27 outubro 2016

CIRCO OU PREGAÇÃO DA PALAVRA AO PECADOR????

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Disse certo pastor: “É urgente um novo estilo de evangelismo a fim de não enfadar as pessoas; é preciso um pouco de circo, palhaçada, humor, gaiatice, e show”. Esse argumento diabólico tem levado o evangelismo moderno a se caracterizar pelo emocionalismo e não pelo que é bíblico-reflexivo. Jargões e mais jargões têm permeado o ambiente do evangelismo moderno surripiando o seu verdadeiro significado bíblico. O teólogo Francis Schaeffer disse: “A tragédia da nossa situação hoje é que homens e mulheres estão sendo afetados por uma nova maneira de encarar a Verdade a qual descaracteriza o verdadeiro Evangelho”.

O jargão que virou moda em todo evangelismo é: “Deus tem um plano maravilhoso para realizar na sua vida”. Por mais boa vontade que um evangelizador tenha, essa abordagem é rasa, superficial. Deus não tem plano nenhum para realizar na vida de quem quer que seja. Ele já realizou! A história do calvário foi real. O plano da redenção já foi realizado por Deus através de Seu filho Jesus. Essa Boa Nova é muito mais atrativa, inteligente e bíblica do que dizer que o plano ainda estar por ser feito. É bíblico propagar na evangelização uma fé bem definida do que uma fé truncada, pendente. Uma fé tosca e inacabada adoece as pessoas e não gera frutos com conteúdo.

Lamentavelmente, já vi um evangelizador dizer a um incrédulo: “Quando você aceita Jesus você recebe um talão de cheque com várias promessas, esperando a hora de ser preenchido”. Que banalidade! Esse tipo de evangelismo atrai os egoístas. Na verdade o que temos de dizer ao pecador é que ele é inimigo de Deus e no estado atual que ele se encontra não há qualquer esperança a não ser que se arrependa. Devemos insistir que o plano de Deus para ele a essa altura de sua vida é separá-lo eternamente de Sua presença.

Baseado na tese de que o evangelismo precisa ter um novo rosto, muitas igrejas fazem “mutirões contextualizado” de evangelização. A igreja é dividida em grupos para evangelizar nas esquinas dos semáforos. E, os crentes saem uns com cara pintada, outros vestidos de palhaço, outros com fantoche. Alguns ficam dando cambalhotas na pista enquanto o semáforo está vermelho. Ao mesmo tempo em que entregam folhetos, o famigerado jargão “Deus tem um plano maravilhoso para realizar em sua vida” é exibido em uma faixa. Esse é o evangelismo do inautêntico Evangelho. Inautêntico porque é festivo e o senso de reflexão bíblico-teológica foi perdido. O aspecto do emocionalismo ultrapassou o aspecto teológico-reflexivo.

Em outros mutirões percebe-se que os grupos evangelizadores estão tão ansiosos para ver “conversões” a fim de alardear na igreja quantos foram “salvos” que fazem de tudo para levar o ímpio a uma “decisão”, antes que ele tenha a oportunidade de entender a mensagem da cruz e se arrependa. A evangelização é pueril em nome da quantidade. A temática é deixar o pecador sentir-se confortável. Nesse contexto, a evangelização é nivelada por baixo.

O evangelismo-circo ocorre porque o poder do Espírito Santo se foi do ministério. Por isso, que os pastores fazem todo tipo de coisa tresmalhada para manter o defunto-igreja se movendo. Quando se perde o poder do Espírito Santo prioriza-se o mundanismo como meio lícito para evangelizar. Quando se perde a unção sacramentam-se métodos mundanos na evangelização. Alguns dizem: “É preciso contextualizar a evangelização”. Ora, é impossível contextualizar o Evangelho sem alterar a essência da mensagem, sem violar os princípios bíblicos absolutos da santificação, separação e diferenciação do mundo.

Não precisamos maquiar a verdade do Evangelho como se tivéssemos vergonha de apresenta-la tal qual ela é, santa e simples. O Evangelho é tão poderoso em nossa geração quanto era durante a história antiga da igreja. O poder do Evangelho é tão forte neste século quanto era nos dias da Reforma Protestante.

Se a obra de evangelização for realizada através de estratégias mundanas estaremos produzindo um grande número de pessoas fazendo profissões de fé vazia. O apóstolo Paulo lançava a rede do Evangelho puro e simples. Não usava truques psicológicos, nem entretenimento. Não manipulava as emoções das pessoas através de uma apresentação profissional. Sua mensagem não era divertida. Não era popular, nem culturalmente relevante, nem contextualizada à moda do dia.

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