15 setembro 2016

LIÇÃO 12 - 18/09/2016 - "A EVANGELIZAÇÃO REAL NA ERA DIGITAL"

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Texto Áureo
 "Então, o Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa." (Hc. 2.2)

Verdade Pratica
 Na era da informação instantânea, somente o Evangelho Eterno para dar esperança a humanidade.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE :Tito 2.11-15


INTRODUÇÃO

O que vem a ser a palavra digital?
Um sistema digital é um conjunto de dispositivos de transmissão, processamento ou armazenamento de sinais digitais que usam valores discretos (descontínuos). A palavra digital tem origem no latim digitus (palavra latina para dedo), uma vez que os dedos eram usados para contagem discreta. O seu uso é mais comum em computação e eletrônica, sobretudo onde a informação real é convertida na forma numérica binária como no som digital ou na fotografia digital.

Pode ser dita como: uma representação da informação de forma abstrata (intocável), a qual pode ser manipulada por meio de dispositivos digitais, ou a forma de representação por valores lógicos e exatos, de qualquer tipo de dado

O século 21 é o século do imediatismo. Somos a geração fast: da comunicação virtual, da internet banda larga, da celeridade, do nanosegundo… A velocidade com que as informações se multiplicam e se propagam é espantosa. Alcançamos o mundo na ponta de nossos dedos, e o colocamos dentro da nossa sala de estar com um clik. Em tempo real, assistimos, concomitantemente, ao que se passa no planeta Terra, essa pequena aldeia global. Isso não deve surpreender-nos porque todo este avanço já estava previsto na Bíblia Sagrada (Gn 11:6).

A Igreja precisa estar preparada para se enquadrar neste ritmo fast da informação. Cada dia, precisamos nos aperfeiçoar e nos atualizar. O mundo virtual se modifica com uma velocidade impressionante. Há bem poucos anos, o suprassumo das comunicações (ex.: telex, facsimile) tornou-se praticamente inútil. O e-mail, como sabemos, nasceu com os dias contados; sem cerimônia, ele desbancou as tradicionais cartas. Mas, logo em seguida, foi pisoteado pelo Messenger e sepultado pelo WhatsApp; e a pá de cal mais uma vez não vai demorar a chegar. E a igreja precisa acompanhar bem de perto essa veloz mudança no mundo das comunicações sociais e usar isso para pregar o Evangelho. No lugar da imbecilidade das redes sociais, a Igreja deve levar uma mensagem e uma atitude diferenciadas. Paz, mansidão, equilíbrio e domínio próprio são características que precisam ser notadas no uso dessa riqueza de mídia que a Igreja tem à sua disposição. Urge mostrarmos para esta geração digital que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13:8).

No primeiro século da Igreja, os apóstolos comunicavam o Evangelho com o que havia de mais moderno e eficiente em sua época. Certamente, se hoje eles estivessem entre nós não se furtariam em usar as tecnologias digitais para propagar a mensagem do Reino de Deus. Por isso, usar a mídia digital com destreza e criatividade é lançar mão de um instrumento legitimo que portará a mensagem do Evangelho. Avante, Igreja! Anunciemos as pessoas do mundo inteiro: “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1:15).

I. PECADORES DIGITAIS NAS MÃOS DE UM DEUS REAL
É evidente que, com a multiplicação da ciência da comunicação, o pecado está mais contaminante e exógeno. Há pelo menos 18 anos ouvíamos dizer que, ao se desligar o televisor, uma janela se fechava ao pecado. Agora, carregamos o televisor no nosso bolso e na palma da nossa mão. Nossos celulares são, potencialmente, dispositivos pessoais e intransferíveis às tentações e concupiscências. Isso mostra que, na era da informação, há uma superexposição ao pecado. O Senhor Jesus alertou-nos que, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos viria a esfriar-se (cf. Mt 24:12).
Apesar de o pecado estar virulento na era digital, os computadores, smartphones e tablets têm facilitado sobremaneira a divulgação da mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. Inúmeras portas têm sido abertas e a Palavra de Deus tem chegado a lugares que dantes seria humanamente impossível penetrar. A igreja deve abraçar com todo ousadia essa oportunidade e não satanizá-la. Estamos na era digital, mas o pecado da humanidade é real e somente o Evangelho de Cristo pode oferecer esperança à hu­manidade.

  1. Pecados em série. Muitas pessoas passam a vida inteira chorando por uma decisão errada feita apenas num instante. Pagam um alto preço por uma desobediência. Choram amargamente por tomar uma direção errada na vida.
Davi estava no auge do seu reinado, quando tragicamente caiu em pecado, vencido pela sua própria paixão desenfreada. Conforme 2Samuel 11:3,4, desocupado, ao observar do terraço do palácio uma linda mulher que se banhava, Davi deixou-se dominar pela cobiça. Deveria ter abandonado o terraço e fugido da tentação. Mas, ao contrário, desejou-a, mandou que a trouxessem e adulterou com ela. Como se isso não bastasse, Bate-Seba ainda ficou grávida. Os resultados foram devastadores. Nesse tempo, ele deixou de ser um homem segundo o coração de Deus. Davi, deste modo, caiu da graça (cf. Gl 5:4). O seu adultério levou ins­tabilidade a todo o Israel.

Muitos filmes e novelas de hoje procuram colocar o pecado de Davi no contexto do romantismo e “amor” inegável; procuram fazer do pecado alguma coisa bonita e agradável. Mas, as Escrituras não oferecem nenhuma cena romântica para justificar o erro. Simplesmente diz: “Então, enviou Davi mensageiros que a trouxessem; ela veio, e ele se deitou com ela” (2Sm 11:4). Neste momento, Davi deveria ter sentido remorso profundo e tristeza sincera. Mas, ele não se virou para Deus naquela hora. Achou que o pecado poderia ser escondido, e as consequências evitadas. Foi o começo de uma série de pecados que parecem tão estranhos na vida de um homem escolhido por Deus. As tentativas foram cada vez mais pecaminosas. Isso sempre acontece com quem tenta esconder seu pecado (Sl 42:7; Nm 32:23).

Depois de ter consumado o seu ato pecaminoso, Davi, de várias maneiras e durante um bom tempo, tentou ocultá-lo (2Sm 11:27). Ele poderia ter interrompido e abandonado o pecado a qualquer momento. Mas quando alguém começa a transgredir é difícil parar (Tg 1:14,15).

a) ao adultério, Davi acrescentou mentiras. Quando soube que Bate-Seba estava grávida, ele chamou Urias para dar notícias da guerra, e em seguida ofereceu-lhe um presente e deu-lhe licença para ir a sua própria casa (2Sm 11:6-8). Tudo era mentira, engano, logro. Ele achou possível esconder seu pecado, enganando o próprio marido traído. Mas Urias não facilitou o plano de Davi. Por ser um soldado dedicado, ele recusou tirar férias quando os colegas estavam na batalha.

b) não dando certo a tática anterior, ele parte para agressão moral de Urias: embriaga o seu fiel soldado. Davi ofereceu um banquete a Urias com vinho embriagante (2Sm 11:12,13). Foi uma armadilha enganadora para que ele fosse a sua casa para se deitar com Bate-Seba e encontrar justificativa para Davi encobrir o seu pecado. Porém, o final do versículo 13 diz que Urias “não desceu à sua casa”.

c) frustrado, Davi avançou das mentiras ao homicídio (2Sm 11:14,15). A fim de encobrir o seu pecado, Davi escreveu uma carta a Joabe, na qual arquitetava a morte de Urias, marido de Bate-Seba. O próprio Urias levou a carta que selou a morte dele e de mais alguns soldados. Um assassinato covarde de um leal soldado, planejado pelo rei da nação escolhida (2Sm 11:16,17). Neste plano sinistro, o rei envolveu mais uma pessoa, Joabe, que era o comandante do exército e serviu de cúmplice sem saber os motivos de Davi.
As tentativas de esconder o pecado geralmente levam o pecador ao fundo do poço. Davi, cujo coração costumava ser dedicado ao Senhor, se entregou ao pecado e à vontade do diabo. Quando o crente procede dessa forma, o julgamento divino o aguarda, pois “Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7).

O rei Davi mais do que ninguém sentiu na pele e na alma a tragédia desse pecado. A sua vida como homem comum jamais foi a mesma depois desse impensado ato. Deus, o Senhor de toda a justiça, reprovou o ato de Davi (2Sm 11:27), perdoou-o por se arrepender profundamente do ato impensado e precipitado, mas não o livrou das inevitáveis e trágicas consequências. Isto é uma advertência a todos os crentes desta era digital: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1Co 10:12).

Hoje, discretamente, inúmeras pessoas, inclusive muitos que se dizem cristãos, acessam sites imorais e são até viciados na pornografia e sexo virtual, cujo conteúdo serve para alimentar as concupiscências mais grosseiras, baixas e abomináveis. Aquele que tem o Espírito Santo resiste a tudo isso, pois uma das virtudes do Espírito é o autocontrole/temperança (Gl 5:22). O erro não está no uso do tablet, do smartphone, do computador…, o erro está no acessar endereços e páginas virtuais imorais. É necessário temor e tremor a Deus, pois o pecado jaz à porta (Gn 4:7).

Cuidado com o pecado, pois ele pode levar você mais longe do que você quer ir. O pecado promete prazer e paga com o desgosto; levanta a bandeira da vida, mas seu salário é a morte; tem um aroma sedutor, mas ao fim cheira a enxofre. Só os loucos zombam do pecado.

  1. Rede de intrigas. A influência das redes sociais na vida das pessoas é um fato incontestável. As redes sociais têm influenciado sobremaneira a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Podemos ver jovens se organizando politicamente em prol do bem comum, repassando informações úteis e aderindo a campanhas de solidariedade, como se vê rotineiramente. Vem se evidenciando a quantidade crescente de pessoas que utilizam as redes sociais como fonte denetwork (rede de contatos ou uma conexão com algo ou com alguém), resgatam contatos pessoais e profissionais, atualizam e disponibilizam os currículos, recomendam e são recomendados, divulgam trabalhos e parcerias… Em quase todas as coisas, podemos observar o lado positivo, porém, há o lado ruim, o lado negativo em muito maior incidência, infelizmente.
Com o surgimento das redes sociais, muitos cristãos diziam que os seus perfis tinham a finalidade de falar de Jesus. Mas não foi exatamente isso o que aconteceu. A maioria dos crentes está transferindo para o virtual os seus maus hábitos reais. Não há evangelização, não há pregação e não há testemunhos. Há, sim, muitas brigas, contendas e testemunhos duvidosos. Se por um lado, as redes sociais facilitam encontros e contatos entre amigos e parentes distantes, por outro, têm multiplicado intrigas, traições, adultérios e a destruição de lares. Esse efeito nocivo pode ser minimizado, senão anulado, se cada crente as utilizar para ganhar os pecadores digitais para o Cristo real.

Se a internet proporciona inúmeros benefícios, inclusive concernentes à evangelização, ela também apresenta inúmeros problemas e perigos. Citando apenas alguns destes problemas, podemos destacar:

  • Lares estão sendo destruídos por traições que tiveram origem na rede;
  • Crimes são combinados através da internet;
  • A pornografia nunca foi tão acessível;
  • Pessoas se suicidam por discriminações que sofreram no ambiente digital;
  • O abuso infantil ficou ainda mais escancarado com a internet.
Além de tudo isso, infelizmente o que se vê por aí é uma multidão de pessoas que se dizem cristãos e que não dão testemunho condizente com o testemunho de quem, de fato, é um seguidor de Cristo. Sim, lamentavelmente existem crentes envolvidos com os problemas citados acima.

Não é difícil encontrar nas redes sociais pessoas “frequentadoras de cultos” que fora dos templos apenas envergonham o nome de Cristo. Ao mesmo tempo em que postam vários versículos bíblicos e fotos do convívio na congregação, também curtem materiais contrários a Palavra de Deus, compartilham ideologias e práticas pecaminosas, além, é claro, do constante uso de palavreado inadequado a um servo de Deus.

Se na igreja usam a boca para “glorificar”, na internet usam os “dedos” para maldizer, xingar e escrever palavras de baixo calão. Esse tipo de comportamento apenas evidencia uma falsa transformação que reflete um comprometimento superficial com o reino de Deus. 

Concordo com o Pr. Claudionor de Andrade quando diz que as situações que favorecem o pecado são sempre íntimas e sigilosas. Foi assim que Davi perpetrou um adultério e um assassinato. O caso de Amnom e Tamar (filho e filha de Davi, respectivamente) também é bastante emblemático (2Sm 13:1-14). Ammon utilizou-se de uma rede sofisti­cada de relacionamentos, administrada por Jonadabe, a fim de seduzir sua meia irmã, Tamar. E, assim, utilizando como pretexto amor e doença, estuprou a própria irmã, levando a vergonha e o ódio à família real de Israel.

Alguém pode indagar: se ambos os exemplos são tão antigos, em que a era da informação é mais perigosa? Seu risco está em multiplicar as possibilidades dessa mistura letal: intimidade e sigilo. Primeiro, com os computadores pessoais e, agora, de forma irresistível, com os tablets e celulares. Isso formou uma geração de usuários que vive seus dias na intimidade e no sigilo dos aparelhos eletrônicos. Escondidas atrás das telas, as pessoas sentem-se mais seguras em transgredir as leis e os mandamentos do Deus que tudo vê.

Cuidado, o pecado é maligníssimo. Ele é pior do que a pobreza, do que a solidão, do que a doença. Enfim, o pecado é pior do que a própria morte. Esses males todos não podem destruir sua alma nem afastar você de Deus, mas o pecado arruína seu corpo, sua alma e afasta você de Deus (Is 59:2). 

  1. O e-mail fatal. Como disse anteriormente, a fim de encobrir o seu pecado, Davi escreveu uma carta a Joabe, na qual arquitetava a morte de Urias, marido de Bate-Seba. Davi utilizou o seu “e-mail” para o mal. Hoje, infe­lizmente, o correio eletrônico, tão útil e necessário, vem sendo utilizado também para arruinar reputações, caluniar e até matar. Nós, porém, podemos utilizar o nosso correio eletrônico para o bem, para a evangelização, para salvar vidas que estão à beira da morte. Vamos utilizar esta ferramenta para comunicar vida através do Evangelho de Cristo. Utilize seu e-mail para divulgar a Palavra de Deus. Devemos alcançar esse campo missionário virtual de pessoas reais que caminham para um lago de fogo também real (Ap 21:8). Devemos abraçar esse desafio com habilidade e dedicação.
II. GANHANDO ALMAS NA ERA DA INFORMAÇÃO (1)
Falar de Cristo através da Internet é um ministério que exige vocação, pois o ambiente da rede global de computadores acha-se poluído com sites ruins e mal-intencionados, que acabam pregan­do outro evangelho (Gl 1:6). É nesse ambiente que a sua página (blog, site, fanpage, etc.) tem de fazer toda a diferença. E tome cuidado com os vírus doutrinários, pois são fatais. Quem utiliza esse meio para evangelizar, precisa ter uma mensagem bem definida: o evangelho puro e simples de Cristo (1Co 2:2).

  1. Uma rede para pescadores de homens. A rede mundial de computadores, conhecida também como internet, conecta o mundo inteiro. É um veiculo muito rápido de comunicação. É um potente meio de evangelizar e levar a Palavra de Deus a lugares que estão a milhares de quilômetros de distância. Evangelizando pela internet nós conseguimos alcançar pessoas em vários lugares que no método tradicional não seria possível. Então a internet acaba por ser um meio que pode incrementar e ajudar na evangelização do mundo. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16:15). Redes sociais, blogs e comunidades são potenciais lugares de evangelização na internet; são lugares onde podemos tocar várias vidas com a mensagem de Cristo. Portanto, dediquemos um tempo para evangelizar na rede web. Gastamos tanto tempo na internet com coisas sem valor por que não dedicarmos alguns minutos para evangelizar? Atrelado à dedicação, sejamos exemplos, no trato, na modéstia e no amor. Mostremos que o mundo não nos influencia, mas nós é que influenciamos o mundo.
  1. Você é o que você publica. Jesus disse em Mateus 12:34 que “a boca fala do que está cheio o coração” (ARA). Logo, as nossas postagens cotidianas, nas redes sociais, têm muito mais poder testemunhal do que as frases intencionalmente evangelísticas, pois somos o que publicamos. Admiradas, as pessoas indagavam acerca da fonte da autoridade das pregações de Jesus. Todas elas, porém, sabiam que Ele ensinava com autoridade, e não como os escribas e fariseus (Mc 1:22). O Mestre, antes de tudo, vivia estritamente por suas palavras. O seu discurso intencional concordava com as suas ações. Conclui-se que uma mensagem evangelística, perdida entre centenas de postagens inconvenientes, pecaminosas e mundanas, será tão destrutiva quanto o pior dos vírus de computador.
  1. Crie uma FanPage. A FanPage é diferente do perfil. Este serve para pessoas; aquela, para empresas e instituições. A sua igreja, seu grupo de jovens e adolescentes, ou qualquer outro departamento de sua congregação, pode ter uma FanPage. É absolutamente gratuito e muito fácil de usar. Na verdade, o FaceBook encarrega-se de orientar o usuário nas postagens. Além disso, os relatórios da FanPage (todos fornecidos automaticamente peloFaceBook) permitem-lhe monitorar a repercussão das postagens. A Igreja do Senhor precisa produzir conteúdos bíblicos de excelente qualidade, que se contraponham a avalanche pornográfica que o orbe virtual apresenta.
  1. Desenvolva um canal no YouTube. Na internet apenas as iniciativas excelentes e gratuitas sobrevivem. Por isso mesmo, é possível usar alguns serviços excepcionais, na rede, sem gastar nenhum centavo. Haja vista os canais do YouTube. Você pode postar vídeos curtos (para fins evangelísticos) ou palestras e pregações. Mas é importante que você tenha algo em mente: ninguém acessa ou assina um canal para fazer de você uma celebridade digital. As pessoas só assistem àquilo que as interessa; na internet, ninguém é obrigado a nada. Então, seja criativo e relevante; busque a sabedoria do alto.
  1. Crie uma lista de transmissão no WhatsApp. O Brasil tem mais aparelhos telefônicos ativos que pessoas. E se você possui um celular, provavelmente tem WhatsApp. Esse aplicativo caiu no gosto dos brasileiros de tal maneira, que o nosso país é a maior audiência dele fora dos Estados Unidos, segundo especialistas no assunto. Mas com o WhatsApp veio a perturbadora mania dos grupos. É grupo de mocidade, das irmãs, da classe da Escola Dominical, da faculdade e do pessoal do trabalho. E o que era para ser um fórum para assuntos ligados aos interesses comuns tornou-se um meio de divulgação de piadas, vídeos bizarros e imagens satíricas. Para fins evangelísticos, portanto, um grupo é uma coisa inútil. O que fazer? A solução pode estar nas listas de transmissão. Com essa funcionalidade, você pode enviar uma mensagem redigida em linguagem direta não para um, mas para todos os seus contatos. Ela será visualizada pelos destinatários como sendo um recado pessoal seu para eles, para cada um pessoalmente, mas sem o trabalho de redigir um texto para cada contato. Então, faça uma lista de transmissão apenas para os seus contatos não crentes.
III. EVANGELHO REAL PARA PESCADORES DIGITAIS (2)

A evangelização dos pecadores digitais, para ser bem-sucedida, tem de levar em conta alguns fatores.
  1. Fator Habacuque (Hc 2:2)A mensagem pela Internet há de ser clara, breve e objetiva – “Então, o SENHOR me respondeu e disse: Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa”. Nada de mensa­gens enfadonhas, cheias de parênteses e subjetivismos. Se não for assim, as pessoas que passam correndo pelos sites, em busca de novidades, jamais serão alcançadas pelo Evangelho. Portanto, seja direto e incisivo. Você pode, em alguns minutos, expor eficientemen­te o Plano da Salvação. Otimize este tempo, incluindo o apelo e a oração.
  1. Fator Eliseu (2Rs 4:9). O profeta Eliseu era reconhecido, por todo o Israel, como um autêntico homem de Deus – “E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus”. Da mesma forma, a vida cristã deve ser o modelo e o referencial para a sociedade. Precisamos viver o que pregamos, ou pregar o que vivemos. Não há uma dualidade entre o que o crente diz e faz, do tipo “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. O testemunho é feito principalmente por meio de nossa vida. Ele fala aos nossos ouvintes mais alto até que nossas palavras. O mundo não lê a Bíblia, mas lê a nossa vida, o nosso testemunho. Por isso o apóstolo Paulo exorta-nos: “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus”.
É dever de todo cristão, ter uma vida íntegra, independente do modelo e dos padrões da sociedade moderna. Como disse o Senhor, por intermédio do profeta Malaquias: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve” (Ml 3:18);demonstrando, assim, que o mundo deve ver esta diferença em nós. Portanto:
  • Nosso bom testemunho deve ser exemplar (1Tm 4:12) – “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza”.
  • Nosso bom testemunho deve ser verdadeiro (João 21:24) – “Este é o discípulo que testifica dessas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro”.
  • Nosso bom testemunho deve ser íntegro (Tt 2:7) – “Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, Sinceridade”.
  • Nosso bom testemunho deve ser irrepreensível (Tt 2:8) – “linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós”.
  • Nosso bom testemunho deve ser transparente (Fp 4:5) – “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor”.
Que nossos sites e páginas sociais venham a glorificar a Cristo. Quem nos visita digitalmente tem de saber que temos um compromisso real com o Evangelho de Cristo. Por esse motivo, não se envolva em questões polêmicas que geram brigas e discussões. Cuide de sua reputação. Você constatará que, em muitos casos, sua postura será suficiente para levar almas aos pés de Cristo.

  1. Fator Paulo (Atos 17:23). Chegando a Atenas, Paulo encontrou um ponto de contato evangelístico, ao deparar-se com o altar dedicado ao Deus Desconhecido – “Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais não o conhecendo é o que eu vos anuncio”. Esteja, então, inteirado quanto aos eventos, problemas e crises que atingem a sociedade. A partir de um ponto de contato inteligente, introduza eficazmente o Evangelho de Cristo.
  1. Fator Filipe (Atos 8:30). Ao perceber que o oficial de Candace, rainha dos etíopes, lia o profeta Isaías, Filipe não perdeu tempo com uma abordagem sutil. Mas, de maneira direta, perguntou-lhe: “[…] Entendes o que lês?”. Quem se dedica à evangelização, na internet, deve estar sempre preparado para interpretar a Palavra de Deus, pois a internet é um universo infestado de vírus doutrinários. É indispensável ao evangelista digital um preparo real. A recomenda­ção de Paulo não pode ser desprezada: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2:15).
CONCLUSÃO

O mundo jamais viveu um avanço científico como este que vivenciamos. Indubitavelmente, o conhecimento produzido no último século é superior a tudo o que foi escrito, descoberto ou criado anteriormente. Mas isso não deve surpreender-nos. Primeiro, porque está previsto nas Escrituras (Dn 12:4) e, segundo, porque o saber não é essencialmente danoso (Pv 2:6). Apesar das óbvias vantagens que a era da informação oferece, é um desafio evangelístico, pois não houve outro momento com mais distrações ou concorrências à pregação do evangelho do que o atual. Nunca o ser humano conheceu tanto sobre si e tão pouco sobre Deus. Por esse motivo, temos de concentrar-nos a falar de Cristo a uma geração que só conhece a rapidez e o imediatismo.

(1) Adaptado do texto “A Evangelização na Era Digital”. Pr. Claudionor de Andrade. CPAD.
(2) Adaptado da Lição Bíblica do Mestre “O desafio da Evangelização”. pp. 87/88. CPAD.
Viva vencendo, sendo sábio ao acessar e mais ainda, ao divulgar a salvação por esse meio tão eficaz, que pode chegar onde você, talvez, jamais iria!!!
Abraços.
Seu irmão menor.



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