08 dezembro 2016

LIÇÃO 10 - 11/12/2016 - "ADORANDO A DEUS EM MEIO A CALAMIDADE"

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Hoje, estudaremos acerca da provisão de Deus em meio à calamidade. Teremos como exemplo o grande livramento que Deus deu a Josafá, rei de Judá, quando ele teve que enfrentar as nações inimigas, moabitas e amonitas, que se levantaram para atacar Judá, e que diante da força delas, Josafá não teria como escapar, não tinha nenhuma saída; a destruição de Judá seria inevitável. Então, ele decide buscar o Senhor em oração e jejum, confessando a Ele que não tinha nenhuma capacidade para sair daquela situação critica. O rei e seu povo se depararam com o tipo de dilema que todos nós enfrentamos mais de uma vez na vida, e nós não sabemos o que faremos. Olhamos para todos os lados e não encontramos saída; a saída está acima de nós; a saída está em Deus, o nosso socorro bem presente na hora da angústia. Este era o único recurso disponível para Josafá, que se apropria dele para obter a solução do grande problema que se agigantava diante do seu povo. Este recurso está à disposição de todo o verdadeiro servo de Deus: os nossos olhos estão postos em ti (2Cr.20:12). Josafá teve fé, por isso, recebeu a vitória contra os seus inimigos. Diante da vitória, em um gesto de gratidão, Josafá louva e adora ao Senhor. Seu coração foi afligido pelo temor, mas o tempo de cantar chegou. Assim como Deus deu o livramento a Judá, em meio à calamidade, Ele dará o livramento a todos nós, quando o buscamos de todo o coração. Está escrito: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir” (Is.29:1).
I. A DIVISÃO DO REINO DE ISRAEL
Salomão foi o terceiro rei de Israel. Ele era filho de Davi com Bate-Seba; teve um início de governo excelente. Tratou de obedecer às ordens de Davi seu pai e eliminou os inimigos do reino. Salomão subiu ao trono em condições muitíssimo favoráveis; seu pai, Davi, havia derrotado todos os inimigos ao redor e Israel passava por um tempo de sossego. Sob seu governo, Israel prosperou e conquistou sua maior amplitude territorial (1Rs.4:20-28).
Deus aparece em sonhos a Salomão no início do seu reinado e lhe pergunta o que gostaria de receber (1Rs.3:5). Salomão responde pedindo a Deus sabedoria ao invés de riquezas ou qualquer outro desejo material (1Rs.3:6-9); esta atitude agrada a Deus que lhe concede sabedoria e muito mais (1Rs.3:10-15). Salomão tornou-se o homem mais sábio de sua época (1Rs.4:29-34) e em nenhum outro período da monarquia a nação proveu de contatos internacionais, riquezas e ausência de guerras, necessários para a produtividade literária, como durante o período do seu governo.  O próprio Salomão, conforme relata a Bíblia, compôs provérbios e cânticos (1Rs.4:32).
Salomão procurou com zelo construir o templo do Senhor, iniciando a obra no quarto ano do seu reinado, concluindo sete anos depois (1Rs.5:1-5; 6:1,37,38; 2Cr.3:1,2). Salomão fez os utensílios do templo e trouxe as ofertas de Davi seu pai para a casa do Senhor. Após concluir a construção e trazer todos os objetos para o templo (1Rs.7:51; 2Cr.5:1), a arca foi colocada em seu lugar, ou seja, no Santo dos Santos, no interior do templo; para isso, Salomão convocou os anciãos de Israel, os cabeças das tribos e os príncipes das famílias dos israelitas para transportarem a arca para o templo. Uma grande multidão compareceu para a festa de consagração do templo e a nuvem da Glória do Senhor encheu o santuário (1Rs.8:1-11; 2Cr.5:2-14).
Durante a consagração do templo, Salomão fala ao povo e mostra reconhecer as promessas feitas por Deus a Davi, bem como o cumprimento das mesmas (1Rs.8:12-21; 2Cr.6:1-11). Então ora ao Senhor em agradecimento e adoração, abençoa ao povo, oferece sacrifícios a Deus e conclui a solenidade despedindo toda a multidão.
Depois de acabar a construção da Casa do Senhor e da casa do rei, Deus fala com Salomão pela segunda vez e faz com ele aliança, advertindo-o acerca da necessidade de obediência (1Rs.9:1-9; 2Cr.7:11-22). Todavia, mesmo sabendo que o Senhor lhe fizera prosperar e o advertira sobre a necessidade de obediência, Salomão pecou e apartou-se do Senhor. A princípio, seu pecado começou com uma série de casamentos mistos. Além de se casar com a filha de Faraó, Salomão casou-se com várias mulheres pagãs, as quais o Senhor havia advertido para que Israel não se misturasse; chegou a ter 700 mulheres e 300 concubinas. Estas mulheres levaram Salomão a pecar na sua velhice, adorando aos seus deuses (1Rs.11:1-8,33).
Por causa da desobediência de Salomão, conforme o Senhor lhe advertira anteriormente, no final do seu reinado houve uma certa quebra da tranquilidade que perdurou por um bom tempo; Salomão enfrentou dois problemas, a saber: ao sul houve uma revolta do príncipe edomita Hadade e; ao norte, Damasco foi ocupada por Rezom que a transformou em um reino, tornando-se adversário de Israel durante todo os dias de Salomão. Certamente, esses problemas trouxeram dificuldades para o governo de Salomão. Entretanto, a mais dura consequência do pecado de Salomão, viria durante o governo do seu filho, Roboão, quando Israel seria dividido em duas partes (1Rs.11:9-13): Reino do Norte e Reino do Sul. O Reino do Norte era formado por dez tribos e a capital era Samaria.  O Reino do Sul era formado por duas tribos, Judá e Benjamim, e a capital era Jerusalém.
O período do reino unido, correspondente a Saul, Davi e Salomão, teve a duração de 120 anos aproximadamente, considerando-se que cada reino tenha durado 40 anos: Saul – 1.051 (ou 1050) até 1.011(ou 1.010) a. C.; Davi – 1011(ou 1.010) até 971(ou 970) a. C.; Salomão – 971(ou 970) até 931(ou 930) a. C.
A idolatria, a injustiça social e a degradação moral do povo estão na base da divisão do reino de Israel (1Rs.11:33). Deus havia advertido a Salomão por duas vezes sobre a adoração de deuses estrangeiros, mas o rei não levou isso em consideração (1Rs.11:10). Por esse motivo o Senhor disse-lhe que o reino lhe seria tirado, embora não durante a sua vida. Isso nos trás uma grande lição: a obediência a Deus é a base fundamental do progresso, da prosperidade do povo de Deus. Obedecer à Palavra de Deus é o que faz a diferença no reino de Deus (Mt.5:16).
  1. O Reino do Norte. O Reino do Norte conseguiu sobreviver por aproximadamente 200 anos. Foi governado por 20 diferentes reis, e experimentou diferentes crises: políticas, sociais e religiosas. A apostasia personificou-se no primeiro rei de Israel, Jeroboão, que se tornou para todas as gerações subsequentes um modelo de iniquidade e mau comportamento.
Devido à forte idolatria, a injustiça social e a degradação moral do povo de Israel (reino do Norte), Deus suscitou nações poderosas para punir o povo. Em 2Rs.17:7-41, o Espírito Santo cita as razões teológicas e morais por que Deus levou a efeito a ruína do seu povo redimido segundo o concerto e o removeu de diante da sua face (2Rs.17:18):
a) Os israelitas esqueceram-se do amor e da graça de Deus, manifestos na sua redenção do Egito, e pecaram contra o Senhor – “Porque sucedeu que os filhos de Israel pecaram contra o Senhor seu Deus, que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mão de Faraó, rei do Egito e serviram a outros deuses” (2Rs.17:7).
b) serviam aos deuses dos povos pagãos em derredor, imaginando que obteriam sucesso, bem-estar e orientação (2Rs.17:7,12,17).
c) adotaram os costumes e modos de vida do mundo ímpio (2Rs.17:8-11,15-17).
d) Rejeitaram os profetas de Deus com sua mensagem de retidão (2Rs.17:13-15; cf. At.7:51).
e) Rebelaram-se abertamente contra a revelação escrita de Deus e seu concerto(2Rs.17:13-16).
f) entregaram-se ao espiritismo e a todos os tipos de imoralidade (2Rs.17:16,17).
g) Israel andou nos estatutos das nações ímpias – “E andaram nos estatutos das nações que o SENHOR lançara fora de diante dos filhos de Israel e nos costumes dos reis de Israel” (2Rs.17:8). Israel aceitou, com facilidade, os modos e padrões de vida dos povos que não conheciam a Deus.
Por causa de todos estes terríveis pecados, Deus decretou a queda final e o exílio de Israel – “Assim diz o Senhor: … Israel certamente será levado cativo” (Amós 7:17). “No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou a Samaria, e transportou a Israel para a Assíria, e fê-los habitar em Hala e em Habor, junto ao rio Gozã, e nas cidades dos medos” (2Rs.17:6).
O rei da Assíria chamava-se Salmaneser V (filho de Tiglate- Pileser III – 2Rs.15:29) (2Rs.7:3). Em 722 a.C, depois de 200 anos de idolatria, de rebeldia espiritual e de corrupção moral, Deus decretou a queda final e o exílio de Israel (as dez tribos do Reino do Norte). O avança implacável do mal entre o povo de Deus chegara ao ponto culminante e irreversível. Oséias foi o último rei do Reino do Norte. No seu governo, o reino foi varrido para sempre.
Os resultados de abandonar a Deus são o castigo, a ruína, o sofrimento e a rejeição final (cf. Ap.2:5;3:15,16). Embora a separação entre Israel e as demais nações fosse uma das exigências fundamentais de Deus para o seu povo (Lv.18:3,30; Dt.12:29-31; 18:9-14), Israel, ao contrário, foi adotando os costumes pagãos daquelas nações em derredor. Conformar-se com o modo mundano de viver é um dos grandes perigos que o povo de Deus enfrenta em cada geração e cultura. Para nós, Igreja do Senhor, o Espírito Santo nos adverte: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento…”(Rm.12:2).
  1.  Reino do Sul. O reino do Sul foi regido por 19 reis que pertenciam à linhagem de Davi. Seu primeiro rei foi Roboão, filho de Salomão. Este reino, também, enfrentou muitas crises: políticas, sociais e religiosas, e teve que lutar com muitos inimigos, inclusive os seus irmãos do Reino do Norte. Por causa da iniquidade deste reino, Deus também puniu os judeus do reino do Sul. Às vezes não aprendemos com os exemplos de pecado e tolice que ocorrem à nossa volta – “Até Judá não guardou os mandamentos do SENHOR, seu Deus; antes, andaram nos estatutos que Israel fizera” (2Rs.17:19).
Apesar de ver seus irmãos serem levados para o exílio, o povo de Judá cai em pecado. O rei Ezequias e o rei Josias começaram muitas reformas, mas isto não foi o bastante para converter permanentemente a nação a Deus. A iniquidade saturara o Reino do Sul, e a ira de Deus inflamou-se contra os judeus. A Babilônia conquistou a Assíria e tornou-se a nova potência mundial. O exército caldeu marchou contra Jerusalém, queimou o Templo, derrubou os grandes muros da cidade e levou o povo cativo para a Babilônia. O pecado sempre traz disciplina e as suas consequências são às vezes irreversíveis. 
II. O REI JOSAFÁ
  1. Quem era Josafá (1Rs.22:41-43). O seu nome significa “Yahweh julgou”. Ele foi o quarto rei de Judá, o sexto da linhagem de Davi. Reinou no período de 870 a 848 a.C. Com 35 de idade ele se tornou co-regente com seu pai, o rei Asa, até a morte deste em 870. Governou por 25 anos (1Rs.22:42) e foi contemporâneo de vários reis de Israel: Onri, Acabe, Acazias e Jeorão. Os profetas Elias e Eliseu atuaram nesse tempo, com mais intensidade no reino do Norte.
Josafá foi um rei piedoso, e reviveu antigas práticas religiosas do judaísmo. Desde o início foi zeloso na fé. De maneira geral eliminou a idolatria, mas com êxito apenas parcial. Preocupou-se em ensinar a Lei do Senhor ao povo, indo até às suas casas. Os seus atos foram protegidos pelo Senhor – “E o SENHOR foi com Josafá, porque andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai, e não buscou baalins. Antes, buscou ao Deus de seu pai e andou nos seus mandamentos e não segundo as obras de Israel. E o SENHOR confirmou o reino nas suas mãos, e todo o Judá deu presentes a Josafá; e teve riquezas e glória em abundância” (2Cr.17:3-5).
Ao assumir o poder, Josafá fortificou seu reino contra o reino do Norte, Israel. Apesar de ter fortificado o reino, o segredo do sucesso de seu governo foi seguir ao Senhor como Davi fizera. As Escrituras Sagradas afirmam que Deus era com ele, pois “andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai” (2Cr.17:3). É interessante observar como Davi constitui o padrão pelo qual os reis são medido. Se andavam segundo seu exemplo, prosperavam e eram abençoados; do contrário, fracassavam. A terra teve paz sob Josafá, e seus inimigos pagavam tributos (2Cr.17:10-12). Seu governo foi próspero (2Cr.17:5). Ele morreu com sessenta anos de idade, e foi sepultado na cidade de Davi (1Rs.22:50).
  1. O cuidado de Josafá em instruir o povo (2Cr.17:7-9). Uma das principais providências do rei Josafá, logo após assumir o trono de Judá, foi dar prioridade ao ensino da Palavra de Deus ao povo. No terceiro ano de seu reinado, enviou uma comissão especial de príncipes, levitas e sacerdotes a percorrer Judá para ensinar ao povo os caminhos do Senhor, conforme a instrução de Deuteronômio 6:6-12. Diz o texto sagrado: “No terceiro ano do seu reinado, enviou ele os seus príncipes Ben-Hail, Obadias, Zacarias, Natanael e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e, com eles, os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobe-Adonias; e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. Ensinaram em Judá, tendo consigo o Livro da Lei do SENHOR;percorriam todas as cidades de Judá e ensinavam ao povo”.
Josafá dava grande importância à palavra de Deus. Era zeloso em observar seus preceitos e se deleitava em obedecê-los. Fez da Palavra de Deus a norma para seu reino. De cidade em cidade, esses homens reuniam o povo nas praças, uma vez que não havia sinagogas nem templos fora de Jerusalém, e ali ensinavam as pessoas. O ensino da Palavra de Deus a todo o povo explica o grande nível espiritual de Judá nos dias de Josafá, bem assim os grandes milagres ocorridos durante este reinado (cf.2Cr.20:1-29). Só há sinais e maravilhas quando, antes, o povo dá prioridade à Palavra do Senhor.
Uma das características mais virtuosas de um autêntico líder é o desvelo pelo ensino sistemático das Escrituras Sagradas. O verdadeiro pastor do rebanho do Senhor, como despenseiro de Deus, procura cumprir com responsabilidade a tarefa indelegável de alimentar as ovelhas do aprisco do Senhor. A Palavra de Deus é o puro, insubstituível e nutritivo alimento.
  1. O ensino da Palavra de Deus promoveu um grande avivamento e temor no coração de todos (2Cr.17:10).. Diz o texto sagrado: “E veio o temor do SENHOR sobre todos os reinos das terras que estavam em roda de Judá e não guerrearam contra Josafá”. O temor a Deus é o princípio da sabedoria. Um povo que teme a Deus se tornará próspero.
Segundo Roberto L.Sawyer, “este foi um estudo sistemático da mensagem, da parte do Antigo Testamento que é chamada de Pentateuco, composta pelos cinco livros de Moisés. Cada Levita tinha sua própria cópia, e indica que elas podem ter sido raras. Este foi o início da educação religiosa fora de casa e do Templo. É o único registro deste tipo de missão (cf. 2Rs.23:2 e Neemias 8:3-18, onde a Lei também foi ensinada, embora sob circunstâncias diferentes)”. Concordo com Roberto L.Sawyer, quando diz que “nenhum avivamento é possível sem que se honre a Palavra de Deus”.
Desde o Antigo Testamento, sempre vemos que os momentos de avivamento do povo de Deus são caracterizados por uma busca da Palavra de Deus, por uma renovação no interesse e na observância das Escrituras. Todo e qualquer movimento que menosprezar a Palavra de Deus, que não der espaço ao estudo e ao ensino da Palavra, não é um verdadeiro avivamento espiritual, mas um movimento místico, que se misturará facilmente com manifestações sobrenaturais de procedência duvidosa. Não há como se concordar com um “avivamento” que deixa de lado as Escrituras Sagradas e se apegam a invencionices humanas.
Uma igreja avivada, ao contrário do que muita gente pensa e faz na atualidade, não é uma igreja que não estude a Palavra de Deus, nem uma igreja que, por achar que “a letra mata”, não frequenta ou nem tem cultos de ensino e de doutrina, procurando apenas “reuniões de poder”. O verdadeiro avivamento faz com que o crente seja guiado pelo Espírito Santo e esta direção exige, em primeiro lugar, a perseverança na doutrina dos apóstolos. Crente avivado é crente que conhece a doutrina dos apóstolos e permanece nela, e que, por isso, não se deixa levar por qualquer “vento de doutrina”.
III. O EXTRAORDINÁRIO LIVRAMENTO DE DEUS
  1. A perigosa aliança feita com Acabe (2Cr.18:1-3) – “Tinha, pois, Josafá riquezas e glória em abundância e aparentou-se com Acabe” (2Cr.18:1). O reino de Judá e o reino de Israel haviam mantido uma relação mutuamente hostil, até o casamento do filho de Josafá com a filha de Acabe, Atália (cf. 2Cr.21:5,6; 2Rs.8:18). Este casamento proporcionou uma aliança entre os dois reis. Certamente o objetivo era bom – tentar unir os reinos; fizeram o correto, porém da maneira errada. Os fins não justificam os meios. Os nossos métodos ou planos devem estar dentro da vontade de Deus. Este enlace abriu a porta à adoração a Baal no reino de Judá, causando-lhe uma derrota moral, física e espiritual por muito tempo. Alianças feitas sem a orientação e a permissão de Deus sempre trazem prejuízos.
Além desse enlace matrimonial, Acabe pediu a Josafá que o ajudasse a atacar os sírios que ainda controlava parte do território de Israel (cf. 1Rs.22:3,4); isso ocorreu em 853 a.C (cf. 2Cr.18:2-34). Sem hesitar, e sem consultar o Senhor, Josafá concordou em ajudar o rei do Norte. Antes, o profeta Micaías foi consultado se a batalha seria ganha. Ele disse que a batalha seria perdida e que os quatrocentos profetas do rei Acabe foram induzidos ao erro, e que Acabe seria morto. O profeta foi severamente punido pelo rei por causa de sua profecia, que vinha do Senhor. Também, Josafá não deu ouvidos ao profeta Micaías. Nessa batalha, Acabe foi mortalmente ferido, mas Josafá, pela misericórdia de Deus, sobreviveu (cf. 1Rs.22:1-38). Contudo, Deus usou o profeta Jeú para repreender Josafá. O profeta mostrou ao rei o quanto a aliança que ele havia feito com Acabe aborrecera ao Senhor (2Cr.19:2). O rei aceitou a repreensão e se arrependeu da sua aliança com Acabe (2Cr.19:1-9).
Ao se relacionar com o idólatra Acabe, Josafá dera mau exemplo a seus súditos. O rei percorreu todo o reino, portanto, para fazer o povo tornar ao Senhor. Também instituiu um sistema judiciário segundo a lei mosaica (Dt.16:18-20). Essa medida, junto com o envio de mestres a todas as partes do reino (2Cr.17:7-9), revelou o respeito tremendo que Josafá tinha pelas Escrituras Sagradas. Seus atos indicaram, ainda, preocupação por seus súditos e o desejo de agir com retidão como regente escolhido por Jeová.
  1. Josafá enfrenta a ameaça dos inimigos (2Cr.20:1-12). Um grande exército, de Moabe, de Edom e de Amom, atravessou o mar Morto para lutar contra Josafá; eles se coligaram para atacar o reino de Judá e destronar o rei. Cercaram Jerusalém. Josafá teve medo, com razão.
Observe que nos dois capítulos anteriores há o relato de um grande avivamento que ocorreu no governo de Josafá (cf. 2Cr.17:7-9 e 19:4-11); toda a nação tornou-se para o Senhor com temor e tremor, porque a Palavra de Deus foi exaustivamente ensinada – “Eles percorreram todas as cidades do reino de Judá, levando consigo o Livro da Lei do Senhor e ensinando o povo” (2Cr.17:9). Todavia, em vez de bênçãos, vem um inimigo feroz e destruidor. Por que aconteceu isso, quando a nação já se havia optado por servir ao Senhor? Deus sabe melhor que nós as razões, entretanto, sabemos que, sem provações, nossas decisões duram pouco; sem fortalecimento, nossas determinações são fracas, e não persistem, não resistem ao tempo. Por isso, quando tomamos uma decisão certa de seguir a Jesus, então vêm as provas que são destinadas a reforçar a decisão, e, pela luta, manter a convicção ao lado do Senhor cada vez mais forte. O que vale aqui é ganhar a vida eterna, não uma vida um pouco melhor na Terra.
Sem dúvida, foi uma experiência aterrorizante para Josafá, mas Deus deu o livramento ao seu servo, porque ele resolveu confiar no seu Deus. Ele tinha consciência plena que Deus não desampara aqueles que estão em plena comunhão com Ele. Ora, Josafá vinha de uma experiência de altos e baixos em termos de fidelidade a Deus. Ele se mostrava um bom rei, hoje diríamos um bom pastor cristão. Mas cometia erros por atitudes negligentes, como a sua aliança com o rei Acabe. Ele era alguém que precisava de uma forte provação para ser refinado. A essa altura, ele e toda a nação precisavam de uma provação para reforçar a fidelidade a Deus. Por vezes, provações nos aproximam definitivamente de Deus, e essa era a situação de Josafá e de seu povo naquele tempo. Concordo com o Pr. Elienai Cabral quando diz que muitos só se lembram de buscar a Deus quando estão cercados pelas dificuldades. Não deixe para buscar a Deus somente nos tempos de crise; busque-o continuamente.
  1. A ação de Josafá. O exército inimigo era muito superior ao de Josafá. A destruição de Jerusalém era iminente. Só tinha uma saída para Josafá naquele momento tenebroso: para cima, para o Deus de Israel. E foi isto que Josafá fez. Naquele momento, certamente, ele se lembrou das palavras do salmista: “O meu socorro vem do Senhor que fez o Céu e a terra” (Sl.121:2). Josafá invocou o nome do Senhor, e apregoou um jejum em toda a nação (cf.2Cr.20:3). Seguindo uma liderança temente e obediente ao Senhor, a nação inteira – os homens, as mulheres e as crianças – ouviu o apelo do rei e buscou a Deus de coração. O rei invocou o Deus de seus pais, e relembrou libertações ocorridas no passado (veja 2Cr.6:28-31). Sob a sombra do Templo, Josafá lembrou ao Senhor que o povo de Judá era seu povo da aliança; que a Casa do Senhor, onde ele estava orando, era o santuário de Deus e o lugar onde Ele prometera ouvir as orações e responder a elas; que aqueles aos quais Israel havia demonstrado bondade estavam prestes a destruí-lo e a tomar sua terra. Em momentos de crise, a oração é uma fonte de força capaz de nos fazer recordar experiências prévias em que fomos ajudados por Deus. Nenhum crente deve duvidar do poder da oração.
Josafá encerrou sua súplica fervorosa, e todo o povo de Judá ficou em pé diante do Senhor, à espera da resposta (cf.2Cr.20:7-13). Então o Senhor, por intermédio do profeta Jaaziel, respondeu dizendo que a peleja não era deles, mas de Deus (2Rs.20:15). O povo só precisaria sair no dia seguinte e ver o que o Senhor faria (cf.2Cr.20:14-17).
Pela fé, o povo se alegrou, antecipadamente, com a vitória. Na manhã seguinte, se levantaram bem cedo e saíram para ver o que o Senhor fizera. Marcharam ao campo de batalha precedidos de cantores, como quem vai a um festival (cf.2Cr.20:18-21). Ao ouvir seu povo entoar o cântico de fé, Deus confundiu os inimigos de tal modo que lutaram uns contra os outros. Quando Judá chegou, restou-lhe apenas juntar os despojos, uma tarefa que os ocupou por três dias. Transbordantes de alegria, louvaram o Senhor e voltaram a Jerusalém cantando. Os reinos vizinhos souberam do ocorrido, e temeram; Judá desfrutou paz (cf. 2Cr.20:22-30).
CONCLUSÃO
Aprendemos com a história de Josafá que não há crise que não possa ser vencida quando oramos, jejuamos e confiamos no Senhor. Também aprendemos que o inimigo não pode resistir ao povo de Deus quando há oração, jejum e verdadeira adoração. Jesus declarou que determinadas castas de demônios só podem ser expelidas pela “oração e pelo jejum” (Mt.17:21). Se você está enfrentando, como o rei Josafá, uma terrível crise, não desanime. Não se renda diante das ameaças do inimigo. Ore, jejue, adore e veja o livramento do Senhor.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
INTRODUÇÃO

O que é a vida cristã normal? É uma vida que inclui lutas, problemas, e acontecimentos que parecem combater a alegria que nos dizem encontrarmos em Cristo? É normal ter problemas vindos de desejos tão naturais como comida ou sexo, ou lutar com pensamentos descontrolados ou falta de disciplina? É comum ser assoberbado por conturbações emocionais, feridas do passado, lembranças de fracassos, sentimentos de inferioridade e insegurança, e mesmo o medo de ser rejeitado por Deus? Não é incomum lutar com finanças, saúde, um companheiro de quarto incômodo, colega ou parente? Todas essas são questões vexatórias por duas razões essenciais. Primeiro, lutávamos normalmente com tais coisas antes de virmos a Cristo, e como poderíamos ter imaginado tal luta uma vez que estamos nEle? Segundo, muitos autores, palestrantes e líderes cristãos insinuaram que esse tipo de experiência não é parte da vida cristã normal, porém revela, antes, as deficiências de uma fé abaixo do padrão.

Quando tentamos entender as inadequações de nossas vidas, podemos ouvir os testemunhos de cristãos vitoriosos que raramente mencionam qualquer experiência perturbadora depois de sua conversão. A vida desses cristãos parece geralmente ter sido de vitória, louvor, e poder avassalador! Geralmente muitos de nós, com o passar do tempo, acabamos aceitando o fato de que somos cristãos muito anormais: fracos, não conseguindo permanecer onde deveríamos, e sem a habilidade, inteligência, e disciplina para vivermos a vida de vitória completa como definida pelas experiências de certos irmãos.

Aqueles que têm problemas, entretanto têm de tomar coragem, porque o que descobri em minha caminhada com o Senhor e interação com seu povo é que, notavelmente, problemas são um elemento natural da vida do cristão. A vida cristã normal não deixa de ter lutas, nem é livre de fracassos, nem é uma vida de picos emocionais constantes. Pelo contrário, essa vida é cheia de adversidade, mas adversidade com propósito.

Veja o que o apóstolo Paulo disse em I Co 4.9-13: "Porque tenho para mim que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens. Nós somos loucos por amor de Cristo, (...) fracos, (...) desprezíveis. Até a presente hora padecemos fome e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos; somos difamados, e exortamos; até apresente somos considerados como o refugo do mundo, e como a escória de tudo." Essa não é uma passagem popular entre o povo da prosperidade, mas Paulo reitera seu ponto de vista, escrevendo aos Coríntios novamente: "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexas, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos..." (II Cor. 4.8-10).

O que é, então, a vida cristã normal? Será freqüentemente uma vida cheia de problemas. Uma vez que entendamos que fatos, pessoas, saúde e circunstâncias adversas têm um propósito em nossas vidas, poderemos nos submeter à mão de Deus nelas. Problemas são normais!

Muitas vezes os desconfortos na vida dos cristãos vêm nem tanto dos problemas, quanto de seu contínuo auto-exame. Eles imaginam o que estará errado com eles para que Deus permita tais coisas acontecerem. A Escritura está repleta de inferências de que vamos sofrer; hoje, entretanto, esse aspecto da vida cristã comum é freqüentemente ignorado, impedindo muitos de substituírem seu desânimo por coragem.

O objetivo deste estudo é trazer algumas informações, colhidas dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão sobre o exemplo do rei Josafá diante de uma calamidade iminente. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.

I.O    REINO DO NORTE E DO SUL
O final do reino de Salomão foi marcado por descontentamento das camadas mais pobres da população, que tinham de pagar pesados impostos para financiar seus planos ambiciosos. Além disso, o tratamento preferencial dispensado à sua própria tribo exasperava as outras, e conseqüentemente crescia o antagonismo entre a monarquia e os separatistas tribais. Após a morte de Salomão (930 a.E.C.) uma insurreição aberta provocou a cisão das tribos do norte e a divisão do país em dois reinos: o reino setentrional de Israel, formado pelas dez tribos do norte, e o reino meridional de Judá, no território das tribos de Judá e Benjamim. O Reino de Israel, com sua capital Samaria, durou mais de 200 anos, e teve 19 reis; o Reino de Judá sobreviveu 350 anos, com sua capital, Jerusalém, e teve o mesmo número de reis, todos da linhagem de David. Com a expansão dos impérios assírio e babilônio, tanto Israel quanto Judá, mais tarde, acabaram caindo sob domínio estrangeiro. O Reino de Israel foi destruído pelos assírios (722 a.E.C.) e seu povo foi exilado e esquecido. Uns cem anos depois, a Babilônia conquistou o Reino de Judá, exilando a maioria de seus habitantes e destruindo Jerusalém e o Templo (586 a.E.C.).

II.  O REI JOSAFÁ
O reino de 25 anos de Josafá (872-848 a.C.) foi um dos mais alentadores, e marcou uma era de esperança na história religiosa de Judá. Nos primeiros anos de seu reinado, Josafá fez reviver a política da reforma religiosa que tinha sido tão efetiva na primeira parte do reinado de Asa. Devido a que Josafá tinha trinta e cinco anos de idade quando começou a governar, deve ter permanecido, muito provavelmente, sob a influência dos grandes líderes religiosos de Judá durante sua infância e juventude. Seu programa esteve bem organizado. Cinco príncipes, que estavam acompanhados por nove levitas principais e dois sacerdotes, foram enviados por todo Judá para ensinar a lei. Além disto, suprimiu os lugares altos e os asserins pagãos, para que o povo não fosse influenciado por eles. Em lugar de buscar a Baal, como o povo provavelmente tinha feito durante as últimas duas décadas do reinado de Asa, este rei e seu povo se voltaram para Deus.

Este novo interesse com Deus teve um amplo efeito sobre as nações circundantes, ao igual que sobre Judá. Conforme Josafá fortificava suas cidades, os filisteus e os árabes não declararam a guerra a Judá, senão que reconheceram a superioridade do Reino do Sul, levando presentes e tributos ao rei. Este providencial favor e apoio o animaram a construir cidades para armazéns e fortalezas por todo o país, estabelecendo nelas unidades militares. Além disso, contava com cinco comandantes do exército de Jerusalém, ligados e responsáveis diretamente a sua pessoa (2 Cr 17.1-19). Como natural conseqüência, sob o mandado de Josafá o Reino do Sul prosperou política e religiosamente.

Existiam relações amistosas entre Israel e Judá. A aliança matrimonial entre a dinastia de Davi e Onri deve ter-se realizado, verossimilmente, na primeira década do reinado de Josafá (cerca de 865 a.C.), já que Acazias, o filho desta união, tinha vinte e dois anos quando ascendeu ao trono de Judá em 841 a.C. (2 Rs 8.26). Este nexo de união com a dinastia governante do Reino do Norte, assegurou a Josafá do ataque e a invasão procedente do Norte.

Aparentemente transcorreu mais de uma década do reinado de Josafá sem notícias entre os primeiros dois versículos de 2 Cr 18; o ano era 853 a.C. Depois da batalha de Qarqar, na qual Acabe tinha participado na aliança síria, para opor-se à força expansiva dos assírios, Acabe homenageou a Josafá muito suntuosamente em Samaria. Enquanto Acabe considerou a recuperação de Ramote-Gileade, que Ben-Hadade, o rei sírio, não lhe havia devolvido de acordo com o tratado de Afeque, convidou a Josafá a unir-se a ele na batalha. O rei de Judá respondeu favoravelmente; porém insistiu em assegurar-se os serviços e o conselho de um verdadeiro profeta. Micaías predisse que Acabe seria morto na batalha. Ao ter conhecimento daquilo, Acabe se disfarçou. Ao ser mortalmente ferido por uma flecha perdida, Josafá conseguiu escapar, voltando em paz a Jerusalém.

Jeú confrontou a Josafá valentemente com as palavras do Senhor. Sua fraternização com a família real de Israel estava desgostando o Senhor. O juízo divino viria a seguir, sem dúvida. Para Jeú, isto foi um grande ato de valor, já que seu pai, Hanani, tinha sido encarcerado por Asa por ter admoestado o rei. Concluindo sua mensagem, Jeú felicitou a Josafá por tirar do meio os asserins e submeter-se e buscar a Deus.

Em contraste com Asa, seu pai, Josafá respondeu favoravelmente a esta admoestação. Pessoalmente foi por toda Judá, desde Berseba até Efraim, para alentar o povo a voltar-se a Deus. Completou esta reforma, nomeando juízes em todas as cidades fortificadas, admoestando-os a que julgassem com o temor de Deus, antes que com base em juízos particulares ou aceitando subornos. Os casos em disputa deviam apelar-se a Jerusalém, onde os levitas, os sacerdotes e os cabeça de família importantes, tinham a seu cargo o render justas decisões. Amarias, o chefe dos sacerdotes, era em última instancia responsável de todos os casos religiosos. As questões civis e criminosas estavam a cargo de Zebadias, o governador da casa de Judá.

III.   JOSAFÁ E SEUS INIMIGOS
Pouco depois de tudo isto, Josafá se viu enfrentado a uma terrífica invasão procedente do sudeste. Um mensageiro informou que uma grande multidão de amonitas e moabitas se dirigia a Judá, procedentes da terra do Edom, ao sul do Mar Morto. Se aquilo era o castigo implicado na predição de Jeú sobre a pendente ira de Deus, então se viu que Josafá tinha sabiamente preparado a seu povo. Quando proclamou o jejum, o povo de todas as cidades de Judá respondeu imediatamente. Na nova corte do templo, o próprio rei conduziu a oração, reconhecendo que Deus lhes havia entregado a terra prometida, manifestando sua presença no templo dedicado nos dias de Salomão, e prometido a liberação se se prostrassem humildemente diante dEle. Nas simples palavras "não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti", Josafá expressou sua fé em Deus, quando concluiu sua oração (2 Cr 20.12). Mediante Jaaziel, um levita dos filhos de Asa, a assembléia recebeu a certeza divina de que inclusive sem ter de lutar eles veriam uma grande vitória. Em resposta, Josafá e seu povo se inclinaram e adoraram a Deus, enquanto os levitas, audivelmente, louvavam o Senhor.

 Na manhã seguinte, o rei conduziu seu povo pelo deserto de Tecoa e os alentou a exercer sua fé em Deus e nos profetas. Cantando louvores a Deus, o povo marchava contra o inimigo. As forças inimigas foram lançadas numa terrível confusão e se massacraram uns aos outros. O povo de Judá empregou três dias em recolher o botim e os despojos de guerra. No quarto dia, Josafá reuniu seu povo no vale de Beraca, para uma reunião de ação de graças, reconhecendo que só Deus lhes havia dado a vitória. Numa marcha triunfal, o rei os conduziu a todos de volta a Jerusalém. O temor de Deus caiu sobre as nações dos arredores quando souberam desta miraculosa vitória. Josafá de novo tornou gozar de paz e quietude.

O inimigo que vinha contra os judeus era numeroso, mas a partir do instante em que receberam a promessa de livramento, eles se puseram a louvar. "Pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém! Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis. Aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o Senhor, que, vestidos de ornamentos sagrados e marchando à frente do exército, louvassem a Deus, dizendo: Rendei graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre." (Vv. 20,21.)

Que marcha diferente foi aquela, na qual os soldados, no lu­gar de espadas e lanças, levaram instrumentos musicais! E peran­te tal demonstração de fé, algo extraordinário aconteceu: Deus fez com que a coalizão inimiga se desentendesse e começasse a lutar entre si. "Tendo Judá chegado ao alto que olha para o deser­to, procurou ver a multidão, e eis que eram corpos mortos, que jaziam em terra, sem nenhum sobrevivente." (V. 24.)

Os israelitas venceram a batalha sem precisar disparar uma única flecha, armados, apenas, com o poder do louvor. Quan­do louvamos, coisas maravilhosas acontecem! As vezes pensa­mos que as pessoas mais agradecidas são as que receberam mais bênçãos, mas a verdade é que elas são mais abençoadas porque agradecem mais. Na guerra espiritual, o louvor é a arma definitiva, contra a qual o inimigo não possui defesa.

CONCLUSÃO
Identifique a hora de parar de suplicar e começar a agradecer. Não glorifique ao Senhor apenas pelo que ele fez: exalte-o também, pelo que vai fazer. Descarte o pessimismo e a murmuração, e prevaleça pelo louvor. Dizem que o gorjeio mais bonito é o do rouxinol, porque esse pássaro só canta de noite. Da mesma forma, não há adoração tão bela quanto a que é prestada nas sombras da provação.
Na confecção deste pequeno estudo, buscamos consultar literatura que mais se aproxima com o pensamento de nossa denominação, tentando não perder a coerência teológica. Evitamos expressar conceitos e opiniões pessoais sem o devido embasamento na Palavra, pois a finalidade é agregar conhecimentos, enriquecer a aula da escola dominical e proporcionar ao professor domínio sobre a matéria em tela. Caso alcance tais finalidades, agradeço ao meu DEUS por esta grandiosa oportunidade.

Aprenda que o mais importante é adorar e servir ao Senhor quando vem as adversidades. Quando tudo vai muito bem, fica fácil. Porém, a prova de sua fé, somente é observada, quando você passa por calamidades. 

Quando isso acontecer, procure entender que Deus não te deixou só. Ele está apenas te aperfeiçoando, pra uso Dele próprio. Seja aprovado, quando por Ele fores provado.

Abraços.

Viva vencendo em todas as situações!!!

Seu irmão menor.

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