13 outubro 2016

VISÕES DE QUASE MORTE - UM ESTUDO PIONEIRO MOSTRA QUE 'A MORTE PODE NÃO SER O FIM IMEDIATO DE TUDO'

Mais de 45% das 2.060 pessoas que sobreviveram a uma parada cardíaca tiveram visões ou memórias enquanto estavam desacordadas


Experiências de Quase-Morte 01

O cérebro normalmente se desliga entre 20 e 30 segundos depois que o coração para de funcionar, afirmam os especialistas. Mas os resultados de um estudo de quatro anos, envolvendo 2.060 casos de parada cardíaca ocorridos em 15 hospitais no Reino Unido, nos Estados Unidos e na Áustria, mostrou algo diferente. A equipe da Universidade de Southampton (Inglaterra) que liderou a pesquisa, a maior do gênero já realizada, descobriu que quase 40% dos sobreviventes desses casos descreveram algum tipo de “consciência” em momentos em que, de acordo com a teoria, estavam clinicamente mortos.
Para os cientistas responsáveis pelo estudo denominado Aware (sigla em inglês para Awareness During Resuscitation – “Consciência Durante a Ressuscitação”), divulgado em outubro na revista Resuscitation, da fundação Conselho de Ressuscitação Europeu, o material coletado contém evidências de que uma parte significativa dos pacientes vivenciou eventos reais por até três minutos além do suposto instante da morte cerebral, e alguns daqueles reanimados conseguiram descrevê-los com riqueza de detalhes. 
“Contrariamente à percepção, a morte não é um momento específico, mas um processo potencialmente reversível que ocorre depois que qualquer doença ou acidente grave leva o coração, os pulmões e o cérebro a parar de funcionar”, observa o médico inglês Sam Parnia, professor assistente de medicina e diretor do centro de ressuscitação da Universidade Estadual de Nova York, e que atuava como pesquisador honorário na Universidade de Southampton quando liderou o estudo.
“Se são feitas tentativas para reverter esse processo, ele pode ser referido como “ataque cardíaco”; entretanto, se essas tentativas não conseguem sucesso, ele é chamado de “morte”, diz Parnia. “Nesse estudo, queríamos ir além  do conceito de experiência de quase morte, emocionalmente carregado, mas pobremente definido, para explorar objetivamente o que acontece quando morremos.” 
Dos pacientes que sobreviveram ao ataque cardíaco e puderam ser submetidos ao primeiro estágio de entrevistas, 39% descreveram uma percepção de consciência, mas, curiosamente, não tinham nenhuma lembrança nítida de eventos. O máximo que 20% dessas pessoas conseguiam recordar era uma incomum sensação de tranquilidade. Cerca de 33% delas declararam ter sentido o tempo desacelerar ou

ficar mais rápido. Alguns pacientes relataram uma luz brilhante, um clarão dourado ou um Sol resplandecendo. “Isso sugere que mais pessoas podem ter inicialmente atividade mental (nesses momentos), mas perdem suas memórias depois de recuperar- se, por causa dos efeitos de lesão cerebral ou de sedativos nos circuitos da memória”, avalia Parnia.


Descrições detalhadas
Dos 101 pacientes que passaram por dois estágios diferentes de entrevistas, 45,5% afi rmaram não ter tido quaisquer recordações, memórias ou consciência dos momentos em que não manifestavam vida. Mas 45,5% descreveram um leque de recordações não compatíveis com experiências de quase morte, entre elas relatos de experiências aterrorizantes e de perseguição. Já 7% tiveram experiências compatíveis com defi nições tradicionais da experiência de quase morte e 2% superaram esse nível, demonstrando plena consciência daqueles momentos e fazendo referências explícitas sobre o que “viram” e “ouviram”, características típicas dos casos defi nidos como “experiências fora do corpo”. 
Os fenômenos chamados popularmente de experiências de quase morte ou experiências fora do corpo são comumente atribuídos a alucinações ou ilusões, ocorrendo tanto antes de o coração parar quanto após ele ser ressuscitado. Mas um caso “muito verossímil”, conforme Parnia descreveu ao jornal inglês Th e Telegraph, aponta claramente para outra direção. Um assistente social de 57 anos, de Southampton, permaneceu consciente após o suposto desligamento do cérebro e fez observações preciosas para o estudo. Ele se lembra de ter deixado seu corpo e acompanhado as tentativas de ressuscitá-lo no canto do quarto. Relatou ainda os procedimentos da equipe médica que o socorreu. “O homem descreveu tudo que havia acontecido no quarto, mas o que mais se destaca é que ele ouviu dois ‘bips’ de uma máquina que emite um ruído a intervalos de três minutos”, diz Parnia. “Assim, pudemos calcular quanto tempo durou a experiência. Ele parecia muito confi ável e tudo o que disse que havia acontecido de fato aconteceu.” 
Parnia e seus colegas sublinham que, embora apenas 2% dos entrevistados tenham exibido uma ampla consciência dos fatos posteriores à sua “morte”, os resultados obtidos recomendam novas e mais aprofundadas pesquisas nessa área. Outros estudos também são indicados para explorar se a consciência (implícita ou explícita) pode conduzir os pacientes a resultados psicológicos adversos no longo prazo, como o transtorno do estresse pós-traumático. “De maneira clara, a experiência lembrada que cerca a morte merece agora uma investigação genuína mais aprofundada e sem preconceito”, escrevem os cientistas. 
Jerry Nolan, editor-chefe da Resuscitation, acrescentou: “O dr. Parnia e seus colegas devem ser parabenizados pela conclusão de um estudo fascinante que abrirá a porta para pesquisas mais abrangentes sobre o que acontece quando morremos”.
            

Revista Planeta - N° Edição: 506 Texto: Eduardo Araia
Informações preciosas sobre a Experiência do Quase Morte
Quanto ao assunto das experiências de quase-morte, apresentarei aqui algumas razões fisiológicas, racionais e espirituais para negar que se trate de uma experiência real fora do corpo ou que sirva como suposta “base” para algum tipo de sobrevivência em um estado desencarnado entre a morte e a ressurreição na segunda vinda de Cristo. Eis abaixo alguns dos vários motivos para desacreditar nas “eqm”: 



- QUASE-MORTE NÃO É MORTE! 

Antes de tudo, é bom ressaltarmos que uma “Experiência de Quase-Morte” não é uma morte de fato. Se existe vida imediatamente após a morte, então a pessoa deveria morrer primeiro para isso. Contudo, o que nós podemos observar é que, antes mesmo da morte, a pessoa já começa a ter “visões” e quadros mentais de “outras dimensões”! Ora, isso é tecnicamente inadmissível, uma vez que a pós-vida deveria seguir-se à morte e não antecedê-la. Sobre isso, o Prof. Paul Kurts comenta: 

“Não temos evidência real de que os indivíduos dos relatos de quase-morte tenham de fato morrido. Tal prova não é impossível de obter: ‘rigor mortis’ é um sinal, e morte cerebral é outro. O que os relatos realmente descrevem é um ‘processo de morrer, ou experiência de quase-morte, não a própria morte’”.

As experiências de quase-morte ou de leito de morte são de indivíduos ainda vivos, ou cuja mente readquiriu consciência.

- FALTA DE COERÊNCIA

Essa prova baseia-se na falta de coerência dentro das próprias experiências de pessoas que estiveram à beira da morte. De acordo com os Institutos de Pesquisas do EUA, aproximadamente 20% dos pacientes (18%, para ser mais exato), que estão à beira da morte por ataque cardíaco, se sobrevivem, dão os seus “testemunhos” de vida após a morte. Esse número é significativamente grande, mas há de se perguntar: Onde é que foram para os outros 82%? O que é que aconteceu (ou melhor, que NÃO aconteceu) com eles? Será que eles não tinham alma? 

A verdade por detrás de tudo isso é que, por motivos fisiológicos (como veremos mais adiante), o cérebro de algumas pessoas (18%) começa a formular imagens pouco antes da morte, coisas que não acontece com outra grande parte (82%), não porque 18% tem alma e 82% não tem,  mas sim, porque esse fenômeno relativamente comum de acontecer não significa uma experiência real de partida da alma ou do espírito do corpo humano, mas tão-somente uma experiência devidamente explicada por fatores fisiológicos, como veremos mais adiante. 

Se existe uma alma imortal nos seres humanos, então absolutamente 100% das pessoas que “voltam a vida”, deveriam necessariamente relatar algum tipo de experiência após a morte, e não apenas 18% deles! Tal quadro nos revela que não é a alma de alguns que parte do corpo, mas sim um fenômeno fisiológico que sucede apenas a alguns, e a outros não. Um destes exemplos é o caso de uma mulher grávida que ficou clinicamente morta durante algum tempo e não relatou experiência nenhuma após a morte.

No Denver (Estados Unidos), uma mulher grávida morreu por 4 minutos, pois o seu coração parou, ela ficou toda roxa, sem pulso, sem respiração, e sem pressão. Os médicos tentaram revive-la mas sem resultado, dai ela foi declarada morta. Mas, depois de 4 minutos, inesperadamente, sem explicação cientifica, a mulher retornou a viver. Lhe perguntaram se ela tinha visto uma luz do outro lado do túnel, ou qualquer outro tipo de “experiência”, mas ela disse que só se sentiu como que “dormindo”! 

- VÁRIOS “CÉUS” DIFERENTES!

Karlis Osis e Erlendur Haraldsson avaliaram os relatos de mais de 1.000 experiências de 'quase-morte' nos EUA e Índia. Descobriram que a visão dos pacientes hindus era tipicamente indiana, enquanto a dos americanos era ocidental e cristã. Por exemplo, uma mulher indiana de formação universitária teve a experiência de ser conduzida ao céu sobre uma vaca, enquanto um paciente americano que havia orado a São José encontrou o seu santo padroeiro na experiência! Tais relatos sobre experiências de quase morte refletem as crenças pessoais dos pacientes. O que experimentaram no processo de morrer quase certamente condiciona-se a suas crenças pessoais.

Outro fato interessante é que POUQUÍSSIMAS pessoas relatam visões do “inferno” depois da morte, mas apenas do Céu ou de algum estado de “conforto”.


Há ainda muitos outros problemas com as EQM que, devem ser  levados em consideração:
Em primeiro lugar, é notável que na esmagadora maioria das vezes a pessoa que experimenta uma EQM se vê no Céu, e não no inferno. Existem algumas raras exceções, é verdade, mas são poucas. Pelo menos 99% dos pacientes dizem se ver em um Paraíso. O problema é que estes dados confrontam abertamente o que a Bíblia tem a dizer a respeito. Segundo Jesus, a maioria se perderá, e apenas uma minoria se salvará.

Este é um flagrante contraste com aquilo que mostra a Sagrada Escritura:



“Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mateus 7:13)

“Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão” (Lucas 13:24)

“E, se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador?” (1 Pedro 4:18)

Ou seja, se as “EQM” fossem verdadeiras, então é a Bíblia que seria mentirosa. Ela afirma 'que são MUITOS os que irão para a perdição e POUCOS os que se salvarão'... do mesmo modo que 'ao JUSTO já é DIFÍCIL ser salvo'. Quando, porém, a questão é relativa às “EQM”, quase todo mundo vai pro Céu! Tal quadro nos mostra que, realmente, as EQM tratam-se meramente de quadros mentais daquilo que a pessoa já está pré-concebida a aceitar. Até mesmo espíritas, hindus, budistas e de todas as religiões narram indo para o “céu”; que, obviamente, é um diferente do outro dependendo das suas convicções religiosas, tal como é no caso da mulher hindu que foi conduzida ao céu numa vaca e do católico recebido pelo “santo padroeiro” da sua cidade!


Biblicamente, são poucos os que se salvam, e são muitos os que se perdem. Nas EQM, em contraste, ocorre que são muitos os que se salvam, e são poucos os que se perdem. Se as EQM realmente retratam uma realidade espiritual, devemos questionar seriamente o que Jesus disse nos evangelhos, e confrontar o ensino bíblico pela “realidade” das EQM. Devemos escolher entre ficar com os relatos de EQM ou com Jesus. Não há meio-termo. Isso seria totalmente previsível caso as EQM fossem mesmo somente o resultado da mente do indivíduo, porque a maioria das pessoas pensa que irá morar no Céu, e não no inferno.

 A Escritura, no entanto, nos revela apenas um único caminho para a salvação:

.

“E disse-lhes Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).


Em segundo lugar, todas as experiências relatadas trazem resultados conflitantes não apenas entre si, mas, principalmente, com a Bíblia. Os relatos são tudo aquilo que deveríamos esperar caso tudo fosse fruto da mente humana: o muçulmano se vê no Paraíso islâmico das sete virgens; o espírita se vê no “mundo dos espíritos” de Alan Kardec; o católico é recepcionado por algum santo na portaria do “Céu”; o hindu se vê no seu tipo de “Paraíso”, e assim por diante. É impressionante notar que não há similaridade nenhuma nos relatos, o que aconteceria caso as EQM fossem reais (neste caso, todas as pessoas estariam descrevendo o mesmo Céu dos cristãos imortalistas ocidentais!).

Em terceiro lugar, se os relatos de EQM são uma prova da sobrevivência da alma, então teríamos que mutilar a Bíblia na questão do juízo. Isso porque o autor de Hebreus é claro ao dizer que 'depois da morte segue-se o juízo' (Hb.9:27), mas em absolutamente nenhum relato de EQM o paciente diz ter ido ao juízo! Ninguém se viu diante de um julgamento; ao contrário, todos se viam no Céu direto. Mais uma vez somos forçados a escolher entre o que as EQM dizem e o que a Bíblia diz, que é isso:“Ao homem está ordenado a morrer uma só vez, e depois disso, enfrentar o juízo”(Hebreus 9:27)


- FALTA DE OXIGÊNIO NO CÉREBRO


O Dr Lakhmir Chawla, da Universidade George Washington, nos Estados Unidos, notou a existência de um aumento na atividade cerebral dos pacientes pouco antes deles falecerem – o que é causado pela liberação de energia do cérebro quando ele fica sem oxigênio. Isso explica, por exemplo, porque algumas pessoas que acordam após momentos de aparente morte descrevem luzes, sensações e visões. Em um trabalho publicado no Journal of Palliative Medicine, o médico defende que essas sensações têm uma explicação biológica ao invés de mística ou metafísica.

Em um estudo conduzido no hospital da universidade, Dr Chawla e sua equipe usaram um eletroencefalograma para monitorar pacientes. O objetivo inicial da pesquisa era observar se os pacientes que sofriam de doenças terminais, como câncer, ou problemas crônicos, por exemplo, no coração, estavam suficientemente sedados para não sentirem dor. No entanto, o aparelho constatou que momentos antes da morte os pacientes passavam por uma explosão de atividade no cérebro que durava de 30 segundos a três minutos. 

A atividade era similar à de pessoas completamente conscientes, mesmo que os pacientes parecessem adormecidos e não tivessem pulso. Pouco depois do aumento, eles foram declarados mortos. Os médicos acreditam que, com a saída do sangue e a diminuição dos níveis de oxigênio, as células disparam um último impulso elétrico. Ele começa em uma parte do cérebro e se espalha em cascata, gerando uma rajada de atividade cerebral pouco antes da morte. Caso alguém passe por essa experiência mas acabe sobrevivendo, isso poderia explicar as experiências conhecidas como “quase morte” – como flutuar sobre o corpo, enxergar uma luz, ouvir coisas, etc... 

Outros estudos realizados em hospitais entre sobreviventes a paragens cardíacas em que se observou o fenômeno conhecido como experiência de quase-morte, demonstram apenas fatos completamente explicáveis pela falta de oxigênio no cérebro em pacientes nos quais a morte encefálica não foi comprovada. As mesmas descrições de experiências de quase-morte podem ser reproduzidas por medicações como a Quetamina ou por indução de Hipóxia cerebral por alta gravidade, incluindo visão em túnel, comunhão com Deus, saída do corpo e alucinações.

As investigações científicas sobre assuntos relacionados com o pós-morte sempre existiram e foram motivo de debate acadêmico. Mesmo com tanto interesse e a presença de numerosos relatos anedóticos, ainda não há qualquer comprovação científica que suporte essa hipótese.



Teoria da Morte Cerebral


Esta teoria é uma das mais popularizadas, especialmente pela Dra. Susan Blackmore, psicóloga inglesa e uma das mais famosas pesquisadoras sobre causas da EQM. O fato de todos aqueles que passaram por essa experiência seguirem o mesmo trajeto para a luz, atravessando estágios similares, ou seja, vivenciando a mesma prática, faz com que se pense, como sendo uma viagem espiritual profunda (SOUZA, 2009).

Mas o que se argumenta é que tudo isso não passa de mais uma função do cérebro que está morrendo. Todos os cérebros morrem da mesma maneira, dizem os céticos. É por isso que toda EQM tem os mesmos elementos. Não é porque a pessoa que está morrendo viaja para um além bonito, mas porque os neurotransmissores no cérebro estão criando as mesmas ilusões, já que fisiologicamente todos são iguais (SOUZA, 2009).

Ainda segundo Souza (2009), a EQM seria criada em virtude da fisiologia cerebral, e não teria nada de transcendental. Susan Blackmore ( 2009) teoriza que as pessoas passam por essa experiência, pois é o último impulso do cérebro para ajudar a enfrentar o trauma da morte.

Fontes: 

The International Association for Near-Death Studies(IANDS), endossados por publicações como as do Journal of Near-Death Studies.


Como ainda não existe uma definição científica-médica para tal causa, procuramos alertar a qualquer pessoa, sobre o perigo de se deixar levar por demônios que, aproveitando-se de uma fragilidade mental ou emocional, 'toma as rédeas' do controle mental, fazendo com que a pessoa(quase sempre um doente terminal ou alguém que sofreu um grande trauma), sinta e perceba que já não está no corpo.

Isso para nós, os que cremos em Jesus Cristo, não há outra causa além de ação de demônios.

Que Deus nos ajude a vencer aquilo que não conhecemos e sermos guardados por Sua mão, para nunca passarmos por essa terrível experiência.

Viva vencendo, cuidando de sua mente e coração!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário