20 junho 2016

RESPOSTA Á PUBLICAÇÃO DA MATÉRIA "COMO É O MUNDO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ"


Prezados leitores,
a paz do Senhor Jesus Cristo em vossos corações.

Fico grato por cada um que tem escrito, questionado, criticado, apreciado, elogiado e feito sugestões. Tudo isso faz parte de um bom trabalho e nem sempre podemos agradar a todos, seja pelas verdades ditas, seja pelas verdades também provadas.

Foi o caso da publicação do conteúdo da Revista Sábado de Portugal(uma espécie da Veja aqui no Brasil), e que foi muito refutada por muitos adeptos da Seita Religiosa Testemunhas de Jeová.

Pelo fato de eu ter reproduzido a Matéria, recebí inúmeros insultos e muitos dos quais diziam que a Matéria, quanto a Revista em questão eram 'fajutas', 'inexistentes', 'meio escuso para ganhar seguidores', 'mentira deslavada do Editor que se diz evangélico', 'nada há em Portugal que prove haver essa Matéria' e etc.

Bem, diante disso, estou agora postando a Matéria como está na revista, com suas páginas digitalizadas, com os números de páginas em sequencias e ainda um comentário para quem quiser dirimir suas dúvidas.

Ainda volo a usar a capa da Revista Sábado(ela existe, não?) e coloco abaixo o site da Revista em Portugal.

Qualquer outra dúvida de que a Reportagem é mentirosa, acessem o site, use os telefones, procure por vídeos que tratam do assunto,  e usem o link que deixarei no final da Matéria.

Não 'sinto muito' se desagradei as Testemunhas de Jeová. 
Só sinto pelo fato de que, pessoas tão religiosas e amigas de Deus, tenham usado suas bocas que 'adoram a Jeová', para  virem aqui  xingar, praguejar, amaldiçoar e insultar-me.

É é uma pena que pessoas, que se afirmam TJ, continuem a propagar aos setes ventos que este artigo é tendencioso e mal documentado. Muito pelo contrário!
Este artigo foi construído, com base acima de tudo, naquilo que está publicado oficialmente pela Organização. Se realmente leram  o Artigo (sem passar da capa), verá que o testemunho das pessoas que nele participam, reflete histórias similares a muitas TJ.

Quem nunca rasgou, queimou ou destruiu de alguma forma objetos que tinha em casa, associados ou supostamente sobre a influência de demônios ou relacionados com a "adoração falsa"?

Quem nunca, para cumprir com as orientações da Organização, se desfez de livros e outros objetos muito queridos, apenas porque lhes foram supostamente dados por alguém que praticava espiritismo ou porque se suspeitava que os problemas que a família atravessava se devessem a tais objetos?

Quem, quando criança, não teve pena e se sentiu constrangido, muitas vezes solitário e inferior, ao ver outras crianças participarem em atividades e festas, enquanto ficava de lado?

Quem é que nunca, mesmo em jovem, pensou no Armagedom, imaginando como todas as pessoas que conhecia (parentes, pais, primos, tios, amigos), seriam destruídos nele por Jeová?

Quem é que sendo 'ancião', nega ter recebido orientações da Organização, através de cartas, palestras de Sup. Circuito e Escolas de Ancião, para lidar com casos de pedofilia no seio da congregação de modo a lidar com eles sem relatar nada às autoridades competentes e  nem expulsar o chamado 'predador'?

Quem pode negar que as datas proféticas, mencionadas no Artigo e comprovadas pelas publicações da Organziação da época, apontavam 1914, 1925 e 1975 como anos marcados para 'o fim do sistema de coisas de Satanás' ("fim do mundo")?

Que se torne claro, que o trabalho realizado pela jornalista, não se baseou apenas numa pesquisa superficial das TJ, baseando-se apenas em testemunhos de "apóstatas". Para cada afirmação colocada no artigo, existem dezenas de citações de publicações que se podem mostrar a comprovar a realidade dos fatos.

Como é possível, por exemplo, que as TJ venham dizer: "A Organização não proíbe a faculdade", quando o artigo claramente o diz 'é que há um desincentivo e uma enorme pressão da parte da Organização para que os jovens não sigam um curso superior'?
Só quem não for TJ ou não estiver atento às reuniões e publicações da Organzição é que pode negar isso. Muitos jovens que decidem seguir a universidade são encarados como fracos na fé e passam a ser olhados com suspeita. Por quê? Porque é esse o espírito incutido pela liderança.
Muitos têm sido pressionados a abandoná-la mesmo depois de seguirem os estudos e compara-se nas publicações a seguir uma carreira universitária a ter falta de fé e confiança em Jeová.

E que dizer da doutrina do sangue? É ela coerente e lógica hoje em dia? Poder tomar o Tipo A, B, C e não poder tomar o D, E e F?
Com que base bíblica alguém pode separar a ordem bíblica de "não comer sangue", em frações de sangue e que base é usada para distinguir tais frações umas das outras? O Artigo dá um exemplo claro da incoerência. Basta pensar um pouco.

É fácil acusar o Artigo de ser mentiroso, mas toda a TJ que seja honesta consigo própria, verá que o Artigo é claramente objetivo e trata o outro lado de questões que estão ocultas a muitas pessoas, mas que qualquer TJ sabe que são TOTALMENTE VERDADEIRAS.

Abraços a todos e mais uma vez obrigado.

Viva vencendo com a Verdade que não pode se ocultar!!!

Seu irmão menor.

 

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E para a história ficar completa, aqui vos deixo a página dos comentários do Leitor na edição desta semana, relativamente à edição anterior, uma pró e outra contra como é habitual a Redacção da Sábado fazer (Sábado, Ed. 29 Nov. 2012, pág.14):
Photobucket

De salientar o destaque dado pela Redacção da revista em relação a um dos comentários: "Veio confirmar a manipulação mental que fazem" (Célia Valido), bem como ao facto de 45% dos comentários recebidos na Redacção terem que ver com o artigo


Declaração da jornalista responsável pelo Artigo sobre as Testemunhas de Jeová

Com respeito a algumas acusações completamente infundadas de TJ, que nem  se deram ao trabalho de lerem o Artigo e nem sabem do seu conteúdo, completamente factual, deixo aqui uma declaração da jornalista responsável pelo artigo.

"Caros foristas:
Comecei a fazer este Artigo com um ângulo restrito, e já de si violento: o ostracismo a que os desassociados e dissociados são votados a partir do momento em que se desvinculam da religião. Rapidamente percebi que muitas outras questões de fundo, igualmente marcantes e desconhecidas do grande público, mereciam divulgação.

Empenhei-me muito neste Artigo porque percebi - e senti - o enorme sofrimento e frustração de todos os que falaram comigo. E o medo - o medo daqueles que não se dissociam porque sabem que isso vai obrigar os seus familiares a cortarem relações consigo - tocou-me profundamente. Achei que o assunto merecia mais espaço e mais destaque. Os meu diretores também.

Julgo ter anos de experiência suficientes para perceber quando um entrevistado está sendo sincero, honesto, sem romancear ou exagerar. Acredito em todas as história que escrevi (ou não as teria escrito). Podem aparecer dezenas de pessoas dizendo que ainda hoje têm os seus livros na Anita. Mas o que eu sei é que a P.T. não os tinha, porque, por algum motivo, os anciãos da sua congregação acharam que eles deveriam ter o mesmo destino que o vestido de noiva da sua mãe e os crucifixos que ainda havia lá em casa. E até sei que, recentemente, o marido de P.T. a compensou do inultrapassável desgosto oferecendo-lhe, não se inibindo com o fato de ela já ser uma mulher feita, um conjunto de livros dessa colcção infantil - que ela fez questão de reler, com tanto ou maior entusiasmo que em criança. Também não me interessa que apareça quem garanta que beija a namorada ou o namorado. O que eu sei é que não uma, mas duas pessoas com quem eu falei (em seis páginas não cabe tudo, por isso só dei um dos exemplos), me disseram que se tinham casado sem ter dado um único beijo na boca. Não acontece com todos? Acredito. Acontece com alguns, que levam ou são pressionados a levar as coisas mais a "sério"? Acontece. E é isso que está no texto.

O Artigo relata o ponto de vista de quem se desiludiu, de quem se sentiu enganado, de quem sentiu ter perdido anos que não voltam para trás, como tantas vezes me disseram. Fala de pessoas revoltadas, não de pessoas mentirosas. São duas coisas completamente diferentes, mesmo que alguns tentem fazer crer que sejam a mesma e uma só. E, ao contrário do que também acusam: Betel foi contatado e deu as respostas que quis dar - várias citadas no texto.

Todos os Artigos/Matérias jornalísticos abordam o tema de que tratam de um ângulo dos imensos possíveis. Este foi o que eu e a revista escolhemos.

Estive lendo seus  comentários. Percebi grande  alegria, senti o seu entusiasmo, como também lí os agraves que me foram feitos e á Revista também.

Agradeço muito os elogios que fizeram à SÁBADO e a mim mesma.

Mas são vocês, e a sua coragem, quem está de parabéns. 
A todos os que falaram comigo e se dispuseram a partilhar com uma desconhecida episódios de uma profundíssima intimidade, o meu mais sincero obrigada. Sei muito bem que não foi fácil. Vi muitas lágrimas caírem pelos seus rostos e senti  muitas vezes a sua voz a tremer. 

A um entrevistado específico, que sabe quem é, deixo a minha gratidão pública, pela paciência que teve em responder-me, a tantos emails, cheios de pedidos de esclarecimentos repletos de pormenores.

Boa sorte e boas vidas para todos.

Para os que acreditam nos ensinamentos da organização - que também os há por aqui, percebi com admiração e louvor - vai o mesmo desejo e uma informação adicional: não tenho nem nunca tive absolutamente nada a ver com as Testemunhas de Jeová ou qualquer outra religião. E nada me move contra esse ou outros movimentos religiosos. A minha profissão é dar a conhecer aos meus leitores aquilo que eu (e a publicação onde trabalho), considero ser interessante que se saiba. As Testemunhas também o fazem: a pregação é exactamente isso - transmitir o ponto de vista da religião - aquele que consideram o mais interessante, o verdadeiro - às pessoas do mundo. 
Aqueles que, por vários motivos, se tornaram descrentes fizeram o mesmo, só que de outra maneira: bateram de porta em porta... mas dos jornalistas.

Compreendo que o Artigo/Matéria não seja do agrado de todos. Mas não compreendo que digam que as histórias lá contadas são mentira - porque o facto de não terem acontecido com todos não significa que não tenham acontecido com alguns.

Cumprimentos a todos.
Isabel Lacerda



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