25 novembro 2015

A VERDADE SOBRE MARIA - 05

..." (C.I.C. p. 300, # 1172).

MÃE DOS VIVOS

A palavra da   Tradição:

"A  Virgem  Maria  cooperou  para  a  salvação  humana  com  livre   e  obediência.  Pronunciou  seu  "fiat"  (faça-se)  em representação  de  toda  a  natureza  humana.  Por  sua obediência,  tornou-se  a  nova  Eva,  Mãe  dos  viventes"  (C.I.C.p. 143, # 511).

Contestação  -  Somente  Jesus  recebeu  o  título  de  "o  último  Adão"  na  Palavra  de  Deus:  "O primeiro  homem,  Adão,  foi  eleito  alma  vivente;  o  último  Adão,  espírito  vivificante"  (1  Coríntios 15.45).  Nenhum  registro    concedendo  a  Maria  o  título  de  segunda  Eva  e  mãe  da humanidade,  até  porque  Eva  foi  a  mulher  de  Adão,  e  Maria  não  foi  a  mulher  de  Jesus.    Se Maria  fosse  realmente  a  mãe  de  Deus,  poderíamos  dizer  que  ela  é  a  nossa  mãe,  assim  como Deus é o nosso Pai.    

DEPOSITÁRIA DE PRECE

A palavra da Tradição:

"Porque  nos  dá  Jesus,  seu  Filho,  Maria  e  Mãe  de  Deus  e nossa  Mãe;  podemos  lhe  confiar  todos  os  nossos  cuidados  pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: "Faça-se em mim  segundo  a tua palavra"(Lucas  1.38).  Confiando-nos  à sua  oração,  abandonamo-nos  com  ela  à  vontade  de  Deus: "Seja feita a vossa vontade" (C.I.C. p.687,# 2677). 

Contestação -  Maria  orou  na  sua  existência  humana  e terrena,  e  sua  oração  não foi  diferente das  orações  dos  santos  de  ontem  e  de  hoje,  ou  seja,  dando  graças  a  Deus  pela  vida,  pela salvação,  pelos  dons,  pela  missão.  No  céu  as  coisas  são  diferentes.  Ela  não  pode  ser intermediária  ou  mediadora  de  nossas  preces  porque  a  Palavra  diz  claramente  que  o  único Mediador  é  Jesus  (1  Timóteo  2.5).  Maria,  a  "humilde  serva",  desejaria  ser  igual  a  Jesus  em poder e glória e com Ele sentar-se à destra do Pai? A orientação para lhe  confiarmos “nossos cuidados  e  pedidos”  -  o  que  sugere  uma  entrega  total  -  está  totalmente  em  desacordo  com  padrão da Palavra de Deus. Vejamos: "Vinde  a  mim  todos  os  que  estais  cansados  sobrecarregados,  e  eu  vos  aliviarei"  (Mateus  11.28).  "Lança  teu  cuidado  sobre  o  Senhor,  e  ele  te  susterá;  jamais  permitirá que o justo seja abalado" (Salmo 55.22). "Invoca-me no dia da angústia;  eu  te  livrarei,  e  tu  me  glorificarás"  (Salmo  50.15).
"Orareis assim: Pai nosso que estás nos céus..." (Mateus 6.9).

“Confia  no  Senhor  e  faze  o  bem...deleita-te  no  Senhor,  e  ele te  concederá  o  que  deseja  o  teu  coração.  Entrega  o  teu caminho  ao  Senhor;  confia  nele,  e  ele  tudo  fará;  descansa  no Senhor e espera nele” (Salmo 37.3-7).

Se  houvesse  uma  única  oração  na  Bíblia  dirigida  a  Maria,  poderíamos  até  acreditar  nesse ensino.  Mas  não  há.      Atos  dos  Apóstolos    foi  escrito  por  volta  do  ano  63  depois  de  Cristo;  e  apóstolo  Paulo  escreveu  suas  cartas  (aos  romanos,  aos  coríntios,  aos  tessalonicenses,  etc),mais  ou  menos  no  mesmo  período.  Todavia,  não    nesses  escritos  qualquer  referência  Maria,  na  qualidade  de  “depositária  de  preces”,  ou  qualquer  indicação,  por  menor  que  seja,  no sentido de confiarmos a ela nossos cuidados.

A Bíblia nos ensina a quem devemos confiar nossas súplicas.. Vejam:“Não  andeis  ansiosos  de  coisa  alguma,  em  tudo,  porém, sejam  conhecidas  diante  de  Deus  as  vossas  petições,  pela oração  e  pela  súplica,  com  ações  de  graça”  (Filipenses  4.6).
“Invoca-me  no  dia  da  angústia;  eu  te  livrarei,  e  tu  me glorificarás”  (Salmo 50.15).

Portanto,  devemos  confiar  no  que  diz  a  Palavra  de  Deus.  As  pessoas  falecidas,  ainda  que estejam  na  glória,  não  são  detentoras  de  poderes  para  livrar-nos  do  mal,  para  nos  socorrer  na angústia, para perdoar pecados.

TRONO DE SABEDORIA

A palavra da  Tradição:

“É  neste  sentido  que  a  Tradição  da  Igreja  muitas  vezes  leu,com  relação  a  Maria,  os  mais  belos  textos  sobre  Sabedoria.
Maria  é  decantada  e  representada  na  Liturgia  como  o  “trono da Sabedoria” (C.I.C. p. 209,  # 721).

Contestação -  A  Bíblia  diz  que  a  sede  da  Sabedoria  é  Deus.  Vejamos:   “Ora, se  algum  de  vós tem  falta  de  sabedoria,  peça  a  Deus,  que  a  todos    liberalmente,  e  não  censura,  e  ser-lhe-á dada”  (Tiago  1.5).    “A  sabedoria  que  vem  do  alto  é,  primeiramente  pura,  depois  pacífica, moderada,  tratável,  cheia  de  misericórdia  e  de  bons  frutos,  sem  parcialidade,e  sem  hipocrisia” (Tiago  3.17).  “Com  Deus  está  a  sabedoria  e  a  força”  (Jó  12.13).  “Os  mais  belos  textos  sobre Sabedoria relacionada a Maria” não se encontram na Bíblia Sagrada.

Nenhum  espírito  humano  pode  se  igualar  a  Deus  em  sabedoria,  poder,  graça  e  amor.  A Tradição  fala  que  Maria  é  o  “trono  da  Sabedoria”,  talvez  desejando  afirmar  que  ela,  sendo “Rainha do Céu”,  deva também possuir esse título.   Tiago não sabia disso, pois nos orientou a pedirmos  sabedoria  a  Deus.  Como  se  vê,  as  intenções  da  Tradição    não  encontram  amparo nas Sagradas Escrituras.

RAINHA DO UNIVERSO

A palavra da Tradição:

“Finalmente,  a  Imaculada  Virgem,  preservada  imune  de  toda mancha  da  culpa  original,  terminado  o  curso  da  vida  terrestre, foi  assunta  de  corpo  e  alma  à  glória  celeste.  E  para  que  mais plenamente  estivesse  conforme  a  seu  Filho,  Senhor  dos senhores  e  vencedor  do  pecado  e  da  morte,  foi  exaltada  pelo Senhor como Rainha do Universo”. (C.C.  p. 273, # 966).

Contestação  -  Nada  do  que  foi  dito  acima  bate,  como  já  analisado,  com  a  Bíblia.  Ao  afirmar que  Maria  detém  a  posição  de  Rainha  do  Universo,  a  Tradição  admite  que  ela  é  Rainha  de Todas  as  Coisas.    Lamentavelmente,  o  Catecismo  Católico  não  cita  uma    passagem  bíblica que  confirme  essa  declaração.    Deus  não  divide  a  sua  glória  com  ninguém.    Vejam  o  que  está escrito na Bíblia a respeito da adoração a uma falsa deusa, chamada de “Rainha dos Céus”: “Os  filhos  apanham  a  lenha,  os  pais  acendem  o  fogo,  e  as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à rainha dos Céus;  e  oferecem  libações  a  outros  deuses,  para  me provocarem à ira”  (Jeremias 7.18).

Ora, eles faziam isso em nome da Tradição. Vejam: “... Queimaremos incenso à deusa chamada Rainha dos Céus e  lhe  ofereceremos  libações,  como  nós  e  nossos  pais,  nossos reis e nossos príncipes temos feito...”(Jeremias 44.17). 

A  Bíblia  ensina  que  honra  e glória  pertencem  ao Senhor: “Digno  é  o  Cordeiro que foi  morto,  de receber  poder,  e  riqueza,  e  sabedoria,  e  força,  e  honra,  e  glória,  e  ações  de  graças” (Apocalipse  5.12).    O  nome  que  está  exaltado  é  o  de  Jesus,  não  é  o  da  “Rainha  do  Universo”.

Vejam:  “Pelo  que  também  Deus  o  exaltou  sobremaneira  e  lhe  deu  o  nome  que  está  acima  de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2.9-10).  Portanto, só devemos dobrar nossos joelhos para adorar ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.

MODELO DE SANTIDADE

A palavra da Tradição:

“Da  Igreja  [o  cristão]  recebe  a  graça  dos  sacramentos,  que  o sustenta  ”no  caminho”.  Da  Igreja  aprende  o  exemplo  de santidade; reconhece a figura e a fonte (da Igreja) em Maria, a Virgem Santíssima” (C.I.C. p.534, # 2030).

Contestação – O nosso maior  modelo de santidade é Jesus. Vejamos: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11.29).
“Porque  eu  vos  dei  o  exemplo,  para  que,  como  eu  fiz,  façais  vós  também”(João  13.15).

“Porque  para  isto  sois  chamados,  pois  também  Cristo  padeceu  por  nós,  deixando-nos  o exemplo,  para  que  sigais  as  suas  pisadas”  (1  Pedro  2.21).  “Aquele  que  diz  que  está  nele  [em Jesus]  também  deve  andar  como  ele  andou”  (1  João  2.6).  Devemos  ser santos  porque  Deus  é santo,  e  não  porque  Maria  é  santa:  “Eu  sou  o  Senhor,  vosso  Deus;  portanto  vós  vos consagrareis  e  sereis  santos,  porque  eu  sou  santo...”  (Levíticos  11.44).      Leia  também  1  Pedro 1.15-16.  Maria  clamou  por  salvação  e  se  declarou  pecadora  quando  fez  a  seguinte  oração:  “A minha  alma  engrandece  ao  Senhor,  e  o  meu  espírito  se  alegra  em  Deus  MEU  SALVADOR” (Lucas  1.46-47,  realce  do  autor).  O  apóstolo  Paulo  confirmou  a  necessidade  de  salvação  de Maria,  quando  registrou:  “Pois  TODOS  pecaram  e  destituídos  estão  da  glória  de  Deus” (Romanos  3.23).  Logo,  uma  pecadora  não  pode  ser  modelo  de  santidade,  como  não  o  foram Pedro, João, Mateus, Lucas, Elias, e tantos outros.

ORANDO DE ACORDO COM A PALAVRA

As  orações  mentirosas  não  são  agradáveis  a  Deus.  Mentirosas  são  as  orações  que  não  estão em consonância com a Sua Palavra. Vejamos alguns exemplos:

1)  Se  nossos  pedidos  são  dirigidos  a  Maria,  ou  a  qualquer  santo,  estamos  dizendo  que  a oração  do  “PAI  NOSSO”,  ensinada  por  Jesus,  não  é  correta  ou  está  incompleta.    Então,  nossa  posição  é  de  rebeldia,  de  desobediência.    Todas  as  orações  registradas  na  Bíblia,  de
Gênesis  a  Apocalipse,  são  dirigidas  a  Deus.  Não  há  um  só  pedido  feito  ao  santo  Noé,  santo Moisés, santo Isaías, são Pedro, ou a qualquer outro.  Deus quer que busquemos a Ele. Vejam:“Clama  a  mim,  e  responder-te-ei,  e  anunciar-te-ei  coisas  grandes  e  ocultas,  que  não  sabes”(Jeremias  33.3);  “Vinde  a  mim  todos  os  que  estás  cansados  e  sobrecarregados,  e  eu  vos aliviarei”  (Mateus 11.28).  “Deus é galardoador dos que O buscam” (Hebreus 11.6).
2)  Quando  chamamos  a  santa  Maria  de  Advogada,  Intercessora  ou  Mediadora,    estamos declarando  que  a  palavra  de  Deus  é  mentirosa.  A  Bíblia  declara  que    Jesus  é    Advogado, Mediador  e    Intercessor  entre  Deus  e  os  homens  (1  Timóteo  2.5;  1  João  2.1;  Hebreus  7.25).
Além disso, temos a declaração do próprio Jesus, em João 14.6: “Eu sou o caminho, a verdade e  a  vida;  ninguém  vem  ao  Pai  senão  por  mim”.    Somente  Jesus  morreu  numa  cruz  pela redenção  da  Humanidade  .Por  isso  a  posição  de  Medidor  é  dele  e  não  pode  ser  dividida  com
mais ninguém.
3)  Se  em  nossas  orações  dissermos  que  Maria  foi  “concebida  sem  pecado”,  também estaremos  duvidando  da  Palavra.  Em  Romanos  3.23  está  dito  que  “Todos  pecaram  destituídos  estão  da  glória  de  Deus”.    A  única  pessoa  não  gerada  em  pecado,  porque  gerada pelo  Espírito  Santo,  foi  Jesus  Cristo.    As  demais    Pedro,  Paulo,  José,  Maria  e  todos  nós  – herdaram a natureza pecaminosa da semente de Adão e Eva. A Palavra é cristalina, objetiva e direta.       E seguindo esse raciocínio, podemos detectar onde estamos pecando por discordar da Bíblia Sagrada.
4)   Se  fizermos  repetidamente  a  mesma  oração,  dezenas  de  vezes,  estaremos desobedecendo  ao  Senhor,  que  disse  para  não  usarmos    de  “vãs  repetições”,  como  fazem    os pagãos,  “que  pensam  que,  por  muito  falarem,  serão  ouvidos”  (Mateus  6.7-13).  Quando estamos  falando  com  Deus,  isto  é,  quando  estamos  orando,  não  devemos  ficar  preocupados
em contar quantas vezes a mesma oração foi repetida. A oração deve ser espontânea, livre de fórmulas, de forma a expressar o que sentimos em nossos corações. 

A ADORAÇÃO DA MÃE E DO FILHO

Extraímos  do  livro  “Babilônia:  A  Religião  dos  Mistérios”,  de  Ralph  Woodrow,  o  seguinte  a respeito desse assunto: “Um  dos  exemplos  mais  destacados  de  como  o  paganismo  babilônico  tem  continuado  até nossos  dias  pode  ser  visto  na  maneira  como  a  igreja  romanista  inventou  a  adoração  a  Maria para substituir a antiga adoração à deusa-mãe”.

“A  história  da  mãe  e  do filho  foi  largamente  conhecida  na  antiga  BABILÔNIA  e  desenvolveu-se até  ser  uma  adoração  estabelecida.  Numerosos  monumentos  da  Babilônia    mostram  a  deusa-mãe  Semíramis  com  seu  filho  Tamuz  nos  braços.  Quando  o  povo  da  Babilônia  foi  espalhado para  as  várias  partes  da  terra,  levaram  consigo  a  adoração  da  mãe  divina  e  de  seu  filho.  Isto explica  porque  muitas  nações  adoravam  uma  mãe  e  um  filho    de  uma  forma  ou  de  outra  – séculos  antes  do  verdadeiro  Salvador,  Jesus  Cristo,  ter  nascido  neste  mundo.  Nos  vários países  onde  este  culto  se  espalhou,  a  mãe  e  o  filho  foram  chamados  por  diferentes  nomes pois, relembramos, a linguagem foi confundida em Babel”.

“Os  chineses  tinham  uma  deusa-mãe  chamada  Shingmoo  ou  Santa  Mãe.  Ela  é  representada com  um filho  nos  braços  e  raios  de  glória  ao  redor  da  cabeça. Os  antigos  germanos  adoravam a  virgem  Hertha  com  o  filho  nos  braços.  Os  escandinavos  a  chamavam  de  Disa,  que  também era  representada  com  um  filho.    Os  etruscos  chamavam-na  de  Nutria,  e  entre  os  druidas  Virgo-Patitura  era  adorada  como  a  “Mãe  de  Deus”.  Na  Índia,  era  conhecida  como  Indrani,  que também era representada como o filho nos braços”.

“A  deusa-mãe  era  conhecida  como  Afrodite  ou  Ceres  pelos  gregos;  Nana,  pelos  sumérios;  e como  Vênus  ou  Fortuna,  pelos  seus  devotos  nos  velhos  dias  de  Roma,  e  seu  filho  como Júpiter.  Por  várias  eras, Ísis,  a  “Grande  Deusa”  e  seu  filho  Iswara,  têm  sido  adorados  na  Índia,
onde  templos  foram  erigidos  para  sua  adoração.  Na  Ásia,  a  mãe  era  conhecida  como  Cibele  e o filho como Deoius. “Mas, a despeito de seu nome ou lugar”, diz um escritor, “ela foi a esposa de Baal, a virgem rainha dos céus, que ficou grávida, sem jamais ter conhecido varão”. 

“Quando  os  filhos  de  Israel  caíram  em  apostasia,  eles  também  foram  enganados  por  esta adoração da deusa-mãe. Como lemos em Juízes 2.13:  “Eles deixaram ao Senhor e serviram a Baal e a Astarote”. Astarote ou Astarte era o nome pelo qual a deusa era conhecida pelos filhos de  Israel.  É  penoso  pensar  que  aqueles  que  haviam  conhecido  o  verdadeiro  Deus,  abandonassem  e  adorassem  a  mãe  pagã.  Ainda  assim  era  exatamente  o  que  faziam repetidamente (Juízes 10.6; 1 Samuel 7.3-4; 12.10; 1 Reis 11.5; 11 Reis 23.13). Um dos títulos pelos  quais  a  deusa  era  conhecida  entre  eles  era  o  de    “rainha  dos  céus”(Jeremias  44.17-19).
O  profeta  Jeremias  repreendeu-os  por  adorarem,  mas  eles  se  rebelaram  contra  sua advertência”.

“Em  Éfeso,  a  grande  mãe  era  conhecida  como  Diana.  O  templo  dedicado  a  ela,  naquela cidade, era uma das sete maravilhas do mundo antigo. Não somente em Éfeso, mas em toda a Ásia  e  em  todo  o  mundo  a  deusa  era  adorada  (Atos  19.27).  No  Egito,  a  mãe  era  conhecida como  Ísis  e  seu  filho  como  Horus.  É  muito  comum  os  monumentos  religiosos  do  Egito mostrarem o infante Horus sentado no colo de sua mãe”.

“Esta  falsa  adoração,  tendo  se  espalhado  da  Babilônia  para  diversas  nações,  com  diferentes nomes  e  formas,  finalmente  estabeleceu-se  em  Roma  e  em  todo  o  Império  Romano.  Diz  um notável escritor com relação a este período: a adoração da grande mãe foi  muito popular sob o Império Romano. Inscrições provam que os dois (a mãe e o filho) recebiam honras divinas, não somente  e  especialmente  em  Roma,  mas  também  nas  províncias,  especialmente  na  África, Espanha, Portugal, França, Alemanha, e Bulgária”.

“Foi  durante  esse  período  quando  o  culto  da  mãe  divina  foi  muito  destacado,  que  o  Salvador, Jesus  Cristo,  fundou  a  verdadeira  Igreja  do  Novo  Testamento.  Que  gloriosa  Igreja  ela  foi naqueles  dias  primitivos!  Pelo  terceiro  e  quarto  século,  contudo,  o  que  era  conhecido  como  “igreja” havia, em muitas maneiras abandonado a fé original, caindo em apostasia a respeito do que  os  apóstolos  haviam  avisado.  Quando  essa  “queda”  veio,  muito  paganismo  foi  misturado com  o  cristianismo.  Pagãos  não  convertidos  eram  tomados  como  professos  na  igreja  e  em numerosas  ocasiões  tinham  a  permissão  de  continuar  muitos  dos  seus  rituais  e  costumes pagãos    usualmente  com  umas  poucas  reservas  ou  mudanças,  para  fazer  suas  crenças parecerem mais semelhantes à doutrina cristã”.

“Um  dos  melhores  exemplos  de  tal  transferência  do  paganismo  pode  ser  visto  na  maneira como  a  igreja  professa  permitiu  que  o  culto  da  grande  mãe  continuasse  -    somente  um pouquinho  diferente  na  forma  -    com  um  novo  nome!    Veja  você,  muitos  pagãos  tinham  sido trazidos  para  o  cristianismo,  mas  tão  forte  era  sua  adoração  pela  deusa-mãe,  que  não  queriam esquecer. Líderes da igreja comprometidos viram que, se pudessem encontrar alguma semelhança  no  cristianismo  com  a  adoração  da  deusa-mãe,  poderiam  aumentar consideravelmente  o  seu  número.  Mas,  quem  poderia  substituir  a  grande  mãe  do  paganismo?
É  claro  que  Maria,  a  mãe  de  Jesus,  pois  era  a  pessoa  mais  lógica  para eles  escolherem.    Ora, não  podiam  eles  permitir  que  as  pessoas  continuassem  suas  orações  e  devoções  a  uma deusa-mãe,  apenas  chamando-a  pelo  nome  de  Maria,  em  lugar  dos  nomes  anteriores  pelos
quais  era  conhecida?    Aparentemente  foi  esse  o  raciocínio  empregado,  pois  foi  exatamente  o que  aconteceu!  Pouco  a  pouco,  a  adoração  que  tinha  sido  associada  com  a  mãe  pagã  foi transferida para Maria”.

“Mas  a  adoração  a  Maria  não  fazia  parte  da  fé  cristã  original.  É  evidente  que  Maria,  a  mãe  de Jesus, foi  uma  mulher  excelente,  dedicada  e  piedosa    especialmente  escolhida  para  levar  em seu  ventre  o  corpo  de  nosso  Salvador    mesmo  assim  nenhum  dos  apóstolos  nem  mesmo  próprio  Jesus  jamais  insinuou  a  idéia  da  adoração  a  Maria.  Como  afirma  a    Enciclopédia Britânica,  durante  os  primeiros  séculos  da  igreja,  nenhuma  ênfase,  fosse  qual  fosse,  era colocada  sobre  Maria.  Este  ponto  é  admitido  pela  The  Catholic  Encyclopedia  também:  ‘A devoção  a  Nossa  Bendita  Senhora,  em  última  análise,  deve  ser  olhada  como  uma  aplicação prática  da  doutrina  da  Comunhão  dos  Santos.    Vendo  que  esta  doutrina  não  está  contida,  pelo menos  explicitamente,  nas  formas  primitivas  do  Credo  dos  Apóstolos,  não    talvez  qualquer campo para surpresa de não descobrirmos quaisquer traços claros  do culto da Bendita Virgem nos primeiros séculos cristãos, sendo o culto de Maria um desenvolvimento posterior”.

“Não  foi  até  o  tempo  de  Constantino  –  a  primeira  parte  do  quarto  século  –  que  qualquer  um começou  a  olhar  para  Maria  como  uma  deusa.  Mesmo  neste  período,  tal  adoração  foi combatida  pela  igreja,  como  é  evidente  pelas  palavras  de  Epifânio  (403  d.C.)  que  denunciou
alguns  da  Trácia,  Arábia,  e  qualquer  outro  lugar,  por  adorarem  a  Maria  como  uma  deusa  e oferecerem  bolos  em  seu  santuário.  Ainda  assim,  dentro  de  apenas  uns  poucos  anos  mais,  culto  a  Maria  foi  apenas  ratificado  pela  que  conhecemos  hoje  como  a  Igreja  Católica,  mas
tornou-se uma doutrina oficial no Concílio de Éfeso em 431”. “Em Éfeso? Foi nessa cidade que Diana  tinha  saído  adorada  como  a  deusa  da  virgindade  e  da  fertilidade  desde  os  tempos primitivos!  Dizia-se  que  ela  representava  os  primitivos  poderes  da  natureza  e  foi  assim esculpida  com  muitos  seios.  Uma  coroa  em  forma  de  torre,  símbolo  da  torre  de  Babel, adornava sua cabeça”.

“Quando  as  crenças  são  por  séculos  conservadas  por  um  povo,  elas  não  são  facilmente esquecidas.  Assim  sendo,  os  líderes  da  igreja  em  Éfeso    quando  veio  a  apostasia    também raciocinaram  que  se  fosse  permitido  às  pessoas  conservarem  suas  idéias  a  respeito  de  uma deusa-mãe,  se  isto  fosse  misturado  com  o  cristianismo  e  o  nome  de  Maria  fosse  colocado  no lugar,  eles  poderiam  ganhar  mais  convertidos.  Mas  este  não  era  o  método  de  Deus.  Quando Paulo  veio  para  Éfeso  nos  dias  primitivos,  nenhum  compromisso foi feito com  o  paganismo.  As pessoas  eram  realmente  convertidas  e  destruíram  seus  ídolos      (Atos  19.24-27).  Quão  trágico que  a  igreja  em  Éfeso,  em  séculos  posteriores,  se  comprometesse  e  adotasse  uma  forma  de adoração  à  deusa-mãe,  tendo  o  Concílio  de  Éfeso  finalmente  transformado  isto  em  uma doutrina oficial”.

“Uma  posterior  indicação  que  o  culto  a  Maria  passou  a  existir  partindo  do  antigo  culto  à deusa-mãe,  pode  ser  visto  nos  títulos  que  são  atribuídos  a  ela.  Maria  é  freqüentemente  chamada  de “A  Madona”. De acordo com Hislop, esta expressão é a tradução de um  dos títulos pelos quais
a  deusa  babilônica  era  conhecida.  Em  forma  deificada,  Ninrode  veio  a  ser  conhecido  como Baal.  O  título  de  sua  esposa,  a  divindade  feminina,  seria  o  equivalente  a  Baalti.  Em  português, esta  palavra  significa “minha  Senhora”;  em  Latim,    “Meã  Domina”,  e  em  Italiano, foi  corrompida para  a  bem  conhecida    “Madona”.  Entre  os  fenícios,  a  deusa-mãe  era  conhecida  como    “A Senhora  do  Mar”,  e  até  mesmo  este  título  é  aplicado  a  Maria    embora  não  exista  qualquer conexão entre Maria e o mar!”

“As  escrituras  tornam  claro  que  existe  apenas  um  mediador  entre  Deus  e  os  homens,  Jesus Cristo  homem  (1  Tm  2.5).  Ainda  assim  o  catolicismo  romano  ensina  que  Maria  também  é  uma “mediadora”.  As  orações  para  ela  formam  uma  parte  muito  importante  no  culto  católico.    Não existe  base  escriturística  para  esta  idéia,  embora  este  conceito  não  fosse  estranho  às  idéias ligadas  à  deusa-mãe.    Ela  trazia  como  um  dos  seus  títulos    “Milita”,  que  é  a    “Mediatrix”, “Medianeira”, ou  “Mediadora”.

Continuará amanhã...

Viva vencendo aqueles que se apresentam como deuses, não os sendo!!!

Abraços.

Seu irmão menor.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário