06 outubro 2016

SOFISMA OU FALÁCIA? AZENILTO (ADVENTISTA) X PAULO CRISTIANO (CACP) - III


MAIS DISTORÇÕES
“Parece, contudo, que nosso oponente merece um pequeno crédito por sua nova visão sobre Mateus 5:17-19. No passado ele alegava que “cumprir” significa “abolir só em parte”, agora já admite que o termo grego pleroo indica total preenchimento do estipulado pela lei. Parabéns, vê-se alguma evolução. . .” 

RESPOSTA: Mais distorções…e isto vindo de um homem que pretende “estar acima de qualquer suspeita”. Quanto esforço, quanta energia jogada fora!!! Constrói suas argumentações em cima de picuinhas! Isto não faz bem para um homem de sua idade…

Prova-me onde eu disse tal coisa. O que afirmei e continuo afirmando é que Jesus cumpriu de fato a lei inteira com todos os seus preceitos nela embutidos. Não precisa mais distorcer minhas opiniões, vou deixa-las mastigadinhas ao senhor.
1. A lei (toda ela) não seria abrogada (destruída), mas cumprida.
2. Quando fosse cumprida iria passar.
3. Todavia os princípios morais dessa lei (lei natural) foram preservados no NT. Desta maneira ela foi DERROGADA, pois parte dela foi conservada no NT.
Não estamos mais debaixo dos mandamentos como Moisés os expressou para o povo de Israel, porque ao serem expressos ao povo nos 10 Mandamentos, eles traziam a recompensa de que os judeus viveriam uma longa vida “na terra prometida” (Ex. 20:12). Quando o principio moral é estabelecido no Novo Testamento ele se expressa num contexto diferente, a saber, num contexto não nacional nem teocrático, mas pessoal e universal destituído da roupagem histórica cultural de Israel.
O fato de estarmos ainda atrelados a princípios morais “semelhantes” no NT, não significa que ainda estamos debaixo do velho Decálogo como dado a Israel. Para citar um exemplo: quando violo uma lei aqui no Brasil semelhante a dos EUA não significa que estou debaixo da lei americana. A verdade é que aquele que violou uma lei no Brasil (matar, roubar, adulterar, mentir) não violou lei alguma nos EUA, nem está sujeita às penalidades impostas neste país.
Onde há a mínima contradição com Abrogar-cumprir-derrogar? Tudo isto se encaixa no que eu disse, a saber: “Cristo, na cruz, cumpriu toda a lei, porém, derrogou-a, extinguiu-a parcialmente para excluir, inclusive, o cumprimento do sábado pela igreja que observa uma nova lei sancionada por Ele.Tanto revogou parcialmente (derrogou-a) que nos versículos que se seguem preleciona que: versículo 21: “Ouvistes que foi dito aos antigos: não matarás… EU PORÉM, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será rel de juízo…” Nesse sentido vide: v. 27-18; v. 31-32; v.33-34. v. 38-39.
“Contudo, ainda lhe falta levar em consideração o contexto imediato e mais amplo da passagem, pois nada diz sobre o vs. 20, “se vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”. Juntamente com o vs. 16, “assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” torna-se óbvio que a ênfase é sobre uma atitude de obediência a uma lei que não poderia estar a ponto de ser abolida ou substituída (ver o vs. 19). Bem como os vs. 21, 27, 33, 38, 43, onde o “ouvistes que foi dito . . . Eu porém vos digo” revela a intenção do discurso de Cristo em todo o capítulo—não o de ensinar o fim da lei, mas sim que esta tem um caráter muito mais profundo e santo do que era ensinado e praticado pelos líderes religiosos daquele povo.
O contexto mais amplo (todo o capítulo 5 até o final do 7) não é um discurso sobre fim de uma lei para início de outra, mas de como essa lei é para ser acatada segundo seus mais elevados e profundos princípios, em contraste com o hipócrita apego exterior à mesma por fariseus e saduceus. Basta deixar o texto falar por si, sem pressupostos anti-sabáticos (como é a clara intenção dos que criam teses absurdas de lei abolida diante desses capítulos bíblicos) que tal verdade se destacará.” 

RESPOSTA: Podemos chamar este discurso apropriadamente de falácia de generalização apressada, como o nome indica, é aquela em que uma pessoa constrói algumas premissas para um argumento e, em seguida, o conclui rápido demais. Sim, concordo. Jesus ensinou sobre guardar a lei, no entanto era TODA A LEI e não só os Dez Mandamentos. O contexto de forma alguma sugere dizer que esta lei era apenas os dez mandamentos. Este argumento fica por conta do senhor….É como o senhor bem disse “Basta deixar o texto falar por si, sem pressupostos”. 

O Novo Concerto Reafirma a Lei?

Quero acreditar que não foi por falta de competência que o senhor Brito utilizou-se do ‘cola-copia”. Talvez falta-lhe um pouco de estudo teológico na questão. Se imaginasse que iria me mandar o capitulo do livro de Christianini teria evitado tamanho esforço, pois tal livro sempre o tenho diante de mim quando escrevo sobre esta questão, se tornou um dos meus livros de consulta. Vejamos então as subtilezas do erro esposadas por Christianini.
Este autor não leva em consideração que o escritor bíblico usa uma figura de linguagem muito utilizada na Bíblia chamada “Sinédoque”, onde toma o “todo pela parte” e a “parte pelo todo” pars in toto continetur. O escritor aos hebreus nos diz que o “Antigo Concerto” foi ABOLIDO e diz também que este antigo concerto era os dez mandamentos.
Uma das matérias estudadas em “hermenêutica” é o uso dos recursos literários. E no caso em pauta, este recurso se chama “repetição”, qual seja, é o uso repetido de palavras, frases ou orações idênticas para dar ênfase ao que se quer afirmar ou provar. Um uso muito habilidoso usado pelos escritores sacros. Eis as provas textuais:
1. “Então o Senhor vos falou do meio do fogo; e a voz das palavras ouviu, porém, além da voz, não viste semelhança nenhuma. Então, vos anunciou ele o seu concerto, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt.4:12-13).
2. “Subindo eu ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas do concerto que o Senhor fizera convosco, então fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e água não bebi; e o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus, aquelas palavras que o Senhor tinha falado convosco no monte, do meio do fogo, estando reunido todo povo” (Dt.9:9-10).
3. “Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme ao teor destas palavras tenho feito concerto contigo e com Israel. E esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do concerto, os dez mandamentos. (Êx.34:27,28).
4. “Nela pus a arca em que estão as tábuas da aliança que o Senhor fez com Israel (IICr.6:11)
“…Nada havia na arca senão só as duas tábuas, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel” (IICr.5:10)

5. “Nada havia na arca, senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera, junto a Horebe, quando o Senhor, fez pacto com os filhos de Israel, ao saírem eles da terra do Egito…E ali constituí lugar para a arca em que está o pacto do Senhor, que ele fez com nossos pais quando os tirou da terra de Egito.” (I Reis 8:9,21)
6. “que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro em redor; na qual estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha brotado, e as tábuas do pacto” (Hebreus 9:4)
O peso da prova é tão contundente que dispensa qualquer comentário. É exigido um esforço descomunal, uma verdadeira ginástica teológica para tentar rebater tais provas que per si, já demonstra que os argumentos sabatistas estão fadados ao fracasso. Pois para as coisas claras não há necessidade de qualquer interpretação… in claris cessat interpretatio…
NO CONTEXTO DO SINAI

A palavra concerto ou aliança tem sua origem na palavra hebraica “berith” e “diatheke” no grego. A etimologia é de todo incerta, mas parece prevalecer a idéia de um acordo ou tratado entre duas partes equivalentes ou uma superior a outra. “A maneira mais adequada em se firmar uma aliança foi sem dúvida o documento escrito, em que as palavras da aliança eram lidas, testemunhadas, assinadas e seladas. Tais documentos existem em grande quantidade.” (Dic. Intern. Teol. Ant. Testamento pág. 282)

Os capítulos 19 ao 24 nos dão um vislumbre deste tratado ou pacto. No capítulo 19 Deus propõe a aliança, dizendo ao povo que se eles ouvissem sua voz, seriam o povo especial de Deus com bênçãos sem medidas. Então, Moises, vai e propõe isto ao povo. O povo aceita. Há neste momento um pacto firmado entre Deus e o povo. Agora no capitulo 20 os israelitas começam a ouvir a voz de Deus. Então, Deus, propõe a sua lei que vai até o capitulo 23. Deus promete bênçãos materiais ao povo. Neste momento, Moises, escreve todas estas palavras em um livro. Asperge o sangue da aliança no livro e nas pessoas confirmando assim aquele pacto. Isto selou o concerto entre Jeová e os israelitas. Esta era a Antiga Aliança, o Velho Testamento, o Antigo Pacto ou Concerto que a Bíblia nos diz que se tornou obsoleto Heb. 8:13. Toda essa aliança estava registrada no livro e por isso ele é chamado de “o livro da aliança” Ex. 24:7. Diz o Dr. Alfons Deissler, “…a partir do Deuteronômio em diante “pacto” e “livro” (documento da aliança) representam duas entidades estreitamente ligadas entre si” e “…desempenha um papel essencial na renovação do pacto, promovido por Josias” (Anúncio do Antigo Testamento pág. 70)
E o decálogo estava incluído naquele pacto? Ainda Deissler, “Ora, o Deuteronômio que chegou até nós considera o decálogo como síntese da aliança e do livro… ou seja, como a verdadeira e própria magna charta do pacto, a qual… era conservada, escrita em tábuas, na arca da aliança.” (ibdem) e explica: “Deve-se acrescentar que por “livro da berith” se entende certamente o decálogo juntamente com todas as leis do “livro da aliança”. Certamente que “As dez palavras, ou dez mandamentos, constituem a introdução ao pacto.” ( Samuel J. Schltz – A História de Israel no Ant. Test. Pág. 57)
Os dez Mandamentos está tão integrado no Antigo Pacto quanto o sábado está no decálogo (sic). Na verdade o livro da “berith” aparece como ampliação jurídica ou como comentário e aplicação concreta do decálogo. Simplesmente porque o decálogo foi forjado na lei natural, eterna e imutável de Deus. Podemos dizer que a alma dos Dez Mandamentos era a lei natural de Deus, que por assim dizer, foi como que amalgamada com a estrutura histórica do culto israelita – seu corpo. O Decálogo foi preparado dentro do contexto pactual entre Jeová e Israel, trazendo toda sua peculiaridade. Sendo assim, Deus poderia muito bem ter mudado o decálogo sem, contudo, trazer prejuízo àquela lei maior. Um exemplo: O Brasil possui seu código penal que entre vários artigos declara como crime e é expressamente proibido: o roubo, o furto, o assassinato, o perjúrio etc… Percebemos que estas leis são baseadas na lei eterna/moral de Deus. Se por acaso a lei de nossa Federação fosse abolida, aboliria porventura a lei de Deus? Claro que não. Assim também, a lei estatal de Israel, que foi abolida na cruz, não mudou a grande lei eterna de Deus. Pois tal lei era só uma lei nacional fundada nos princípios da lei eterna de Deus. Seu teor particular era adaptado à época judaica, era por enquanto, “a carta” ou “forma” da lei. Enquanto que o mens legis nunca poderia ser mudado. A carta sim tem de mudar para se ajustar às circunstâncias variáveis das pessoas no mundo. E o decálogo é esta carta. O decálogo era tão intrínseco ao pacto que Deus o retirou para ser um testemunho do pacto, por isso a arca na qual era depositada as tábuas de pedra contendo o decálogo é chamada de “Arca do Testemunho”. O tabernáculo onde ficava esta arca foi chamado de “Tabernáculo do Testemunho”.
Para esclarecer melhor a questão gostaria de citar um dos maiores teólogos que já tivemos, “Charles Finney”, que certamente pode ser considerado um “prócere” do passado. Sua pessoa e obra dispensam comentários. Em sua obra “Teologia Sistemática”, que gira em torno do tema “Lei Moral”, ele nos agracia com tamanha lucidez na questão em lide. Vejamos o que ele diz nesta questão, sendo que sua visão sobre a lei é compartilhada por quase todos os grandes teólogos do passado:
O que é a Lei Moral para Finney? “A lei moral é uma regra de ação moral com sanções” e mais “É isso que se entende por lei da natureza. É a lei ou regra de ação imposta a nós por Deus na natureza e pela natureza que ele nos deu”… É a lei da natureza, a lei que a natureza ou constituição de todo agente moral impõe a si próprio e que Deus nos impõe porque é inteiramente adequadas a nossa natureza e relações, sendo, portanto, naturalmente obrigatória para nós” (págs. 45,46,48,314)

Estamos sujeitos ao espírito ou a letra da lei ? “Para a letra da lei moral é possível haver exceções” (pág.290)

Existe algum exemplo a ser dado? “Os mesmos princípios se aplicam à profanação governamental do sábado. O sábado é uma instituição Divina clara, fundamentada nas necessidades dos seres humanos. A letra da lei do sábado proíbe todo trabalho de todo tipo e sob todas as circunstancias nesse dia. Mas conforme já disse numa aula anterior, o espírito da lei do sábado, sendo idêntica ao da lei da benevolência, às vezes requer a violação da letra da lei. Tanto governos como indivíduos podem e devem fazer no sábado tudo o que seja claramente exigido pela grande lei da benevolência” (pág. 316)

Outro exemplo: “Quando Paulo diz: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convém” (1 Co 6:12), é preciso que não o entendamos como se quisesse dizer que todas as coisas, no sentido absoluto, fossem lícitas para ele, ou que algo não conveniente fosse lícito para ele. Mas sem dúvida ele queria dizer que muitas coisas inconvenientes não eram expressamente proibidas pela letra da lei; que o espírito da lei proibia muitas coisas não proibidas expressamente pela letra” (pág. 49)

Mas, voltando para a Bíblia, deixemos que ela fale por si, caso contrário, incorremos no erro de querer ajustar o ensino das escrituras de acordo com nossos pressupostos, fazendo deles a base de nossas premissas no que redundará numa teologia cavilosa. Neste momento é justo fazer uma pergunta: Se não estamos mais debaixo da lei judaica inteira em quaisquer de seus aspectos seja ele moral, cerimonial ou civil, então isto quer dizer que podemos matar, mentir roubar, adulterar ou adorar ídolos? Nossa resposta é a mesma dada pelo apostolo: “Pois quê? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum.” Rm. 6:15. Apesar de não estarmos mais debaixo da lei mosaica, isto não quer dizer que o cristão não está sem lei para com Deus. É debilidade infantil, erro crasso quando o senhor Brito nos acusa de antinomistas, de que odiamos a lei de Deus e expressões afins. Ele está na verdade construindo um espantalho para depois se gabar de ter destruído um monstro. Saiba que obedecemos aos mandamentos de Deus não por que estão expressos no velho decálogo, mas por que 1) fazem parte da lei eterna de Deus 2) foram reiterados novamente (foi assim que Cristo derrogou a lei) no Novo Concerto através de Cristo, agora destituído da roupagem pactual do Velho Concerto com a qual estava vestido apropriadamente a Israel. Não faz sentido ficar insistindo em remendar a Nova Aliança com roupagem Velha.
Se os adventistas fizerem jus a coerência, há de admitir que tudo que está no decálogo foi dado por Deus, cada palavra, cada sentença. Ora, não são eles mesmos que dizem que o decálogo é a lei moral de Deus?! Pois bem, vejamos então se os adventistas cumprem de fato a lei “moral” do decálogo como ufanam dizer. Caso contrário incorrem em grande contradição:
1. O segundo mandamento nos diz que é proibido fazer imagens. Sabemos que a igreja Católica é a principal em desrespeitar este mandamento fazendo imagens de Cristo e até de Deus, o Pai.
Contradição: em nome da honestidade terão de admitir que eles mesmos quebrantam este mandamento. E o pior, quebram-no com as imagens provindas do catolicismo. Isto pode ser visto nos antigos livros de Ellen G. White onde a mesma imagem de Cristo que é adorada pelos católicos ilustram os livros da pseudoprofetisa. E mais recentemente a cúpula da igreja tem aceitado enormes imagens de Cristo e anjos dentro de seus prédios. Diz certa reportagem que, “Foi na última Conferência Geral em Toronto, Canadá. Estavam lá muitas imagens de escultura representativas de pessoas das diferentes partes do Mundo que receberão a Jesus em Sua segunda vinda. Todas imagens com tamanhos de homens esculpidas em bronze. Também uma representação da segunda vinda de Jesus, com anjos [efeminados!] e até o próprio Jesus ao centro, tudo esculpido em bronze. “
2. O quarto mandamento que é a “pedra de toque” do adventismo, por incrível que pareça é o que mais eles desobedecem. Vejamos:
a) “seis dias trabalharás”. Para serem coerentes teriam de trabalhar também aos domingos para cumprirem todo o mandamento. Mas parece que preferem obedecer a lei do país, que e´ um reflexo da tão odiada “promulgação de Constantino” de não trabalharem no domingo. Sem falar é claro, na questão do próprio sábado. O senhor Britto sabe mais do que ninguém que um dos principais fatores que levaram o Movimento de Reforma ao cisma dentro da Igreja Adventista do Sétimo dia foi a questão do sábado e da guerra. Pois os reformistas acusam os adventistas do sétimo dia de terem quebrado o 4º e o 6º mandamento quando permitiram que seus membros fossem para a guerra no dia de sábado. Em minha cidade existe um adventista que além de advogado é também locutor de rádio (da rede adventista) e árduo defensor do descanso sabático. Fiquei perplexo quando em debate nos confessou que às vezes precisava trabalhar para seus clientes aos sábados. Legalismo e hipocrisia andam de mãos dadas!
b) junto com a ordem de guardar o sábado havia regras estritas dadas de como devia ser guardado. Era a situação sine qua non para se guardar o sabbath, qual seja:
I – Não deviam ascender fogo Ex. 35:3;
II – Não deviam cozinhar naquele dia Ex. 16:23;
III – Não era para saírem de casa. Ex.16:29;
IV – Os israelitas deviam apedrejar aqueles que não guardassem o sábado Ex. 31:14;
V – Era para os filhos de Israel obrigarem seus escravos a guarda-lo também Ex. 20:10.
VI – Não deveria comprar nem vender neste dia.
Cumprem isto os sabatistas? Não usam eles do trabalho de outros no sábado quando ascendem a luz elétrica, compram uma passagem de ônibus para ir ao culto, saem de casa para ir a igreja em longas distâncias coisa que era vedado pela lei. Sugiro que sejam coerentes também no cumprimento deste mandamento punindo aqueles que não guardam o sábado com a lei do apedrejamento. Pois invoca-se inutilmente o auxilio da lei quem a infringe…Legis auxilium frustra invocat qui commitit in legem.

LEI DE CRISTO E LEI DE DEUS

Nosso antagonista teima em afirmar que a lei de Cristo é a mesma velha lei judaica dado no Sinai. E faz o seguinte silogismo:
“Há quem ensine que a “lei de Cristo”, ou Seus mandamentos (como em João 14:15), nada tem a ver com o Decálogo, ou Dez Mandamentos, sendo tal “lei de Cristo” a nova norma para os cristãos (como se Cristo tivesse rompido com o Pai estabelecendo lei diferente) que traz somente nove dos 10 mandamentos da lei “antiga”, “caduca”, etc. Embora fale repetidamente da “lei de Cristo”, Paulo também fala da “lei de Deus” com igual força de validade (comparar Rom. 7:22, 25; 13:8-10; com Gál. 6:2 e 1 Cor. 9:21).
Tiago fala da mesma lei como baseada no amor, e a chama de “lei da liberdade” (Tia. 2:8-12). João fala da lei de Deus e de Cristo como se fossem uma só e a mesma, sem distinção, ao longo de suas epístolas, 1 e 2 João (ver, por exemplo, 1 Jo. 3:2-4; 4:19-21; 5:1-3 e 2 Jo. vs. 5 e 6).”
“Conclusão: A lei de Cristo e a lei de Deus são uma só e a mesma. Jesus declarou: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Ele acentuou o princípio do amor a Deus e amor ao próximo como base de Seus mandamentos segundo os mesmos princípios básicos da lei de Deus desde o princípio (Deut. 6:5; Lev. 19:18, cf. Mat. 22:37-40). Para Paulo, estar “sob a lei de Cristo” é comparável a estar em harmonia com a lei de Deus (1 Cor. 9:21).”

Resposta - O termo “lei” e “mandamentos” em ambos os testamentos tem conotações diferentes. Dentro do contexto do VT a palavra “lei e mandamentos” sempre se referem aos ditames de Moises dado a Israel. Os israelitas estavam debaixo da lei de Moises, sujeito ao velho concerto. Já no NT quando se fala em “seus mandamentos” ou na “lei de Cristo” deve-se levar em consideração o contexto da Nova Aliança e não o da antiga. Leva-se em consideração a Cruz e não o Sinai. Duas regras básicas deveriam governar sub examine nosso estudo.

1. O Novo Testamento interpreta o Velho;
2. As Epístolas interpretam os Evangelhos.
Estes dois princípios significam que nós deveríamos ler a Bíblia levando em conta o evangelho e deveríamos julgar todo o assunto através das epístolas.
Os adventistas estão errados em admitir que sempre que se fala de mandamentos no NT o entendimento que se deva ter é que se refiram aos 10 mandamentos. É mais ou menos o que fazem as TJs com o “nome de Deus”. Sempre que encontram o vocábulo “nome” no NT dizem ser uma prova de que o tetragrama YHWH ou sua corruptela “Jeová” foi usado. Mesmo não tendo prova alguma, querem forjar uma prova. Mas voltando a questão…o que Paulo disse mesmo em I Co. 9:21?
1. Paulo não está debaixo da Lei dos judeus. O capítulo nove inteiro faz referência à lei de Moisés.
2. Mas Paulo não está sem lei para com Deus.
3. Paulo está debaixo de uma lei diferente da dos judeus.
4. Paulo está debaixo da Lei de Cristo. O capítulo faz referência direta ao evangelho de Cristo.
OS MANDAMENTOS DE JESUS

Reiteradamente encontramos na Bíblia a recomendação de Jesus para guardarmos seus mandamentos. As seguintes passagens assim indicam:

• “Se me amardes guardareis os meus mandamentos.”(Jo 14.15)
• “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama.”( Jo 14.21)
• “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que guardo os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.”(Jo 15.10)
• “E nisto sabemos que o conhecemos se guardarmos os seus mandamentos. “(1 Jo 2.3);
• “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.”(1 Jo 5.3).
A NATUREZA DOS MANDAMENTOS DE JESUS

A que Jesus se referia quando falava de seus mandamentos? Ele foi bem específico quando falou de seus mandamentos.

Vejamos a que Jesus se referia quando falava de mandamentos:
? “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” ( Jo 13.34);
? “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”(15.12);
? “O seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo seu mandamento.”( 1 Jo 3.23);
? “E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também seu irmão.” (I Jo 4.21);
? “E agora, senhora, rogo-te, não como escrevendo-te um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros.” (II Jo 5) (o grifo é nosso) Notou o leitor que nada se fala de guardar o sábado?
Demais disso em Atos 1:2 afirma que Jesus deu mandamentos aos apóstolos pelo Espírito Santo. Paulo nos diz que o que vale mesmo é obedecer aos mandamentos de Deus (I Co. 7:19), mas assevera que seus ensinos nada mais eram que mandamentos de Deus II Co. 14:37 – I Tess. 4:2.
a) Em I João cap. 2 nos vrs.1,2 João fala de Jesus e usa o pronome possessivo “seus” o que revela tratar-se dos mandamentos de Jesus (At.1:2) e não do Decálogo; b); Jesus deu mandamentos aos seus seguidores, mas nunca mandou guardar o Sábado (Jo.14:15,21; 15:10; I Jo.2:3; 5:3); c) O caráter dos mandamentos de Jesus é revelado nas seguintes passagens (I Jo.3:23; 4:21; II Jo.5; Mt.28:18-20); d) Paulo declarou todo o conselho de Deus (At.20:20,27) e disse o que escrevia eram mandamentos de Deus (ICor.14:37), mas nunca mandou ninguém guardar o Sábado, pelo contrário, afirmou que o Sábado fazia parte das coisas temporárias da lei, que constituíam sombra das coisas futuras (Cl.2:14-17; Gl.4:21-31) . Afirmou também que, guardar o Sábado ou dias religiosos era decair da graça (Gl.4:10,11; 5:4). No que diz respeito com a questão em flama a sua reposta além de não esgotar o tema, percebo, respeitosamente, um toque de sofisma nela. De acordo com o seu arrazoado de que a lei de Cristo e de Deus é a mesma porque eles são um, e dele nunca ter rompido com o Pai, é argumento sem força de persuasão, inócuo, simplório demais. Outrossim, Jesus não precisava de “romper” com o Pai para dar mandamentos diferentes dos do Decálogo. Este argumento é de patente exclusiva de nosso antagonista e pelo que percebo muito débil. É porque ele é nosso Deus é que tem poder de mudar onde, como e quando ele quer. É verdadeiro o axioma que diz novus rex nova lex.Veja porque:
• Jesus disse que seus mandamentos não eram dele, mas do Pai, João 14:24 – 17:8,14;
• Jesus e o Pai eram um só, João 14:9, 10;
• Todavia, o mandamento de Jesus era totalmente NOVO (nada no texto sugere que seus mandamentos eram a mesma lei do Sinai), João 13:34 – Mateus 28:20;
• Depois de sua morte o Espírito Santo daria mais mandamentos ainda, João 16:13. Vemos o cumprimento parcial disto em Atos 1:2;
• Mais tarde parece que tais mandamentos foram chamados de “a lei de Cristo” I Co. 9:21 Gl. 6:2;
• Paulo contrasta a lei da dispensação mosaica com a lei de Cristo. Ele chama a lei de Cristo de Lei do Espírito Rm. 8:2; diz que essa lei livrou-o da lei do pecado, algo que a lei mosaica nunca conseguiu fazer v. 3. Em Gálatas ele contrasta a lei de Moises com a lei de Cristo e diz que se você é guiado pelo espírito não esta debaixo da velha lei. Esta lei também pode ser chamada de “lei da liberdade” pois é a que dá liberdade Gl.5:1,13, ao contrário da lei mosaica que escravizava Gl. 4:21,22, também é sinônimo de “lei real” Tiago 2:8,12, que nada mais é do que a lei do amor ensinada por Cristo.
Em última análise podemos dizer que a lei de Cristo e a lei de Deus são a mesma, pois Jesus também é Deus. Todavia seus mandamentos nada têm a ver com o decálogo. Não é porque alguns mandamentos são citados ao longo do NT que significa que o decálogo em si esteja em vigor hoje para os crentes da Nova Aliança. Diante do exposto acima o argumento de nosso oponente não prevalece. O que eles querem mesmo, contudo isso, é preservar o abrogado sábado judaico na igreja.

AS TÁBUAS DA LEI

Na tentativa de provar que o decálogo e juntamente com ele o sábado, está em vigência no NT os adventistas lançam mão de argumentos infantis desprovidos de qualquer fundamento lógico, histórico, que dirá bíblico. Um deles tem a ver com a Arca da aliança e as tábuas de pedra.

“No Apocalipse, o povo remanescente de Deus é caracterizado como os que “guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus” (Apo. 12:17 e 14:12). João descreve uma visão que teve do Templo de Deus, dentro do qual contemplou “a arca da aliança” (Apo. 11:19). Aqueles que conhecem sua Bíblia sabem que nessa arca foram guardados os Dez Mandamentos (Deut. 10:1-5). Por que a João foi mostrada essa “arca da aliança” num contexto claramente escatológico? É que ela representa o trono de Deus que se assenta sobre a justiça (a lei) e a misericórdia (o propiciatório).”
Diz ainda em outro e-mail: “Mas, pode argumentar o quanto quiser, uma coisa ainda as diferencia: uma delas (o decálogo) foi escrita pelo dedo de Deus em tábuas de pedra. A outra pela mão de Moisés em rolos de papiro.A pedra representa perpetuidade, e foi a lei básica dada por Deus com os princípios morais que fundamentam o Seu governo universal, tanto que também foi guardada dentro da arca (outra diferença significativa).”
E ainda: “escrita com o dedo de Deus em tábuas de pedra, e as outras partes da legislação do velho concerto (os preceitos cerimoniais, civis, etc.) que NÃO FORAM PROCLAMADAS SOLENEMENTE NEM REGISTRADAS EM TÁBUAS DE PEDRA! O fato de que no final todas as disposições legais, de caráter moral, cerimonial, civil, foram escritas num livro não desfaz diferença alguma. Notem bem: Persiste o fato de que o Decálogo foi solenemente proclamado e registrado pelo dedo de Deus em tábuas de pedra (ver ainda Êxo. 32:15 e 16). Os demais mandamentos não o foram. Então, como diz aquela piadinha clássica: há uma diferença—e que diferença!”
Os adventistas acreditam que os mandamentos das tábuas são superiores aos demais e sugerem a seguinte razão:
1. Deus escreveu com seu próprio dedo os dez mandamentos, em contrapartida o livro foi escrito por Moises.

2. Deus escreveu em pedra enquanto Moises escreveu em papiro.
3. Deus colocou estas pedras dentro da arca, no entanto o livro foi posto fora da arca.
4. Deus disse que nada acrescentou a lei, por isso é perfeita. Esta é a diferença que Christianini faz em seu livro.
Contudo urgi relembrar que Deus só escreveu o decálogo porque o povo ficou com medo e não quiseram ouvir a voz de Deus, pois que era terrível (Êxodo 20:17-19). Pediram que Moises falasse por Deus, então Moisés escreveu tudo em um livro (24:3,4,7), mas as tábuas e o livro formavam um só concerto e uma só lei. Este concerto ou a lei não poderia ser algo perpétuo, pois foram quebrados por Moisés (Êxodo 32:19), prefigurando assim a quebra da aliança pela quebra do 1º e 2º mandamentos da lei, pelo povo de Israel. Vemos neste incidente algo significativo, pois mostrava quão frágeis eram os dez mandamentos para corrigir o pecado do povo. Novamente são confeccionadas novas tábuas, novamente os mandamentos foram ditos por Deus Êxodo 34:1, mas com um pormenor: desta vez escritos pelo dedo de Moisés v.27,28. Foram estas tábuas escritas por Moisés que foi posta na arca. Todo esse alarde feito pelos adventistas de que eram superiores, não possui força de prova, pois se fosse assim a vara de Arão e o maná, também o seriam, pois ambos foram postos dentro da arca (Hebreus 9:4). O livro do testemunho que segundo os adventistas é inferior à tábua, e é até irônico dizer, não sofreu um arranhão sequer, enquanto os dez mandamentos foram quebrados. A verdade dos fatos é que existiam preceitos morais dentro do livro e mandamentos cerimoniais dentro do decálogo.
É digno de nota o fato de que a aliança que Deus fez com Israel no Sinai refletia no fundo e na forma os tratados de suserania Hitita. M.G. Kline em sua obra Treaty and Covenant, mostra que o tratado de suserania encontrado no antigo Oriente Próximo é a chave para a compreensão da forma de aliança de Deus com o antigo Israel. Ele e muitos outros estudiosos sugerem ainda que os dez mandamentos, o livro da lei e textos como Josué 24 estão todos baseados em um modelo de aliança encontrado nas antigas civilizações que contém:
1. Um preâmbulo no qual o suserano (o autor) é identificado;
2. Um prólogo histórico que descreve a relação anterior entre as partes;
3. Estipulações básicas e detalhadas; as condições e as exigências do suserano;
4. Depósito de uma cópia do pacto no santuário do vassalo;
5. Leitura pública periódica dos termos do pacto diante do povo;
6. Juramento de lealdade acompanhado de maldições e bênçãos invocadas sobre o vassalo, isto é, a ratificação da aliança;
7. Testemunhas e direcionamento para que se cumpra o acordo.
“Quase todos os tratados dos séculos 14 e 13 a.C., de que se tem notícia seguiam esse padrão bem de perto.” (Mcdowell). “É perfeitamente possível que aquele marcado caráter de estatuto de aliança tenha sido impresso no decálogo…sob inspiração daqueles tratados.” (Deissler).
“Todo este procedimento pactual provê o contexto cultural em que o relacionamento de Deus com seu povo é formulado” (Dic. Int. Teol. do Ant. Test.).
É notadamente marcante o exemplo histórico que temos quanto a isto. Escavações arqueológicas tem demonstrado que o Código de Hamurabi escrito na época de Abraão seguia bem de perto esta forma. Este código foi escrito em uma pedra negra com cerca de 2,40 m, e contem 82 seções sobre diversas leis. Muitas leis contidas nesta pedra revelam inúmeras similaridades com as leis do Pentateuco, quanto a castigo de crimes, imposição de multas contra delitos leves e quebras de contratos. No extremo superior desta pedra há um baixo relevo que mostra Shamash, o deus sol, no ato de dar as leis ao rei Hamurabi. Também os tabletes de Ras Shamra que datam cerca de 1400 a.C. registram várias leis similares às do livro do levítico como ofertas queimadas, os holocaustos, as ofertas de culpa e as ofertas pacíficas (Mcdowell).
Como vimos, não há nada que indique a fantasiosa e ingênua diferença erigida pelos adventistas ao dizer que os dez mandamentos eram superiores porque Deus os escreveu em pedras. Fica provado que a forma do pacto Israelita era baseado nos pactos das civilizações do antigo Oriente. Não cabe aqui descrever todos os documentos antigos escritos em pedras encontrados pela arqueologia que depõe gritantemente a favor do fato de que escrever os dez mandamentos em pedras, não passava de um costume da época. Isto posto, fica assim desfeita as invencionices utópicas dos adventistas. Em suma é isto:
1. Era costume dos povos antigos alegarem que recebiam as leis das mãos do seu deus (exemplo de Hamurabi);
2. Era costume dos povos da época gravar estas leis em pedras;
3. Todas essas leis de certa maneira, em seus múltiplos aspectos, qual seja, cerimonial, moral e civil estava contida no código dessas civilizações.
Veja o senhor, de nada adianta atacar a doutrina “errônea” de outrem se existir “furo” na sua própria teologia.
Continuaremos amanhã...
Viva vencendo, tirando toda a venda dos olhos!!!
Abraços.
Seu irmão menor.

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