10 janeiro 2016

ACORDO ENTRE VATICANO E PALESTINA ENTRAM EM VIGOR - SINAL PARA QUEM ENTENDE O QUE LÊ


Começou a valer no dia 2 de janeiro o acordo firmado entre a Autoridade Nacional Palestina e o Vaticano. O documento foi assinado em 26 de junho de 2015 contendo 32 artigos que regulamentam os trabalhos da Igreja Católica na Palestina.
Através de uma nota, a Santa Sé deu alguns detalhes desse documento, dizendo que os artigos “guardam aspectos essenciais da vida e das atividades da Igreja na Palestina, ao mesmo tempo em que reafirma o apoio para uma solução negociada e pacífica para do conflito da região”.
Um dos capítulos do documento, que não foi divulgado na íntegra, trata sobre a liberdade religiosa e de consciência e em outra parte do acordo todas as ações que a Igreja Católica realiza pelo mundo são relatadas.
Para chegar a este acordo foi preciso esperar 15 anos de negociações que aconteceram através de uma comissão bilateral que foi formada para defender os interesses dos dois estados. Os laços só foram estreitados depois que o Vaticano passou a usar a expressão “Estado da Palestina”, decisão que desagradou a Israel, mas que aproximou os palestinos da Igreja Católica.
Quando o acordo foi assinado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que estava “desapontado” com a Santa Sé e pediu para consultar o documento. O Vaticano negou o acesso de Israel ao acordo.
O acordo foi assinado em junho passado, dois anos depois que a Igreja católica romana reconheceu os Territórios Palestinos como Estado soberano, em fevereiro de 2013.

O acordo versa sobre as atividades da Igreja em zonas da Terra Santa sob controle palestino, mas seu significado é visto em termos mais amplos, como símbolo do crescente apoio internacional ao Estado palestino.
"Com referência ao acordo global entre a Santa Sé e o Estado da Palestina, assinado em 26 de junho de 2015, a Santa Sé e o Estado da Palestina notificaram à outra parte que os requisitos de procedimento para sua entrada em vigor foram cumpridos", assinalou o Vaticano em um comunicado.
"O acordo consiste em um preâmbulo e 32 artigos, aborda os aspectos essenciais da vida e da atividade da Igreja na Palestina, ao mesmo tempo em que reafirma o apoio a uma solução negociada e pacífica para o conflito na região", acrescenta o texto.

A preparação deste texto por uma comissão bilateral levou 15 anos. Embora o Vaticano se refira ao "Estado da Palestina" desde o início de 2013, os palestinos consideram que a assinatura do acordo equivale a um reconhecimento de fato de seu Estado, o que irrita Israel.

Na ocasião, Israel lamentou o acordo e advertiu que isso pode ser nocivo para os esforços para a paz na região.

O acordo foi assinado no Palácio pontifício pelo secretário para as relações com os Estados(ministro das Relações Exteriores), pelo prelado britânico Paul Richard Gallagher e pelo ministro palestino de Relações Exteriores, Riyad al-Maliki.

O acordo expressa o apoio do Vaticano a uma solução "do conflito entre israelenses e palestinos no âmbito da fórmula de dois Estados", havia explicado em maio o monsenhor Antoine Camilleri, chefe da delegação da Santa Sé.

Para a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), este acordo converte o Vaticano no 136º país a reconhecer o Estado da Palestina.
A Santa Sé tem relações com Israel desde 1993 e negocia desde 1999 um acordo sobre os direitos jurídicos e patrimoniais das congregações católicas no Estado hebreu, mas cada reunião semestral termina com um fracasso.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/entra-em-vigor-o-primeiro-acordo-entre-vaticano-e-palestina.html

'Reinos se unindo para uma rápida destruição'.

Viva vencendo alegremente, breve o Senhor retornará!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário