08 outubro 2016

SOFISMA OU FALÁCIA? AZENILTO (ADVENTISTA) X PAULO CRISTIANO (CACP) - IV

A ARCA DA ALIANÇA
Primeiramente, gostaria de responder a pergunta de nosso amigo quanto à visão da arca no livro do Apocalipse. Ao contrário do que ele quer que acreditemos, a aparição da arca está ligada a Israel somente. É por isso que o contexto indica o templo, altar, adoradores, gentios, cidade santa, testemunhas (11:1,2).Nada fala da igreja de Cristo. Parece reportar às duas testemunhas do livro de Zacarias, mas que o anjo omite o nome aqui, talvez quem sabe seja Elias e Moises pelo tipo de ministério que exercem. Seja como for, o contexto é puramente judaico. E deve-se lembrar que a arca era o símbolo da presença e proteção divina. Quando Israel saia para a guerra sempre levava a arca. Ela representava a presença protetora de Deus. Nada mais oportuno, naquela atual situação, mostrar a arca (que era completamente compreensível na mentalidade judaica) como um símbolo da presença divina. Sem falarmos no fato de que as tábuas nem foram mostradas ao apostolo, mas somente a arca. Talvez nisso, Ellen White tenha sido mais agraciada do que João, pois em uma de suas alegadas visões diz ter visto a arca (Vida e Ensinos, pág. 90) com 1º) as tábuas da lei com a vara de Arão e o maná, contrariando o texto bíblico que diz que “…Nada havia na arca senão só as duas tábuas, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel” (IICr.5:10) e 2º) eram escritas com o dedo de Deus contrariando o texto bíblico que diz que as primeiras tábuas escritas com o dedo de Deus foram quebradas e as últimas foram escritas com as mãos de Moises. Ora, se a visão da arca implica em algum tipo de ligação com os cristãos, então a antiga aliança permanece ainda, pois a arca era o símbolo da antiga aliança, mas a Bíblia diz que o velho concerto foi por Cristo abolido.
No livro “Pedras que Clamam” o arqueólogo cristão Dr. Price joga mais luz nesta questão quando diz: “A arqueologia também nos ajuda a entender a razão para as tábuas terem sido depositadas dentro da arca. Nas culturas do Oriente Próximo, nos tempos de Moisés, era costume pôr documentos legais e acordos entre reinos rivais “aos pés” do deus que cultuavam, no seu santuário. Este deus agia como o guardião dos tratados e supervisionava sua implementação. Registros egípcios fornecem exemplos disso num pacto feito entre Ramsés II E Hatusílis III. O acordo foi fechado ao depositar uma cópia do tratado aos pés de Teshup, o deus do rei hitita, e de Rá, o deus do Faraó. As tábuas da Lei colocadas dentro da arca estavam igualmente “aos pés de Deus”, porque a arca era o escabelo de seus pés.” (pág.184)

Pois bem, aí está, o ato de colocar as tábuas dentro da arca não era algo sui generis, mas um costume das civilizações antigas. Não podemos ver nisto nada de extraordinário. Ainda o fato de o livro ter sido posto fora ou dentro da arca, é questão que divide estudiosos judeus. Seja como for, a permanência do livro fora da arca pode ser explicado da seguinte maneira: o fato de uma cópia destes tratados serem postos fora, como uma testemunha, como indica a historia dos povos antigos, talvez tenha influenciado as dimensões da arca. Eis algo para se pensar: Porque será que a arca desapareceu depois do reinado de Jeoaquim ? O destino último da arca é um mistério. Entrementes, o mesmo Jeremias que profetizou sobre a substituição da Antiga Aliança (31:31) também profetizou sobre o desaparecimento da arôn habberît (3:16) que continha as tábuas da lei comumente chamadas de “tábuas da aliança”. Nota bene que a velha lei desapareceu litteratim.Após termos demonstrado com provas irrefutáveis que esse argumento é no mínimo ridículo desprovido de toda a lógica, passaremos agora a outras falácias levantadas por nosso oponente.

O ENIGMA DA ESFINGE

Na Grécia, literatura e arte se inspiraram freqüentemente no mito de Édipo e da esfinge. Esta, segundo a lenda, aterrorizava os habitantes da cidade de Tebas e matava os que não conseguiam resolver o enigma por ela proposto: “Que animal caminha com quatro pés pela manhã, dois ao meio-dia e três à tarde e, contrariando a lei geral, é mais fraco quando tem mais pernas?” Édipo conseguiu decifrar o enigma, dizendo que era o homem; ele engatinha quando bebê, anda com duas pernas ao longo da vida e precisa de um bastão na velhice. Ao ouvir a resposta, a esfinge, derrotada, jogou-se num abismo.

O ENIGMA DE BRITO

“Por fim, como a nossa tradicional pergunta-desafio não foi respondida, a ela voltamos. Onde é dito nas Escrituras que quando Deus escreve Sua lei nas mentes e corações dos que aceitam os termos do Seu novo concerto (Novo Testamento), o 4o. mandamento fica de fora ou o domingo toma o lugar do sábado?—Ver Hebreus 8:6-10 e 10:16.”

E prossegue em seus sofismas dizendo: “Longe de ensinar que o Novo Testamento representa um novo concerto sem a lei moral divina básica expressa no Velho Testamento, o autor de Hebreus mostra que aos que aceitarem os termos do Novo Concerto (ou Novo Testamento) o próprio Deus escreveria a Sua lei em seus corações e a imprimiria em suas mentes (Heb. 8:6-10; 10:16). Paulo compara o cristão sob o novo concerto com uma “carta, escrita em nossos corações, conhecida por todos os homens . . . escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2 Cor. 3:1-11). No novo concerto, firmado sobre “melhores promessas”, Deus escreve a Sua lei nos corações dos que aceitarem os seus termos, tirando-a das frias tábuas de pedra para gravá-la nos corações aquecidos pela graça divina (ver Heb. 8:6). Note-se que essa “lei de Deus” é a mesma que constava da promessa original dirigida aos filhos de Israel em Jeremias 31:31-33 e não outra. O ônus da prova fica com quem negue este fato, claramente estabelecido nestes textos, além de Heb. 10:16, que confirma: Deus escreve a Sua lei nos corações de Seus filhos sob a nova aliança. Os leitores cristãos-hebreus da epístola entenderiam isto perfeitamente.
Conclusão: O contexto destas passagens (todo o capítulo de Hebreus 8 e 10) claramente define que se aplicam ao novo “Israel” de Deus, aqueles da dispensação cristã. Afinal, o novo concerto é agora disponível a todos, judeus e gentios, pois o muro de separação foi desfeito com a abolição da “lei cerimonial”—não da “lei moral” (Efé. 2:11 a 22). Portanto, o tema da lei divina não é coisa do Velho Testamento. Pelo contrário, é componente fundamental do próprio Novo Testamento, por certo em seus aspectos morais, não cerimoniais.

Resposta ApologéticaDe facto a prima facie este argumento parece ser uma fortaleza inexpugnável, e o pior é que nosso amigo parece acreditar realmente nisso. Mas isto é pura e simplesmente um petitio principii,isto é, espécie de sofisma que consiste em ter por demonstrado o que ainda não se provou. A bem da verdade, toda esta defesa se coloca numa posição um tanto contraproducente, contraditória, com respostas que mais parecem charadas teológicas do que uma resposta propriamente dita, pois ao que facilmente se evidencia, ele não passa de um reflexo das literaturas de Bacchiocchi. Mas teima em repetir os mesmos chavões, “ninguém”, diz ele, “ainda conseguiu dar respostas a ela”.Ora, agarrar-se a um postulado desta maneira não é um modus operandi adequado em apologética, mesmo porque, já exploramos este tema à saciedade. A priori o que constatamos é que o ego do ser humano não consegue admitir seus erros, admitir que falhou em seus postulados. Como já disse e torno a repetir: a rejeição às verdades por nós apresentadas, não se dá tanto em nível de mente como em nível de vontade. Não é tanto uma questão de não conseguir entender, mas de não querer aceitar.Portanto, a arrogante frase esfíngica de que “ninguém agora, seja ele protestante, católico ou TJ conseguiu se quer dar um inicio de resposta”,reflete muito bem o que quero dizer.

Pois bem, faz-se aqui relembrar que certa feita nosso antagonista foi confrontado por certo católico por nome de Ramalhete, que também era professor, que do mesmo modo ostentava (e nem ao menos fazia menção da modéstia) em dizer que nenhum protestante respondia às suas perguntas. Isto é confirmado na integra por nosso amigo adventista quando enviava seus e-mails, “Ao trocarmos mensagens com alguns católicos terminamos sendo “convocados” a debater os temas que estávamos tratando com um intelectual católico. Ele nos submeteu cinco perguntas às quais, garante num site que dirige, nenhum protestante é capaz de responder, só os católicos teriam respostas adequadas às mesmas” É importante saber que nosso amigo adventista respondeu a este senhor (e porque não dizer) com muita propriedade. Mas pergunto: o senhor, o tal católico, deu-se por vencido? Claro que não! Até hoje aquelas perguntas ainda permanecem em seu site acompanhadas do velho chavão, “nenhum protestante conseguiu responder” (será que isto é complexo de professores?). Por ai percebe-se que a questão se encontra em outro patamar, foge do campo do debate e desloca-se para a questão dos sentimentos, da obstinação até. Mas vamos adentrar ao cerne da questão.
Em Jr. 31:31 há uma promessa de um novo concerto. Todavia, este novo concerto seria feito com o Israel e Judá literais, não com o Israel espiritual, exceto secundariamente e como enxertados no Israel literal (Rm. 11:16-27). O assunto inteiro do capitulo 31 de Jeremias fala da Restauração do Israel literal (cf. Jer. 30:4,7,10,18 – 317,10,11,23,24,27,36). Quando Jeremias proferiu estas palavras ele não deu a entender que a lei em quaisquer de seus aspectos iria mudar. Nenhuma autoridade judaica posterior havia entendido isto. A lei do qual fala Jeremias é a lei inteira. Não há a mínima possibilidade de que Jeremias esteja se referindo apenas aos dez mandamentos. Não. Jesus nunca ensinou que os sacrifícios de animais seriam substituídos pela morte dele. Nunca ensinou que as festas, os sábados, as ofertas, o sacerdócio seria substituído por ele. Pelo contrario, até mesmo chegou a afirmar que não veio para ab-rogar a lei. Veja que segundo a profecia este novo concerto seria feito com Israel e Judá, os dois reinos que havia na época do profeta e que foram ambos cativos. Para entendermos isto, termos que ver o que se passava na época do profeta. Jeremias profetizou durante quarenta anos pelo reinado de cinco reis. Ele havia experimentado a reforma da aliança na época do rei Josias. Seu pai o sacerdote Hilquias, havia achado o livro da lei (II Rs. 22:8-20).O povo se apegava ao templo (Jr. 7:4) e a lei (Jr. 8:8), mas de modo distorcido. O profeta então, entende que não bastava apenas uma “renovação” da aliança como ele mesmo havia presenciado no reinado de Josias, isto não alterava o coração do povo, mas que haveria de ter uma nova aliança dentro de um novo coração. A expressão “vem dias” usada pelo profeta (30:1 – 31:27,31,38) chama a atenção para o tempo que isto iria ocorrer. Não bastaria ter apenas um templo, mas um novo templo, ou seja, a presença de Deus estaria com eles de verdade não apenas na representação da arca. No capitulo 32:37-44 explica que isto seria cumprido após o cativeiro pela frase…porque (a razão) os farei voltar do seu exílio v.44. O profeta do cativeiro, Ezequiel, também profetizou isto no capitulo 36, especialmente os versos 26 e 27. O cumprimento parcial estrito desta aliança é feito nos dias de Neemias (Ne. 9:38 – 10:29). Talvez estivessem em mente o texto de Jeremias 31:32. Neemias teve como companheiro íntimo na obra de Deus, o profeta Malaquias, que entre outras coisas profetizou a vinda do próprio Deus para selar esta aliança (Ml.3:1).
Um cumprimento mais lato

Os escritores do NT embora sabendo que aquela aliança se aplicaria ao Israel literal perceberam que aquela aliança de Neemias foi um pré-cumprimento, pois entendiam que em Jesus ela possuía um alcance maior e mais rico. O próprio Jesus pouco antes de morrer disse que nele selava-se a nova aliança Mt. 26:28. Nele se cumpria de maneira cabal todas as promessas e profecias da Bíblia. Jesus não só veio trazer uma nova aliança. Nele se cumpre tudo:

1. Ele não veio trazer somente uma aliança, mas ele próprio é a aliança nossa com Deus Isaias 42:6 – 49:8.
2. Ele próprio é o sacrifício desta aliança – Hebreus 10:12,14;
3. Seu próprio sangue é o sangue que sela a aliança – Hebreus 9:14;
4. Ele próprio é o sacerdote que preside esta aliança – Hebreus 8:1;
5. Ele próprio é o mediador da aliança – Hebreus 12:24;
6. As promessas desta aliança não são terrenas e temporais como vemos em todas as outras alianças feitas com: Adão, Noé, Abraão, Moisés e Davi. Mas as promessas da nova aliança são eternas e espirituais por isso são melhores.
7. A Base da antiga aliança era as dez palavras Ex 34:27, mas ele próprio é a própria palavra de Deus e conseqüentemente a nossa lei (João 1:1; Hb. 1:1).
Os seus mandamentos são espírito e vida João 6:63 por isso é que ele se torna o Espírito de Vida Rm. 8:2 em contraposição da lei mosaica que estava enferma pela carne v. 3 (os versos 2 e 3 deste capitulo fala sobre três leis: a lei do espírito de vida, a lei da carne e a lei mosaica). Enquanto a lei mosaica não podia ajudar em nada, pois estava enferma pela carne, a lei do espírito de vida por outro lado consegue vence-la. Daí se percebe que a lei do Sinai não é a mesma lei do espírito de vida (segundo acredita nosso amigo adventista dizendo que ela é apenas renovada no coração). O apóstolo faz uma distinção ainda quanto a lei de Cristo e a lei mosaica. Em gálatas ele diz que devemos andar debaixo desta lei (de Cristo) para sermos guiados pelo espírito por que não estamos mais debaixo da lei mosaica (Gálatas 5:18 e Rm. 6:14). Ele afirma que a lei matava II Co. 3:6, e que não estamos mais debaixo da lei gravadas em pedras, mas debaixo da lei do espírito de vida v.3,6.
É claro que os escritores neotestamentario (principalmente o de Hebreus) entenderam a nova aliança não mais nos moldes da dispensação judaica. Não faziam mais menção das promessas do Sinai, agora seu ponto de referência histórico era Cristo, sua obra e seus mandamentos. Não podemos entender o termo “minhas leis nos seus corações” como as leis mosaicas, pois o escritor aos Hebreus, como já vimos, parte duma perspectiva totalmente diferente. Ele não entende mais a promessa de Jeremias nos moldes judaicos, mas sob uma perspectiva cristológica. Perceba que ele muda toda a promessa para que seu ponto culminante recaia sobre Cristo. O sacerdócio, o sangue, o tabernáculo, o mediador, a aliança, as promessas e a lei. Sua perspectiva agora é totalmente neotestamentaria, debaixo da nova dispensação. Conseqüentemente, esta lei tem de ser a lei de Cristo e não a lei do antigo pacto. Pois este já foi abolido (Hebreus 8:13). Se seguirmos o pensamento dos adventistas nesse ponto como esposado por nosso amigo Brito quando diz: “Note-se que essa “lei de Deus” é a mesma que constava da promessa original dirigida aos filhos de Israel em Jeremias 31:31-33 e não outra…Os leitores cristãos-hebreus da epístola entenderiam isto perfeitamente.” teremos forçosamente de admitir que eles teriam que guardar toda a lei, pois o profeta não entendia a lei dividida em duas, uma moral e a outra cerimonial. Por isso mesmo, foi a promessa adaptada, e em Jesus e na sua lei, encontrou novo significado e cumprimento cabal. Por causa disso, o apostolo Paulo dizia que não estava mais debaixo da lei de Moises, mas, no entanto, não estava sem lei, pois estava debaixo de outra lei a qual ele chama de “lei de Cristo” (I Co. 9:21). A propósito, o escritor assembleiano Elinaldo Renovato em comentários da revista da escola dominical do 3º Trimestre de 2001 sobre o livro de Hebreus, comenta que: “Com Cristo, houve de fato, uma mudança não só do sacerdócio, mas também da lei. Antes era a lei da justiça, das obras. Com Cristo, veio a lei da graça, a lei do amor. “No Antigo Pacto, o culto era mais exterior: havia sacrifícios de animais, os rituais, a guarda dos sábados, das luas novas, etc. O Novo Concerto trazido por Cristo, em tudo é superior. A lei de Cristo é colocada no coração do homem.” E ainda faz uma comparação entre as duas alianças dizendo que a antiga aliança era escrita em pedras, mas que a nova é escrita no coração. Que na antiga era a lei, mas que na nova é a graça. ( lição 8 – pág. 48,53/5). E é bom frisarmos que estes escritos tem a supervisão do Dr. Antonio Gilberto (àquele pentecostal – que fala em línguas – que o senhor Brito fez questão de frisar), que é o consultor doutrinário e teológico da referida revista.

DE MOISÉS OU DE DEUS?

“Também a expressão “lei mosaica”, tão a gosto do Presbítero da Silva para referir-se à lei divina, não se acha na Bíblia. E não é uma expressão muito feliz, pois em lugar de esclarecer, só confunde, pois a lei divina é chamada basicamente de “lei de Deus”, “lei do Senhor” ou “mandamentos de Deus”. Afinal, em última instância a lei não é de Moisés, que foi apenas um intermediário entre Deus e o Seu povo escolhido. Claro que isso inclui a lei em todos os seus aspectos e é de Deus, não de Moisés. Pode até ser chamada em alguns casos de “lei de Moisés”, mas Deus é o Seu autor… É tão simples de entender, por que complicar?”

Se existe alguém que confunde e complica as coisas aqui, estes são os ASD, que fizeram uma divisão estapafúrdia entre lei de Deus e lei de Moises. Ainda se dá ao luxo de tentar me corrigir em questões gramaticais (seria mais proveitoso corrigir sua esposa, pois carece de umas aulinhas de português)! Ora professor, lei de Deus não é o mesmo que lei divina? Pois é, lei de Moises é o mesmo que lei mosaica. Se o nosso ex adverso não consegue compreender semântica (a da mais simples), que a fortiori deveria saber, o que dirá teologia! Apenas dois versículos “DA BÍBLIA” bastam para demonstra-lo (pois ao que parece não anda lendo-a muita bem ultimamente) Neemias 8:1 e Mateus 24:44. Mas pelo que vejo há alguma evolução em seus pensamentos, pois em detrimento à afirmação adventista, agora parece que aquela velha divisão está desaparecendo, qual seja, lei de Moises não é mais a abrogada “lei cerimonial” e a lei de Deus não é mais a vigente “lei moral” (e diga-se de passagem, expressões estas que são alheias ao texto bíblico como o senhor mesmo admite). Agora todas elas vêm de Deus, meus parabéns!!! Estamos chegando a um consenso! 

“O Presbítero da Silva diz que “mudando a Aliança ou Concerto muda-se também a Lei – mutatis mutantis – como de fato se deu”. Só que ele se esqueceu de dizer onde mudou, e como mudou, pois no final de contas a única mudança que ele pretende demonstrar é a do fim do sábado (para a entrada do domingo?). Todos os demais preceitos morais permanecem intactos na nova aliança! Então, por que ele não diz logo—“na nova aliança houve UMA mudança: o fim do sábado, para o domingo tomar o seu lugar. No mais, permanece ‘tudo quanto dantes, no quartel dos Abrantes. . .’”? Pra que tantos volteios, e subidas, e descidas, e avanços e recuos para expor a sua intenção óbvia que é livrar-se do mandamento do sábado de qualquer jeito?”
Bom, isto é fácil de demonstrar: Ora, o lugar foi a cruz; e o modo foi cumprindo-a por nós; foi ai que introduziu-se o novo pacto com a mudança da lei. Em seu aspecto cultural dentro do contexto do pacto não foi só o sábado que mudou, mas muitas coisas mudaram no decálogo. Demais disso, não somos nós que nos livramos do sábado, mas o próprio NT.

QUEM SAIU E QUEM NÃO SAIU DO EGITO

“Ele com isso demonstra que realmente não estudou bem a história do povo de Deus em sua Bíblia, pois ignora que juntamente com os hebreus que saíram do Egito houve uma “mistura de gente”, egípcios que resolveram unir-se ao povo de Israel e que, logicamente, sujeitavam-se a todas as regras civis e religiosas daqueles aos quais se uniam: Êxo. 12:38. Afinal, as ordenanças divinas aplicavam-se tanto aos filhos de Israel quanto aos estrangeiros que com eles habitassem.”

A inópia da resposta emitida por nosso antagonista sugere que ele precisa urgentemente ler a Bíblia. Por certo não ignora que Deus fez o pacto somente com Israel e aplicável, é claro, aos seus descendentes que eram israelitas. Torno a repetir que Deus nunca tirou um gentio ou seus antepassados do Egito! Ex 20:2. É claro que saiu um populacho como indica a Bíblia, mas foi por livre e espontânea vontade e não por força de promessa, não por causa da Aliança. Mesmo assim, é opinião de alguns comentaristas que àquele populacho incitou Israel a pecar no deserto. Demais disso, todo gentio que se sujeitava à religião judaica tornava-se prosélito e não era mais considerado gentio estritamente falando. Este argumento é irrelevante. E para fechar tão descabida eisegese, ele escolhe justamente dois textos que não dizem absolutamente nada. Pois Isaias 43:9 está falando da diáspora e diz unicamente que Israel é testemunha dos feitos de Jeová, e não que era testemunha para pregar. Já Isaias 60:1 fala de Israel no Milênio.
“Acaso Adão e Eva saíram do Egito e estiveram junto ao Sinai? No entanto, a eles se aplicavam os mandamentos divinos e, especificamente, o mandamento do sábado, pois Jesus disse claramente que “o sábado foi feito por causa do homem”, não do judeu (Marcos 2:27). Para saber se isso abrangeria o casal original e seus descendentes basta fazer uma simples pergunta: Adão era homem ou era bicho? A resposta, logicamente, é que ele era homem, e no grego o termo em Marcos é antropos (aplicável a toda a espécie humana). Por outro lado, basta ler com atenção Gênesis 2:1-3: Deus não só descansou no sétimo dia. Ele ainda fez duas coisas que alguns cristãos evangélicos (mas não todos, como veremos mais adiante) se esquecem: abençoou e santificou o sétimo dia. E a palavra “santificar”, segundo os melhores dicionários bíblicos ou seculares, significa “separar para uso santo”. A linguagem do 4o. mandamento faz referência a esse fato e mostra que Deus estabeleceu o sábado na Criação para servir de memorial de Sua obra como Criador dos céus e da terra (Êxo. 20:8-11).”
Sinceramente eu esperava mais de nosso amigo, posto que se trata de debates teológicos com um “professor” e ex-redator da CPB. O que posso dizer…uma pergunta tola merece uma resposta à altura (desculpe-me as palavras incisivas).
Este tipo de argumentação é de caráter paliativo. Onde está escrito que Adão e Eva guardaram os Dez Mandamentos? Por favor, prove-me isto? E pior, onde existe alguma ordem para ambos guardarem o sábado? Isto é ir além do que está escrito. É forçar as escrituras a dizerem o que ela não diz. Quanto a questão de Marcos 2;27, merece de nossa parte um exame especial, pois parece que os sabatistas acham isto um bom argumento em seu favor. Então vejamos onde está a falácia desse argumento:
1. O contexto não enfoca a universalidade do sábado, mas a autoridade de Jesus sobre ele.
2. Jesus não alargou o mandamento, mas restrigiu-o aos judeus.
3. Se Jesus estivesse realmente dizendo que o sábado era para todo ser humano, isto teria levantado outra controvérsia com o fariseu e não refutado ele, pois consideravam o sábado como posse única da nação judaica (cf. Jubileus 2:19).
4. Porventura um judeu é homem ou bicho? (desculpe-nos os leitores por usar de tão pobre retórica!) Então antropos aplicava-se a eles, só isto já esmiúça por completo o castelo farisaico erigido por nosso antagonista.
5. O fariseu tocou no comportamento dos discípulos e não de gentios. Ele havia superestimado a importância do sábado e Jesus respondeu a ele não para aumentar ainda mais sua importância, mas para restringi-lo. Seu ponto de vista era que o sábado foi feito para servir às pessoas e não o contrário. Para exemplificar isto podemos dizer que a “circuncisão foi feita para seres humanos e não para os anjos”. Com isto ninguém em sã consciência iria insinuar que a circuncisão era para todo gênero humano, mas tão somente para os judeus.
No tocante ao tema da santificação o argumento é uma verdadeira pexotada jesuítica, pois se o sábado é um mandamento moral como alardeiam nossos oponentes, porque então precisou ser santificado? Ora, um mandamento moral não precisa ser santificado, pois é tal por natureza. Imagine Deus precisando santificar algo que por natureza já o é! Demais disso, não se pode afirmar que o sétimo dia de Gênesis seja literalmente 24 horas, pois não fornece a mesma seqüência dos outros dias, isto é, “houve tarde e manhã o dia tal”, mas quanto ao sábado só reza que Deus descansou nele e pronto. Este repouso é o repouso de Deus de Hebreus 4:9 no qual entramos pela fé em Cristo, e duma perspectiva escatológica, ainda iremos entrar. E tem mais: Se Adão foi criado no sexto dia não justificaria ele ter de descansar já no dia seguinte, sem falar que ele estaria quebrando o mandamento de primeiro trabalhar seis e só então, descansar um, pois só merece o descanso divino quem trabalha. Mas se pelo contrário, ele manteve o mandamento corretamente, seu descanso iria cair numa sexta feira e não no sábado. Não, Adão não guardou o sábado, nada, absolutamente nada nas escrituras justifica isto. Todas essas escoras ruem entre os escombros da sofismática interpretação em torno de Mc.2:27 pois são erigidas sobre bases falsas de premissas contraditórias, uma mistura de sofisma com subterfúgio. Veja que o argumento volta-se contra os postulados defendidos por nosso oponente. Ele acredita que o sábado é mandamento moral, mas um mandamento moral é algo que por natureza sempre existiu, não há um começo para ele, não emana de nenhum ser. O egoísmo é errado por si, nem Deus pode legalizar o egoísmo e torna-lo correto, que neste caso iria contra a própria natureza do ser e das coisas. Ele é errado mesmo sem a presença do homem, aplicando-se a todos os seres morais que por ventura existirem. Mas, se os sabatistas se apegam à palavra “homem” no texto para provar que o “sétimo dia” ou “dia do sábado”, foi feito para o homem em geral, eles acabam por fim destruindo aquilo que mais defendem no sábado – sua natureza moral. Pois se o sábado foi feito para o homem, então onde está sua natureza moral? Princípios morais por natureza são aqueles que sempre existiram e este argumento sabatista acaba se voltando contra eles mesmos. É um tiro que saiu pela culatra.
PERGUNTAS NÃO RESPONDIDAS

Como se vê, embora você atribua ao tema de “basta ler Hebreus”, a questão não é tão simples assim, em nenhum momento respondeu à minha indagação como já era de se esperar. Confesso que não fiquei surpreso. Torno a perguntar:

* Onde, na Nova Aliança e debaixo da Lei de Cristo, está a ordem de Jesus ou algum dos apóstolos para guardarmos (nós os cristãos gentios), o sábado judaico.
* Onde, na Nova Aliança, os apóstolos ensinaram a termos a lei como regra de vida.

* Onde, na Bíblia uma referência que aponta a lei como dividida em duas: moral e cerimonial.
Além de não responder ás questões supra citada, ainda afirma deploravelmente que “A lei de Deus e a lei de Cristo, e de Moisés, e da graça, e da fé, e do espírito de vida são uma só e a mesma.”
Pois bem, lei de Cristo e lei de Deus, eis as diferenças:
1. Paulo não está debaixo da Lei dos judeus. O capítulo nove inteiro faz referência à lei de Moisés.
2. Mas Paulo não está sem lei para com Deus.
3. Paulo está debaixo de uma lei diferente da dos judeus.
4. Paulo está debaixo da Lei de Cristo. O capítulo faz referência direta ao evangelho de Cristo.
João disse que a lei veio por Moises, mas a graça e a verdade por Jesus Cristo. João 1:17
Paulo afirma que a lei estava enferma pelo pecado e não podia libertar o homem, mas a lei do espírito de vida podia (cf. Rm. 8:2,3; Gl. 5:18 e I Co. 15:56), pois que é a mesma lei de Cristo. E a lei da fé é totalmente diferente da lei mosaica das obras é só ler Rm. 3:21-31. A lei de Cristo é uma, e a lei mosaica é outra.
UMA ENRASCADA HILARIANTE. PARA QUEM AFINAL ?

Por falar em “hilário”, em nossa matéria “10 Dilemas dos Que Negam a Validade dos 10 Mandamentos Como Norma Cristã”, que disponibilizamos gratuitamente a qualquer interessado que queira aprofundar-se nesse assunto, apresentamos uma situação bem engraçada dos que mantêm esse tolo raciocínio do Presbítero da Silva:

Se todos os mandamentos foram abolidos na cruz, mas sendo depois restaurados no Novo Testamento (menos o 4º.) [como parte do Novo Concerto], imaginemos uma situação incrível que se estabeleceria: O 5º mandamento foi de embrulho com todos os demais regulamentos morais e cerimoniais quando Jesus exalou o último suspiro e declarou, “Está consumado”. Daí, no minuto seguinte qualquer filho de um seguidor de Cristo poderia chutar a canela de seu pai ou mãe, xingá-los, desobedecê-los e desrespeitá-los livremente, eis que o 5o. mandamento só foi “restaurado” quando Paulo se lembrou de referi-lo, escrevendo aos efésios, e isso no ano 58 AD (ver Efés. 6: 1-3)! E, pior ainda, os termos do mandamento “não matarás” só foram reiterados por Paulo em Romanos 13:9, no ano 56 ou 58 AD (bem como “não adulterarás”, “não furtarás”, “não cobiçarás”. . .).
Ou seja, por quase 30 anos os filhos dos cristãos não tinham que respeitar os pais, pois o 5º. mandamento só é restaurado após umas três décadas, e mesmo assim só para os efésios. Muitas décadas mais se passaram até atingir toda a comunidade cristã para cientificar-se da necessidade de os filhos respeitarem seus pais! Além de os cristãos poderem matar uns aos outros, etc., nesse mesmo período “sem a lei”. . . Faz sentido isso tudo?
Por aí se vê a enrascada em que essa gente se mete ao contrariarem o “assim diz o Senhor” das Escrituras.
É uma enrascada mesmo. . . Então, o Presbítero da Silva exige que, para ter validade, cada mandamento da lei moral divina tem que ser repetido ipsis literis no Novo Testamento, mas com isso ele se complica junto aos católicos, por exemplo. Onde no Novo Testamento, como parte do Novo Concerto, está especificado: “não farás para ti imagens de escultura”? Só há nesta parte da Bíblia referências genéricas a “ídolos” (ver Atos 15:20, I João 5:21. 2 Coríntios 6:16). Com isso tal católico pode alegar que esses textos não abrangem as imagens dos santos, só da Divindade, e ele estaria cumprindo o preceito, pois realmente os católicos não cultuam imagens de Deus. De fato, se os Dez Mandamentos foram abolidos na cruz, como provar que a mera confecção de imagens é errada, como estipulado no 2º. mandamento?”
Resposta -Tenho para mim que o senhor não é só um mal piadista, mas um piadista de mau gosto. Nunca pensei que alguém fosse usar um raciocínio de uma pobreza franciscana como este. Só mesmo alguém que queira passar pelo ridículo chegaria a tal ponto. Eu não exigi “que, para ter validade, cada mandamento da lei moral divina tem que ser repetido ipsis literis no Novo Testamento” O que eu disse foi que “Nesta Nova Aliança ou Novo Concerto os outros nove mandamentos são novamente reiterados mas descaracterizados da roupagem original (cultural, circunstancial) da qual foi dada a Israel.”,isto é, a lei natural que existiu sempre, antes do Éden. É lógico que não precisa ser ipsis literis, palavra por palavra, literalmente. Mas isto não destrói o fato de o sábado estar excluído dos mandamentos dado à igreja. Veja que eu disse que os mandamentos foram descaracterizados da roupagem cultural e cúltica de Israel. O mandamento do descanso é mais bem observado no NT no domingo, no dia do Senhor, dia de sua ressurreição, dia que ele saiu vitorioso da morte. Pois no sábado, ele ainda estava no sepulcro, os discípulos tristes. Mas o domingo é o dia de alegria, de vitória do Salmo 118:24. Este é o dia que o Senhor fez, um novo dia para a Nova Aliança. Aleluia!!!
Voltando para os supostos “dilemas” de nosso amigo sabatista, não posso ver neles outra coisa se não um péssimo gosto por enigmas tolos e incongruentes. É claro que um arrazoado deste nunca iria ocorrer pelo simples fato de que:
1. Ao ser pregada na cruz, a lei com todos os seus ditames deixou de existir como preceito judaico, mas os princípios nelas contidos, que de per si eram muito superiores ao decálogo, sempre teve força legal. Agora empiricamente falando a Bíblia nos diz que os gentios não tinham a lei (nomos) mas nem por isso deixamos de constatar nas grandes legislações antigas, bem antes de Moisés, leis que eram basicamente as mesmas das do decálogo. O que para eles eram leis naturais colocaram-na como lei objetiva. Até mesmo a de não tomar o nome do deus deles em vão. Por ai se percebe que Paulo não precisou restaurar nada nas epístolas, estes princípios sempre regeram o homem independente da lei mosaica, pois por natureza é lei. Era o que os judeus chamavam de “Lei de Noé” para os gentios. O apóstolo cita-os às vezes quase na mesma formação das tábuas não como prova da vigência do decálogo. Fez isto mais por uma questão de conveniência, e assim permaneceu o arranjo sistemático encontrado nas dez palavras. Isto é claro, facilitaria a exposição aos seus leitores. Mesmo porque, os povos pagãos também, possuíam um arranjo de quase todas as dez palavras praticamente na mesma seqüência da do decálogo em seus códigos de ética.
2. Sugiro ao senhor que procure estudar um pouco mais de crítica textual, pois saberia que a carta aos efésios era uma carta circular às igrejas da Ásia, pois o nome “aos efésios” está ausente do original.
3. Quanto às imagens, é claro que todo judeu sabia que ídolo e imagem eram uma coisa só. Não havia diferença. Os povos pagãos não concebiam o seu deus sem uma imagem. Devo esclarecer-lhe, pois talvez não saiba, os católicos adoram imagens de Deus sim, a não ser que o senhor não acredite que Jesus é Deus. Será que isto é resquício do arianismo dos pioneiros? Tomara que o senhor não esteja fazendo como muitos adventistas hoje em dia, se debandando para a herética doutrina ariana. Pois até mesmo um de seus mais destacados líderes aqui no Brasil, Alejandro Bullón, afirmou que a Trindade é uma doutrina estranha que se misturou com as verdades bíblicas. Quanta heresia!
Continuaremos amanhã...
Viva vencendo, todo erro doutrinário com a Verdade da Palavra!!!
Abraços.
Seu irmão menor.

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