12 janeiro 2016

JESUS DE FATO EXISTIU? O QUE A HISTÓRIA TEM PARA NOS DIZER? - INTRODUÇÃO

A Busca do Jesus Histórico

Há mundo afora uma infinidade de pessoas, obras, pesquisas(as mais diversas), afirmando que Jesus nunca existiu como a bíblia o diz.
Alguns historiadores e pesquisadores do assunto, dizem que um judeu chamado Jesus, sim, existiu,como também existiram dezenas de outros homens chamados 'Jesus', que era nome comum na época.

Sendo assim,  esses pesquisadores, escritores historiadores afirmam que o Jesus Cristo, Filho de Deus, como o próprio Jesus se apresentava, nunca existiu e que a bíblia é cheia de lendas.
Também, atesta contra o Jesus Cristo, o próprio povo hebreu(judeu), que afirmam que esse Jesus não passou de mais um 'embusteiro, como tantos outros, que já haviam se levantado mundo afora e mui especialmente na Palestina.

O que esses homens se esqueceram ao trazer a publico seus depoimentos, foi que há o outro lado da história. Não existe apenas informações para desacreditar o Filho de Deus. Existem também uma grande gama de homens e mulheres simples, pesquisadores, historiadores, renomados mestres que atestam sobre que, aquele Jesus Cristo era de fato o Filho de Deus, o Messias prometido a Israel.

E isso é tão interessante que até a própria história da humanidade ficou definida como Antes de Cristo(a.C) e Depois de Cristo(d.C). 

Então, devido esses fatos existentes, estarei postando a partir de hoje, evidência históricas e arqueológicas de que aquele homem chamado Jesus de Nazaré, era sim, o Filho de Deus, o Messias que viria "...para salvar Seu povo dos pecados seus").

Então, vamos á Introdução. Boa leitura e não deixe nunca mais, alguém dizer que o nosso Senhor e Salvador era '...apenas mais um embusteiro'.

“A dúvida acerca da existência real de Jesus carece de fundamento e não merece uma só palavra de réplica. Fica completamente claro que Jesus está, como autor, atrás do movimento histórico cujo primeiro estágio palpável temos na mais antiga comunidade palestinense”. Com estas palavras, o teólogo luterano Rudolf Bultmann, um dos mais influentes do século passado, classificou como improcedentes as inúmeras teorias desenvolvidas, principalmente entre os séculos 18 e 19, que apregoavam a não existência de Jesus como personagem realmente histórico e, sim, como mera projeção subjetiva da então nascente comunidade cristã.

O embrião destas idéias encontra-se nos trabalhos de F. Volney e Ch. F.Dupuis, ambos produzidos em 1791. Porém, a obra de maior importância, cuja temática era a negação da existência real de Jesus, foi escrita por volta de 1877, tendo como autor o alemão Bruno Bauer. Historicamente, como bem atestou Bultmann, este ceticismo radical a respeito da existência de Jesus foi considerado improcedente pela quase totalidade dos modernos historiadores. Segundo Remi Gounelle, professor de teologia na Faculdade Protestante de Estrasburgo, França, nenhum historiador sério questiona que um certo Jesus de Nazaré viveu em uma determinada área do território palestino por volta do primeiro século.

No entanto, alguns céticos radicais vivem apregoando uma suposta inexistência de relatos extra-bíblicos a respeito de Jesus. Será que estas afirmações procedem? A resposta é: não! Existem fontes confiáveis oriundas de escritores judeus e pagãos que atestam a existência de Jesus. Entretanto, não podemos recorrer a estas citações visando estabelecer um perfil minucioso e detalhado de Jesus no que diz respeito à sua vida e atos. Nestes relatos, Jesus é apenas citado. Não há interesse por parte de seus autores em esmiuçar sua vida. Mesmo assim, estas simples citações são consideradas, pelos historiadores, elementos comprobatórios da existência do ser humano Jesus.

 “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pedro 1.16)

Esse é o assunto predileto dos ateus e de alguns céticos, pois para ambos, Jesus não passa de mais um mito histórico como Osíris, Dionísio, Hércules, etc. Pois bem, aqui apresentaremos fontes históricas não-cristãs, que contam alguns episódios sobre Jesus, quer seja direta ou indiretamente. 
Começaremos com Flávio Josefo:

O testemunho do historiador judeu Flávio Josefo(séc.I), é um dos mais antigos depoimentos sobre Jesus por autores não-cristãos. O famoso historiador não deixou de mencionar a existência do Jesus histórico em seus textos. Vejamos alguns trechos de seu texto mais conhecido e analisemos com outras cópias encontradas.

 Texto Grego: 
“Naquela época vivia Jesus, homem sábio, se é que o podemos chamar de homem. Ele realizava obras extraordinárias, ensinava aqueles que recebiam a verdade com alegria e fez-se seguir por muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. E quando Pilatos o condenou à cruz, por denúncia dos maiorais da nossa nação, aqueles que o amaram antes continuaram a manter a afeição por ele. Assim, ao terceiro dia, ele apareceu novamente vivo para eles, conforme fora anunciado pelos divinos profetas a seu respeito, e muitas coisas maravilhosas aconteceram. Até a presente data subsiste o grupo dos cristãos, assim denominado por causa dele”(Antiquites, VIII, III).



Devido à magnitude destas afirmações, alguns críticos, em sua incredulidade, têm relutado em aceitar este texto de Flávio Josefo como totalmente de sua autoria, afirmando que ele foi retocado por algum cristão primitivo. O termo que se usa para isto é interpolação, ou seja: teriam sido acrescentadas às palavras de Josefo – precisamente as que estão italizadas no texto acima – várias palavras que, segundo os críticos, não existiam no texto original. Porém, sendo totalmente autêntica ou não, ele é um testemunho de que Jesus realmente existiu.

Além disso, eruditos e sábios cristãos como Harnack, C. Burkitt e Emery Barnes, após longos e minuciosos estudos estilísticos e filológicos das Antiguidades, afirmaram que o texto de Josefo sobre Jesus é autêntico em sua totalidade. Ademais, mesmo que um cristão tenha forjado o texto de Josefo ao copiar o manuscrito, temos vários manuscritos da mesma obra, com origens diferentes, e que provam a existência de Jesus de qualquer jeito, sem os pormenores em itálico no texto acima. Por exemplo, o texto árabe – que muitos dizem ser as verdadeiras palavras de Josefo – também atesta para a existência de Jesus. Analisaremos tal texto.

Texto Árabe:
“Naquela época vivia Jesus, homem sábio, de excelente conduta e virtude reconhecida. Muitos judeus e homens de outras nações converteram-se em seus discípulos. Pilatos ordenou que fosse crucificado e morto, mas aqueles que foram seus discípulos não voltaram atrás e afirmaram que ele lhes havia aparecido três dias após sua crucificação: estava vivo. Talvez ele fosse o Messias sobre o qual os profetas anunciaram coisas maravilhosas” (Antiquites, VIII, III).

Se analisarmos as diferenças, são apenas estas: Um diz que ele era o Cristo, o outro diz que talvez ele fosse; um diz que ele ressuscitou e apareceu vivo, outro diz que os seus discípulos acreditavam em tal fato. De qualquer modo, a existência histórica de Jesus é incontestável. Muitos negam o primeiro pelo fato de Josefo não ser cristão e de Orígenes(séc.II), ter dito que Josefo não acreditava que Jesus fosse o Messias, por ser judeu. Por isso, no primeiro caso dizem que o texto foi adulterado, mas existe um outro problema, pois o segundo texto relata que "talvez" ele fosse o Cristo, ou Messias, e essa não é uma cópia forjada.
Se realmente a Igreja teria adulterado seria para provar que Jesus é o Cristo que ressuscitou, mas o texto original do historiador Josefo já é o suficiente para provar a historicidade de Jesus, como um personagem real que de fato passou entre nós por aqueles dias. Um sábio israelita, Shlomo Peres, estudou esses diferentes manuscritos e considera ter atingido a "versão mínima" de Flávio Josefo. Ei-la:
 "Nesse tempo vivia um sábio chamado Jesus. Comportava-se de uma maneira correta e era estimado pela sua virtude. Muito foram os que, tanto Judeus como pessoas de outras nações, se tornaram seus discípulos. Pilatos condenou-o a ser crucificado e a morrer. Mas aqueles que se tinham tornado seus discípulos não deixaram de seguir a sua doutrina: contaram que ele lhes tinha aparecido três dias depois da sua crucifixão e que estava vivo. Provavelmente ele era o Messias sobre quem os profetas contaram tantas maravilhas".
Mas essa não é a única menção de Josefo acerca de Jesus. Josefo também afirma:
"Mas o jovem Anano, que, como já dissemos, assumia a função de sumo-sacerdote, era uma pessoa de grande coragem e excepcional ousadia; era seguidor do partido dos saduceus, os quais, como já demonstramos, eram rígidos no julgamento de todos os judus. Com esse temperamento, Anano concluiu que o momento lhe oferecia uma boa oportunidade, pois Festo havia morrido, e Albino ainda estava a caminho. Assim, reuniu um conselho de juízes, perante o qual trouxe Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, junto com alguns outros, e, tendo-os acusado de infração à lei, entregou-os para serem apedrejados"(Antiguidades,20.9.1).


Temos aqui não apenas outra referência do séc.I feita a Jesus pelo historiador Flávio Josefo, mas também a confirmação de que tinha um irmão chamado Tiago que, obviamente, não era bem visto pelas autoridades judaicas. Não há sequer nenhuma pista que este outro texto possa ser forjado e, além disso, a Igreja não teria a menor razão para adulterar tal texto de Josefo, uma vez que ela prega a virgindade perpétua de Maria e, sendo que Josefo escrevia em grego, a referência é literalmente a irmão, de sangue.

É mais uma clara referência de Josefo acerca de Jesus, e se fossem adulterar tal texto o fariam de qualquer outra maneira mas jamais contrariando ela própria ao dizer que Jesus tinha irmãos, o que iria contra a sua própria doutrina. Essa é mais uma referência autêntica da existência do Jesus histórico. Como os críticos respondem a mais essa evidência? Muitos afirmam que esse Tiago não é o irmão de Jesus, pois o irmão de Jesus teria sido morto pela espada [At 12:2]. Seria verdade? Pois bem, vejamos o que Paulo tem a nos dizer sobre isso:
“Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gálatas 1:18,19).
Na narração citada em Atos, Paulo ainda não era convertido ao Cristianismo, e também participou das mortes de Estevão e de Tiago, mas como esse Tiago poderia ser o irmão de Jesus, se depois de sua conversão Paulo se encontrou com ele? Na verdade, eles tentam aplicar esse fato a outro Tiago, que é irmão de João, e não o irmão de Jesus. Mas, como vimos, o Tiago que Flavio Josefo se refere é mesmo o irmão de Jesus. Portanto, vimos aqui mais uma das provas dentro da história narrado por um judeu não-cristão, um historiador respeitado no mundo todo até hoje, um dos maiores historiadores da história, e que vai totalmente de acordo com as narrativas dos evangelhos e das epístolas paulinas.

Por que Josefo não fez mais referências a Jesus? Podemos conjecturar que, como historiador do imperador, Josefo tinha de escolher os temas e as palavras com muito cuidado. De modo mais patente, Domiciano suspeitava de tudo o que pudesse ser associado a sedição. Esta nova seita chamada cristianismo poderia ter sido considerada sediciosa porque os cristãos tinham esse novo e estranho sistema de crenças e recusavam-se a adorar César e os deuses romanos. Como resultado disso, Josefo certamente não queria alarmar ou irritar seu chefe ao escrever um grande número de comentários favoráveis sobre o cristianismo.

Todavia, essas duas referências confirmam a existência de Jesus e de Tiago e corrobora os relatos do Novo Testamento. Ademais, existem ainda referências indiretas nos escritos de Flávio Josefo que também corroboram para a veracidade histórica de Jesus Cristo. Outras passagens igualmente interessantes são encontradas nos escritos de Josefo. Ele ainda relata:
“Céstio[Galo], sem saber do desespero dos sitiados e dos sentimentos do povo, subitamente retirou seus homens, perdeu a esperança, embora não tivesse sofrido nenhum revés, e, indo contra toda a lógica, retirou-se da Cidade”(The Jewish War  II, 540 [xix, 7]).

Por que se retirou Galo? Qualquer que tenha sido seu motivo, a retirada permitiu que os cristãos obedecessem à ordem de Jesus e fugissem para os montes, e para a segurança. Tais citações feitas por Josefo demonstram que ele conhecia as profecias mencionadas por Cristo sobre a destruição de Jerusalém e quais atitudes deveriam ser tomadas pelos Judeus que criam Nele (Lc.21:20). Também vemos menções de Josefo a outro personagem bíblico importante nas narrativas bíblicas, aquele que “abriu o caminho” para o ministério de Jesus Cristo na terra. Trata-se de João Batista, outro que é considerado um mito para os ateus. Primeiro há uma referência indireta a ele, podendo tratar-se de João Batista:
 “Vivia tão austeramente no deserto que só se vestia da casca das árvores e só se alimentava com o que a mesma terra produz; para se conservar casto banhava-se várias vezes por dia e de noite, na água fria; resolvi imitá-lo”(História dos Hebreus, p. 476).

O texto em pauta faz irresistivelmente pensar em João Batista. A semelhança com João, o Batista, da Bíblia Sagrada, é notável:
“Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia [...] Usava João vestes de pêlos de camelo e cintos de couro; a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre” (Mateus 3:1,4).
Mas não para por aqui. Após falar sobre o caso de adultério envolvendo Herodes e Herodias, mulher do irmão de Herodes, que é também perfeitamente relatado no evangelho de Lucas(3:19,20), Josefo mostra como esse adultério contribuiu para o início de uma guerra, durante a qual o exército herodiano foi completamente derrotado. É nesse trecho da narrativa que Josefo fala acerca de João Batista, e com isso fornece-nos mais uma confirmação da verdade histórica dos tempos de Jesus, e, conseqüentemente, da existência do nosso Salvador. Eis o texto de Josefo:
“Vários julgaram que aquela derrota do exército de Herodes era um castigo de Deus, por causa de João, cognominado Batista. Era um homem de grande piedade, que exortava os judeus a abraçar a virtude, a praticar a justiça e a receber o batismo, depois de se terem tornado agradáveis a Deus, não se contentando em só não cometer pecados, mas unindo a pureza do corpo à pureza da alma. Assim como uma grande multidão de povo o seguia para ouvir a sua doutrina, Herodes, temendo que o poder que ele tinha sobre eles viesse a suscitar alguma rebelião, porque eles estavam sempre prontos a fazer o que ele lhes ordenasse, julgou dever prevenir o mal para não ter motivo de se arrepender por ter esperado muito para remediá-lo. Por esse motivo mandou prendê-lo numa fortaleza de Maquera, de que acabamos de falar, e os judeus atribuíram essa derrota de seu exército a um castigo de Deus por um ato tão injusto (Antiguidades Judaicas. Livro XVIII. Capítulo VII. Parágrafo 781).

Diante de tudo isso, não é um cético que duvida da historicidade de Jesus Cristo, pelo contrário, pois até a grande maioria dos ateus concordam com a sua existência; mas apenas alguma pessoa que definitivamente tenha a mente tão fechada para a verdade, ao ponto de negar todas as evidências encontradas a sua frente, apenas este insiste em negar a existência histórica de Jesus.

Veremos agora mais algumas referências por outros escritores do primeiro e do segundo século acerca de Jesus, seja direta ou indiretamente.

Continuaremos amanhã...

Viva vencendo crendo no Escrito dos profetas que Deus enviou!!!

Abraços.

Seu irmão menor.



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