05 outubro 2016

SOFISMA OU FALÁCIA? AZENILTO (ADVENTISTA) X PAULO CRISTIANO (CACP) - II


RUDIMENTOS FRACOS E POBRES

Agora, indo ao cerne do debate, vejamos se as doutrinas propaladas pelo senhor, está fundada em razões sólidas e suporta realmente a bigorna dos fatos.

Nosso antagonista no auge do delírio de sua utopia maquiavélica, pretende demonstrar de maneira grosseira minhas supostas “contradições”. Contudo, ledo engano!

Pensamento oficial das várias Igrejas

Não vou entrar no mérito da questão sobre os credos oficiais das várias igrejas históricas, mesmo porque, como já expliquei em minha réplica, elas são frutos do pensamento dos reformadores que foram de certo modo produto do seu meio e de sua época, moldados pelas experiências de vida de cada um. E é bom salientar que os reformadores não são a palavra final em assuntos de religião. Este lugar é ocupado majestosamente pela palavra de Deus – a Bíblia.

Certa feita, debatendo com um católico sobre a “mariolatria”, e não tendo por onde o mesmo fugir, apelou para os reformadores, dizendo que Lutero e Calvino honravam Maria aponto de chamá-la de Mãe de Deus em seu “Magnificat”. Citou-me ainda dois livros escritos por editoras Luteranos sobre Maria, que tinha por titulo “Louvores de Maria”. Sobre as imagens: citou-me escritores protestantes defendendo o tal uso delas. Mandou-me três exemplos de igrejas “protestantes” que usam imagens: as Testemunhas de Jeová, os Mórmons e os Adventistas com seu rosto do Cristo católico estampado nos livros de Ellen White. Ainda me disse que Lutero cria na transubstanciação e na poligamia, citando-me trechos de obras de Lutero e dos reformadores. É claro que nenhum dos reformadores tem a palavra final sobre Fé. Nem mesmo o senhor Brito crê na predestinação pregada por Calvino e as demais igrejas reformadas. Tanto Lutero como Calvino tinham pontos divergentes sobre a lei, pois a cosmovisão de ambos eram subordinadas às suas experiências de vida religiosa: Martinho Lutero, por exemplo, era um monge agostiniano há doze anos quando iniciou a obra da reforma. Até então ele praticara uma espiritualidade ascética, rigorosa, legalista, na tentativa de agradar a Deus e ser aceito por ele. Deus era visto como um ser justiceiro, implacável e irado. A compreensão da verdade bíblica da justificação somente pela fé teve um efeito libertador. Isso talvez explique a atitude um tanto negativa de Lutero em relação à lei. João Calvino, por outro lado, era um humanista, e não um sacerdote. Ele não teve nenhuma crise espiritual profunda ou experiência dramática de conversão. Na realidade, a única coisa que ele disse certa vez sobre a sua experiência é que ela havia sido uma “conversão repentina.” Durante três anos ele estudou Direito em Orléans e Bourges (1528-31). Mas certamente a razão principal do seu interesse pela lei foi sua ênfase na soberania de Deus e da sua vontade. O mesmo podemos dizer de Agostinho e Pelágio. Sobre isso não preciso dar mais explicações…
Mas voltando a questão principal…é notável que uma pessoa que alega posar de “vitima” de “distorções”, ele mesmo caia naquilo que mais ataca. Tomei a liberdade de contextualizar a frase de Paulo aos judeus de sua época em Romanos 2:1,19-22 e aplica-la ao senhor. Cai-lhe como uma luva!

Por favor, me diga: onde eu afirmei que os líderes do passado e do presente negavam a questão da lei; onde eu disse que autoridades de diferentes igrejas não criam na questão da lei? O que realmente eu disse foi que a divisão da lei em duas não era encontrada na Bíblia. Sim, devo admitir que por uma questão de conveniência muitos fizeram esta divisão, mas nós não deveríamos aplicar estas distinções peculiares de nossa moderna linguagem teológica nos textos bíblicos, onde os escritores não tiveram nenhuma intenção em fazer tais distinções. Ainda mais com o fito de criar uma doutrina em cima disto!
Cabe aqui uma pergunta: Existe diferença entre a explicação da lei dada pelos adventistas e pelas igrejas históricas? Vejamos o que crêem os adventistas:
Para o senhor Brito não dizer que estou pincelando os escritos adventistas, vou citar aqui o que crêem realmente os adventistas no tocante à divisão da lei. Antes, porém, devemos novamente relembrar que para todo judeu não há essa tal divisão, e os apóstolos eram judeus, menos um deles. A lei para o judeu era considerada “Una”. Não há de se supor que dentro da teologia judaica houvesse separação entre lei moral e cerimonial. A única diferença que faziam era quanto “a lei escrita” (Torah) e “a lei oral” (Halakoth) e mesmo assim essa nuança era muito tímida. Até mesmo Flavio “Josefo parece estar bem próximo da concepção rabínica da Tora total: como a lei escrita, a Tradição também vem de Moises e, portanto de Deus” (Flavio Josefo Uma Testemunha do Tempo dos Apóstolos pág. 38, Contra Apião II). Veja que até mesmo a “Tradição” na concepção judaica, era considerada como parte da lei dada por Deus.

O QUE CREÊM OS ADVENTISTAS

No livro “Estudos Bíblicos”, livro doutrinário da IASD, traz nas páginas 338 a 341, um estudo sobre a lei moral e cerimonial. Eles contrastam-na da seguinte maneira:

LEI MORAL 
Chamada lei real
Proferida por Deus
Escrita por Deus em tabuas de pedras
Foi posta na arca
É perfeita
Deverá permanecer firme para todo o sempre
Não foi destruída por Cristo
Comunica conhecimento do pecado
———————————————————————
LEI CERIMONIAL

Chamada a lei que consiste em ordenanças
Ditada por Moises
Era uma cédula de ordenanças
Escrita por Moises num livro
Foi posta ao lado da arca
Nenhuma coisa aperfeiçoou
Foi cravada na cruz
Foi abrogada por Cristo
Foi tirada por Cristo
Foi instituída em conseqüência do pecado

Christianini aumenta mais esta lista em “Subtilezas do Erro” dedicando 9 páginas inteiras para este fim (pág. 77-85). Por aí, percebe-se a importância desta divisão para a teologia adventista.
Chega a dizer que na lei cerimonial só havia prescrições sobre holocaustos, ofertas, formalidades, sacerdotais, ritual do santuário, festas anuais, luas novas…(pág. 80) e acrescenta, “Nada continha de moral” (idem). Ora, então o que fazer com Levítico 20:18 ? Seria isto uma lei cerimonial ? Ainda afirma que nela o sábado semanal não foi abolido (pág. 84,85). Diz existir dois legisladores (pág. 77) e que a lei moral é denominada de “Lei do Senhor” e a cerimonial de “Lei de Moises”. E que nem um til desta lei moral iria cair (pág. 83).
Pergunto: concordam com isto as igrejas evangélicas citadas pelo nosso antagonista? É claro que não.
Onde algum autor jamais afirmou que a lei cerimonial estava só no livro? Poderá nosso amigo provar pelo mesmo método que o decálogo só continha preceitos morais baseando-se nos artigos de fé? E que alguns deles fizeram tal divisão de “lei do Senhor” e “lei de Moises”, caracterizando uma como moral e a outra como cerimonial? Ora, se nem um til dessa lei iria cair, como explicar que as confissões de fé afirmam que o sábado foi ABROGADO, como p.ex. a Confissão de Fé Batista de 1689?

Para piorar mais as coisas, nosso amigo faz esta tremenda afirmação: “Não existe nada de trechinhos isolados nessas citações, está tudo muito claro, bem definido, bem declarado” Ah, tudo muito claro!!! Observe que ele cita o pastor Antonio Gilberto em sua obra “Manual da Escola Dominical” de modo incompleto, para dar impressão que este autor pentecostal dá apoio à sua heresia. Então porque este mesmo autor nos diz que a parte pactual foi abolida e cita o sábado em Cl. 2:14-17 como parte dela?
Porque então as reticências no meio dos trechos (artifício muito usado pelas TJs) truncando o pensamento dos autores ?
Essa longa e enfadonha lista catalogada de modo seleto pelo nosso amigo (novamente uma semelhança incrível com as TJs, principalmente na brochura “Deve-se Crer na Trindade ?” onde existe uma lista extensa de autores evangélicos depondo “a favor” de sua tese contra a divindade de Cristo, tentando causar assim uma certa impressão nos mais incautos) não prova absolutamente nada, é irrelevante, veja porque:

1. Os adventistas crêem numa divisão da lei totalmente diferente das igrejas evangélicas, apesar da forma parecer igual; o conteúdo e o propósito são diferentes;
2. Os evangélicos acreditam que pelo menos partes do decálogo estavam moldadas com cerimônias, a titulo de ilustração – o sábado;
3. Tal divisão é carente de provas bíblicas.
4. Os evangélicos acreditam que os princípios do decálogo é que formam a lei moral e isto está totalmente à parte do pacto com Israel, pois até mesmo os gentios possuíam-na como lei natural antes mesmo desse pacto ser dado.
Em Mat. 22:36-40 Jesus é interrogado por certo doutor da lei sobre qual era o mais importante mandamento. Para surpresa de todos Ele não citou nenhum do decálogo: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.Este é o grande e primeiro mandamento.E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

1.Estes dois grandes mandamentos estavam “na lei”. 2. Mas nenhum deles é achado no decálogo. 3. Ambos estavam no que os Adventistas chamam de “a lei cerimonial”, no livro de Moisés. 4. Nenhum deles foi falado por Deus, nem escrito por ele, nem gravados em pedras, nem posto na arca. Foi dito reservadamente por Deus a Moises e ele escreveu no livro da lei que por sua vez foi colocado ao lado da arca. E ainda: estes dois preceitos são os maiores de todos. Assim, então, os maiores mandamentos estão no livro da lei, não nas tábuas de pedras.

Ora, se tais mandamentos do decálogo fossem completos e perfeitos, porque então na lei cerimonial estão mandamentos que não estão na dita lei moral? Onde na lei moral do decálogo proíbe o homossexualismo? No entanto, Deus precisou acrescentar isto no livro denominado pelos ASD de lei cerimonial.
Os princípios desta lei “natural” como bem denomina nosso amigo sabatista é que foram restaurados no NT e não o decálogo do pacto como se encontra debaixo dos moldes judaicos. Tanto é, que muitos mandamentos não se encontram em sua forma completa e nem na mesma ordem no NT.
A bem da verdade, a maioria destes mandamentos do decálogo já se encontravam na forma escrita muito antes de Moises e da Aliança do Sinai. Podemos saber disto lendo as leis das civilizações antigas como o código das leis de Hamurabi. Pesquisas no campo da arqueologia bíblica mostraram que os Dez Mandamentos seguem a forma de um tratado dos suseranos Hititas. O seu preâmbulo mostra (típico da forma com que faziam estes tratados) que o Decálogo era o tratado que o grande Rei fez com a nação de Israel. Seja como for, Jesus restaurou estes princípios. Não há de se falar em contradições:
1. A lei era “Una” não se dividia em moral e cerimonial.
2. Jesus veio abolir a lei “Una” e não parte dela..Esta lei estava condicionada às circunstancias históricas e mescladas com elementos do culto judaico adaptados à situação de Israel como nação.
3. À parte destes elementos cúlticos, os Dez Mandamentos estão relacionados aos princípios morais que sempre foram para todo o gênero humano. A tradição judaica asseverava que sete das dez palavras do decálogo foram dadas aos filhos de Noé e para toda a humanidade. Jesus após abolir a lei, restaurou seus princípios morais no NT. Princípios estes que existiam antes da fundação do mundo, antes do decálogo ser dado a Israel.
4. É neste sentido que Jesus restaurou parte dela no NT (ver estudo sobre a derrogação da lei no CACP)
5. Jesus poderia muito bem ter mudado o decálogo dado a Israel (como de fato fez), sem, contudo, trazer prejuízo àquela lei suprema.
6. O NT reteve o que era de aplicação universal no VT. Porém, queremos deixar claro que isto não se aplica aos cristãos porque estão nos “Dez Mandamentos” mas porque elas são “Leis Naturais” (que é inerente à natureza humana) e que foram reforçadas por Cristo e os apóstolos.
RESPOSTA À QUERELAS TEOLÓGICAS

Azenilto: “Por favor, prezado Presbítero, explique-nos mais claramente esta evidente contradição entre o posicionamento dos credos históricos de todas essas igrejas e de altamente conceituados líderes, autores e pesquisadores cristãos com sua tese de que os Dez Mandamentos não são mais a norma de conduta para o cristão e que quem divide as leis divinas em “moral”, “cerimonial”, “civil” está usando de sofismas.”


RESPOSTANão há de se falar em contradição, contradição há entre o senhor e estes credos; em querer manter o decálogo in totun como foi dado aos judeus e aplica-lo aos cristãos, inclusive com a ordem de guardar o sábado; querer dividir a lei de modo arbitrário em duas. Para os evangélicos dividir ou não tal lei não acarreta em prejuízo algum, não erguemos em cima disto nenhum castelo doutrinário. É apenas uma explicação mais nítida entre o que realmente permanece de princípio moral (lei natural) e o que é apenas parte do elemento efêmero da lei, já não podemos dizer o mesmo dos adventistas. Essa divisão para eles é de grande valia, pois precisam dela para manter de pé a guarda do sábado. Sim, os adventistas usam de sofismas nesta divisão (ver o suposto contraste entre as duas leis feitas por eles), pois tal coisa não resiste a um exame bíblico. Dizer que o Decálogo permanece intacto sendo transferido deste modo para o NT, não é a opinião das igrejas históricas.

“Não parece estranho que se a lei dos Dez Mandamentos foi abolida inteiramente, nove dos seus princípios insistem em continuar valendo, noutra forma superior que seja (“inspirada pelo Evangelho”), tendo exatamente as mesmas regras, citadas pelos vários apóstolos (Paulo, Tiago, João)? Será que não é porque a mesma lei que Deus escreve nos corações e mentes dos que aceitam os termos do Novo Concerto trata-se da que os leitores da epístola—os cristãos-hebreus—já conheciam? (Heb. 8:6-10 cf. Jer. 31:31-33, Rom. 8:3, 4). “

RESPOSTA: Tenho para mim que o senhor Brito está vendo as coisas pelas lentes adventistas (valendo-se de eisegese) e enxergando coisas que não estão na Bíblia. Onde que os apóstolos citaram as “mesmas regras”? Compare o decálogo e os princípios universais restaurados no NT. Onde o senhor leu isto? Não, não era o mesmo decálogo !

O mais interessante é que este senhor tenta me refutar na questão de Rm. 2:15 apelando para o fato de que “São dois grupos inteiramente diferentes de que Paulo e o autor de Hebreus estão tratando: os que conhecem a lei divina e a acatam voluntariamente como base de um concerto especial com Deus e o gentio que a desconhece, mas traz os princípios morais divinos básicos dando-lhe testemunho de princípios superiores a serem seguidos.”
Mas omite de modo proposital quando cito Davi falando a mesma coisa em Salmos 40:8 onde diz: “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.”. Certamente Davi conhecia a lei e a acatava como base dum concerto especial com Deus. Novamente volto a afirmar: caso essa lei fosse a da Antiga Aliança não haveria necessidade de Deus tornar escreve-la nos corações, pois como diz o Salmo supracitado “a tua lei está dentro do meu coração”.Algo interessante é que Logo após o Decálogo ser dado, Deus disse ao povo:“Estas palavras que hoje te ordeno ESTARÃO NO TEU CORAÇÃO” Ora, se a antiga Lei já estava nos corações dos homens seria até supérfluo tornar repetir o mesmo conceito em Jeremias 31:33 aplicando-o ao NT.
“Diante do exposto na pergunta 2a., e a declaração de da Silva: “Jesus falou que veio cumprir a Lei (Gl.4:4,5; Rm.10:4), inclusive o Decálogo. Assim, tendo-a cumprido deixa de ser obrigatório a sua observância para o cristão”, não fica por demais claro que o único objetivo dessa argumentação é dar fim ao mandamento do sábado, o 4o. dentre os dez?”

RESPOSTA: Não, não fica. Jesus não cumpriu “partes da lei” e deixou outra parte para nós cumprirmos. A bíblia mostra de modo insofismável que Jesus veio cumprir “TODA” a lei. Se os adventistas se apegarem a trechinhos isolados dentro do contexto, como p. ex. o verso 19 do capítulo 5 de Mateus, querendo com isso provar que temos de cumprir a lei. Então terão que cumprir “TODA ELA”, pois o contexto indica (como já demonstrei no e-mail anterior) que Jesus falava de uma lei “UNA” e não só dos Dez Mandamentos. Fato este que o senhor silenciou e não me deu respostas. Se o senhor quiser cumprir apenas parte da lei de Mateus 5:17 está sob maldição, pois está escrito, “maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei para fazê-las”.(Gl. 3:10). O senhor gosta de chamar-nos de antinomistas se bem que Paulo se defendeu de tais acusações também (Rm 3:8; 6:1,15), mas o mesmo versículo que diz que aquele que cumpre a lei será considerado grande no Reino dos Céus, assevera que aquele que viola a lei pode também chegar ao Reino dos Céus! (“aquele que violar… será considerado mínimo no reino dos céus.” v.19). Concorda o senhor com isto? E outro ponto a salientar, é que ao meu ver, o senhor acaba chamando Jesus de transgressor da lei, pois se outros mandamentos (cerimoniais) passaram porque Jesus os cumpriu, logo os que não passaram (morais) foi porque Jesus não os cumpriu? Isso não é absurdo? Mas é isto que se depreende levando às ultimas conseqüências esta lógica tão ilógica.

Como entender essas conclusões de Jesus com respeito a si mesmo e à Lei?

(a) Ele veio cumprir a lei e de fato a cumpriu em todas as suas dimensões: cerimonial, civil e moral. Não houve qualquer aspecto da lei para o qual Cristo não pudesse atentar e cumprir. Cristo cumpriu a lei de forma perfeita, sendo obediente até a própria morte. Ele tomou sobre si a maldição da lei. Ele se torna o fundamento da justificação para o eleito.
(b) Ele não só cumpriu a lei perfeitamente, mas também interpretou a lei de forma perfeita, permitindo aos que comprou na cruz, entendê-la de forma mais completa, mais abrangente.
(c) Agora a justiça da lei se cumpre em nós os que cremos. No entanto, esses que por ele são salvos não são mais dependentes da lei para a sua salvação, correção, ensino ou santificação. Cristo através de sua lei e graça, faz todas essas coisas.
Diz ainda: “Embora o autor diga preconceituosa e distorcidamente que a única preocupação dos cristãos adventistas (e, por extensão, todos os demais observadores do sábado) é “impor” esse mandamento”
A verdade dos fatos: É difícil você dialogar com um adventista sem antes ele mencionar a questão do sábado. Veja o que disse Ellen White: “Separai o sábado da mensagem (do 3º anjo), e ela perde o seu poder; mas conectada com a 3ª mensagem um poder dá suporte a ela o qual convence descrentes e infiéis, e os traz com força para permanecer, viver e crescer e florescer no Senhor.” (Testemunhos, vol. I, pág. 337)

Lembro-me certa vez, bem no começo de meu ministério, um senhor amigo meu, que há anos havia se convertido ao adventismo propôs em seu coração me evangelizar. Como éramos amigos, aceitei o convite. Pois bem, ele ficou quase um ano inteiro ministrando estudos bíblicos em minha casa. Apesar dele falar tudo sobre a LEI de Deus, de como o Papa havia mudado essa lei, de como a Srª White era uma “verdadeira” profetisa, de como o sábado era super importante para a igreja. Mesmo após ter passado por uma bateria cansativa de estudos bíblicos, ele nunca me disse nada de minha necessidade de salvação, nada sobre pecado. Não pense você que isto se constitui um caso isolado. Não. Esta é a marca dos adventistas, por isso são na opinião de muitos mais sabadólatras do que cristãos.

Tenho em minha frente 15 folhetos distribuídos pelos adventistas, sendo que destes quinze, onze vem tratando do assunto do sábado e apenas 1 falando da missão de sua igreja, 3 falam da volta de Cristo e apenas 1, apelando para a pregação do Calvário (falando de salvação). E mesmo assim uma soteriologia que deixa muito a desejar! Por ai se percebe como os adventistas dão primazia à questão do sábado em detrimento de uma verdadeira mensagem sobre salvação.
“Sr. Presbítero da Silva, explique-se melhor de novo sobre isso também: essa de “prescrições” morais, cerimoniais, civis, contidas na lei divina, sendo que alega serem os adventistas que usam de “subterfúgio” e “sofismas” para ensinarem isto. Como é isso, sendo que não são só os adventistas, mas nobres autores batistas, assembleianos, presbiterianos, congregacionais, m/etodistas, além do Presbítero Paulo Cristiano da Silva que dividem as leia divinaa em “moral”, “cerimonial”, “civil” . . . E então, como ficamos?”

RESPOSTA: Como ficamos? Bem, ficamos da seguinte maneira:

• Os adventistas dividem a lei para manter o sábado. Os evangélicos não.
• Os Adventistas crêem que o Decálogo nunca será modificado em sua estrutura. Os Evangélicos não crêem assim.
• Os Adventistas crêem que nem um “Til” cairá da lei. Os Evangélicos acreditam pois que o sábado foi abrogado. Pois é, o til já caiu!!!
• Os Adventistas fazem desta divisão uma questão de doutrina. Os evangélicos não.
Nosso oponente supõe achar “contradições” em minhas palavras quando falo em preceitos civis, cerimoniais e morais. Pretendendo com isso que eu caia em contradição quando falo em lei “UNA”. E em relação a Christianini, se ele disse que a lei é “UNA” em outras partes ele se contradiz, pois afirma que “O intuito do quadro comparativo abaixo é demonstrar a impossibilidade de existir uma só lei na Bíblia.” (pág. 76).

Uma analogia irá jogar mais luz na questão. Todos sabemos que a doutrina da Trindade é uma das mais importantes doutrinas Bíblicas. Até mesmo os adventistas tende a admitir isto atualmente (pois no princípio do movimento eram arianos). Portanto, é fato consumado.

O credo de Nicéia elaborado por Atanásio sob a supervisão de Constantino e baseados nos pais da igreja sustenta a santa doutrina da seguinte maneira:

“Nós adoramos um só Deus na Trindade, e a Trindade na unidade; sem confundir as pessoas nem dividir a substancia. Pois existe a pessoa do Pai; outra do Filho; e a outra do Espírito Santo…estamos proibidos pela religião católica de dizer: existem três deuses, ou três senhores”

1. Deus é três pessoas;

2. Cada pessoa é plenamente Deus;
3. No entanto, há UM SÓ DEUS.
Deus é composto por três pessoas, no entanto, não há três deuses, mas um só Deus. A pluralidade na divindade não prejudica a sua unidade. Assim também, há UMA SÓ LEI, mas composta por preceitos morais, civis e cerimoniais. Esses vários preceitos não prejudica a sua unidade.

SOBRE ISAIAS 66:23

Nosso oponente arrazoa dizendo: “a profecia de Isaías da continuação do sábado pelos séculos infindáveis da eternidade: Isa. 66:23. A linguagem desta passagem é expressa dentro da visão do regime em que viviam então os israelitas, tendo a “lua nova”, uma reunião mensal, e os “sábados”, que expressa uma reunião semanal. Certamente teremos na Nova Terra dois tipos de reuniões—uma semanal, a cada sétimo dia, de caráter espiritual, e uma reunião mensal, de caráter social. É esperar para ver. . .” 

RESPOSTAOs escritores bíblicos apesar de serem inspirados pelo Espírito Santo, todavia o fizeram dentro da perspectiva cultural deles. Por causa disto, é bastante provável que Isaias tivesse usado o sábado e a lua nova como meio para medir o tempo, desde que isto era parte da herança cultural dele. Agora se fiarmos por esta linha de pensamento, então se o Sábado estará em vigor na nova terra, também estará em vigor a lua nova. Mas ponderemos: se alguém dissesse que iria visitar sua noiva de Sábado a Sábado isto implicaria que esse noivo iria visitá-la diariamente – de Sábado a Sábado – e não apenas no dia de Sábado. Logo a interpretação correta é que, no futuro, não iremos adorar a Deus em época especiais – de Sábado ou de lua nova, mas que, permanentemente, sem interrupção, estaremos adorando a Deus. Prova disso é Ap.21:1-4,23-24, mostra que no novo céu e nova terra não haverá necessidade de sol, pois as nações andarão à luz do cordeiro. Entretanto, a guarda sabática é de pôr do sol a pôr do sol, mas na nova terra e no novo céu não haverá dia ou noite. Deus revelou esta profecia nas condições que Isaias e seus ouvintes pudessem entender. Demais disso, estas datas vinham acompanhadas de cerimônias tais como oferendas de animais, purificação e congêneres. Guardarão isto também os adventistas? Pois como disse… “A linguagem desta passagem é expressa dentro da visão do regime em que viviam então os israelitas”. 

SOBRE OSÉIAS 2:11

É claro que Oseías possui um alcance bem maior do que pretende nosso amigo. Às vezes isto acontece sem que nenhum comentarista toque no assunto. Por exemplo: em Salmos 69:8 fala claramente sobre os irmãos de Jesus, pulverizando de uma só vez as “ponderações” romanistas. Ali não só diz que Jesus teve irmãos, mas que também eles eram filhos de sua mãe e não apenas sobrinhos como querem os católicos. Eu fico imaginando um teólogo judeu da época dos apóstolos e grande apologista das leis judaicas contestando Mateus em seu evangelho. Pegando possíveis erros de citações do evangelista. Ele poderia usar a citação de Mateus quando este afirma em sua apologia que Jesus mudou-se para Nazaré para “que se cumprisse o que foi dito por intermédio dos profetas”. Mat. 2:23. Entretanto, tal profecia não é encontrada em nenhuma parte do AT. Fico imaginando ainda o tal “professor da lei” perscrutando as antigas obras dos rabinos judeus para contestar o evangelista…

Mas este é um argumento bumerangue. Creio que o senhor não ignora aquele ditado que diz “quem tem telhado de vidros não joga pedra no telhado dos outros”. Veja que Isaias 56 é deveras um capítulo importante para os adventistas. Pois especulam que esta seja uma profecia para a era cristã, quando então a igreja gentia iria guardar o sábado. Contudo, pergunto ao senhor Brito: onde Isaias 56 se aplica aos tempos finais? Prova-me isso se possível. Mas use os mesmos critérios e a mesma linha de pensamento que usou contra mim no tocante a Oséias 2:11. Tudo que pode ser usado contra Oséias 2:11, também pode ser usado contra Isaias 56 e 58. Demais disso, há profecias na Bíblia que possuem um alcance maior. Podemos classificar as profecias em três grandes grupos, a saber:
1. Aquelas que tem cumprimento específico e já cumpridas, Isaias 13:19-21; Daniel 9:2.
2. Aquelas que possuem um duplo cumprimento, tal é o caso de Isaías 7:10-14; Daniel 12:11 c/ Mateus 24:15; II Samuel 7:12 (esta profecia diz respeito a Salomão, mas possui também um cumprimento messiânico) Poderia citar aqui muitas outras profecias que possuem um duplo cumprimento. No caso específico dos Salmos muitas coisas ali se referem a Davi, mas possui um cumprimento mais lato no tempo do messias.
3. Aquelas que dentro de um mesmo evento tem cumprimentos em partes, tal é o caso de Joel 2:28-31 que em parte se cumpriu em Atos 2:17-21 cf. também Isaías 9:6-7
Oseías 2:11 é uma daquelas profecias que possuem um duplo cumprimento (alternativa 2). Um se cumpriu quando Israel foi levado cativo para Babilônia e o outro na cruz (cf. Efésios 2:14,15; Colossenses 2:14-17). Digo que é mais fácil provar que Oséias é uma profecia dupla, pois há menção de tal cumprimento no NT, do que Isaias, onde não há uma só menção dos gentios guardando as leis judaicas, muito pelo contrário, o apóstolo repreende o gentio que começa a guardar dias judaicos (Gl. 4:9,10). Então se preferir fica o dito pelo não dito.
Continuaremos amanhã...
Viva vencendo, sem abrir mão da Verdade bíblica, nunca!!!
Abraços.
Seu irmão menor.

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