05 dezembro 2017

O ABSURDO DO USO DOS AMULETOS NAS IGREJAS 'EVANGELICAS'

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Pergunta: O que significa a palavra superstição? 

Resposta: SUPERSTIÇÃO é uma atitude de espírito, crença ou prática mágico-religiosa para as quais não há explicação lógica e que se baseiam na convicção de que certos atos, palavras, números ou objetos trazem males, benefícios, azar ou sorte. As superstições, de modo geral, podem ser classificadas como religiosas, culturais e pessoais”. Segundo o Dicionário Michaelis, superstição é “1) sentimento religioso excessivo ou errôneo, que muitas vezes arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos; 2) temor absurdo de coisas imaginárias”. 
Em outras palavras, podemos dizer que superstição significa uma crença ou prática sem bases fatuais, fundamentada no medo ou ignorância do desconhecido. 
O Dicionário Aurélio define superstição da seguinte maneira: 1) Sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; 2) Crendice; 3) Crença em presságios tirados de fatos puramente fortuitos; 4) Apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa. 

Pergunta: O que significa a palavra fetiche? 

Resposta: FETICHE é “objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela natureza, ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto”. 

Pergunta: O que significa a palavra amuleto? 

Resposta: No Dicionário Aurélio, AMULETO é “pequeno objeto (figura, medalha, figa etc.) que, desde a mais alta antiguidade,alguém traz consigo ou guarda por acreditar em seu poder mágico passivo de afastar desgraças ou malefícios”. Na Enciclopédia Britânica: AMULETO é “a designação genérica de diferentes objetos aos quais se atribui a virtude mágica de guardar ou proteger quem o porta. Usados tradicionalmente para afastar o azar e trazer sorte”. 

Pergunta: Quantas tipos de amuletos existem? 

Resposta: Dentre os diversos tipos de amuletos (olho de boto ou do peixe-boi; ferradura, meia-lua, a estrela-de-davi) a figa é o que alcançou maior popularidade. Usada para combater a esterilidade e o mau olhado, é representada por uma mão humana fechada com o polegar entre os dedos indicador e médio. 
Amuleto é uma figura, medalha ou qualquer objeto portátil, qualquer coisa à qual supersticiosamente se atribui virtude sobrenatural para livrar seu portador de males materiais e espirituais, e para propiciar benefícios nessas áreas. 

Pergunta: Quando uma pessoa aceita a Cristo como Salvador continua ainda sob a proteção de amuletos? 

Resposta: Não. Ao aceitarmos o senhorio de Jesus, recebemos o Espírito Santo (ICoríntios 6.19; Efésios 1.13); nossos pecados são perdoados (Atos 10.43; Romanos 4.6-8); somos recebidos como filhos de Deus (João 1.12); se somos filhos, logo somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Romanos 8.17); passamos da morte espiritual para a vida espiritual (IJoão 3.14); somos novas criaturas (IICoríntios 5.17); o diabo se afasta e não nos toca (Tiago 4.7; IJoão 5.18); não estamos mais sujeitos às maldições (João 8.32,36); podemos usar o nome de Jesus para curar enfermos e expulsar demônios (Marcos 16.17-18); a salvação nos leva a um relacionamento pessoal com nosso Pai e com Jesus como Senhor e Salvador (Mateus 6.9; João 14.18-23); estamos livres da ira vindoura (Romanos 5.9; ITessalonicenses 1.10 e 4.16-17; Apocalipse 3.10), além de outras bênçãos. 

Pergunta: Mas há crentes que acreditam que podem ser alvo de maldições. O que o Pastor diz sobre isso? 

Resposta: Diante das promessas que acabamos de relacionar, somente o retorno voluntário ao pecado poderá alterar a nossa situação diante de Deus (João 15.6). O uso de qualquer objeto, seja no corpo seja em nossa casa, não melhora em nada a nossa condição de filho, de herdeiro, de abençoado, de isento das investidas do diabo. Objetos não expulsam demônios, não quebram maldições, não substituem o poderoso nome de Jesus. O nome de Jesus não pode ser substituído por um objeto ou um produto industrializado. O uso de amuletos evidencia não uma atitude de fé, mas de falta de fé. Deus não opera por esse meio, sejam cordões, pulseiras, pirâmides, cristais, velas ou qualquer outro produto. A Bíblia não apoia tal prática. A atitude de fé é esperarmos no Senhor e nEle confiarmos. Alegremo-nos no Senhor e Ele nos concederá os desejos do nosso coração (Salmos 23.1 e 37.4-7). 

Pergunta: Pode-se crer nos amuletos e também em Deus? 

Resposta: Se dividirmos a nossa fé entre Deus e os amuletos, estaremos coxeando entre dois pensamentos. Isso não é uma manifestação de fé, mas de incredulidade, de dúvida nas promessas de Deus. A nossa confiança deve ser depositada no Senhor. “Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança” (Salmo 40.4). E a dúvida é inimiga da fé (Mateus 21.21). “Abraão não duvidou da promessa de Deus, deixando-se levar pela incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para cumprir” (Romanos 4.20-21). Abraão creu na promessa de que seria pai de muitas nações. Aguardou confiantemente. Não apelou para objetos, amuletos, cordão, pulseiras, vassoura atrás da porta. 

Pergunta: Os amuletos podem trazer maldições em vez de bênçãos? 

Resposta: Sim. Os amuletos, longe de serem veículos de bênçãos, podem trazer maldições, porque a fé não está centralizada exclusivamente em Deus. Podemos ler em Isaías 31.1: “Ai dos que confiam no poder místico dos
amuletos, mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Senhor”. 
O uso de amuletos pelo povo de Deus equivale a tomar o caminho de volta para o Egito. 
As nossas superstições foram deixadas no esquecimento. 
Não precisamos limpar nossos olhos com óleo ungido, para não vermos as coisas do mundo. 
Pela ação do Espírito em nossas vidas, já morremos para essas coisas, para o sistema mundano e para o pecado. O Espírito que em nós opera não nos permite colocar coisas impuras diante de nossos olhos (Salmo 101.3). 

Pergunta: A Bíblia condena a superstição? 

Resposta: A Bíblia não é baseada em superstições, pois é a inerrante Palavra de Deus: “Toda a escritura é divinamente inspirada, proveitosa para ensinar, redarguir, corrigir, instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (IITimóteo 3.16-17). O evangelho está enraizado em fatos históricos, não em mitos (IIPedro 1.16). Além disso, a Palavra de Deus condena veementemente a magia e a feitiçaria, bem como todo tipo de superstição. As fábulas, as crendices e os falsos ensinos são por ela, combatidos: “Conjuro-te pois diante de Deus e do senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e ao seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrinas, porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade voltando às fábulas” (IITimóteo 4.1-4). 

Pergunta: Os objetos que hoje se usam em algumas igrejas pentecostais podem aumentar a nossa fé? Alguns líderes religiosos ensinam que esses objetos servem de ponto contato para aumentar nossa fé. Isso está certo? 

Resposta: Objetos, ou qualquer tipo de material, seja sólido ou líquido, do reino mineral ou do reino vegetal, não servem para aumentar a fé dos cristãos. O que transmite fé, o que proporciona fé, o que dá origem à fé, é a Palavra de Deus (Romanos 10.17). Jesus não distribuiu qualquer tipo de objeto para melhorar a fé de Seus ouvintes. Nos primeiros passos da Igreja, vemos Pedro e demais apóstolos anunciando insistentemente o Cristo vivo, e falando com paciência dos mistérios de Deus e das palavras de Jesus. E todos se enchiam de alegria, e milhares aceitavam o Evangelho: “Disse-lhes Pedro: arrependei-vos, e cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E os que com bom grado receberam a sua palavra foram batizados, e naquele dia agregaram-se quase três mil almas” (Atos 2.38-41). 

Pergunta: Então o uso de amuletos é incompatível com a vida cristã?

Resposta: Sim. O uso de amuletos é incompatível com a vida cristã e não proporciona prosperidade material ou espiritual a ninguém. Quem deseja viver uma vida de paz e de abundância, deve buscar “primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Salmo 37.25; Mateus 6.33; Marcos 10.29-30; Lucas 12.31; João 10.10). 
Para viver a sua fé, o cristão não precisa de figas, de cordão de ouro, varinha mágica, porque as maldições não prevalecem contra nossas vidas. “Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não encontra repouso” algumas traduções dizem “a maldição sem causa não se cumpre” (Provérbios 26.2). 
A maldição nos alcança se não estivermos sob a proteção de Deus, se não confiarmos nEle, se estivermos em pecado. 

Pergunta: Quem põe a fé na proteção de determinado objeto, na verdade está pedindo uma proteção que não vem de Deus, é disso que se trata? 

Resposta: Sim. A fé cristã rejeita o uso de qualquer objeto com o propósito de obter favores espirituais, ou evitar a influência demoníaca. Do Egito já viemos. Das superstições já nos libertamos. Do jugo do opressor já estamos livres. Da Babilônia espiritual já saímos. Cristo quebrou na cruz todas as amarras, grilhões, embaraços; quebrou os fortes laços que nos prendiam ao mundo das trevas (Gálatas 3.13). 

Um irmão escreveu num fórum de debate: “Deus nos fez livres, livres de contatos físicos para O sentir; livres de pontos de apoio, para crer; livres de toda e qualquer espécie de superstição e amuletos; livres para crer num Deus que tudo supre, tudo faz, tudo opera naqueles que O amam”. 

Quando estávamos na ignorância espiritual, fazíamos uso de incensos e defumadores para afastar os maus espíritos. A Bíblia nos dá a receita para isso: “Submetei- vos, pois a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”(Tiago 4.7). “Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. Estai, pois, firmes e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da escravidão” (Gálatas 5.1). 

Pergunta: O Pastor tem mais alguma coisa a acrescentar a respeito da fé em objetos?

Resposta: Sim. Estejamos atentos para a definição de FÉ que encontramos em em Hebreus 11.1: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”. Como podemos ver no versículo citado, ter fé não significa crer em algo que possamos ver. Pelo contrário, fé é sabermos que Deus existe, mesmo sem podermos vê-Lo. Quem tem fé não necessita ver Deus para crer nEle. E o autor de Hebreus acrescenta: “Ora, sem fé é impossível agradar- lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6). 

Pergunta: E como o Pastor refuta através da Bíblia a necessidade de “pontos de contato” para despertar a fé? 

Resposta: À luz dos versículos que acabamos de citar, podemos chegar à seguinte conclusão: não necessitamos de um objeto ungido como ponto de contato para despertar nossa fé. E podemos ainda acrescentar o que diz Romanos 10.17: “Logo, a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo”. Este versículo demonstra qual é o instrumento utilizado por Deus para despertar a fé no coração humano: as Escrituras Sagradas, pois a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus. Com base nisso, chegamos à outra conclusão: a Palavra de Deus é poderosa o suficiente para despertar a fé no coração humano. Não necessitamos de “objetos ungidos” para que a fé de alguém possa ser despertada. 

Pergunta: E quanto à questão de quem recebe a glória e a gratidão por algum benefício supostamente recebido? 

Resposta: Certamente. Em Isaías 42.8 está escrito: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas”. Observem, irmãos em Cristo, Deus não divide a glória Dele com ninguém, pois somente Ele é digno de ser glorificado. O homem pode ser honrado e exaltado, mas somente Deus é digno de ser glorificado: Ele é o Senhor. Deus não admite que o louvor, que deve ser dado somente a Ele, seja direcionado a objetos ou a imagens esculpidas. Daí, atribuir glória a um objeto, seja ele qual for, está errado, pois todo poder e glória pertencem somente a Deus. 
Não existe este negócio de amuletos, talismãs ou “objetos ungidos” que solucionam problemas alheios, isto é um êngodo, para não dizer um grande pecado. 

Pergunta: Em algum lugar na Bíblia foi atribuído a alguém, ou a algum objeto, algum milagre? 

Resposta: Não, pelo contrário. Podemos citar Atos 19.11-12, onde está escrito: “Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo, tanto que as pessoas pegavam lenços e aventais e os levavam para os doentes tocarem”. O versículo acima nos permite, ao menos, chegar a cinco conclusões: 
1- Quem fazia os milagres era Deus, e não os lenços e aventais usados por Paulo “Deus fazia milagres extraordinários…”;
2- Paulo não distribuiu seus próprios lenços e aventais, foram as pessoas que pegaram seus lenços e aventais. O apóstolo Paulo nunca fez apologia aos chamados “objetos ungidos”; 
3- O apóstolo Paulo não cobrava pelos lenços e aventais, nem tampouco pelos milagres realizados por Deus através dele; 
4- Paulo não atribuiu poderes miraculosos aos seus lenços e aventais: era Deus quem operava os milagres; 
5- Este fato não constitui uma doutrina a ser seguida. Deus, através deste episódio, não está nos ensinando a buscarmos “objetos ungidos” sempre que tivermos um problema. 
A fé tem que estar voltada a Deus e não a um objeto qualquer. 
Infelizmente, amados irmãos, a realidade de grande parte das igrejas evangélicas brasileiras é muito preocupante. Pastores estão se apoiando em textos bíblicos isolados, fora de contexto, para “justificarem” o comércio de uma grande lista de bugigangas, que a meu ver, não passam de superstição evangélica, tais como: água ungida; cajado ungido, caneta ungida para passar em concursos públicos; lenço ungido; martelos; meias; chaves ungidas; água do Rio Jordão; azeite ungido; sal ungido; cajado ungido etc. etc. etc. 
Todas as supostas facilidades obtidas através destes‘objetos ungidos” levam a igreja para longe da presença de Deus. 

Pergunta: Por trás disso há outros interesses nada bíblicos, Pastor? 

Resposta: Sim, pois essa prática permite a exploração financeira, obtida através do desespero de quem necessita de uma cura, libertação ou uma bênção da parte de Deus, pois, toda essa superstição evangélica sai caro. E tudo isso se dá por analfabetismo bíblico, pois, os cristãos estão aprendendo a honrar mais a criatura (cajados, lenços etc.) do que o Criador, como escreveu o apóstolo Paulo em Romanos 1.21-23 “porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes e de répteis”. 
O que é preocupante em tudo isso é a obtenção de vantagens financeiras. 
O apóstolo Paulo nunca cobrou por seus lenços e aventais, nem tão pouco pelos milagres realizados através dele. Já os “ungidos do senhor” (pastores, bispos, apóstolos) de hoje, cobram e cobram caro pelos seus “objetos ungidos e abençoados”. Essa superstição evangélica dentro da igreja tem que acabar. Até quando este “tristemunho” vai continuar? 
Desperta igreja, chega de tanta passividade. Está na hora de darmos um bom testemunho, exigindo a pureza doutrinária por parte de nossos pastores. Ou eles mudam de atitude, ou teremos de escolher de pastores que tenham as qualificações indicadas pelo apóstolo em ITimóteo 3.1-3: “Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento”. 

Pergunta: Essas vantagens são obtidas em cima da ignorância e dos medos das pessoas?

Resposta: Por isso esses líderes vêm atraindo a muitos e obtendo algum sucesso. É provável que conheçamos pessoas que apregoam ‘certas verdades’, baseadas em crenças infundadas, ou que até mesmo utilizam amuletos, e usam certas expressões, com o fim de afastarem maus espíritos. Muitas destas pessoas agem assim por temerem aquilo que desconhecem, ou seja, são supersticiosos. Superstições são crenças alicerçadas sobre sentimentos irracionais, que levam as pessoas a temerem o desconhecido, o sobrenatural, em razão da sua credulidade excessiva. Quem é supersticioso acredita em presságios, encantamentos, sinais, ritos específicos e tantos outros elementos que repousam sobre a fé em coisas irracionais. A Palavra de Deus reprova vigorosamente as superstições. 
Atos dos apóstolos registra um episódio em que Paulo e Barnabé, quando pelo poder de Cristo, curaram um coxo em Listra. Quase foram idolatrados como os deuses gregos Júpiter e Mercúrio pelos habitantes daquele país. Os servos de Deus protestaram com veemência contra esse ato supersticioso. 

No Antigo Testamento eram proibidas as advinhações (Levítico 19.31), a bruxaria, os augúrios, a feitiçaria e a magia (IIReis 21.6). Temos de ter muito cuidado para que essas práticas não solapem nossa fé e assolem nossas igrejas.

Pergunta: Existem superstições tão comuns que fazem parte do cotidiano das pessoas, até dos crentes? 

Resposta: Temos várias superstições do cotidiano. Damos três como exemplos:

1- Uso de amuletos e talismãs. É a crenca no afastamento dos maus espíritos apenas pelo uso de certos objetos como galho de arruda; ferradura de cavalo na porta de casa; pé de coelho, muitas vezes. são usados como objetos de adorno. O profeta Isaías incluiu os amuletos na lista de adornos femininos (Isaías 3.20). Um talismã é um adorno que consite em letras, símbolos ou palavras sagradas, nomes de anjos ou demônios, com o objetivo de afastar o mal de quem os usa. 
2- Rogos do espirro: “saúde”, “Deus te crie”, ou uma expressão mais erudita como “dominus caetumi” (o Senhor te crie). 
3- Sexta- feira 13. O número 13 é tido por alguns como bom agouro, e para outros como infortúnio. 

Pergunta: A superstição entre os evangélicos não seria uma volta ao misticismo medieval, tão condenado pelos reformadores? A teologia da maldição hereditária não seria um vilipêndio à doutrina da graca e uma superstição religiosa em sua essência? 

Resposta: Lamentavelmente. É nítida a existência de casos de superstição entre evangélicos, mas como resultado da ausência de orientação bíblica nas igrejas. Onde o povo recebe o ensino sistemático e claro da Palavra de Deus raramente existe isso. 

Alguns casos de supersticiosidade entre os evangélicos são menores, outros são mais graves. Alguns exemplos do primeiro tipo são deixar a Bíblia aberta no salmo 91 para afastar desgraças; utilizar a expressão “tá amarrado” de forma séria, como uma espécie de precaucão espiritual; abrir a Bíblia aleatoriamente para ‘tirar um versículo’, que funciona como orientação de Deus para tomarmos uma decisão; trocar a leitura sistemática e regular da Bíblia pela ‘caixinha de promessas’; reputar que oração no monte tem mais eficácia do que a feita dentro do quarto ou na igreja; dormir empacotado para que Deus, ao nos visitar à noite, não se entristeça; acreditar que objetos ou algum suvenir de Israel (pedrinha, água do Rio Jordão, folhas de árvores) têm algum poder especial. 

Um exemplo de caso grave de superstição é a teologia da maldição hereditária, que declara insuficiente a obra de Cristo na vida da pessoa, pois afirma que mesmo depois de salvo por Jesus o cristão deve desenterrar o seu passado, e de seus familiares, para quebrar uma a uma todas as possíveis maldições que acometeram, e que ainda repousariam sobre ele, senão a libertação não será completa. 
Além de não ter base bíblica (II Coríntios 5.17), essa teologia defende um princípio quase reencarnacionista, estabelecendo um carma na vida da pessoa a partir de seus parentes. 

Fujamos de toda a sorte de superstição, que nossa fé seja absolutamente bíblica.


Pr. Natanael Rinaldi

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