ENTRE  as  mulheres", e  não  bendita  ACIMA  das  mulheres.    A  mesma  declaração  foi  feita  por  Isabel  a  Maria acrescentando: "... e bendito o fruto do teu ventre" (Lucas 1.42). E a própria Maria afirmou que "desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada" (Lucas 1.48b). 

Jesus,  no  "Sermão  da  Montanha",  chamou  de  "BEM-  AVENTURADOS"  os  pobres  de  espírito, os  que  choram,  os  mansos,  os  que  têm  fome  e  sede  de  justiça,  os  misericordiosos,  os  puros de  coração,  os  pacificadores,  os  que  sofrem  perseguição  por  causa  da  justiça  e  os
perseguidos por causa dele (Mateus 5.3-11). E bem-aventurada é Maria em razão da missão a ela  confiada.  Então,  os  salvos  somos  bem-aventurados,  isto  é,  somos  felizes  porque agraciados  com  bênçãos  de  Deus.  Não  há  a  menor  possibilidade  de,  após  a  nossa  morte  -  a             morte  dos  bem-aventurados  -  chegarmos  à  condição  elevada  de  Senhor  ou  Senhora,  Pai  ou Mãe de todos. Vejamos o que diz a Bíblia:  
"Ouve,  ó  Israel:  o  Senhor  nosso  Deus  é  o  único  Senhor"; "Amarás  o  Senhor  teu  Seus  de  todo o  teu  coração,  de  toda  a  tua  alma,  e  de  toda  a  tua  força.  Estas  palavras  que  hoje  te  ordeno estarão  no  teu  coração."  (Deuteronômio  6.4-5-6).  Este  mandamento  foi  confirmado  por  Jesus, quando  afirmou  que  não  existia  outro  mandamento  maior  do  que  este  (Marcos  12.30-31), porque quem ama cumpre a Lei Moral. Ora, um coração completamente cheio do amor a Deus não  possui  espaço  para  adorar    outros  deuses,  seja    "senhor"  ou  "senhora",  ou  qualquer 21 pessoa  falecida.    Ademais,    fazer  pedidos  aos  mortos  e  acreditar    que  eles  sejam mensageiros de Deus, faz parte da doutrina espírita. 

"Eu  e  a  minha  casa  serviremos  ao  Senhor...  nunca  nos  aconteça  que  deixemos  ao  Senhor para  servirmos  a  outros  deuses"  (Josué  24.14-16).  Devemos  confiar  no  Senhor  e  somente  a Ele dirigir nossas súplicas.  Em nenhuma parte da Bíblia a santa Maria é elevada à posição de Senhora,  Padroeira,  Protetora  ou  Co-Redentora.  Nenhum  homem  ou  mulher  pode,  depois  da morte física,  receber  tal  sublimação.  Quem  morreu  em  nosso  lugar foi  Jesus,  e  Ele  não  divide sua obra redentora com mais ninguém: 
"E  não  há  salvação  em  nenhum  outro;  porque  abaixo  do  céu não  existe  nenhum  outro  nome,  dado  entre  os  homens,  pelo qual  importa  que  sejamos  salvos"  (Atos  4.12).  "Eu  sou  o Senhor;  este  é  o  meu  nome!  A  minha  glória  a  outrem  não  a darei,  nem  o  meu  louvor  às  imagens  de  escultura"  (Isaías 42.8).  

Mas,  pela  palavra  da  Tradição,  Maria  cooperou  na  obra  do  Salvador  e  hoje,  no  céu,  é instrumento de salvação:  "Mas seu papel em relação à Igreja e a toda a humanidade vai mais  longe.  De  modo  inteiramente  singular,  pela  obediência, fé,  esperança  e  ardente caridade,  ela  cooperou  na  obra  do Salvador  para  restauração  da  vida  sobrenatural  das almas"  (C.I.C.  p.  273,  #  968).  "Assunta  aos  céus,  não abandonou  este  múnus  salvífico,  mas,  por  sua  múltipla      intercessão,  continua  a  alcançar-nos  os  dons  da salvação eterna" (C.I.C. p. 274, # 969).  

Entenda-se como "múnus salvífico"  a função de salvar,  de Co-Redentora.  
"Bem-aventurada  é  a  nação  cujo  Deus  é  o  Senhor,  e  o  povo  que  Ele  escolheu  para  Sua herança"  (Salmos  33.12).  Daí  porque  não  foi  feliz  a  idéia  de,  por  decreto,  eleger  Maria  à posição  de  "Padroeira  do  Brasil",  isto  é,  defensora  e  protetora  de  nosso  País.  Mais  coerente com  a  nossa  fé  cristã,  seria  declararmos  o  que  está  na  Bíblia,  ou  seja,  que  Deus  é  o  nosso Senhor, Salvador, Protetor e Pai:  
"Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele servirás" (Lucas 4.8).  

Vamos  repetir.  Jesus,  respondendo  a  Satanás,  citou  o  versículo  13  de  Deuteronômio  6.  Jesus foi  categórico,  direto,  claro,  objetivo.  Ele  disse  que  a  nossa  adoração  deve  ser  dirigida exclusivamente  a  Deus,  e  só  a  Ele  devemos  servir,  servir  com  o  nosso  louvor,  com  o  nosso exemplo,  com  a  nossa  fé,  com  nossas  orações,  nossas  lágrimas,  nossos  jejuns,  e  obediência à  Sua  Palavra.  Se  as  nossas  lágrimas,  súplicas  e  louvores  forem  dirigidos  à  santa  Maria,  logo estaremos  em  oposição  à  palavra  do  Senhor  Jesus.  Oposição  significa  desobediência;desobediência significa rebeldia; rebeldia significa pecado,  e  “o  salário  do  pecado  é  a  morte,  mas  o  dom  gratuito  de  Deus  é  a  vida  eterna,  por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23).   

"Há  um  só  Deus  e  pai  de  todos,  o  qual  é  sobre  todos,  e  por  todos  e  em  todos"  (Hebreus  4.6).

Se  até  aqui  o  leitor  ainda  estava  em  dúvida,  creio  que  este  versículo  colocou  as  coisas  no devido  lugar.  Como  já  disse,  a  Bíblia  não  fala  na  existência  de  uma  "Senhora"  ou  de  um  outro "Senhor".  O  Deus  da  Bíblia  é  o  Deus  de  Abraão,  de  Isaque  e  de  Jacó;  o  Deus  que  tirou  seu povo  da  escravidão  do  Egito;  que  abriu  o  Mar  Vermelho  e  o  seu  povo  fez  passar;  que  lhe entregou  a  Terra  da  promessa;  que  não  está  de  braços  cruzados,  impassível,  assistindo  à rebeldia da humanidade. Ele é por todos.  

Como  vimos,  a  eleição  da  humilde  serva  Maria,  mãe  de  Jesus,  à  posição  de  Senhora  ou  de Padroeira  não  encontra  respaldo  nas  Escrituras.  A  nossa  adoração  não  pode  ficar  dividida entre  o  Senhor  Deus  e  a  Senhora  Maria.  Não  se  pode  "coxear  entre  dois  pensamentos", seguir  dois  caminhos,  ter  dois  senhores.  Devemos  aprender  com  Maria  e  declararmos  que  a "nossa alma exalta e engrandece ao Senhor, e que o nosso espírito se alegra porque estamos em comunhão com Jesus nosso Salvador". 

A  Tradição fica  longe  da  Bíblia  quando  diz  que  em  Maria  há  salvação.  Vimos que  em  nenhum outro  nome  há  salvação.  (Atos  4.12).  E  mais:  "Eu,  eu  Sou  o  Senhor,  e  fora  de  mim  não  há salvação”  (Isaías 43.11). Leiam:  "Eu  sou  o  caminho  e  a  verdade  e  a  vida;  ninguém  vem  ao  Pai  senão  por  mim"  (João  14.6).

"Ela  dará  à  luz  um  filho  e  lhe  porás  o  nome  de  JESUS,  porque  ele  salvará  o  povo  dos  seus pecados" (Mateus 1.21). 

"...E  sabemos  que  este  é  verdadeiramente  o  Salvador  do  mundo"  (João  4.42).    Tradição insiste em afirmar:   "...Maria,  por  um  vínculo  indissolúvel  está  unida  à  obra salvífica  de  seu  Filho:  em  Maria  a  Igreja  admira  e  exalta  o mais excelente fruto de redenção..." 

Continuará amanhã...

Abraços.

Viva vencendo!!!

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