15 abril 2016

'EVANGELHO' PARA CONSUMIDORES


A imagem mostra um crente consumidor do evangelho pós-moderno que diz: ” Obrigado Senhor porque não sou como os fariseus religiosos!”, se referindo aos crentes que insistem em enxergar o evangelho tradicional.

O que significa cristianismo consumista? Geralmente é qualquer tentativa de edificar o Reino de Deus ou enaltecer o indivíduo cristão (ou atrair ao cristianismo o convertido em potencial) através de meios e métodos que apelem à carne, ou seja, ao enganoso e auto-serviente coração do homem. Isso começou no Jardim do Éden, quando Satanás manipulou Eva, a fim de desobedecer a Deus, achando que iria enriquecer a si mesma.

Esse tipo de cristianismo está mais especificamente relacionado ao que acontece hoje, como um esforço de ajudar as igrejas cristãs a crescerem em números e a se tornarem mais efetivas, através da aplicação de princípios comerciais, estratégias de mercado e conceitos de gerenciamento. Ele caracteriza o jogo que está ocorrendo nas igrejas, jogo esse que deveria parecer excêntrico, quando não perturbador, a qualquer pessoa que tenha uma compreensão, tanto do “consumismo” como do “cristianismo”. E por que? Porque estes dois termos são antagônicos!

O consumismo no sentido comercial é um conceito embasado na satisfação do cliente, sendo essa a chave para o sucesso de qualquer empresa comercial. O produto ou serviço deve ser adaptado aos desejos e conscientes necessidades do cliente, ou então não haverá lucro sustentável. O consumismo é importante, pois se não houver cliente também não haverá lucro e, portanto, nenhum negócio.

Deus é quem governa no cristianismo bíblico. Ele fez Sua revelação à humanidade no sentido de observar: “… tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude” (2 Pedro 1:3). Falando de modo mais simples, o cristianismo engloba tudo que é necessário para a humanidade saber e fazer, a fim de se reconciliar com Deus, agradando-O diariamente, para depois ir viver com Ele, por toda a eternidade. Não se trata de esforço e, na verdade, não se relaciona a negócio, nem aos conceitos a este associados.  Qualquer tentativa de entravar o cristianismo bíblico através de princípios comerciais é, no mínimo, acrescentar metodologias inúteis à Palavra de Deus. Pior ainda, esse tipo de tentativa rejeita a suficiência das Escrituras, favorecendo as obras da carne, extinguindo o Espírito Santo, sujeitando a pessoa aos enganos e, finalmente, à escravidão ao deus deste mundo. Em qualquer caso, isso  conduz à destruição espiritual da igreja, com eternas conseqüências.

O cristianismo consumista está no coração do movimento de crescimento da igreja (bem como nas seitas pseudocristãs). Muitas igrejas evangélicas têm-se entregue de todo o coração a uma tendência comercial objetivada, a princípio, no esforço de atrair os perdidos, os quais são vistos como clientes em potencial. Como os descrentes freqüentam a igreja, misturando-se aos novos e antigos membros, os conceitos de consumo se espalham, inevitavelmente, por toda a congregação. Esses conceitos, também, inevitavelmente, afetam a pregação, a música, os programas da EBD, etc., os quais, por sua vez, produzem uma superficialidade através de toda a congregação.

Quase sempre a aproximação comercial tem dado resultado no sentido de se acrescentarem números à igreja. Dezenas de milhares de pastores, através dos USA, e milhares deles, internacionalmente, têm sido influenciados pelos ministérios de alto lucro, dispondo-se a colocar em prática suas variadas metodologias de marketing, a fim de ganharem almas e efetuarem o crescimento de suas igrejas.

Será que essa é a maneira bíblica de ganhar almas e efetuar o crescimento da igreja?
Para alguns cristãos bíblicos a resposta óbvia é NÃO! Mas para um crescente número dos que afirmam manter a Bíblia como sua fonte de autoridade e a todo-suficiente verdade divina, esse “não” tem conduzido a um “possivelmente”… “talvez”, ou “tenhamos cuidado para não jogar fora a água do banho junto com o bebê.”  Ora, vamos examinar a água para ver se de fato existe ali dentro um bebê a ser resgatado.


Será que o consumismo tem respaldo nas Escrituras? Será que Deus organizou o Seu Evangelho, a fim de gratificar os desejos mundanos da humanidade? Será que existem algumas coisas na Bíblia que deveriam ser estrategicamente evitadas, a fim de não se perderem alguns crentes “em potencial”? Será que a Palavra de Deus reflete uma preocupação no sentido de que os crentes deveriam manter o seu “negócio” em qualquer lugar, quando não sentirem que as suas necessidades não estão sendo satisfeitas?  Será que a Bíblia nos manda tornar a verdade mais aceitável, alimentando com ela os perdidos de formas mais diluídas ou com entretenimentos? Será esse o evangelho que salva, após ter sido alterado para atrair os não cristãos? Se qualquer descrente, mesmo remotamente, achar que é assim, é provável que o pensamento mundano já tenha gravemente influenciado a sua compreensão da Bíblia.

Continuaremos amanhã...

Viva vencendo, não aderindo á essa falácia chamada 'evangelho'!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

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