02 janeiro 2016

FRANCO PROGRESSO DA APOSTASIA: PASTOR DA MAIS INFLUENTE IGREJA PENTECOSTAL DA SUÉCIA, ADERE AO CATOLICISMO ROMANO


Me lembrei agora de Paulo: "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas"2 Tm. 4:3,4 


Ulf Ekman(foto), o fundador da igreja pentecostal mais influente da Suécia moderna e toda Escandinávia, anunciou para o espanto de cerca três mil seguidores em um culto dominical, que ele e sua esposa Birgitta se converteram ao catolicismo porque ‘nos percebemos que nossos prejuízos protestantes em muitos casos não tem nenhuma base’.


Ekman dedicou quase trinta anos a serviço da congregação “Palavra de Vida“, que ele mesmo fundou junto a uma escola bíblica que mil alunos, além de ter missionários na Rússia, Cazaquistão outras zonas ex-soviéticas, uma ONG de ajuda a crianças na Índia e autor de livros traduzidos em 60 idiomas e apresentador de um programa de televisão internacional. 
Ulf Ekman era visto como “pastor de pastores”, por conta de sua grande influência sobre os demais líderes protestantes do país.

O agora ex-dirigente protestante também fundou a maior escola bíblica e construiu o maior templo evangélico da Escandinávia, além de manter um projeto de mídia que conta com emissoras de televisão nos cinco continentes.
Na conclusão, Ekman e sua esposa dizem que a decisão refere-se unicamente a eles, e frisa que “nem faria sentido” tentarem converter toda a denominação, que eles lideraram por 30 anos, à Igreja Católica.

O ex-pastor disse que após dez anos dedicados em conhecer mais profundamente a Igreja Católica, se viu atraído pelo Catecismo, a Doutrina Social e o exemplo de vida dos católicos carismáticos, com quem compartilhou em muitas oportunidades em diferentes partes do mundo.

Na Suécia apenas 1,5% da população é católica e em sua maioria são imigrantes.

Ekman disse que a confirmação de sua decisão foi ao conhecer o insólito vídeo que o Papa Francisco gravou para o congresso de pastores pentecostais nos Estados Unidos. Ele, que sempre tem sido uma figura de referencia da congregação apesar de ter deixado de ser pastor principal em março de 2013, destacou que acreditou na unidade dos cristãos “tem consequências praticas”.


O ex-pastor ingressou oficialmente na igreja Católica na Páscoa de 2014 e confirmou que ambos “Temos visto um grande amor por Jesus e uma teologia sã, fundada na Bíblia em dogma clássico. Experimentamos a riqueza da vida sacramental. Vimos a lógica de ter uma estrutura sólida de sacerdócio, que mantém a fé da Igreja e passa de uma geração para a seguinte..”

Ele disse ainda que na fé Católica “Encontramos uma força moral e ética consistente que se atreve a enfrentar a opinião pública, e uma simpatia para com os pobres e fracos e por ultimo não menos importante, temos estado em contato com os representantes de milhões de católicos carismáticos e temos visto sua fé viva“.

 O Secretário-Geral da Aliança Evangélica sueca Stefan Gustavsson disse que “Ulf Ekman é sem dúvida o líder cristão mais dinâmico e influente que tivemos na Suécia no último meio século. Sua importância internacional vai muito além do que a maioria dos suecos pensam; inúmeras pessoas ao redor do mundo dão graças a Deus pelo serviço de Ulf Ekman “.

Em uma entrevista com a revista sueca, Världen Idag, Ekman que escreveu artigos anti-católicas em 1989, durante uma visita à Suécia do agora Beato João Paulo II, disse que a figura de um Pontífice neste caso o Papa Francisco, é a expressão máxima da um Magistério. Agora reconhece e recomenda que para conhecer o catolicismo deve ir à fonte, como o catecismo, do Magistério e da Doutrina Social.
Ao referir-se sobre a unidade dos cristãos, disse que “é muito bom ter uma boa relação com pessoas de diferentes comunidades, superar as diferenças, parar de ficar com raiva. Inclusive se não estamos de acordo, podemos ter uma atitude conciliadora e objetiva. Isso é bom e necessário. Mas não é suficiente“.

COMENTÁRIO DE WÁLDSON LIMA:

Durante alguns anos, já li e ví vários exemplos de “conversões” de evangélicos que se tornam católicos(coloco conversão entre ampas, porque, em realidade, é uma desconversão), embora o número de conversões de católicos para evangélicos seja sempre muito maior. Quero deixar claro que, para mim, um evangélico mudar de religião não é novidade nem surpresa nenhuma, pois todos os dias há cristãos que apostatam da fé e se tornam ateus, agnósticos, espíritas e até islâmicos. Da mesma forma, há multidões de católicos que também se tornam tudo isso. Mas o que me levou a escrever este Comentário, foi a análise das razões pelas quais um evangélico se torna católico. A conversão em si pouco importa, o que importa são as motivações que fizeram alguém mudar de religião/fé. E, no caso de evangélicos que viram católicos, após analisar muitos “testemunhos” cheguei às seguintes conclusões:
1. Nunca, absolutamente nunca, jamais, em hipótese alguma e em nenhuma circunstância eu já vi algum evangélico dizer que se tornou católico por ler a Bíblia.Isso é impossível! Alguém pode até achar que a Bíblia se alinha ao catolicismo depois de se tornar católico, mas até hoje eu não vi um único testemunho de alguém que colocou isso como fator primordial para a mudança. Por incrível que pareça, eu já encontrei até “testemunhos” de gente que encontrou Maria no Alcorão e se tornou católico, mas na Bíblia, o livro dos cristãos, nada! Isso é particularmente importante, pois, do outro lado, milhões de católicos se tornam evangélicos por lerem a Bíblia (talvez 100% dos que se convertem, se convertem depois de lerem a Bíblia!). Isso mostra, evidentemente, que uma leitura simples, sincera e honesta das Escrituras – sem os malabarismos católicos e seus métodos insanos de interpretação – leva irremediavelmente à conclusão de que a doutrina bíblica não é a doutrina católica.

É só depois de muita lavagem cerebral que alguém consegue chegar à conclusão de que a Bíblia e o catolicismo compactuam. Talvez seja por isso que eles lutam tanto contra a Sola Scriptura: é por saberem que neste campo eles não levam vantagem. Uma leitura honesta do NT nos passa uma ideia Cristocêntrica, muito longe do evangelho católico. Uma leitura honesta das epístolas apostólicas doutrinárias nos mostram que o nome de Maria não aparece nem sequer uma única vez em lugar nenhum – muito diferente da mariologia católica, onde ela é o centro das atenções, às vezes até mais que Jesus! A não ser que os apóstolos escrevessem uma coisa e pregassem oralmente um Evangelho completamente diferente daquele escrito, e que fizesse menção aos dogmas e doutrinas não-bíblicos, é difícil crer que o Evangelho apostólico é o evangelho Católico Romano.

Essa coisa de se 'converter ao Catolicismo, funciona assim: existem várias interpretações teológicas possíveis, eu não tenho capacidade para julgar qual delas é a certa, e então, ao invés de estudar a fundo a questão para descobrir as respostas, é melhor transferir a tarefa de pensar para o magistério romano, que é a pior opção de todas. Seria como dizer que existem várias filosofias de vida possíveis, eu não tenho capacidade para julgar qual delas está certa, então vou aderir à filosofia de vida do Osama Bin Laden. Ou então dizer que existem vários partidos políticos e visões políticas, eu não tenho capacidade para julgar qual é melhor, então na dúvida vou aderir ao PT, que é de todos, o pior.

2. Quase sempre a razão é em função da leitura de fontes extra-bíblicas. Os Pais da Igreja são um bom exemplo disso. O problema disso é que eles fazem uma leitura superficial dos escritos dos Pais, sem distinguir coisas importantíssimas que fazem toda a diferença. Por exemplo: os Pais falavam de “Igreja Católica”, mas puramente no sentido de “Universal”, que é o significado da palavra. Nada tinha a ver com “Igreja Romana”.

Outro exemplo: tradição. Os Pais da Igreja falavam muito sobre tradição. Os sites de apologética católica se aproveitam disso, citando listas enormes onde essa palavrinha quase mágica aparece, como se isso provasse alguma coisa contra a Sola Scriptura. Acontece, contudo, que o significado de tradição nos tempos apostólicos era completamente distinto do significado atual que os papistas oferecem para essa palavra.

Para os católicos atuais, a tradição é uma fonte de ensino paralela às Escrituras, com revelação de doutrinas que não estão na Bíblia. Já para os Pais, a tradição sempre aparecia com apenas três sentidos: ou de meros costumes (o que existe até entre as igrejas evangélicas), ou de fatores históricos(ex: “a tradição diz que Inácio foi bispo de Antioquia”), ou de um método interpretativo das Escrituras. Nunca, em absolutamente lugar algum, vemos qualquer Pai entendendo “tradição” como sendo uma fonte de revelação doutrinária extra-bíblica. É por isso que há tantas citações patrísticas que provam a Sola Scriptura.

Mas um leitor iniciante de patrística, que a conhece apenas superficialmente, não percebe isso. Ele lê a palavra “tradição” nos Pais da mesma forma que um espírita lê a palavra “espírito” na Bíblia: com um significado já pronto, embora enganoso, de acordo com a conceituação moderna que o termo ganhou. Uma leitura mais profunda e honesta dos escritos dos Pais, ao invés de uma leitura superficial e isolada, nos mostra que eles negavam uma pancada de doutrinas católicas, como o batismo por aspersão, a transubstanciação, a imortalidade da alma, o preterismo, a imaculada conceição de Maria, os livros apócrifos, o primado do bispo romano, a infalibilidade papal, a salvação pelas obras e muitas outras.

3. Muitas vezes ocorre por motivos externos e circunstanciais. Já vi vários casos em que o indivíduo se casou com uma mulher católica, ou que já era católico antes de se tornar evangélico e se desconverter de novo. Isso mostra que ele já estava de certa forma tendenciado a mudar de fé (se já estivesse firme na fé nem ao menos iria se casar com alguma pessoa de outra fé), uma vez que passa a sofrer influências externas que o direciona a tomar certas decisões. O mesmo ocorre quando uma moça cristã se casa com um rapaz ateu(sua fé começa a ser minada e colocada em xeque).

Muitos passam a frequentar a Igreja Católica só para agradar a esposa/namorada (ou marido/namorado no caso das mulheres), e, com medo de perdê-la(o), decide mudar de religião, sendo facilmente influenciado por argumentos que, em outra circunstância, seriam considerados bem fracos. De igual maneira, as pessoas que já mudaram de religião uma vez se tornam mais propensas a mudarem de fé de novo. Problemas com adaptação, a dúvida que bate na cabeça, a família e os amigos que ainda mantém outra fé(e tal pessoa não quer perder as amizades), e assim por diante. Quando se deparam com algum problema, ao invés de tentarem buscar ajuda com alguém da mesma fé, preferem virar as costas e voltar atrás, para onde estavam antes. Assim, seu estado final se torna pior do que o primeiro (Lc.11:26).

4. São enganados por igrejas falsamente tidas como evangélicas. Quantas vezes você não vê um católico debochando dos cristãos por causa de igrejas mal intencionadas em nosso meio? Infelizmente, com o avanço da Teologia da Prosperidade e das igrejas neo-pentecostais, qualquer coisa vira uma “igreja evangélica”, mesmo que os próprios evangélicos sérios não considerem tais igrejas como genuinamente evangélicas. Fazendo uma analogia, é como os católicos tradicionais costumam ver os da Renovação Carismática e os da Teologia da Libertação, ou os Sedevacantistas. Se dizem católicos, mas os acusam de não serem.

Sim, existem denominações evangélicas que são mercados da fé, que estão mais preocupados com o dinheiro do que com Jesus. E, como elas são as mais ricas (entende-se a razão), são bem exatamente aquelas que mais costumam aparecer na televisão. Isso faz com que os católicos pensem que todas as igrejas evangélicas são como aquelas que aparecem pedindo dinheiro o dia inteiro na TV, e que todos os pastores evangélicos são como aqueles pastores. Nunca ouviram falar em um John Piper ou em um Paul Washer. Só pegam os exemplos negativos, porque são os negativos que lhes interessam e são os negativos que estão em foco, em rede nacional.

5. Levam em conta puramente a razão. Amo a razão. Não tenho nada contra a razão. Mas a razão não é tudo. Embora esteja plenamente convicto de que todos os argumentos lógicos, racionais, Escriturísticos se entendem com a razão, não posso deixar de dizer que isso não é o mais importante. O mais importante, é o Espírito Santo.

É o Espírito Santo que nos pode encher de paz e trazer a plena convicção de que estamos em Cristo. Os católicos estão preocupados demais em acharem a “Igreja certa”, a “Igreja de Cristo”. Eles estão afundados no conceito de que a Igreja é uma instituição religiosa, e, portanto, ela deve ser achada em algum lugar. Então, buscam argumentos obtidos através da “sabedoria deste mundo (1Co.1:20) que lhes mostre que essa Igreja é a Romana(ainda que até hoje eu nunca tenha visto um católico provar racionalmente que ele, e não um ortodoxo, está com a razão, já que ambas as igrejas dizem ter dois mil anos, dizem ter sucessão apostólica e dizem guardar a tradição, embora tenham muitas doutrinas contraditórias entre si!).

Enquanto eles pensam que, ao morrer e chegar ao Juízo, Deus irá ver se eles frequentaram essa ou aquela igreja, os evangélicos sabem que serão julgados com base no ter negado a si mesmo, tomado a sua cruz e seguido a Cristo. O que está em jogo não é a instituição que seguiu, mas o Evangelho que viveu.

A busca do evangélico centraliza-se em Cristo, enquanto a busca do católico centraliza-se em uma instituição religiosa. A convicção do evangélico centraliza-se no testemunho do Espírito Santo, enquanto a convicção do católico se baseia na sabedoria humana deste mundo. Enquanto eles estão procurando frequentar a igreja mais antiga, nós estamos procurando ser essa Igreja, esse Corpo de Cristo(Cl.1:24). Enquanto eles estão preocupados em acharem “a instituição certa que Jesus fundou” e de defenderem tal instituição com unhas e dentes, pensando estarem com isso cumprindo o Evangelho, nós nos preocupamos em viver esse Evangelho. Essa é a fundamental diferença.

Aqui, findo. Acredito ser o suficiente para nos resguardarmos destas supostas 'conversões ao Catolicismo Romano'.

Viva vencendo a apostasia que cega, ensurdece e deixa duro o coração!!!

Abraços.

Seu irmão menor.


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