11 abril 2016

VOCÊ ESTÁ ENTENDENDO O QUE VENS LENDO?


Atualmente, discussões na área da teologia não são raras nas mídias sociais. Parece mesmo que toda mídia social funciona como as águas que refletiam o vaidoso Narciso, mas em que ele mesmo se afogou, atraído pela própria beleza.

Leem-se diariamente discussões sobre toda sorte de assuntos teológicos, como que numa congregação em que está reunida uma plêiade de eruditos. Quem não aborda o monergismo, ou o sinergismo? Quem não discorre sobre o arianismo, ou não conhece Marcião? Paulo foi, de fato, um apóstolo?
É moda que se decore meia dúzia de palavras gregas ou hebraicas, porque chama a atenção; dá "status"!


A vaidade da falsa erudição é, talvez, o pior desastre para a inteligência humana, uma vez que ela funciona como uma bela colcha, posta sobre uma cama esfarrapada. Tal vaidade tem criado uma multidão de convencidos (no mal sentido da palavra).


Há menos de um século, grande parte da população evangélica, no Brasil, sofria o desprezo da intelectualidade nacional. Éramos vistos como fanáticos seguidores de seitas, liderados por homens que pareciam reeditar o lendário Antônio Conselheiro, um líder messiânico, do interior cearense, no Arraial de Canudos, entre 1893-1897.


A igreja evangélica pentecostal da primeira metade do século XX, ou um pouco mais, em sua maioria, era conduzida por pastores leigos, porém, dotados de suficiente graça divina e eram grandes propagadores do evangelho em todo o solo brasileiro.


Os tempos mudaram e os bancos escolares e, posteriormente acadêmicos, deram lugar a uma considerável quantidade de jovens evangélicos.
Por outro lado, paralelamente à educação formal, surgiram pseudoestudiosos: os de almanaque, os de "Seleções do reader's digest" que, vêm tentando igualar-se à dura formalidade do conhecimento superior. Um atraso, e entrave, considerável à verdadeira teologia.


Pior de tudo é que a mensagem da Escritura Sagrada tem sido drasticamente deturpada por eisegetas (os que tentam impor significado ao texto); pretensos hermeneutas, os quais jamais se debruçaram a estudar a teoria da interpretação textual.
A teologia evangélica não autentica posicionamentos que se oponham à inerrância das Escrituras. É pressuposto irremovível que tudo quanto está escrito é fiel à verdade.


Assim, tanto os pseudoteólogos, com suas interpretações equivocadas, por falta de estudo aprofundado dos assuntos e carência intelectual, bem como os eruditos que põem as suas próprias conclusões acima da inerrância escriturística causam enxurrada de males à cristandade evangélica de nossa terra. Mas, os pseudoteólogos, por estarem disseminados - inclusive como líderes - entre aqueles que buscam seguir o verdadeiro evangelho de Jesus, causam muito maior prejuízo.

Ev. Izaldil Tavares de Castro

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