14 julho 2016

EM LIBERDADE, PASTOR FELIPE HEIDERICH, EX DE BIANCA, COMPARTILHOU VÍDEO CONTANDO SUA VERSÃO


O pastor evangélico Felipe Heiderich usou as redes sociais para se defender das acusações de que teria cometido um abuso sexual ao enteado de 5 anos, filho da também pastora e ex-cantora gospel Bianca Toledo. Em liberdade, após a Justiça revogar sua prisão, ele gravou um vídeo para apresentar sua versão sobre a polêmica e explicou o motivo da demora sobre qualquer manifestação sobre o assunto.
"Precisava me recuperar um pouco. Sempre achei que todo mundo era inocente, até que se provasse o contrário. Mas o que vivi nesses últimos dias e semanas é que todos são culpados até que se prove o contrário. Assim como vocês, fiquei em choque com tudo o que foi dito a meu respeito e todas as acusações", iniciou ele, que apareceu nas imagens com o cabelo raspado e com a voz embargada.
"Até dia 12, eu estava em família, feliz, ministrando na igreja com a criança que mais amei nessa vida, que ajudei a criar com minha esposa. E, no dia 14, sou comunicado por ela que ela havia descoberto que sou homossexual e pedófilo. Ela pegou, saiu de casa com meu filho e ali começaram os piores dias da minha vida", continuou Felipe, que ainda afirmou ter sido fraco, não sabendo lidar com a situação.
"Não sei quem em sã consciência saberia lidar com o choque de saber que a criança que eu amo estava sendo abusada por alguém. Isso pra mim já seria o suficiente para... Não sei como reagir. Segundo: essa pessoa ser você. Chorei muito nesse dia, li a Bíblia".

Pastor nega suicídio
"Peguei dois litros de Rivotril. Um estava completamente vazio e outro pela metade. Virei esse que estava pela metade e deixei o outro. Não porque queria me matar, mas queria dormir, achar que aquilo era algo da minha mente, um equívoco qualquer. Lembro que virei pra minha esposa e falei: 'Você não vai me dar opção da dúvida? Ouvir que isso pode ser a maior das mentiras, um plano de Satanás? Vamos orar'".
"Falei: ?Deus, talvez esse possa ser o tempo necessário para ela ver que isso é uma grande confusão. Só que os funcionários de casa chegaram e me viram sonolento. Eles viram os frascos do remédion e entenderam que eu tinha tentado suicídio. Eles me levaram para a UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) na Barra da Tijuca", continuou ele, negando que tenha tentado suicídio.
"O laudo da UPA diz: 'Paciente trazido pelo SAMU após ter ingerido Rivotril. Sonolento, porém extremamente cooperativo'. Não sei uma das características que eu tenha tentado suicídio. Não sei quem compra um frasco de veneno e toma uma dose mínima, tentando se matar. Não entendo também porque aquele foi o primeiro baque. Passei por muito baques muito piores depois disso e nunca pensei em me matar. Não faz sentido eu ter tentado o suicídio e desistido do suicídio, sendo que minha vida virou de pernas pro ar".
"Fui acusado, julgado, maltratado, linchado e ninguém sequer me deu o benefício da dúvida. É por isso que quero pedir perdão à igreja de Deus. Talvez muitos na fé que me acompanham e acompanham nosso ministério tenham sido enfraquecidos, mas entendam, desculpa, essa nunca foi a intenção! Eu só queria sumir".
"Deus não tem nada a ver com isso... Jesus Cristo não é assim. Ele é perfeito, amoroso, é perdão e só o fato de eu achar que tenha sido uma vergonha para o Evangelho já causa uma dor insuportável ao meu coração. É um misto de dor porque é um momento de fragilidade, de dor, de confusão, mas ainda é um momento que preciso ser forte para perdoar", continuou Felipe.
"Ainda é um momento que preciso ser forte para perdoar, porque não posso encontrar com o Deus do amor e do perdão se eu não perdoo. Não posso pregar o amor e o perdão se não consigo perdoar. É um momento de ser forte para ficar de pé e provar a minha inocência que já está praticamente estabelecida".
"Não sei se você já viu um manicômio ou uma clínica psiquiátrica de perto. Nesse dia, não consegui entender o que estava acontecendo e ninguém me explicava nada. Foram oito dias de terror, sem atendimento, sem explicação. Até que minha mãe descobriu onde eu estava e resolveu me resgatar".
"A minha esposa levou um advogado na clínica e me ameaçou pedindo a anulação do casamento. Um divórcio consensual abrindo mão de tudo. Sabe o que eu disse? Disse que não iria assinar e o advogado falou 'você só tem a perder com isso'. E eu: 'não, só tenho a ganhar'. É o tempo que tenho de orar a Deus e mostrar para ela que isso tudo é uma loucura. Porque não consigo acreditar em tudo isso. Não faz sentido! Só quem caminhou comigo sabe quanto amor dediquei. Só quem viu os nossos vídeos sabe como eu olhava, só quem convivia sabia como eu admirava. Pois descobri que não era assim. Então não pude voltar para casa", relatou ele.
Prisão
"Fiquei em um apartamento e, na sexta-feira seguinte, descobri que havia um mandado de prisão contra mim por pedofilia. A justiça também não quis ouvir o meu lado e decretou a minha prisão imediata. Lá na roça a gente aprende que quem não deve não teme. Então na segunda-feira, de manhã cedo, eu fui à delegacia prestar depoimento e me colocar à disposição da Justiça. Dei a minha versão, expliquei tudo. Tenho muito questionamentos como vocês, peguei meu computador, coloquei à disposição da Justiça com todas as minhas senhas, e falei ?investiga a minha vida, porque se os membros da minha Igreja nunca viram nada, nunca viram nenhum sinal, se as pessoas que viajam comigo nunca viram nada, investiga?", continua ele.
"E eu fui preso. E meu rosto rodou o mundo como pedófilo. Fui acusado, julgado, sentenciado. Gritavam meu nome na rua: morre! Sofri as penalidades na prisão. Mas como o Senhor foi com José, quando ele também foi preso, José do Egito, por tentativa de estupro - porque essa foi a acusação que o colocou na cadeia, a esposa de esposa de Potifar disse que ele tentou estupra-la - o senhor deu graça a José na prisão, ele deu a mim também. E no meu último dia na prisão, todos os dias foram feitos cultos lá, e no último dia eu fui aplaudido pelos presidiários e pelos policiais. Só existe um laudo oficial sobre o abuso do José. Esse laudo diz que sou inocente. Se eu não acreditar que Deus, que conhece a verdade, não trará a verdade à tona, não me defenderá, não me protegerá, significa que tudo que preguei foi em vão. Não vale num momento de dor, num momento de crise. Esse não é o momento para eu acusar ninguém. É o momento para eu dizer pra você: Jesus é muito mais do que os homens falam dele. Jesus é muito mais amor, muito mais graça. E muito mais perdão. E ele também é justiça".
Pedidos de oração
Felipe ainda pediu perdão e orações. "Pedir perdão se sua fé se enfraqueceu por um escândalo, que mesmo sem querer ou inocentemente eu causei. Pedir que você ore por mim. Pedir que se você puder orar, mesmo que você não acredite em mim, faça apenas uma oração: Deus, traz a verdade à tona. Porque existe uma verdade. A minha verdade ou a verdade de outra pessoa. Não faz sentido. Se Deus não trouxer A Verdade. E nossa oração é para que ele traga A verdade. Mesmo sabendo que ele não precisa de mim para que o nome dele seja glorificado, comigo ou sem mim, aqui ele vai provar a inocência para que o nome dele seja manifesto".
Em seguida, o pastor agradeceu o apoio que recebeu. "Deus abençoe sua vida e o meu advogado vai dar alguns pronunciamentos em meu nome. Obrigada pelos pastores do Brasil, pelos líderes que mandaram mensagens dizendo que estavam orando por mim. Obrigada pela minha família. Minha família nunca foi exemplo de unidade, mas pela primeira vez estou vendo a família unida orando por mim", afirmou ele, emocionado.

"Desculpa pela dor que vocês têm passado e pelas críticas que vocês têm recebido por terem o mesmo sobrenome que o meu. Só quero dizer que em breve a verdade virá à tona. Sei que talvez a repercussão da verdade talvez não seja tão forte como a repercussão do fato. E que cicatrizes permanecem, mas deixam de doer. Elas apenas ficam ali para lembrar o que você sofreu, o que você passou e a libertação que você ganhou. Que vivamos uma justiça justa. Que aprendamos a ouvir os dois lados. Que seja uma lição pra nossa vida. E que deus te abençoe muito. De alguém que diante de Deus pode te dizer que este pecado não está nas minhas mãos. De alguém que sabe que é inocente, mas que nesse momento, confia primeiro em Deus para que ele traga luz no momento que ele desejar e da forma que ele desejar. A manifestação da justiça. Deus te abençoe mais uma vez", finalizou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário