08 maio 2016

O ANTICRISTO VEM AÍ


O anticristo é a manifestação visível e encarnada de Satanás na Terra. O ser humano criará uma imagem que será adorada por todos os povos. 
Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1 Jo. 2.18-19).
O apóstolo João é o único escritor que faz uso da palavra “anticristo” na Bíblia. O versículo anterior diz o seguinte: “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (v. 17). Portanto, neste ponto trataremos de duas coisas: aquilo que é temporal e aquilo que é eterno. Embora tenha escrito há cerca de 2000 anos atrás, João afirmou: “já é a última hora”. É preciso que tenhamos em mente que ele escrevia tais palavras por uma perspectiva espiritual. Tudo o que percebemos com nossos cinco sentidos pertence a este mundo físico, que é temporal, mas aquilo que conhecemos através das Escrituras é eterno.
O anticristo e o espírito do anticristo sabem, muito bem, que pouco tempo lhes resta; logo, é preciso que a humanidade seja levada rapidamente a se sujeitar a ele. Esse processo de sujeição não se dá por meio de armas de guerra. Pelo contrário, cumpre-se de maneira moderna e elegante de modo que as pessoas venham a se submeter voluntariamente aos desejos criados por uma mídia inspirada por Satanás.
Não precisamos culpar a mídia jornalística, a indústria do entretenimento, os liberais, os humanistas, os esquerdistas, nem qualquer outro grupo. Os magnatas da indústria do entretenimento seguem as tendências de quem assiste o que é produzido. Eles realmente apresentam aquilo que as pessoas querem ver. Nós já discutimos o papel da mídia no declínio moral das nações. Porém, não devemos desconsiderar o fato de que, por exemplo, quando a indústria do entretenimento perverte a moralidade de seus espectadores, ela só o faz porque sabe que as pessoas gostam do que assistem, criando, assim, um ciclo vicioso. A mídia exibe mais filmes e programas de televisão que contêm violência e imoralidade porque é exatamente o que mais vende, é o que as pessoas querem ver. Em todo e qualquer negócio, o mais importante é que as pessoas 'fiquem encantadas' e obcecadas com o produto oferecido. O sucesso de uma empresa ou de um produto se baseia nesse nível de alcance e resposta do público-alvo.
Embora já esperemos esse tipo de abordagem no mundo em que vivemos, devíamos ficar absolutamente perplexos quando se constata a mesma prática na Igreja. No entanto, um “outro jesus” tem sido apresentado na mensagem de “outro evangelho”, pelo poder de um falso espírito em muitas igrejas e através destas; o pior é que as pessoas gostam disso. O apóstolo Paulo escreveu sobre esse 'jesus substituto ou impostor' na sua Carta aos Coríntios: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo [...] Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras” (2 Co. 11.3,13-15).

A Bendita Separação

O principal acontecimento nesse cenário do fim dos tempos é a separação daqueles que não nasceram de novo pela fé em Cristo. O apóstolo João declara que “eles saíram de nosso meio” porque “não eram dos nossos” (cf. 1 Jo. 2.19). Essa pode ser considerada a primeira iniciativa não-ecumênica daqueles que não podiam mais se identificar com a verdadeira Igreja. Eles não foram expulsos; pelo contrário, “saíram de nosso meio”.
Sem dúvida isso aconteceu no tempo em que João escreveu tais palavras e é a razão pela qual ele fez um apelo extremamente pessoal aos “filhinhos”. Não se trata de um pronunciamento profético que se cumpriria 2000 anos mais tarde, mas já estava ocorrendo nos dias de João e naquela realidade, conforme se pode ler: “também, agora, muitos anticristos têm surgido” (v. 18).
O apóstolo João expressa seu cuidado em favor dos genuínos crentes em Cristo, os quais, pelo que parece, estavam confusos quanto à situação daqueles que tinham abandonado a comunhão. Mas estes últimos não eram, de fato, crentes em Cristo; eram, porém, o fruto enganoso do espírito do anticristo. Por esse pronunciamento das Escrituras fica claro que o espírito de separação estava presente na Igreja, o que implica que os farsantes não conseguiram permanecer, por muito mais tempo, na presença da verdade ensinada e vivida pelos genuínos crentes na Igreja.

Em Lugar de Cristo

Neste ponto talvez seja necessário explicar que o termo anticristo significa “em lugar de Cristo”. O anticristo é um substituto para o legítimo Cristo. Aqueles que nos dias do apóstolo João criam num 'cristo substituto' foram os primeiros anticristãos. Ainda que eles usassem o nome de Cristo, se denominassem cristãos e dessem a impressão de seguir as doutrinas da Bíblia, os tais, na verdade, nunca pertenceram a Cristo.
Quando fazemos referência à preparação para a Marca da Besta, temos de ter em mente que não se trata de um fenômeno novo. O anticristo, a Marca da Besta e as coisas de natureza apocalíptica eram tão reais nos primórdios da Igreja como o são na atualidade.
Viva vencendo, atento, quanto ao cumprimento das profecias no seu dia a dia!!!
Abraços.
Seu irmão menor.

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