07 janeiro 2017

PAPA NOMEIA PASTOR PRESBITERIANO PARA LIDERAR JORNAL DO VATICANO NA ARGENTINA


                                                     Papa Francisco e Pr. Marcelo Figueroa

“Queremos divulgar o trabalho pastoral universal de Francisco, de um modo que alcance toda a Argentina,” disse Marcelo Figueroa, um pastor presbiteriano que é o ex-presidente da Sociedade Bíblica da Argentina.
O líder presbiteriano também disse que a edição argentina do L’Osservatore incluirá não só proeminentes personalidades católicas como o arcebispo Víctor Manuel Fernández, reitor da Universidade Católica da Argentina, mas também membros de outras religiões, frisando os esforços ecumênicos e inter-religiosos de Francisco.
“Creio que aqueles que querem escutar a voz do papa, seguindo seu trabalho pastoral, com alguns comentários adicionais, serão enriquecidos por nossa edição,” Figueroa disse. “Creio que será bom para a alma de todo argentino seguir cuidadosamente a voz de quem hoje é o líder espiritual mais relevante do mundo.”
Figueroa é amigo de Francisco. Na primavera de 2015, quando ele precisou passar por uma operação cirúrgica delicada na Argentina, Francisco permaneceu próximo dele com cartas e ligações telefônicas contínuas. Depois que ele se recuperou, em setembro do mesmo ano o papa lhe deu uma longa entrevista para a FM Milennium 106.7, uma estação de rádio de Buenos Aires. E um ano mais tarde, ele chegou a promovê-lo não só como diretor da edição semanal argentina do L’Osservatore Romano, mas até como colunista da edição diária maior.
Os dois trabalharam num programa ecumênico de televisão juntos quando o Papa Francisco era arcebispo na Argentina.
O que o papa pretende nomeando um pastor presbiteriano? Atrair a atenção do presidente americano Donald Trump, que é presbiteriano? Ambos estão num conflito desde fevereiro de 2016 quando Francisco disse que não era cristã a atitude de Trump de cercar os Estados Unidos com um muro que impedisse a entrada de imigrantes ilegais.
Mas é certo nomear um pastor presbiteriano para um posto católico?
De acordo com o site noticioso católico LifeSiteNews, “Católicos e protestantes discordam acerca do que se exige para a salvação, a autoridade do papa, vários ensinos marianos tais como se Maria era perpetuamente virgem, a missa e outros importantes aspectos da vida cristã.”
LifeSiteNews está correto. Não é adequado que um presbiteriano ou outro protestante lidere um grupo católico, e seria igualmente impróprio que um católico liderasse um grupo protestante. Eles podem ser amigos? Sem dúvida. Mas amizade ou parceria em causas pró-família e pró-vida jamais deveria ser equivalente de ecumenismo.
Quando possível, deve haver unidade entre os cristãos para o bem comum, para combater o aborto, a agenda homossexual, o fanatismo islâmico e para apoiar Israel.
Mas unidade espiritual é impossível. As doutrinas católicas exigem que Maria e determinados santos sejam intercessores entre Deus e os homens enquanto as doutrinas protestantes ensinam que Jesus é plenamente suficiente para mediação e intercessão.
Francisco e o pastor presbiteriano deveriam separar sua amizade de suas obrigações religiosas.
Pelo menos, o papa não nomeou um homem pró-aborto e pró-sodomia. Em contraste, a universidade presbiteriana mais proeminente do Brasil tem contratado professores marxistas, pró-aborto e pró-sodomia.
Mesmo assim, os católicos estão muito descontentes com a nomeação do papa. E por que os evangélicos deveriam ficar contentes?
É correto dizer que Francisco é um grande líder pró-família. Mas é muito problemático um ex-presidente da Sociedade Bíblica da Argentina dizer que Francisco é “o líder espiritual mais relevante do mundo.”
Com informações de LifeSiNews, EWTN e Cruxnow

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