25 agosto 2016

LIÇÃO 09 - 28/08/2016 - "EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS"

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Texto Áureo
 "Assim também não é vontade de vosso Pai que estás nos céus, que um destes pequeninos se perca." (Mt 18.14)

Verdade Prática
 A evangelização das crianças é urgente, porque delas dependem o presente e o futuro do Reino de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
 Mateus 18.2-6; Marcos 10.13-16

INTRODUÇÃO
Evangelizar crianças é necessário?  Com a modernidade e avanços de estudos e pesquisas, a igreja cristã foi percebendo a necessidade de se criar as classes infantis. É difícil encontrar uma igreja, hoje em dia, que não tenha um departamento infantil, mesmo pequenos ministérios planejam um dia ter um espaço direcionado às crianças. É mais que evidente que as igrejas precisam estar preparadas para oferecer um espaço adequado aos pequeninos. As vantagens para a igreja, as crianças e os pais são inúmeras.

Para os pais, é reconfortante saber que existe um local preparado e destinado para crianças, de acordo com idade de cada uma. Isso gera confiança no pai, pois ao ver que o local está estruturado, ele percebe que é melhor que seus filhos fiquem em um lugar assim do que ficar com eles no culto, onde não terão uma atividade apropriada e ainda podem atrapalhar os pais de prestarem atenção ao culto.

As crianças são favorecidas por espaço adequado, material direcionado e por ser atendidas por pessoas que se prepararam para aquilo. No departamento infantil as crianças terão acesso a uma lição em linguagem apropriada, com material visual e atividades voltadas para sua idade.

Preparar as crianças para conhecer a Palavra de Deus e para que cresçam conhecendo as importantes histórias bíblicas á a grande conquista da igreja com a implantação do departamento infantil.
Infelizmente alguns ainda relutam em criar um espaço dedicado às crianças, mas o que estudos recentes e a própria Bíblia nos mostra é justamente o contrário. O trabalho de evangelização de crianças deve ser tratado com responsabilidade e perseverança.

Se você tem vontade de trabalhar com crianças e quer dar aulas bíblicas infantil, mas acha que ainda não está preparado, leia mais dicas nestes textos também:
-Dicas de evangelismo infantil
-Seis dicas para professores da Escola Bíblica Dominical
-Como ser um bom professor do departamento infantil

Idade que as pessoas se convertem
Em levantamento realizado em diversas igrejas, constatou-se que a maioria das pessoas se converte exatamente na fase infantil. Mesmo levando em conta as pessoas que se desviam, aquelas que conheceram a Palavra de Deus quando crianças são as que têm mais chances de voltarem para o corpo de Cristo.
Aproximadamente 1% dos cristãos se convertem até os 4 anos de idade. A maioria dos cristãos, cerca de 85%, se converte entre 4 e 14 anos de idade. Cerca de 10% das pessoas se convertem quando têm entre 15 e 30 anos. E apenas 4% se convertem aos 31 anos, ou mais. Dados da Apec (Aliança Pró Evangelização de Crianças).

Por muito tempo a evangelização de crianças foi menosprezada, mas não foi isso que Jesus ensinou – Mateus 18:10-14.

O que a Bíblia diz:
Existem algumas passagens bíblicas sobre evangelização de crianças. Algumas pessoas se sentem constrangidas quando se fala em converter crianças, pois se sentem inseguras quanto ao futuro dessas crianças.
-“De que adianta falar de Deus agora, depois eles se desviam”.
-“As crianças não entendem a importância do assunto”.
-“Essa crianças não tem jeito”.
-“Não é meu papel ensinar a crianças, é dever dos pais”.

Na verdade muitos argumentos são desculpas para a pessoa que não quer evangelizar crianças, assim como se cria muitas desculpas para quem não quer sair para evangelizar adultos.

Uma das passagens mais conhecidas sobre a importância de ensinar a criança a andar no caminho certo está em Deuteronômio 11:18 a 21 e 4:9,10. Essas passagens nos ensinam que devemos ensinar nossos filhos e netos a andarem no caminho correto. É evidente que crianças que não aprendem a andar no caminho correto vão dar origem a uma geração sem limites e cheia de problemas. Sobre isso, podemos ler o livro de Salmo 78:1 a 8.

Uma passagem Bíblica sobre evangelização mais geral é o texto de Marcos 16:15, que diz que devemos pregar a toda criatura. Ora, sendo a criança uma criatura, ela pode sim ser evangelizada.

O livro de Reis também nos mostra que a Palavra de Deus deve ser conhecida por todos, dos menores aos maiores, 2 Reis 23:2. A criança deve ser estimulada a perguntar sobre Deus, seus feitos e tudo o que envolve nossa crença. No livro de Deuteronômio, podemos ler como isso era estimulado no povo judeu – Deuteronômio 6:20.

Como Ensinar O Evangelho Para As Crianças
Mateus 18:1-4 é a passagem mais destacada da Bíblia sobre o assunto de crianças. Se o evangelismo das crianças for encontrado na Bíblia, esperaríamos achá-lo aqui também. O que trouxe à tona este discurso foi uma pergunta feita pelos discípulos. Eles perguntaram a Jesus quem seria o maior no reino dos céus (Mt 18:1).

Antes que Jesus respondesse. Ele cha­mou uma criancinha e a colocou entre os discípulos, usando-a para fazer uma lição concreta. Tudo o que Ele disse a seguir seria sobre aquela criança ou sobre outras semelhantes a ela. Por esta razão, é ne­cessário saber a idade daquela criança. Mateus diz que a criança era pequena, mas não muito pequena, pois aquela não fora a ocasião em que Jesus tomou crianças nos braços e as abençoou (Lc 18:95-17). Aquela criança era pequena, porém, não um bebê de colo.

Marcos 9:36 esclarece um pouco mais a questão da idade da criança quando diz que Jesus a tomou em seus braços. Não é natural que um homem tome uma criança em seus braços, a menos que ela seja bem nova. Esta criança tinha provavelmente 6. 7 ou 8 anos, talvez menos, porém não mais que 10 anos. Era desta idade de crianças que Jesus estava falando nesses versos (Mt 18:2).

Uma criança é humilde, tratável e tem um coração que confia características que são essenciais para se chegar a Deus como pecador perdido e aceitar a salvação pela graça – como um presente. Os adultos perderam estas características es­senciais e somente através da agonia do arrependimento e pela graça de Deus. é que podem readquiri-las. Já que as crianças possuem estas coisas naturalmente. Jesus está ensinando que é mais fácil para uma criança vir a Cristo do que para um adulto. A experiência prova isto também. As crianças vêm para Cristo tão rapidamente assim que lhes é dada uma oportunidade (Mt 18:3).

Jesus disse que receber uma criança em Seu nome (espiritualmente) é como receber a Ele mesmo. Marcos 9:37 põe ainda mais ênfase nesta afirmação: Receber uma criança é como receber a Deus Pai. Por que nosso Senhor valoriza tanto uma criança? A resposta é simples. Cada criança tem uma alma imortal. Ela vai passar a eternidade em algum lugar e se ela crescer no pecado, e não aceitar Cristo em sua vida ela não vai passar a eternidade no céu. Levar crianças a Cristo é um trabalho tão maravilhoso quanto levar adultos a Cristo.

As Crianças Podem Ser Salvas
Muitos questionam se as crianças de 6.8 ou 10 anos podem aceitar a Cristo e ser regeneradas pelo Espírito Santo. Jesus respondeu à pergunta definitivamente: “Aqueles que levarem à perdição uma dessas crianças que crêem em mim…” Quando lemos em João 1:12 a promessa que “a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”, não encontramos ali nenhum limite de idade. Uma criança pode perfeitamente se qualificar para se apropriar dela.

É razoável crer que uma criança de 6 anos pode vir a Cristo e se salvar? Uma criança de 8 anos peca conscientemente? Quando ela peca, ela se sente culpada? Uma criança dessa idade tem inteligência suficiente para entender o evangelho simples de que Cristo morreu para salvar os pecadores? Uma criança pode tomar uma decisão por livre escolha? Quando estas perguntas são resolvidas, (e só há uma maneira de respondê-las), fica muito claro que certamente as crianças podem ter uma fé regeneradora.

E quando elas realmente crêem. Deus não irá regenerá-las de acordo com Sua promessa? Muitos dos melhores crentes hoje, sejam leigos, ministros ou missionários, acreditam que realmente nasce­ram de novo quando eram crianças, muitos até com menos de 6 anos (Mt 18:6).

As Crianças Precisam da Salvação?
Nosso Senhor respondeu esta pergunta também, afinal é muito importante. Ele diz algo surpreendente no versículo 11 (pois precisamos lembrar que Ele ainda está falando sobre crianças): que Ele veio para salvar os perdidos. As crianças estão perdidas? Nosso Senhor declarou que sim. No versículo 14, Ele diz que não é a vontade do Pai que elas pereçam, deixando claro que as crianças vão perecer se não forem levadas a Cristo. Se acreditamos no que a palavra de Deus diz aqui nós nunca descansaremos enquanto não virmos nossas crianças, e as crianças pelas quais somos responsáveis, se converterem.

Jesus não nos diz em que idade uma criança estará perdida (pois todos acre­ditam que a salvação de bebês está garantida pela obra de Cristo na cruz), mas que cada uma delas passa aquela linha invisível é um fato evidente. Toda criança está perdida ou logo estará, se não for trazida a Cristo como uma pecadora que deseja ser salva por Ele.

Assim sendo, a única coisa razoável e segura a se fazer, é levar cada criança a Cristo o mais cedo possível. Assim que uma criança sabe a diferença entre o certo e o errado, assim que ela mostra evidên­cias de uma consciência de culpa quando faz coisas erradas, ela tem idade suficiente para que expliquemos como Deus a ama e como Jesus morreu por seus pecados. Ela é adulta o suficiente para que expliquemos como Deus em Sua palavra promete que perdoará nossos pecados, e que Jesus virá morar dentro de nosso coração se nós O aceitarmos como nosso Salvador (Mt 18:11,14).

O Dever De Evangelizar Crianças
Não só as crianças podem ser salvas, e também estarão perdidas se não aceitarem a Cristo, mas nosso Senhor deu-nos o dever, como cristãos, de trazê-las a Cristo para a salvação. Muitos que creêm na conversão de crianças insistem que não devemos fazer nenhum esforço para trazê-las a Cristo, e que o Espírito Santo deve cuidar delas até que elas vão por si mesmas a Cristo, ou venham a nós desejando ser conduzidas a Ele Jesus desfez totalmente estas falsas teorias que são responsáveis por grande número de crianças não terem aceitado a Cristo ainda, crianças que teriam sido conduzidas a Ele se tivéssemos cumprido nosso dever ao invés de empurrar esta responsabilidade para o Espírito Santo e para as próprias crianças.

Nos versos 13 e 14, Jesus nos fala da parábola da ovelha perdida, que vem logo após o verso que declara que as crianças podem estar perdidas. Nestes versos Ele diz que é dever dos discípulos ir atrás e encontrar as crianças perdidas, trazendo-as para o aprisco, como faria um bom pastor se somente uma de suas ovelhas se perdesse.
Como esta parábola torna ridícula a idéia de que as crianças devem vir a Cristo por elas mesmas; como uma ovelha perdida poderia voltar para o aprisco sozinho sem ajuda do pastor? O pastor, nesta parábola, não é o Espírito Santo ou Deus, mas o discípulo. E já que Jesus dirigiu este ensinamento a todos os seus discípu­los, a responsabilidade de evangelizar as crianças recai sobre todos nós.

Pais Crentes Devem Evangelizar Suas Crianças
Em Efésios 6:4 os pais crentes são ordenados a educar seus filhos na palavra do Senhor. Uma vez que todas as crianças estão perdidas, ou logo estarão se não forem levadas a Cristo, nenhum pai pode obedecer esta ordem sem evangelizar seus próprios filhos. É o plano de Deus que os filhos de crentes sejam levados a Cristo por seus pais.
E a que idade? Quando eles são pequenos o suficiente a ponto de ainda estarem nos braços. Se todos fossem as­sim criados, poucos filhos de pais cris­tãos cresceriam sem se converterem, e iríamos para o céu por famílias. Esta passagem da Palavra pressupõe que um pai crente saiba como levar seu filho a Deus. Todo pai vai falhar no seu dever para com seus filhos se não souber fazer isso. Deus considera os pais responsáveis pela salva­ção de seus filhos.

A Igreja e a Escola Dominical Devem Evangelizar Suas Crianças
Em João 21:15 Jesus ordena a Pedro para que alimente Suas ovelhas e indiscutivelmente se referia às crianças. Ele não estava falando a Pedro como um pai, mas como um apóstolo ou líder da igreja. Aqui nosso Senhor estava tornando os líderes da igreja responsáveis pelas crianças da igreja. Considerando que as crianças estão perdidas ou logo estarão elas não podem ser alimentadas, a menos que sejam evangelizadas. Tentar alimentar ovelhas perdidas – ou seja crianças não salvas – não é o plano de Deus e tentar isso é fracassar. A Palavra de Deus diz (2 Co 2:14) que os não salvos não podem entender as coisas espirituais.

As crianças que vão à Escola Dominical há anos e não são nascidas de novo podem somente captar a letra da Palavra, mas a letra mata (2Co 3:6) E quantas de nossas crianças tem sido mortas ao invés de serem salvas. Não é de se admirar que 85% das crianças deixam a Escola Dominical na adolescência, a maioria das quais não volta para a Escola Dominical ou para a Igreja? Por quê? Acabamos com o interesse e o amor delas pela Palavra de Deus porque realmente nunca viram a beleza e a profundidade do seu significado espiritual.

Então, assim como é dever dos pais crentes evangelizar suas crianças, nosso Senhor também fez dever de todos os líderes da igreja evangelizar as crianças da Escola Dominical. Sem dúvida alguma, esta evangelização deve se estender às crianças de todas as famílias da congregação.
Se elas forem assim conduzidas, poucas crianças da Escola Dominical crescerão sem experimentar uma verdadeira conversão. Da forma como as coisas estão, milhões de crianças da Escola Dominical passam por ela sem ter uma experiência de salvação. Creio que Deus responsabilizará os líderes da igreja e da Escola Dominical pela salvação de cada criança que está sob seus cuidados.

Todos Os Discípulos De Cristo Devem Evangelizar Crianças Perdidas
A parábola da ovelha perdida não está falando a respeito das crianças que têm um lar cristão ou que freqüentam Escola Dominical, mas das crianças perdidas, as não alcançadas. Nosso Senhor fez todos os Seus discípulos responsáveis pela evangelização delas e a única forma de alcançá-las é ir onde elas estão, de toda forma possível.
De acordo com esta parábola, o plano de nosso Senhor para estas crianças perdidas é evangelizá-las primeiro, exatamente onde as encontrarmos, e então, assim que possível trazê-las ao aprisco da igreja e da Escola Dominical. Deus tem três campos para o evangelismo das crianças: o lar, a igreja e a Escola Dominical, e ainda, em qualquer outro lugar onde puderem ser encontradas e arrebanhadas.
A parábola ensina que o primeiro dever de um pastor é para com as ovelhas perdidas. Nosso primeiro dever, como crentes, é converter as crianças, enquanto são mais receptíveis para o evangelho, “antes que venham os maus dias” (Ec 12:1). Quando fica tão difícil de convencê-las.

O Perigo De Negligenciarmos O Evangelismo Das Crianças
Jesus disse: “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos” (Mt 18:10). A grande tendência de muitos é negligenciar o dever de levar as crianças a Cristo, deixando para mais tarde, quando ficarem mais velhas, ou esperando que outros o façam no seu lugar. Nosso Senhor disse que as crianças não são desprezadas no céu. No céu estão preo­cupados com a salvação das crianças. No céu sabem quando uma criança crê (sabem se determinada criança nasceu de novo ou não) e escalam um anjo da guar­da para cada criança.

E de se notar que as crianças do verso 10 são as mesmas do verso 6aquelas “que crêem em mim”. São estas que têm o anjo da guarda. Se Jesus se preocupa tanto assim sobre a evange­lização das crianças e o céu alegra-se com a conversão de apenas uma criança.

Então porque os crentes adultos o negligenciam? Não é a influência de Satanás que causa isto?Satanás sabe que as crianças podem ser salvas e será que ele não faria tudo que está ao seu alcance para o impedir, sabendo o quanto será mais difícil convencê-las quando ficarem mais velhas? Lucas 15:10 diz:
“Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. Isso não seria igualmente verdadeiro se este pecador fosse uma criança de apenas 6 ou 8 anos?

As Crianças Salvas Perseverarão?
Muitos hesitam em trazer crianças a Cristo por medo de que não perseverarão. Lembremos que o céu está guardando cada uma delas, e que cada uma tem seu anjo da guarda. A experiência prova que as crianças como grupo persistem mais do que os adultos.

Quando as crianças não “vivem a vida”, geralmente é porque não nasceram de novo ou porque “tropeçaram” por causa daqueles que deveriam cuidar delas. Muitas crianças tropeçam em sua vida porque foram levadas a Cristo pelo esforço humano, não pela graça de Deus, e, é claro, não nasceram de novo. Então, como poderiam “viver a vida” cristã? Cada criança deveria ouvir sobre a salvação pela graça, por meio da fé (Ef 2:8-10). Com explicações simples c cuidadosas, antes de ser levada a tomar uma decisão. Quando isto acontece, normalmente a regeneração se seguirá naturalmente.

O Terrível Pecado De Fazer Tropeçar As Crianças
Mateus 18:6 diz que seria melhor que aquele que fizesse tropeçar uma criança fosse afogado no mar. Os versos 7 e 9 dizem que aqueles que fizerem tropeçar uma criança terão o fogo do inferno como recompensa. Por que é um pecado tão terrível fazer tropeçar(espiritualmente), uma criança?
1. Porque sua vida eterna está garantida;
2. Porque elas são incapazes de encontrar a verdade sozinhas, e dependem de nós;
3. Porque se não fazermos nenhum esforço para levá-las a Cristo, elas natu­ralmente acham que não podem ir sozi­nhas. que são muito novas.
4. Porque as crianças são muito desejosas de agradar a Deus e amar a Jesus se forem educadas no caminho certo. Elas sentirão o desejo de ir a Jesus se alguém mostrar seu amor por elas. e assim se não forem a Cristo, a culpa será nossa e não delas.

O Que É Fazer Crianças Salvas Tropeçarem?
A rigor, a passagem de Mateus 18:6 se refere a não fazer tropeçar crianças já convertidas. Como isso pode acontecer e por que tal coisa é um pecado tão terrível?
Quando uma criança aceita a Cristo em um ambiente onde aqueles que deveriam encorajá-la a crer que é salva, duvidam e questionam a conversão de crianças e consequentemente a sua também ela naturalmente ouve talvez até mesmo o “diácono” ou um outro líder na igreja dizer que não acredita que uma criança possa realmente ser salva. A menos que a criança tenha ajuda de alguém, ela certamente começará a duvidar que é cristã e não fará nenhum esforço para viver a vida cristã.

Cada criança que aceita a Cristo e mostra sinais de um verdadeiro crente deverá ter ajuda e encorajamento dos ou­tros crentes. Todos aqueles que são nas­cidos de novo são crianças em Cristo e deveriam ser alimentados com o leite da Palavra (1 Pe 2:2). Uma pequena criança que é nascida de novo é um bebê em Cristo e, além disso, uma criança. Ela deve ser alimentada, pois não tem conhecimento suficiente para encontrar o leite na Palavra e se alimentar sozinha. O dever dos crentes adultos que têm crianças sob seus cuidados é procurar e preparar o leite c alimentá-las. Se não for assim, como as crianças podem crescer na graça, e de quem será a culpa quando elas tropeçarem? Se não déssemos alimento natural às nossas crianças em nossos lares, elas morreriam de fome e nós em breve estaríamos na cadeia.

A razão deste pecado ser tão terrível, primeiramente, é que ele destrói a fé da criança em Cristo: segundo, porque desacredita o evangelismo de crianças quando estas não conseguem “viver a vida” cristã. Esta falha desencoraja os evangelistas de crianças e os impede de exercer a sua função, o que resulta em milhões de crianças não serem levadas a Cristo, quando de bom grado teriam ido se cumpríssemos nosso dever. Muitas dessas crianças nunca são salvas devido à nossa culpa. É fácil verificar porque este pecado de ser um tropeço às crianças é tão terrível aos olhos de Deus. Deus permita que possa ser terrível aos nossos olhos também.

O Desejo De Deus De Salvar Cada Criança
Jesus resume sua maravilhosa mensagem sobre o evangelismo de crianças e a verdadeira grandeza, tirando qualquer dúvida que ainda possa existir sobre a salvação de crianças pequenas. Ele disse: “Assim, pois não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos” (Mt 18:14). Com estas palavras de Deus soando nos nossos ouvidos, nós podemos e devemos sair à procura das crianças para ganhá-las para Cristo em todo lugar. Minha experiência durante muitos anos no evangelismo de crianças tem sido a de que Deus está sempre pronto para abençoar todo verdadeiro esforço para evangelizar crianças, e que o Espírito Santo regenerará cada uma que verdadeiramente crer nele baseado na graça de Deus.

SUBSÍDIO PARA O PROFESSOR

INTRODUÇÃO

Dentre os desafios que compõe a tarefa de evangelização, um deles é de levar a mensagem de Cristo às crianças. Nesta lição destacaremos o que a Bíblia diz no AT e no NT sobre as crianças; veremos que há interesse em Deus na evangelização dos infantes. Veremos ainda quais os trabalhos que a igreja tem desenvolvido para alcançar os pequenos; e, por fim, quais os métodos que devemos utilizar ao apresentarmos o plano da salvação aos infanto-juvenis.

I – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A CRIANÇA
Nestes e em outros versículos da Bíblia, vemos que o ser humano é produto do poder criador de Deus (Gn 1.26,27; Sl 139.13-16; Jr 1.4,5). Toda criança nascida no mundo é descendente do primeiro homem criado por Deus e continua a ter fôlego de vida dado por Deus. A cerca disso descreve o salmista de forma poética no Salmo 139.13-15. Paulo acrescenta ainda que “[…] ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (At 17.25).

1.2 Ela nasce pecadora (Rm 3.23; 5.12). Embora o homem tenha sido criado a imagem e semelhança de Deus, no uso do seu livre arbítrio ele pecou contra Deus (Gn 3.1-6). Tal falha trouxe implicações para toda a humanidade (Sl 14.3; 143.2; Ec 7.20; Rm 3.1-12, 19, 20, 23; Gl 3.22; Tg 3.2; 1Jo 1.8, 10). Várias passagens ensinam que o pecado é uma “herança” do homem desde a hora da sua concepção e seu nascimento, e, portanto, está presente na natureza humana (Gn 6.5). A Bíblia é muito explícita relativamente à extensão e/ou universalidade do pecado (Sl 51.5; Jó 14.4; Jo 3.6; Rm 5.12). Em Ef 2.3 diz o apóstolo Paulo que os efésios eram “por natureza” filhos da ira, como também os demais”. Nesta passagem a expressão “por natureza” indica uma coisa inata e original, em distinção daquilo que é adquirido. O sábio disse que “a estultícia está ligada ao coração da criança [...]” (Pv 22.15-a). 

1.3 Ela precisa de salvação (Lc 19.10; Jo 3.16). A criança até certa idade é despida de consciência moral, mas congenitamente possui a natureza pecaminosa herdada. Nesse sentido, toda criança até alcançar a idade da consciência do bem e do mal é pecadora por natureza, ainda que não tenha a culpa pessoal (Sl 51.5; Jn 4.11). No Juízo Final, as pessoas serão julgadas mediante o teste da conduta pessoal, enquanto estas crianças, nesta faixa etária, mesmo tendo uma natureza para o mal, são incapazes de transgressão pessoal; por isso, cremos que elas estarão entre os salvos (Mt 19.14; 21.16; 25.45,46; Lc 10.21). Mas, após o período da inocência (que a Bíblia não determina quando), já é responsável pelos seus atos, portanto, tem noção de certo e errado (Pv 20.11; Is 7.15). Assim que a criança tiver idade para compreender que pecou contra Deus e ficar triste pelo seu pecado, terá idade para confiar em Cristo. Portanto, se “[…] todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23), todos necessitam de salvação, inclusive as crianças (Tt 2.11). 

1.4 O projeto divino de salvação inclui as crianças (Mt 19.14; Mc 10.14). Em seu ministério Jesus deu muita atenção as crianças. Em Mateus 19.14, os discípulos estavam censurando aqueles que traziam suas crianças até Jesus. Talvez achavam que elas não tinham importância, ou que o Mestre se voltara apenas aos adultos. Mas a atitude de Jesus foi muito diferente. Ele disse: “Deixai” - “permitam”, “consintam” - “os pequeninos e não os estorveis” - “não os impeçam” - “de vir a mim”. O Senhor apreciava muito recebê-los de bom grado. Então, Ele acrescentou: “porque dos tais é o Reino dos céus”. Amor, simplicidade de fé, inocência e, acima de tudo, humildade, são as características ideais das criancinhas, e dos súditos do reino (Mt 18.3; 21.16; Lc 9.48). 

II – O INTERESSE DIVINO PELA EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS 
Deus sempre mostrou interesse de que as crianças fossem ensinadas desde muito cedo a temer o Seu Nome e obedecer os Seus mandamentos. Embora já nascessem num contexto em que Deus tinha aliança para com a nação de Israel, as crianças deveriam aprender a Palavra a fim de servirem ao Deus verdadeiro, como veremos a seguir: 

2.1 No Antigo Testamento. Observamos que desde muito cedo, Deus orientou Seus servos quanto a evangelização das suas crianças. Na escolha do nome, por exemplo, vemos que alguns pais tinham o interesse de identificar o infante a fé em Deus. Na instituição da circuncisão, que era para todo macho a partir do oitavo dia de nascido, vemos que os pequenos deveriam se submeter ao pacto com Deus desde muito cedo (Gn 17.10-14). A cerca de Abraão Deus disse: “Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR [...]” (Gn 18.19). Na ocasião da instituição das festas, Deus ordenou que as crianças deveriam ser ensinadas pelos pais quanto ao motivo espiritual da celebração (Êx 12.25-27). Os primogênitos que foram poupados da morte na noite da primeira Páscoa celebrada no Egito (Êx 13.1,2). Em Deuteronômio 6 vemos que Deus delega aos pais a missão da evangelização dos seus filhos. O sábio Salomão frisou bem esta tarefa dada aos pais (Pv 22.6). Em momentos de convocação solene de arrependimento e conversão, as crianças também não podiam ficar de fora (2 Cr 20.4,13; Ed 10.1; Jl 2.16). O povo de Israel falhou quando os pais deixaram de evangelizar os filhos (Jz 2.10). 

2.2 No Novo Testamento. Nas páginas neotestamentárias encontramos entre o povo judeu cuidadoso quanto a observância das práticas ensinadas no AT. Jesus, foi circuncidado ao oitavo dia (Lc 1.59; 2.21). Como era o filho primogênito de Maria, após quarenta dias de nascido, a criança foi trazida para o Templo para ser apresentada ao Senhor (Lc 2.22-24). O Senhor Jesus foi ensinado desde muito cedo pelos Seus pais a frequentar o Templo (Lc 2.41,42). Eunice e Lóide ensinaram as Escrituras ao jovem Timóteo como recomendou Deus na sua Lei (II Tm 3.14,15). Paulo orientou que os pais criassem os filhos “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4). 

III - O PAPEL DA IGREJA LOCAL NA EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS
A Igreja desenvolve vários trabalhos que contribuem eficazmente para evangelização dos pequenos. Abaixo citaremos quais são:

3.1 A Escola Bíblica Dominical. A EBD é a única escola de educação religiosa popular de que a criança dispõe. Os objetivos do ensino giram em torno do aluno e de suas relações quanto a tudo que é importante para sua vida. A EBD complementa e, às vezes até corrige a educação ministrada nas escolas seculares. E, em muitas situações ela complementa a educação cristã ministrada nos lares. Pode-se acrescentar ainda a EBF (Escola Bíblica de Férias), que é uma das estratégias evangelísticas realizadas pela Escola Bíblica Dominical a fim de evangelizar crianças não salvas conduzindo-as a Cristo, bem como reforçar às crianças salvas, ensinos que enriqueçam sua vida espiritual.

3.2 O Círculo de Oração Infantil. Outro trabalho de evangelismo que a igreja exerce para alcançar as crianças se dá através do COI. Este tem como objetivo geral incentivar a criança a conhecer mais e melhor a Deus e Sua Palavra, para que possa com convicção professar a fé em Cristo a fim de se tornarem cidadãos do céu. 

3.3 No culto infantil. Quando o templo dispõe de espaço, pode-se realizar o culto infantil. Neste espaço se reúne as crianças de 3 a 10 anos e se realiza o culto com uma linguagem apropriada para elas. No culto infantil as crianças terão a oportunidades de serem evangelizadas, de aprenderem as doutrinas bíblicas, além de ter participação direta na liturgia. 

IV – PORQUE EVANGELIZAR AS CRIANÇAS 
a) Em Adão, todos pecaram, inclusive crianças (SI 58.3; Rm 3.23); 
b) O coração do homem é mau desde da sua meninice (Gn 8.21; Sl 58.3). 
c) A criança possui alma imortal (Ez 18.4), portanto, necessita de salvação (Mt 18.6); 
d) É mandamento bíblico (Dt 4.9,10; 6.6,7; Pv 22.6; Mt 28.19; Mc 16.15); 
e) Jesus deu o exemplo, por isso devemos imitá-lo (Mt 18.2; Mc 9.36,37); 
f) Não é vontade de Deus que uma criança se perca (Mt 18.14; Mc 10.14); 

V–COMO EVANGELIZAR AS CRIANÇAS 

5.1 Utilizar uma linguagem compreensível. Jesus utilizava-Se de uma linguagem acessível para transmitir Suas mensagem. A parábola do Semeador (Mt 13.3-9), da Ovelha Perdida (Lc 15.3-7), das Bodas (Mt 22.1-13), dentre outras, mostra-nos que o Mestre se valeu de experiências do Seu cotidiano para ensinar a Palavra de Deus (Mc 13.34,35). De igual forma na evangelização de crianças precisamos utilizar uma linguagem compreensível a elas, a fim de que entendem o plano da salvação. Não podemos pregar sobre Cristo para uma criança da mesma forma como pregamos para um adulto. A mensagem é a mesma, mas a metodologia deve adequar-se a realidade do ouvinte. 

5.2 Utilizar recursos visuais. O cartaz faz parte da lista de recursos didáticos que apelam para a visão como fonte de experiência. É um meio de comunicação de massa de natureza visual cuja finalidade é anunciar os mais diversos tipos de mensagens (Hc 2.2). Existe um provérbio chinês diz: “O que eu ouço, esqueço; o que eu vejo, lembro; se eu faço, aprendo”. Estudiosos afirmam que a aprendizagem ocorre por meio dos cinco sentidos: 
(a) 1 % pelo paladar; 
(b) 1,5% pelo tato; 
(c) 3,5% pelo cheiro; 
(d) 11 % pela audição; e, 
(e) 83% pela visão. 

5.3 Pelo exemplo pessoal. De nada adiantará evangelizar as crianças, se o comportamento do ensinador difere do que ele ensina. Jesus ensinou dando exemplo (Jo 13.15,34; 15.12). O apóstolo Paulo procurava imitar a Cristo e por isso podia dizer a igreja “sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (I Co 11.1). Com frequência, as crianças reproduzem o que veem nos adultos, seja bom ou mau. Alguém já disse acertadamente: “as palavras ensinam, mas os exemplos arrastam”. 

CONCLUSÃO 
A fase infanto juvenil é o período da vida em que o coração e a mente estão mais predispostos à influência do evangelho. Uma criança ganha para Cristo representa uma alma salva e uma vida que poderá ser empregada no serviço do Mestre. Sabendo disto, devemos nos empenhar para conduzir o maior número de crianças a Cristo.

Viva vencendo, vendo as crianças ao seu redor, crescendo no Caminho do Senhor, sabendo que você contribuiu para que isso acontecesse!!!

Abraços.

Seu irmão menor.


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