21 janeiro 2017

JESUS É O ARCANJO MIGUEL?

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A história registra que Adventistas e as Testemunhas de Jeová viveram um período da história como uma só entidade religiosa. C.T. Russell associou-se a N. H. Barbour, um dissidente do movimento adventista, por um período de tempo ocasião em que publicaram a revista mensal Herald of The Morning (O Arauto da Aurora). Não é sem razão, pois, que tanto os adventistas como as testemunhas de Jeová tenham ponto de vista iguais sobre a pessoa de Jesus como sendo o próprio arcanjo Miguel. Dois nomes para uma só pessoa. É preciso que, antes de analisarmos declarações de ambas organizações religiosas, tenhamos presente que é de necessidade absoluta conhecermos o Jesus verdadeiro indicado na Bíblia, para não aceitarmos um ‘outro’ Jesus falso, como declara Paulo em 2 Co 11.4, “Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado... seja anátema”.

O QUE DIZEM OS ADVENTISTAS
Dizem os adventistas: “Cremos que ‘Miguel’ [original Michael] não é senão um dos muitos títulos aplicados ao Filho de Jesus...”. Noutro escrito adventista se lê: “Nas Escrituras, Miguel, cujo nome significa ‘Quem é como Deus?’, é descrito como ‘arcanjo’ (Judas 9)...”... “Uma análise detida...dentro do contexto bíblico deixa claro que Miguel é apresentado no texto sagrado como um Ser divino...”

O QUE DIZEM AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
Como é conhecido dos estudiosos das seitas, as testemunhas de Jeová mudam freqüentemente suas doutrinas. Embora reconheçam que mudanças doutrinárias perturbam as pessoas honestas, elas são useiras e vezeiras nas mudanças doutrinárias. E, consequentemente, não poderiam deixar de apontar Jesus de modo diferente Bíblia no que concerne ao arcanjo Miguel.

JESUS É MIGUEL? Não! – diziam as Testemunhas de Jeová
“Sua posição é contrastada com a de homens e anjos, como Senhor de ambos, tendo “todo o poder no céu e na terra.” Desde que está escrito, “E todos os anjos de o adorem.”; [ isto inclui Miguel, o chefe dos anjos, dado que Miguel não é o Filho de Deus] e a razão é que “herdou mais excelente nome do que eles.”

MIGUEL É JESUS? Sim! – dizem as Testemunhas de Jeová
“É Jesus Cristo a mesma pessoa que o arcanjo Miguel?
“... a evidência indica que o Filho de Deus, antes de vir à terra, era conhecido como Miguel, e também é conhecido por esse nome desde que retornou ao céu, onde reside como o glorificado Filho espiritual de Deus.” 

HÁ DIFERENÇAS ENTRE MIGUEL E JESUS

NO NOME
O nome Miguel significa “Quem é Como Deus?”. Encerra uma pergunta, sem afirmar que Miguel seja Deus. Já o nome Jesus significa “Jeová é o Salvador”. É uma afirmação que enfatiza a diferença de Miguel. 
Em Is 43.11se lê: “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador.” Essa declaração é aplicada a Jeová nas Escrituras Hebraicas, como as testemunhas de Jeová costumam referir-se ao Velho Testamento. Nas Escrituras Gregas ou Novo Testamento vamos encontrar que a salvação é obra exclusiva de Jesus: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos.”(At 4.12) Embora Jeová e Jesus sejam duas pessoas distintas (Jo 8.16-18) constituem o mesmo Deus Salvador. Miguel é pessoa distinta de Jesus no significado do próprio nome.


NATUREZA
Miguel é anjo, na hierarquia angelical de arcanjo. Embora possa ser tido como chefe dos anjos, não deixa de ser criatura. Falando dos anjos diz Hb 1.14: “Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” A função dos anjos é servir àqueles que vão ser salvos. Como tal os anjos defendem os cristãos das artimanhas do Diabo e de inimigos terrenos (Sl 34.7; 91.11). É digno de nota ainda que os anjos estão sujeitos a Cristo: “O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades e potências.”(1 Pe 3.22)
Jesus, diferentemente de Miguel, é o Criador do próprio Miguel. Em Cl 1.16, lemos: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele.” Cristo é o Criador de todas as coisas, e dentre eles, as coisas invisíveis que compreende toda a hoste celestial na categoria de anjo, arcanjo, querubim, serafim. Consequentemente, Jesus é o Criador de Miguel, não podendo ser confundidas as pessoas do Criador (Jesus) e da criatura (Miguel).
Ainda na natureza de ambos, Miguel e Jesus, se nota que Miguel é arcanjo enquanto Jesus é Deus, a segunda pessoa da Trindade. O Deus verdadeiro único é o que sendo um na essência é trino nas Pessoas. É chamado Deus Criador em Jo 1.1-3. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” Jesus em Jo 3.16 é chamado “Filho unigênito”. Ser Filho unigênito é ser filho único gerado; ser Filho gerado é ter a mesma natureza do Pai, que gerou. Esse Pai é Deus; logo Deus é também o Filho gerado.


NA ADORAÇÃO
Miguel não pode ser adorado. Dentro de toda a hierarquia angelical é terminantemente proibido prestar culto aos anjos, qualquer tipo de culto, como se lê em Cl 2.18, “ Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão.” Os próprios anjos são conhecedores que não se lhes deve prestar adoração e por isso recusam-na abertamente. Isso se pode ler em duas partes da Bíblia: Em Ap 19.10 e Ap 22.8,9 “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos que têm o testemunho de Jesus: adora a Deus.” “E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: 0lha não faças tal... Adora a Deus.”

Já, com respeito à pessoa de Jesus, não há qualquer problema em adorá-lo. Sabemos que os anjos são maiores do que nós (Hb 2.6,7), entretanto prestaram adoração a Cristo sem qualquer constrangimento. É interessante notar que é o próprio Deus que ordena essa adoração, como se lê em Hb 1.6 “E quando outra vez introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” Se Jesus fosse um anjo, na hierarquia de um arcanjo como Miguel, então seriam os anjos tidos como idólatras, pois não é correto que um chefe de anjo seja adorado por outros anjos. Mas, na continuação da leitura de Hebreus capítulo primeiro, que visa mostrar a superioridade de Jesus sobre os anjos como se lê dos vv. 4,5, que dizem:"
.” a superioridade de Jesus sobre os anjos, o v. 8 mostra essa razão, quando o Pai declara de seu Filho: “Mas, do Filho, diz: “Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do reino.” No céu, ao nome de Jesus, se prostram todos os seres criados:” Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus...”(Fp 2.10) A adoração do único Deus é vista da seguinte forma em Ap 5.13: “ E ouvi, a toda a criatura que está no céu , e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão.” Os próprios anjos são conhecedores que não se lhes deve prestar adoração e por isso recusam-na abertamente. Isso se pode ler em duas partes da Bíblia: Em Ap 19.10 e Ap 22.8,9 “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos que têm o testemunho de Jesus: adora a Deus.” “E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: 0lha não faças tal... Adora a Deus.”
Já, com respeito à pessoa de Jesus, não há qualquer problema em adorá-lo. Sabemos que os anjos são maiores do que nós (Hb 2.6,7), entretanto prestaram adoração a Cristo sem qualquer constrangimento. É interessante notar que é o próprio Deus que ordena essa adoração, como se lê em Hb 1.6 “E quando outra vez introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” Se Jesus fosse um anjo, na hierarquia de um arcanjo como Miguel, então seriam os anjos tidos como idólatras, pois não é correto que um chefe de anjo seja adorado por outros anjos. Mas, na continuação da leitura de Hebreus capítulo primeiro, que visa mostrar a superioridade de Jesus sobre os anjos como se lê dos vv. 4,5, que dizem:"
.” a superioridade de Jesus sobre os anjos, o v. 8 mostra essa razão, quando o Pai declara de seu Filho: “Mas, do Filho, diz: “Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do reino.” No céu, ao nome de Jesus, se prostram Miguel não pode ser adorado. Dentro de toda a hierarquia angelical é terminantemente proibido prestar culto aos anjos, qualquer tipo de culto, como se lê em Cl 2.18, “ Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão.” Os próprios anjos são conhecedores que não se lhes deve prestar adoração e por isso recusam-na abertamente. Isso se pode ler em duas partes da Bíblia: Em Ap 19.10 e Ap 22.8,9 “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos que têm o testemunho de Jesus: adora a Deus.” “E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: 0lha não faças tal... Adora a Deus.”
Já, com respeito à pessoa de Jesus, não há qualquer problema em adorá-lo. Sabemos que os anjos são maiores do que nós (Hb 2.6,7), entretanto prestaram adoração a Cristo sem qualquer constrangimento. É interessante notar que é o próprio Deus que ordena essa adoração, como se lê em Hb 1.6 “E quando outra vez introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” Se Jesus fosse um anjo, na hierarquia de um arcanjo como Miguel, então seriam os anjos tidos como idólatras, pois não é correto que um chefe de anjo seja adorado por outros anjos. Mas, na continuação da leitura de Hebreus capítulo primeiro, que visa mostrar a superioridade de Jesus sobre os anjos como se lê dos vv. 4,5, que dizem:"
.” a superioridade de Jesus sobre os anjos, o v. 8 mostra essa razão, quando o Pai declara de seu Filho: “Mas, do Filho, diz: “Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do reino.” No céu, ao nome de Jesus, se prostram todos os seres criados:” Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus...”(Fp 2.10) A adoração do único Deus é vista da seguinte forma em Ap 5.13: “ E ouvi, a toda a criatura que está no céu , e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono todos os seres criados:” Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus...”(Fp 2.10) A adoração do único Deus é vista da seguinte forma em Ap 5.13: “ E ouvi, a toda a criatura que está no céu , e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono(Jeová Deus), e ao Cordeiro (Jesus Cristo e não Miguel, que nunca é chamado de o Cordeiro), sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.

MUDANÇAS DOUTRINÁRIAS
É elogiável, quando mantemos um conceito errado sobre um ponto doutrinário, que venhamos reconhecer o erro e abandoná-lo, pois Deus não leva em conta os tempos da nossa ignorância (At 17.30). Mas é terrível, muito terrível mesmo, quando estamos certos e abandonamos o que é correto para adotar um ponto de vista errado, assim considerado à luz da Bíblia. Isso é apostasia teológica (1 Tm 4.1).

ONTEM
As testemunhas de Jeová mantiveram por muitos anos um conceito certo sobre Jesus, negando que ele fosse o próprio arcanjo Miguel e arrazoaram corretamente com a citação de textos que não davam margem à idéia errônea de que Miguel e Jesus fossem a mesma pessoa. Apresentavam os textos de Mt 28.18 que declara ter Jesus todo o poder no céu e na terra; poder esse que os anjos não tem; apresentavam Hb 1.6 que ordena a todos os anjos que adorassem a Jesus; quando os próprios anjos não podem ser adorados; e, finalmente, com Hb 1.4 onde se lê que Jesus recebeu nome mais excelente do que os anjos.

HOJE
Para justificar sua posição de que Jesus é Miguel, argumentam da seguinte forma: “O nome deste Miguel ocorre apenas cinco vezes na Bíblia. A gloriosa pessoa espiritual que leva esse nome mencionada como ‘um dos primeiros príncipes’, ‘o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo (o de Daniel)’, e como ‘o arcanjo’(Dan. 10.13; 12.1; Judas 9, ALA). Miguel significa: ‘Quem É Semelhante a Deus’”(Raciocínios à base das Escrituras, p.).


EXAME DAS CINCO VEZES ONDE APARECE O NOME MIGUEL
São cinco as referências citadas para apoiar o ensino segundo o qual Miguel e Jesus são a mesma pessoa :
1. Daniel 10.13: “Mas o príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de mim vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me.”
Comentário:
É de notar a declaração hierárquica que se faz de Miguel – “um dos primeiros príncipes” o que faz deduzir que Miguel é apenas um dentre outros. Isso quer dizer que existem outros iguais a Daniel. Tal não acontece com Jesus: ele não “um dos primeiros” mas é o único. Enquanto se fala de Miguel como um príncipe dentre outros, Jesus é chamado o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Isso é visto em Ap 19.16: “E no vestido e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores.” Ora, este texto só pode fazer paralelo com o próprio Deus Jeová que a si mesmo se declara: “Pois o Senhor vosso Deus, é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas.”(Dt 10.17) O mesmo se lê no Sl 136.3, “Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade é para sempre.”

2. Daniel 10.21: “Mas eu te declararei o que está escrito na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe.”
Comentário:
Miguel é tido nesse texto como defensor do povo judeu. Jesus é defensor de todos os povos como declara 1 Jo 2.1, “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis: e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.”

3. Daniel 12.1: “E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.”
Comentário:
No tempo da grande tribulação para o povo judeu (Jr 30.7), depois do arrebatamento da Igreja, Miguel se porá a favor do povo judeu, que, por fim, aguardará o seu Messias, Jesus Cristo (Zc 12.10; 14.4)


4. Judas 9: “Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juizo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda.”

Comentário:
Notamos que Miguel não lutou contra Satanás na disputa sobre o corpo de Moisés, por faltar-lhe autoridade para tanto. Usou da autoridade do nome de Jesus, “O Senhor te repreenda.” Jesus, enquanto aqui na terra, lutou várias vezes contra Satanás, vencendo-o. Alguns exemplos:

Em Mt 4.1-10, por três vezes, Jesus repreendeu Satanás e por fim ordenou categoricamente: “Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviram.”(v.10,11).
Em Mt 16.21-23 de novo Jesus repreende o diabo e manda-o retirar-se e ele não contesta, mas obedece prontamente: “Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.”
Em Mc 16.17 ele concede poder aos seus seguidores de usarem o seu nome para expulsar demônios: “Em meu nome expulsarão demônios...”

Em At 19.12, 13 se lê que até os exorcistas sabiam do poder do nome de Jesus sobre os demônios. Tentavam usar esse nome mas sem a autoridade do próprio Jesus, foram envergonhados. Já no caso de Paulo que invocava o nome de Jesus os demônios não suportavam a autoridade desse nome e se retiravam. Como Miguel podiam ser a mesma pessoa se Miguel não ousou repreender Satanás, o que foi feito por Jesus várias vezes durante o ministério na terra.
5. Ap 12.7: “E houve batalha no céu: Miguel e seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhava o dragão e os seus anjos.”
Comentário:
No v. 7 fala de Miguel e se esse Miguel é o próprio Jesus, por que no v. 11 afirma que o povo de Deus venceu o inimigo pelo sangue do Cordeiro? Está escrito no v. 11: “E eles (o povo de Deus) venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.” Gostaríamos de ver qualquer interprete da Bíblia substituir esse texto, colocando o seguinte: “E eles venceram pelo sangue de Miguel...” Haveria alguém que atribuísse a vitória do povo de Deus ao sangue de Miguel? O povo de Deus sempre tem vitória pelo nome e pelo sangue de Jesus ( Lc 10.19; At 1.8; 3.6; Ef 1.7, 20-22)

Com relação ainda a 1 Ts 4.16 dizem as testemunhas de Jeová: “ Em 1 Tessalonicenses 4.16 a ordem de Jesus Cristo para a ressurreição começar é descrita como ‘a voz do arcanjo’, e Judas 9 diz que o arcanjo é Miguel.”... É portanto razoável que o arcanjo Miguel seja Jesus Cristo.” (Raciocínios à base das Escrituras, p. 219). Ora, lendo-se todo o texto em tela se observa que Jesus não só vem com voz de arcanjo, “mas com a trombeta de Deus”. Se o fato de Jesus vir ‘com voz de arcanjo’ o torna o arcanjo Miguel, o fato também de ele vir com ‘trombeta de Deus’ o coloca, obviamente, como Deus. O exército celestial acompanhará Cristo na sua segunda vinda como é mostrado em Mt 25.31 “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele...”. Quando se lê ‘todos os santos anjos com ele’ se inclui certamente o arcanjo Miguel. O mesmo se lê em Ap 19.11,14. 0 v. 14 declara: “E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.”
É digno de nota ainda que o Jesus das testemunhas de Jeová passou por três fases: antes de vir a terra chamava-se no céu de arcanjo Miguel. Ao tornar-se homem, nascendo da virgem Maria, abandonou o nome que lá tinha e tornou-se somente homem, nada mais do que homem, um homem perfeito como Adão antes da queda. Ao ressuscitar dos mortos e ascender ao céu, o Jesus de Nazaré homem, deixou de existir para sempre. Voltou a ser o arcanjo Miguel, de novo. Logo se trata de um Jesus mutável na sua natureza: anjo, homem, anjo. Isso chega s raias de blasfêmia inominável contra o eterno Jesus Cristo, como se lê de Hb 13.8: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente.” O escritor de hebreus continua: “Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas...”(13.9).

Abraão de Almeida

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