17 maio 2016

A REFORMA QUE LUTERO NÃO FEZ

Mais de dezessete séculos se passaram desde o primeiro pacto apóstata que dividiu a Igreja de Jesus Cristo. Um acordo político legalizou o “cristianismo” e o lançou na apostasia. Parte da Igreja Primitiva prostrou-se ante o poder político romano ao receber o césar de Roma como príncipe da Igreja em lugar de Jesus Cristo. O Espírito Santo afastou-se e seguiram-se séculos de falsas doutrinas que moldaram um “cristianismo”  completamente desfocado do Evangelho pelo qual Cristo deu seu precioso sangue.

O nascimento da Grande Meretriz
Surgiram aí as bases do sistema religioso mundial falso e mundano, regido por homens e descrito em Apocalipse 18 como a Grande Meretriz. Era o exato cumprimento das revelações dadas por Deus ao apóstolo João, na ilha de Patmos.  A despeito disso, muitos preferiram permanecer fora desse sistema, à margem de toda a decadência religiosa estabelecida. Marginalizados, professavam em segredo sua fé. 

A Verdade transformada em mentira
O surgimento do falso sistema religioso deu-se em função da ocorrência de dois requisitos bíblicos essenciais para se formar uma falsa religião:
“mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” –Romanos 1:25
O então recém-formado falso sistema religioso, que nos dias do Imperador Constantino já havia tornado a verdade de Deus em mentira e passaram a honrar e servir mais à criatura do que ao Criador, através da idolatria, conseguiria realizar a maior de todas as façanhas: tomar dos verdadeiros crentes o codinome “cristão” e empregá-lo a pessoas que jamais vivenciaram o novo nascimento e muito menos pautaram suas vidas pela obediência à Palavra de Deus. Como resultado da façanha conseguida por Constantino, chamava-se “cristão” aos que não seguiam a Palavra de Deus e “cristianismo” ao movimento apóstata e idólatra que dividiu a Igreja Primitiva e segregou à ilegalidade os verdadeiros crentes. Aqueles que se recusaram a integrar o pacto foram considerados “inimigos” da nova religião e passaram a ser perseguidos pelo estado romano como praticantes de uma falsa fé. Pasmém!

A Reforma
Séculos se passaram, e o falso evangelho chegou à Idade Média dominando o mundo inteiro sob o manto da mentira e da legalidade conquistada sobre o sangue da Igreja Verdadeira. Entretanto, algo ainda aconteceria que lhe daria a tão sonhada “autenticidade”. E isso aconteceu nos dias de Martin Lutero, padre católico ordenado que recebeu de um aldeão analfabeto sua primeira Bíblia. Depois de lê-la, chegou à conclusão que sua religião era completamente errada diante da Palavra de Deus. Como iniciativa, decidiu colocar no papel todos os erros grotescos e falsas doutrinas dela, o que deu-se nos idos de 1517, com a promulgação das 95 Teses de Martin Lutero. Como resultado, dividiu-se o falso sistema religioso e surgiram denominações que agora protestavam contra os erros do até então “uno” império religioso romano. Os “protestantes” agora buscavam intensamente voltar às raízes dos ensinamentos bíblicos.

A Falha da Reforma
Os historiadores  taxaram o feito de Lutero como  Reforma da Igreja. Martin deu início a um período de retorno à Palavra de Deus. Mas faltava algo ainda mais profundo, mais radicalmente livre e realmente libertador: desvencilhar-se do jugo de Roma e da união espúria que reinava sobre a humildade por quase onze séculos, resgatando o termo “cristão” apenas para aqueles que realmente eram e são discípulos de Jesus Cristo e de Sua Palavra. Fracassou! A Reforma colocou nas mentes a falsa ideia de que seria possível  reformar, reconstruir, ou consertar algo que nasceu torto… Essa foi a grande falha de Martin Lutero: jamais declarar ao mundo o que a Palavra de Deus diz sobre o assunto: que Roma é a Grande Meretriz descrita em Apocalipse 17:5-6 e que traz nas mãos as rédeas com que controla o falso sistema religioso mundial e, juntos, caminham para a destruição e o fogo eterno. Milhões de pessoas enganadas, porque não amam a verdade contida na Palavra de Deus e ninguém há que os alerte sobre isso! Talvez Lutero não tenha recebido a revelação total sobre o assunto  ou jamais tenha se dedicado a entender o que o livro de Apocalipse fala sobre o  “falso sistema religioso mundial”. Pensamos que ele fez o bastante para os dias em que vivia, quando a Palavra de Deus iluminava muito poucas mentes. Afinal, estavam vivendo um período de grandes trevas espirituais.

A Falta de compreensão sobre o Livro de Apocalipse e suas consequências
A ausência de compreensão em relação aos ensinos e revelações do Livro de Apocalipse e da sentença divina promulgada sobre o falso sistema religioso mundial faz com que religiosos e teólogos tenham uma visão distorcida sobre temas como verdadeira conversão a Cristo, verdadeira fé, verdadeiro cristão, verdadeira igreja, Ecumenismo, etc. O tempo  é curto e  necessário o despertamento da Igreja Verdadeira de Cristo, para que saia do “sono” espiritual e se desvencilhe dos laços que a prendem ao falso sistema religioso, antes que se cumpra o veredito divino e sejam condenados à destruição como participantes dos pecados da Grande Meretriz, que contaminou o mundo com suas falsas doutrinas, o vinho que embriaga e distorce a visão e os pensamentos.

O Ecumenismo
Como tentativa de bloquear a perda de seus membros a  grande meretriz, governante do falso sistema religioso mundial, elaborou uma tática através da qual inúmeras denominações sucumbiriam: o “plano de paz religioso para católicos e protestantes”, celebrado em 1994 nos EUA, Brasil, Europa…., chamado Pacto do Movimento Ecumênico. Mais uma vez veio a divisão sobre os que se afastavam da mentira e selou-se a aliança com os até então chamados “protestantes”. Prometendo  paz, o Movimento firmou o pacto  baseado em falsos ensinamentos: que católicos e protestantes buscam o mesmo Deus, seguem o mesmo Evangelho… Mentiras e mais mentiras foram aceitas pelos protestantes, simplesmente por conveniência, para se livrarem da discriminação e da perseguição religiosa.  E assim a Grande Meretriz conseguiu dividir os crentes e trazer de volta a si muitos que dela se haviam apartado.

A APOSTASIA QUE VEIO COM O ECUMENISMO
A partir de 1994, acompanhamos o nascimento de um novo tipo de cristão: o cristão evangélico ecumênico. Ecumênico porque aceitou a falsa doutrina de que todos os homens devem se unir em uma só religião, partindo da falsa premissa de que todas as religiões buscam ao mesmo Deus. É verdade que muitos buscam a um deus, mas não especificamente o verdadeiro Deus das Escrituras Sagradas. A Bíblia ensina que há um só Deus verdadeiro: Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna, Jesus Cristo, 1º João, 5:20. No entanto, Jesus Cristo não é o Deus buscado por todos os homens e jamais será o verdadeiro Deus para todos os homens. O deus dos filisteus não era o mesmo Deus de Israel. Isso é um fato incontestável. É como aceitar que pau é pedra ou que água é petróleo. Aceitar isso é como assinar o próprio diploma de ignorância e negar tudo que a Bíblia nos ensina e adverte. Sabendo isso, como abraçar um movimento que Deus jamais aprovou. Por quê foi aceito então? Porque estavam vivendo em profundo sono espiritual. Essa união ecumênica foi traçada para conduzir as massas à nova religião mundial: a religião da nova era. E a seu falso messias: o anticristo. É esse o propósito velado por detrás do ecumenismo: uma só religião mundial, sendo ela, sua idealizadora, a rainha das religiões. Contudo, quando se consumarem seus planos e for proclamada "rainha" de todas as religiões da terra, cumprir-se-á a sentença de Apocalipse 18: Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga. porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto, Ap 18:8 e 18:7.

O Refúgio da Mentira e a Aliança com a Morte
Mas será possível fazermos pacto com a mentira e ainda escaparmos ilesos aos olhos de Deus? Será que podemos fazer aliança com algo que Deus condena? Será que podemos andar no caminho da destruição e da morte espiritual sem a perda da salvação e da vida eterna? Será que vale a pena abraçar uma falsa religião e  perder a salvação? A Igreja Verdadeira de Cristo sequer consideraria qualquer dessas hipóteses: preferiria a morte à perda da salvação e da vida eterna. Por isso jamais errou, pois se orientava e se orienta pela Palavra de Deus.

No tempo da Igreja Primitiva os crentes que não abraçaram a proposta de Constantino foram declarados fora da lei  e, em consequência, perseguidos e mortos pelos exércitos de Roma. Mas como exemplo para nós, escolheram antes a perseguição do que voltar atrás na fé ou a morte do que negar os ensinamentos bíblicos, para não cometer o mesmo erro que Israel cometeu no passado e que o profeta Isaías assim descreveu:
Fizemos aliança com a morte, e com o inferno fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos.
Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse.
E regrarei o juízo pela linha, e a justiça pelo prumo, e a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas cobrirão o esconderijo.
E a vossa aliança com a morte se anulará; e o vosso acordo com o inferno não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, então sereis por ele pisados. - Isaías 28:15-18
Exemplo da Igreja Primitiva e Verdadeira
A Igreja Primitiva –exemplar e Verdadeira- seguiu os ensinamentos bíblicos e nunca associou-se à operação do erro, nos dias do césar Constantino e menos ainda, como sucedeu em 1994, com o Movimento Ecumênico. Preferiu antes pagar o preço do que integrar o falso sistema religioso mundial e unir-se à Grande Meretriz. Preferiu antes a perseguição do que a perda da salvação. Preferiram ser discriminados, tornados ilegais, perseguidos e mortos, do que negociar com a Verdadeira Riqueza de Cristo: a salvação e a vida eterna.
No século XXI vemos que o período de avivamento e retorno à Palavra de Deus, iniciado por Lutero, também sucumbiu diante da operação do erro.

O que faremos nós?
Sabemos que aqueles que amam a verdade das Escrituras Sagradas têm escapado de todas essas armadilhas e seguem, como Moisés, firmes, como que contemplando o invisível. Sempre devemos lembrar daqueles que optaram por colocar as riquezas de Cristo acima de todos os questionamentos, negociações e pressões do falso sistema religioso mundial. Não há negociação de princípios bíblicos, não há uma meia verdade, não há salvação na mentira, a aliança com a morte não conduz à vida eterna, não se pode integrar o falso sistema religioso mundial e ainda assim estar alinhado com os ensinos de Deus.

É tempo de despertar…pois o fim está mais perto agora!
Deus abençoe a todos com o entendimento que produz a salvação e garante a vida eterna.

Pr. Wagner Cipriano

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