21 fevereiro 2016

50 RAZÕES PARA O ARREBATAMENTO DA IGREJA OCORRER ANTES DA TRIBULAÇÃO

Examinando biblicamente os argumentos a respeito do arrebatamento da Igreja, entre o pré-tribulacionismo(arrebatamento antes da Tribulação), arrebatamento parcial(arrebatamento de parte da Igreja), pós-tribulacionismo (arrebatamento após a Tribulação) e midi-tribulacionismo(arrebatamento na metade da Tribulação), A PRIMEIRA(PRÉ-TRIBULACIONISMO) É SUSTENTADA. Concluindo o estudo, podemos então apresentar este resumo em 50 argumentos para o pré-tribulacionismo. Não se presume que a declaração destes argumentos em si estabelece sua validade, mas cremos que a discussão anterior suporta e justifica este resumo das razões para esta nossa posição.
Definindo rapidamente, os termos arrebatamento, rapto e trasladação são usados para a vinda de Cristo para levar a Sua Igreja, enquanto que o termo Segunda Vinda é usado para referir-se à Sua vinda à terra para estabelecer Seu Reino Milenar, evento este considerado pós-tribulacional. Mesmo que as palavras arrebatamento, rapto e trasladação não sejam completamente idênticas, elas referem-se ao mesmo evento. O termo arrebatamento refere-se ao fato de que a Igreja é “arrancada” da terra e levada para o céu. Aqueles que serão arrebatados receberão os seus corpos físicos naturais e corruptíveis que serão transformados em corpos glorificados, incorruptíveis e imortais. Estritamente falando, os mortos são ressuscitados, enquanto os vivos são transformados. No uso comum, no entanto, esta distinção não é normalmente mantida.
Na discussão, o modo de exibição pós-tribulacional é considerado o principal candidato ao título contra o pré-tribulacionismo e tendo em vista principalmente a correção dos argumentos. As outras posições, no entanto, também são mencionadas na medida em que elas são antagônicas ao pré-tribulationismo em algum momento especial. A discussão anterior tem apontado a preponderância de argumentos para apoiar a posição pré-tribulacional, e a seguir, deve servir para clarificar as questões envolvidas.
A. ARGUMENTO HISTÓRICO
1. A igreja primitiva cria na iminência do retorno do Senhor Jesus, doutrina esta indispensável ao pré-tribulacionismo.
2. O desenvolvimento detalhado dessa verdade no decorrer dos últimos séculos não prova que ela seja nova ou simples especulação. Seu desenvolvimento segue o padrão das outras principais doutrinas na história da Igreja.
B. HERMENÊUTICA
3. Único ponto de vista sobre o arrebatamento da Igreja que permite a interpretação literal das passagens bíblicas tanto do Antigo como do Novo Testamento a respeito da Grande Tribulação.
4. Distinção clara entre Israel e a Igreja com seus respectivos programas.
C. NATUREZA DA TRIBULAÇÃO
5. O Pré-tribulacionismo mantém a distinção bíblica entre a Grande Tribulação e as tribulações em geral que a precedem.
6. A Grande Tribulação é corretamente interpretada como o tempo de preparação para a restauração de Israel (Dt. 4:29–30; Jr. 30:4–11). E não para preparar a Igreja para a glória.
7. Nem mesmo uma só passagem do Antigo Testamento sobre a Tribulação menciona a Igreja. (Dt. 4:29–30; Jr. 30:4–11; Dn. 9:24–27; 12:1–2).
8. Nenhum versículo ou passagem do Novo Testamento a respeito da Tribulação menciona a Igreja. (Mt. 24:15–31; 1 Ts. 1:9–10, 5:4–9; Ap. 4–19).
9. Contrastando com o Arrebatamento no meio da tribulação, o Arrebatamento antes do início da Tribulação fornece uma explicação adequada para o início da Grande Tribulação em Apocalipse 6. As Escrituras ensinam claramente que a Grande Tribulação inicia-se muito antes da sétima trombeta de Apocalipse 11.
10. Com o Arrebatamento da Igreja antes do início da Tribulação é mantida a distinção correta entre as trombetas proféticas das Escrituras. Não há base sólida para o principal argumento para o Arrebatamento na metade da Tribulação, que a sétima trombeta do Apocalipse seja a última trombeta. Nenhuma base há para o argumento fundamental do midi-tribulacionismo de que a sétima trombeta do Apocalipse seja a última trombeta, pois não há nenhuma conexão estabelecida entre a sétima trombeta de Apocalipse 11, a última trombeta de 1 Coríntios 15:52, e a trombeta de Mateus 24:31. São três eventos distintos.
11. A unidade da septuagésima semana de Daniel é mantida pelos pré-tribulaciocionistas. Por outro lado, o midi-tribulacionismo destrói a unidade da septuagésima semana de Daniel e confunde programa de Israel com o da Igreja.
D. NATUREZA DA IGREJA
12. O Arrebatamento da Igreja nunca é mencionado nas passagens que tratam da Segunda Vinda de Cristo após a tribulação.
13. A igreja não está destinada à ira (Rm. 5:9; 1 Ts. 1:9-10; 5:9). A Igreja, portanto, não pode entrar em “o grande dia da sua ira” (Ap. 6:17).
14. A Igreja não passará pelo Dia do Senhor (1 Ts. 5:1—9), que inclui a Tribulação.
15. A possibilidade de um crente escapar da tribulação é mencionada em Lucas 21:36.
16. Para a igreja de Filadélfia foi prometido escapar da “hora de provação que há de vir sobre todo o mundo, para provar os que habitam na terra” (Ap. 3:10).
17. É característica de Deus a ação de livrar os crentes antes que seja infringido um julgamento divino sobre o mundo, como ilustrado nos livramentos de Noé, Ló, Raabe, etc. (2 Pe. 2:6–9).
18. Por ocasião do Arrebatamento da Igreja, todos os crentes irão para a casa do Pai no céu (João 14:3), e não retornarão imediatamente para a terra depois do encontro com Cristo nos ares, como pós-tribulacionistas ensinam.
19. O pré-tribulacionismo tem como base a salvação pela graça, pois não divide o corpo de Cristo no Arrebatamento em um princípio por obras merecidas ou não. O ensino sobre um Arrebatamento parcial está baseado em uma falsa doutrina de que o Arrebatamento da Igreja é uma recompensa para as boas obras.
20. As Escrituras ensinam claramente que toda a Igreja, não apenas parte dela, será arrebatada por ocasião da vinda de Cristo para a Igreja. (1 Co. 15:51–52; 1 Ts. 4:17).
21. Em oposição ao ponto de vista de um arrebatamento parcial, o pré-tribulacionismo está firmado no correto ensino bíblico que a morte de Cristo livrou de toda condenação.
22. Os fiéis remanescentes da Tribulação são mostrados como israelitas, e não membros da Igreja como é afirmado pelos pós-tribulacionistas.
23. O pré-tribulacionismo (ao contrário do pós-tribulacionismo) não confunde os termos gerais como eleitos e santos que são aplicados aos salvos de todas as épocas com os termos específicos como igreja e aqueles que estão em Cristo, referindo-se somente aos crentes da época da Igreja.
E. DOUTRINA DA IMINÊNCIA
24. A interpretação pré-tribulacionista é a única a ensinar que a vinda de Cristo é verdadeiramente iminente.
25. A exortação para sermos confortados pela vinda do Senhor (1Ts.4:18) somente tem significado somente pelo Arrebatamento antes da Tribulação, e isto é especialmente contradito pelo pós-tribulacionismo.
26. A exortação para olhar para a “manifestação da glória” de Cristo para os seus (Tt. 2:13) perde seu significado se a tribulação devesse ocorrer primeiro. Os crentes, neste caso, devem procurar por sinais.
27. A exortação para nos purificarmos a nós mesmos tendo em vista a volta do Senhor tem maior significado por a Sua volta ser iminente (1 Jo. 3:2–3).
28. Todos os crentes pertencentes à Igreja são exortados a olhar para a vinda do Senhor, enquanto que os crentes na Tribulação são direcionados a olhar para sinais.
F. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO
29. O Espírito Santo, como Aquele que restringe o mal, não pode ser retirado do mundo a menos que a Igreja seja arrebatada ao mesmo tempo. A tribulação não pode começar até que esta restrição esteja inoperante .
30. O Espírito Santo, como aquele que restringe, deve ser retirado do mundo antes que “o iníquo”, que domina o período da Tribulação, seja revelado (2 Ts. 2:6–8).
31. Se a expressão “sem que primeiro venha a apostasia”, for traduzida literalmente “sem que primeiro venha a retirada”, mostraria claramente a necessidade do arrebatamento ocorrendo antes do início da tribulação.
G. NECESSIDADE DE UM INTERVALO ENTRE O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA
32. De acordo com 2 Coríntios 5:10, todos os crentes desta época devem comparecer perante o Tribunal de Cristo no céu, um evento nunca mencionado nos relatos detalhados ligados à Segunda Vinda de Cristo à Terra.
33. Se os vinte e quatro anciãos de Apocalipse 4:1–5:14 representam a Igreja, como muitos expositores acreditam, isso exigiria o Arrebatamento e a recompensa da igreja antes da Tribulação.
34. A vinda de Cristo para Sua noiva precisa ocorrer antes da Segunda Vinda à terra para a festa das bodas (Ap. 19:7–10).
35. Os santos da Tribulação não serão arrebatados na Segunda Vinda de Cristo, mas continuarão a exercer atividades profissionais comuns, tais como agricultura e construção de casas, e terão filhos (Is. 65:20–25). Isso seria impossível, se todos os santos foram arrebatados na Segunda Vinda à terra, como ensinam os pós-tribulacionistas.
36. O julgamento dos gentios após a Segunda Vinda (Mt. 25:31–46) indica que ambos, salvos e não salvos, estão ainda em seus corpos naturais, o que seria impossível se o Arrebatamento ocorresse na Segunda Vinda.
37. Se o Arrebatamento ocorre em conexão com a Segunda Vinda à terra, não há nenhuma necessidade de separar as ovelhas dos bodes em um julgamento subsequente, pois, na verdade, a separação ocorre no ato do Arrebatamento dos crentes, antes que Cristo estabeleça o Seu trono na terra. (Mt. 25:31).
38. O julgamento de Israel (Ez. 20:34–38) que ocorre logo em seguida à Segunda Vinda indica a necessidade do reajuntamento de Israel. A separação dos salvos dos não salvos neste julgamento, obviamente, tem lugar algum tempo depois da Segunda Vinda e seria desnecessária se anteriormente os salvos tinham sido separadas dos não salvos pela Trasladação.
H. CONTRASTES ENTRE O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA.
39. Por ocasião do Arrebatamento os santos encontrarão Cristo nos ares, enquanto que na Segunda Vinda, Cristo retorna ao Monte das Oliveiras para encontrar os santos na terra.
40. Por ocasião do Arrebatamento o Monte das Oliveiras permanece inalterável, mas na Segunda Vinda ele é dividido e um vale é formado a leste de Jerusalém (Zc. 14:4–5).
41. Por ocasião do Arrebatamento todos os santos (da Igreja) são trasladados, enquanto que nenhum santo é arrebatado em conexão com a Segunda Vinda de Cristo à terra.
42. No Arrebatamento os santos vão para o céu, enquanto que na Segunda Vinda os santos permanecem na terra sem serem trasladados.
43. No momento do Arrebatamento o mundo não é julgado e continua no pecado, enquanto que na Segunda Vinda o mundo é julgado e a justiça é estabelecida na terra.
44. O Arrebatamento da Igreja é retratado como uma libertação antes do Dia da Ira, enquanto que a Segunda Vinda é seguida pela libertação de todos aqueles que creram em Cristo durante a Tribulação.
45. O Arrebatamento é descrito como iminente, ao passo que a Segunda Vinda é precedida por sinais definidos.
46. O Arrebatamento dos crentes vivos é uma verdade revelada somente no Novo Testamento, enquanto que a Segunda Vinda com seus acontecimentos é doutrina importante de ambos os Testamentos.
47. O Arrebatamento diz respeito somente aos salvos, enquanto que a Segunda Vinda diz respeito a ambos, salvos e não salvos.
48. No arrebatamento Satanás está solto, enquanto na Segunda Vinda, Satanás é preso e lançado no abismo (Ap. 20:1–3).
49. Nenhuma profecia não cumprida se interpõe entre a Igreja e o Arrebatamento, enquanto muitos sinais terão que ser cumpridos antes da Segunda Vinda.
50. Nenhuma passagem bíblica, em ambos os Testamentos faz, ao mesmo tempo, menção da ressurreição dos santos em conexão com a trasladação dos santos vivos por ocasião da Segunda Vinda.
A bendita esperança da volta do Senhor para Sua Igreja é um aspecto precioso da fé e expectativa. Enquanto santos e dedicados nem sempre concordem quanto ao conteúdo desta esperança, a presente discussão tentou justificar este aspecto importante da verdade. Que a promessa do Senhor, “Eu voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também”, traga-nos conforto e esperança em um mundo moderno como Ele pretendia fazer para os discípulos no cenáculo, naquela noite escura antes da crucificação. “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! ” MARANATA! (Ap. 22:17, 20).

Traduzido e adaptado do Cap. XIII do livro The Rapture Question (A Questão do Arrebatamento), de John F. Walvoord – Zondervan Publishing House por Fábio Amarante – FAMARTE em 17/12/2013 

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