12 janeiro 2017

LIÇÃO 03 - 15/01/2017 - "O PERIGO DAS OBRAS DA CARNE"

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TEXTO ÁUREO
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41)


VERDADE PRÁTICA
Oremos e vigiemos para que não sejamos surpreendidos pelas obras da carne


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 
Lucas 6.39 – 49


INTRODUÇÃO
Cada pessoa deve reconhecer o perigo das obras da carne e repudiar isso de suas vidas. Todos estão sujeitos a caírem nesse mal, mas a partir do momento que o Espírito Santo tem o total controle sobre o crente, dificilmente as obras da carne terão chance de se sobressair. A oração e a vigilância são elementos fundamentais para a luta contra uma vida de pecado, considerando que para Deus não há tamanho de pecado. Pecado é pecado e ponto! O crente deve ouvir a Palavra e ser semelhante ao homem prudente: colocando em prática tudo o que ouvir. Fazendo assim, permaneceremos firmes quaisquer que sejam as tempestades que possam assolar a nossa vida.

Estamos estudando sobre 'As Obras da Carne e o Fruto do Espírito' — Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Diante desta maravilhosa Lição,  teremos muito a aprender. O fruto do Espírito é a expressão do caráter de Cristo, produzido em nós, para que o mundo veja isso e glorifique a Deus.

Para facilitar a compreensão, irei destacar um breve resumo da nossa Lição dentro dos nossos objetivo.

I. A VIDA CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE
O que é a concupiscência da carne ?
É um termo usado teologicamente para expressar os desejos malignos e lascivos que assediam os homens caídos (Rm 7.8; Cl 3.5; 1 Ts 4.5).
A opinião bíblica vê a concupiscência como a lascívia que leva a pecar, desenvolvida quando o homem rebelou-se contra Deus e caiu. Ela é pecaminosa em si, e revela a corrupção de toda a natureza do homem e o pecado que está nele.

CONCUPISCÊNCIA
 1. Forte desejo: Pode ser um desejo ardente (heb. nephesk), como o do exército egípcio para alcançar e destruir Israel no Mar Vermelho (Ex 15.9); ou dos negociantes ansiosos (epithumias) para auferir os lucros de seus empreendimentos comerciais (Ap 18.14); ou simplesmente um desejo (gr. epithumia) ou uma ambição por outras coisas (Mc 4.19).
“O que sai do homem é o que o torna impuro. De fato, é do interior, é do coração do homem que saem as más intenções, os desregramentos, os furtos, homicídios e adultérios, as perversidades, as astúcias, a inveja, a injúrias, vaidade e insensatez” (cf. Mc 7,20-22).

Essas sementes da concupiscência já existem em nós. Quando não as utilizarmos, é porque, pela graça de Deus, não estão florescendo. Satanás já as semeou e tenta cultivá-las em nós. É do coração do homem que saem as más intenções que o tornam impuro. Concupiscências são sementes do mal que têm forças e querem florescer. Em determinado momento, é a ganância; em outro, é a inveja; ainda em outro, é a impureza… e assim por diante. Paulo diz claramente: “”Sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim” (Rm 7,18-20).

A Expressão “Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de DEUS (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do ESPÍRITO.

A natureza humana caída."carne", aqui, diz respeito ao mundo, à natureza humana caída e escrava de tudo que se opõe ao ESPÍRITO (Gl 5.16-25).
Toda a natureza terrena e material que controla o ser humano pode ser considerada "carne", o desejo de ficar para sempre na Terra é um sinal evidente da natureza carnal humana.
A carne isola o homem de tudo o que é espiritual (v.8) e engloba todas as formas de arrogância.
Quando o ser humano se esquece de DEUS e confia em homens ou em si mesmo para viver aqui na Terra demonstra claramente sua carnalidade.
Sempre que o "eu" aparece em oposição a DEUS, ali está a carne.
O egoísmo e super-exaltação ou louvor de si mesmo é imitação de Satanás, é personalidade oposta a DEUS que quer que sejamos humildes e dependentes Dele.
João esclarece-nos: "a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida são opostas a Deus" (1 Jo 2.15-17).
Concupiscência é desejo, é ambição, é se submeter à vontade da carne. Esse desejo nasce no corpo, esfera física, passa para os olhos, que entram na alma, passando ao espírito humano, soberba, desejo de ser superior aos outros.
 
Os que andam "segundo a carne". Não há méritos em viver alheio à vida de DEUS (Ef 4.18), seguir os próprios pensamentos e inclinações (Is 53.6) de uma natureza que jaz em iniqüidade (Rm 7.24).

Concupiscência dos olhos.Tiago diz que cada um é atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Essa palavra epithumia (“desejo”, RSV) pode ter um significado neutro, nem bom nem mal. Assim, H. Orton Wiley escreve: “Todo apetite é instintivo e sem lógica. Ele não identifica o erro, mas simplesmente anela pelo prazer. O apetite nunca se controla, mas está sujeito ao controle. Por isso o apóstolo Paulo diz: ‘Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado’ (1 Co 9.27)”. Este talvez seja o sentido que Tiago emprega aqui.
No entanto, na maioria dos casos no Novo Testamento, epithumia tem implicações maléficas. Se for o caso aqui, quando um homem é seduzido para longe do caminho reto, isso ocorre por causa de um desejo errado. Tasker escreve: “Este versículo, na verdade, confirma a doutrina do pecado original. Tiago certamente teria concordado com a declaração de que ‘a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice’ (Gn 8.21).

Desejos concupiscentes. Como nosso Senhor ensinou de maneira tão clara (Mt 5.28), são pecaminosos mesmo quando ainda não se concretizaram em ações.”


II.  O QUE É UM CARÁTER MOLDADO PELO ESPÍRITO ?
"Todos que são guiados pelo Espírito Santo , são filhos de Deus" (Gl. 5:18); estes tem seu Caráter Moldado.

São moldados pelo Espírito aqueles que experimentaram o novo nascimento,e andam "segundo o ESPÍRITO".

"Os que andam segundo a carne, atendem às coisas da carne; mas os que andam segundo o ESPÍRITO, às coisas do ESPÍRITO." (Gl 5:17).

Inclinar é humilhar-se, é se colocar à disposição do ESPÍRITO SANTO, caso se queira seguir a DEUS.  "Inclinar-se para as coisas do ESPÍRITO" Trata-se de dispor a razão, a vontade e os sentimentos ao domínio do ESPÍRITO.  Ser dominado, ser servo, ser dirigido, ser guiado em sensível obediência ao ESPÍRITO SANTO.
"inclinar-se" indica a ação total da personalidade humana (razão, vontade e sentimento) em sujeição à carne ou ao ESPÍRITO . (Rm 8.5).

III. UMA VIDA QUE NÃO AGRADA A DEUS VIVE SEGUNDO A CARNE E É INFRUTÍFERA.
"A carne milita contra o ESPÍRITO, e o ESPÍRITO contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura seja do vosso querei"( "... de modo que não podeis fazer as coisas que gostaríeis de fazer"). Estas palavras de Gálatas 5:17 .

Há uma lutar constante em nós entre a carne e o Espírito, mas aquele que vive segundo acarne não tem uma vida flutifera .
mas  o capítulo 8 de Romanos,  descreve a vida vitoriosa e cheia de esperança vivida por aqueles que não andam "segundo a carne, mas segundo o ESPÍRITO (8:4), aqueles "Que estão em CRISTO JESUS" (8.1).

Sob a velha Natureza era simplesmente impossível fazer a vontade de DEUS, e se a velha natureza ainda domina a vida dos homens, fazer a vontade de DEUS continua sendo uma impossibilidade. Mas aqueles cuja vida é dominada e dirigida pelo ESPÍRITO, fazem de coração a vontade de DEUS.

Como vimos e estudamos o terno Carne: No sentido ético ela faz referência à natureza carnal, ou à disposição no homem que é propensa a pecar e que é antagónica a Deus (Gn 6,12; Rm 7.18; 8.6-8; 1 Co 3.3; Gl15.17,19; Cl 2,18; 2 Pe 2.10,18; 1 Jo 2.16), Este é o uso mais importante para o cristão. A carne, ou a natureza caída cobiça e guerreia contra o Espírito quando este opera através de uma nova natureza,  (G1 5.17-24; Rm 7.14-8.1). Esta condição é vencida da seguinte maneira:
(a) Aprendendo a distinguir entre as obras da carne e as obras do Espírito Santo (G1 5.19-23; cf. 1 Co 6,9-11; Rm 8.4-13).
(b) Percebendo pela fé que a natureza caída já está sob condenação, embora ela ainda não esteja removida (Rm 8.3) e, portanto, o Espírito Santo pode habitar e de fato habita no crente (Rm 8.9).
(c) Rendendo-nos e sujeitando-nos à direção orientadora do Espírito Santo (Rm 8.4-13; G1.5.24,25; Ef 5.18ss).

"Os que estão na carne não podem agradar a Deus" Rm 8.7, além disso vive uma vida influtífera.  Todo fruto revela sua árvore de origem. Da mesma maneira, como membros do corpo de Cristo, devemos refletir naturalmente o Seu caráter para que o mundo O veja em nós.
Quando procedemos de forma errada e vergonhosa, estamos voltando a nossa velha natureza se inclinando assim as obras da carne. Se entregarmos todo o controle de nossa vida ao Espírito Santo, Ele, infalivelmente, vai produzir o Seu fruto em nós, através de uma ação contínua e abundante (Gl 4.19).

Na Carta aos Calatas Paulo continua a contrastar ‘o fruto do Espírito’ com as obras da natureza pecaminosa. Assim como a natureza pecaminosa se manifesta de diferentes modos, o fruto do Espírito tem uma variedade de expressões. Veremos essas variedades nas próximas lições.

IV. O PERIGO DAS OBRAS DA CARNE
abaixo Pontuarei em descrição as obras da carne bem como breve resumo delas, mas antes de tudo sabemos que essas obras são uma constate ameça ao nosso relacionamento com Deus, e as pessoas que nos cercam.
Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de DEUS (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do ESPÍRITO  SANTO (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17).

As obras da carne (5.19-21) incluem:
(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos 'moichéia' e 'pornéia' são traduzidos por um só em português: prostituição.
(2) “Impureza” (gr. akatharsia),  pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).
(3) “Lascívia” (gr. aselgeia),  sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).
(4) “Idolatria” (gr. eidololatria),  a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que DEUS e sua Palavra (Cl 3.5).
(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia),  espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria, como o chá alucinógeno Ayahuasca, usado em algumas religiões
(6) “Inimizades” (gr. echthra),  intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.
(7) “Porfias” (gr. eris),  brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).
(8) “Emulações” (gr. zelos),  ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).
(9) “Iras” (gr. thumos), ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).
(10) “Pelejas” (gr. eritheia), ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).
(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de DEUS (Rm 16.17).
(12) “Heresias” (gr. hairesis),  grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).
(13) “Invejas” (gr. fthonos), antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.
(14) “Homicídios” (gr. phonos),  matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.
(15) “Bebedices” (gr. methe),  descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.
(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em JESUS e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de DEUS, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).

CONCLUSÃO
Devemos ter bastante cuidado em relação aos constante perigo que nos assola, além do cuidado é preciso vigilância, e entrega total ao nosso Deus para que Ele assuma o controle de nossas vidas. Quando o crente não se submete ao Espírito, cede aos desejos da natureza pecaminosa. Mas, ao permitir que Ele controle sua vida, torna-se um solo fértil, onde o fruto é produzido. Mediante o Espírito, conseguimos vencer os desejos da carne e viver uma vida frutífera.
(Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).

Subsidio para o professor

AS OBRAS DA CARNE E SEUS RESULTADOS
Paulo diz: “Porque as obras da carne são manifestas […]” (Gl 5.19). A palavra traduzida por “conhecidas”, significa “claro e manifesto”. “A carne propriamente dita, ou seja, a natureza pecaminosa é secreta e invisível; mas as suas obras, as palavras e atos pelos quais se manifesta, são públicos e evidentes” (STOTT, 2007, p.134). Por mais que alguém tente negar a pecaminosidade do homem, as obras da carne é a clara evidência da sua existência. Há várias listas de pecados semelhantes ao que o apóstolo faz referência na epístola aos gálatas (Rm 1.18-32; 1 Co 5.9-11; 6.9; 2 Co 12.20,21; Ef 4.19; 5.3-5; Cl 3.5-9; l Ts 2.3; 4.3-7; l Tm 1.9,10; 6.4,5; 2 Tm 3.2-5; Tt 3.3,9,10). Essa lista, embora extensa, não é exaustiva, uma vez que Paulo conclui dizendo: “[…] e coisas semelhantes a estas” (Gl 5.21). Por uma questão didática, os pecados dessa lista são classificados em algumas áreas, vejamos uma rápida descrição das obras da carne à luz da epístola de Paulo aos gálatas 5.19-21:
1 Pecados de ordem moral
Prostituição – a palavra grega usada é “pornéia”, que abrange todo o tipo de impureza sexual. Aqui estão incluídos todo tipo de pornografia, como quadros, filmes, produções pornográficas. Verifique ainda outros textos que apresentam a mesma expressão: (Mt 5.32, 19.9, At 15.20,29, 21.25, 1 Co 5.1).
Impureza – a palavra grega “akatharsia” se refere aos pecados sexuais, atos pecaminosos, vícios e também pensamentos e desejos impuros. Outros textos que usam a mesma expressão são: Efésios 5.3, Colossenses 3.5.
Lascívia – é a palavra grega “aselgeia”, que é a sensualidade. É seguir as próprias paixões a ponto de perder a vergonha. É a porta aberta para uma vida de dissolução completa, controlada totalmente pelas paixões carnais.
2 Pecados de ordem religiosa
Idolatria – do grego “eidolatria”, é a adoração a espíritos, pessoas ou ídolos, ou a confiança em pessoas, instituições ou pessoas, atribuindo-lhe força e poder.
Feitiçarias – o termo grego é “pharmakeia”, que envolve a dominação de espíritos, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria. (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).
Heresias – do grego “hairesis”, significa introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus, como em Rm 16.17.
3 Pecados de ordem social
Inimizades – a palavra grega “echthra” envolve intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.
Porfias – do grego “eris”, abrange as brigas, oposição, luta por superioridade e pode ser encontrado também em Rm 1.29; 1 Co 1.11; 3.3.
Emulações – no grego “zelos” fala de ressentimento, inveja amargurada do sucesso dos outros. Outros textos: Rm 13.13; 1Co 3.3.
Iras – do grego “thumos” é a palavra grega que significa a ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações extremamente violentas.  Cl 3.8.
Pelejas – do grego “eritheia” é a ambição egoísta e a cobiça do poder, que pode ser encontrada também em 2 Co 12.20; Fp 1.16,17.
Dissensões – do grego “dichostasia”, diz respeito aos grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja Deus sempre se preocupou com a unidade do seu povo (1Co 11.19).
Invejas – aqui encontramos o termo “fthonos”, significando a antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos. É a inconformidade pois “ele tem e eu não!”.
Homicídios – o termo grego “phonos” significa matar o próximo por perversidade. A tradução do termo “phonos” na Bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA), está embutida na tradução de “methe”, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.
Bebedices – continuando a ideia anterior, “methe” faz referência ao descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.
Glutonarias – do grego, “komos” diz respeito às diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
II – A CONDUTA CRISTÃ VERSUS AS OBRAS DA CARNE
Embora tendo nascido de novo e regenerados por meio da ação do Espírito Santo (1 Pe 1.23; Tg 1.18), e possuindo uma nova natureza, precisamos entender que há um conflito interior que é comum a todo salvo em Cristo Jesus (Gl 5.17); fomos salvos da condenação do pecado (Rm 8.1) do poder do pecado (Rm 8.2), mas não da presença do pecado (Rm 7.17-20). No entanto, temos recursos suficientes para vencer a inclinação da velha natureza.
COMO VENCER A CARNE
Orando e vigiando (Mt 26.41)Renunciando a si mesmo (Gn 39.7-12)
Tomando toda a armadura de Deus (Ef 6.10-18)Refugiando-se em Jesus (Hb 2.18)
Evitando a ociosidade (2 Sm 11.1; 2 Pe 1.8)Sujeitando-se a Deus (Tg 4.7a)
Evitando tudo que possa levar a tentação (Pv 27.12)Resistindo ao Diabo (Tg 4.7b)
Lendo e meditando na Palavra de Deus (Js 1.7,8)Sendo controlado pelo Espírito Santo (Gl 16,18,25)
CONCLUSÃO
Quem anda no Espírito, não necessita satisfazer a concupiscência da carne. Age como um cidadão dos céus e investe no céu (Cl 3.1), não necessitando da lei (Gl 5.16). Carne e espírito são dois extremos existentes em nós, e satisfazer a carne significa egoísmo, satisfazer o espírito é altruísmo (Gl 5.17). Guiar-se pelo Espírito é desfrutar da plena liberdade, é esquecer-se que há lei (Gl 5.18).

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